0:00 Professor, queria lhe dar o boa noite, os parabéns e queria que você falasse desse torcedor que veio hoje pro estádio, o torcedor que ficou em casa, mas mandou mensagem até para valorizar o que foi construído durante toda a semana em forma de energia positiva que acabou dando certo. Parabéns mais uma vez. >> Bom, boa noite. Eh, agradecer a presença do torcedor, aqueles que também não puderam comparecer, mas de de alguma maneira tentaram se fazer presente. [roncando] Eh, agradecer por não desistir de nós em momento algum. Espero que assim seja durante essa reta final, né? E sem dúvida ele foi fundamental, né, para essa essa primeira vitória juntos aqui. Thiago, boa noite. Saulo Zire, Rádio Clube do Pará. Vou pegar o gancho do Diogo Pugê aí. Construção da semana. Na verdade não foi uma semana, foram alguns dias de preparação para mais uma decisão. E decisão às vezes você não joga, você vence. Hoje o Remo venceu, tirou aí um um peso enorme das costas, você falou da torcida, mas eu queria 1:01 falar dessa construção de time que passou pelo Zé Wellson ali, pelo menos do nosso ponto de vista, como um zagueiro. David Braga fazendo muita coisa do meio pra frente, recompondo, enfim, queria saber as tuas impressões e se tudo, absolutamente tudo que foi trabalhado durante esses dias, você pôde contemplar hoje aqui no Mangueirão, principalmente no primeiro tempo. Boa noite, obrigado e parabéns. >> Boa noite, obrigado. É como você falou, né, o tempo curto, foram quatro dias para trabalhar muito em cima do Botafogo. É, eu costumo ter essa ideia de de propor algumas algumas situações muito em cima do adversário, tentando explorar algumas fragilidades, mas no caso de hoje, principalmente tentando anular pontos positivos. Eu acho que funcionou isso bem no primeiro tempo. O Zé Wellson quando a gente baixava na última linha, no bloco bem baixo, ele entrava ali para esticar um pouco mais ali e fazer uma linha de cinco para evitar que o Mateus Martins toda hora pegasse a bola no um para um com o Marcelinho, né? Isso aconteceu, mas 2:02 sempre tinha uma sobra do Marlon, justamente pela entrada do Zé Wellson. E essa bola de retorno, que sempre foi muito perigosa, essa bola que o Teles faz bem e o Botafogo eh machucou em alguns momentos alguns adversários nessa situação, a gente conseguiu neutralizar bem com David Braga e além disso, um papel fundamental dele que foi para esse jogo. A gente entendendo que o Botafogo é um time que tem a última linha que praticamente não quebra, ela tá sempre muito bem montada. uma característica do professor Tit que faz muito bem esse trabalho. A gente trouxe um cara que um um ponta meia, um cara que joga de fora para dentro, vira meia, flutua. Em várias dúvidas, ele flutuou com liberdade porque criou a dúvida no lateral esquerdo para para acompanhar ou guardar a linha. Em vários momentos ele guardou a linha, foi onde a gente conseguiu, principalmente no primeiro tempo, superioridade com ele, com o Marcelinho. Conseguimos ali finalização, passe para trás, lances do gol. Então, acho que foi um primeiro tempo que funcionou bem. No segundo tempo, fisicamente sentimos um pouco, né? E natural que o adversário perdendo tome algumas iniciativas do jogo. Eh, 2:58 [roncando] tivemos a oportunidade, na minha opinião, de fazer o terceiro e liquidar a partida e aí deixamos o jogo mais extenso até o final com esse gol de bola parada, que é uma situação que a gente precisa evoluir, tem me incomodado, incomodado os atletas, mas no geral funcionou bem, né? A gente conseguiu eh [roncando] vencer, que era o primordial, mas dentro de uma organização, acho que um time lúcido, né? sofreu pouco, por mais que o Botafogo ficou com a bola, mas foi muito ali na intermediária, depois, no segundo tempo, exagerou ali nas bolas pingadas. Aí nós tivemos um pouco de dificuldade quando dois noves como Tiquinho, Artur Cabral, sem dúvida a gente queria dificuldade para essa segunda bola. E acho que foi mais ou menos essa tônica do jogo, imaginou, não fugiu muito daquilo que nós preparamos pro jogo de hoje. Acho que valorizar que é uma vitória importante, mas que não muda nada em relação à tabela. O que muda muito é a questão anímica. a gente precisava dessa vitória, os atletas mereciam isso, mas é continuar competindo. Eu acho que o time hoje tem, não que antes não tinha, tá? Mas eu tô dizendo do meu trabalho. Eu vejo uma cara, vejo uma identidade, vejo um time 3:53 competitivo e vejo alguns comportamentos muito bem definidos com e sem a bola. >> Boa noite, Carpini. Sou o Lucas Neves do Chaves Remista. Primeiramente, parabéns pela vitória, sua primeira vitória no comando azulino. Eh, vou falar sobre pontos positivos e negativos. Claro, obviamente todos os jogadores são merecedores pela vitória de hoje, mas eu queria destacar uma peça fundamental que foi o David Braga. Acho que taticamente agregou muito a entrada dele, auxiliou muito o Marcelinho. Eles fizeram aquela dobradinha ali pelo lado direito. Eh, queria perguntar se o David Braga já cravou a sua vaga no time titular. E pontos negativos, o já de vários jogos que o Remo vem criando várias oportunidades e não vem convertendo. A defesa que toma gols de bola parada. principalmente de escanteio e a parte física que o Remo começa o primeiro tempo em cima e depois o time cai de produção, se a parte física tá tá incomodando o senhor. >> Vou começar de trás paraa frente. Eh, a 4:54 parte física de maneira nenhuma. Eh, eu tenho um profissional da minha comissão muito competente, que é o Caio, com todo o departamento de futebol, da parte física do clube, que também é muito competente e aqui tinha também um profissional muito competente, que é o Diego, que a gente conhece bem o trabalho. Então, foi dar continuidade em coisas boas que vinham sendo feitas. É natural que você baixe um pouco mais as linhas e a impressão que você acaba correndo menos e competindo menos. A partir do momento que você faz o gol, na situação que o Remo se encontra durante toda a competição, você tem muito mais medo de perder do que vontade de ganhar em alguns momentos. Então a gente cria eh involuntariamente cria essa essa autodefesa do atleta querer que o jogo passe logo, que acabe logo e começa a tomar as decisões erradas. A gente baixou ali um pouco de maneira excessiva, não foi uma uma situação que tava combinada. Então acho que aí nesse ponto parece que a gente acaba competindo menos e quando você propõe você desgasta mais. Mas acho que o primeiro tempo foi muito intenso e dificilmente você vai ver um jogo onde um clube, onde um time ele é melhor que 5:54 o outro o tempo todo. Essa trocação de momentos da partida é natural. Isso não tem a ver com a parte física. Nós corremos muito juntando nosso nossos GPS hoje para te dar um dado em relação à parte física, nós corremos mais de 104, 105 km todos juntos. Nós tivemos cinco jogadores correram mais de 10 km. Então é impossível você falar que a equipe não corre fisicamente. A questão é a mental, isso pesa muito e aí interfere em algumas decisões, mas na questão física não. Em relação à bola parada, eu não vou me estender muito porque a gente vem aqui só responder eh dificuldades que nós estamos tendo, gols que a gente vem sofrendo e o resultado que não acontece. Hoje eu queria enaltecer e valorizar uma vitória. É tão difícil vencer. Eu queria valorizar mais isso, não falar da bola parada, porque eu já falei anteriormente que é uma coisa que me incomoda, está me incomodando e também tá incomodando os atletas. A gente tá trabalhando para tentar evoluir. Em relação ao David Braga, funcionou muito bem. Eh, eu não sou muito de de, ah, ele fez um gol, ele fez um grande jogo, agora ele joga, ele é titular, o outro foi mal, não joga mais não. Eh, todos [roncando] os 6:54 atletas são importantes, o Braga é importante, eh, os extremos que participaram, os que não participaram. Eh, talvez no jogo do Palmeiras não funcione essa ideia de tirar o Braga de fora para dentro, porque é um time que encaixa individual e aposta muito nos duelos. Conheço bem a maneira de trabalho, enfrentei diversas vezes o Palmeiras, tive êxito, tive derrotas. Então eu acho que a gente pensa algumas situações diferentes para esse jogo. Pode ser que o Braga jogue, pode ser que o Braga não jogue. A gente precisa agora analisar com calma e ver o que a gente tem de melhor para esse jogo. O Carpini, Michel Anderson da Vox Sport, parabéns pela vitória. Eh, Carpini, queria que você avaliasse três pontos, já que você já avaliou o David Braga, que seria uma das minhas perguntas. Eh, [roncando] o seguinte, eh, a partida do Zé Wellisson, a função que ele fez para você e [roncando] que ele vem fazendo nesse seu time, eu queria que você também tocasse no assunto de se foi uma estratégia ou se ti se te incomodou muito a bola longa pro Talhar. A gente percebeu muito isso, não sei se foi ocasião de jogo ou se foi 7:56 algo que que também te incomodou e não não aconteceu, né? Não funcionou muito bem. E por último, queria que você comentasse sobre a questão do caráter desse grupo. Quando tá perdendo é muito difícil falar bem. Como hoje teve uma vitória, talvez você fique mais à vontade para falar bem. Tô te perguntando isso porque o presidente Tonião nos deu uma entrevista e ele falou que agradeceu pro grupo por nunca ter largado e por sempre ter procurado honrar, independente da posição na classificação. E você tá há pouco tempo aqui. Queria que você falasse também sobre o comprometimento desse grupo independente da posição na tabela. >> Legal. É, vou começar de trás paraa frente também, porque realmente eu fiquei desde quando eu cheguei muito impressionado e me senti muito parte do processo, muito rápido, muito comprometido, porque viver o que esses atletas estão vivendo, a dificuldade com certeza não foi a expectativa deles, da torcida, de vocês todos, de ninguém, mas hoje é uma realidade, uma realidade dura, né? Uma competição difícil, onde 8:57 as coisas não aconteceram como eles gostariam. E eu já presenciei e vivenciei em alguns momentos da minha carreira grupos onde talvez alguns atletas largasse um pouco, jogasse a toalha e a gente vê algumas dificuldades que a gente tem. O dia a dia deles é espetacular. A a sede pela informação, pela competitividade, pela entrega. Eu acho que isso isso mostra muito o caráter coletivo desse grupo. Acho que a gente não tá falando de qualidade, capacidade, limitações, não. A gente tá falando ser humano. São homens de verdade. Não porque a vitória aconteceu hoje, não, mas é porque vem acontecendo. Eu vejo, eu posso poderia usar de exemplo o jogo do Cruzeiro, né, que nós fizemos um grande jogo, perdemos a partida e a indignação do vestiário, a chateação, a tristeza não é um grupo que tanto fez, tanto faz. E isso é, isso é bacana. Isso a gente, eu passo para eles, a gente vai levar vivo até o final, sobreviver a cada rodada. Eh, a [roncando] gente tem a oportunidade de escrever uma história bonita. Se no final dessa história bonita o final for 9:58 feliz, a gente não tem como assegurar isso. Mas a gente vai trabalhar para sobreviver e representar uma instituição, uma torcida, eh um estado. Então assim, o nosso nosso peso é grande, a nossa responsabilidade é grande. É bom enfatizar isso para eles diariamente. Em relação a Talha, não foi uma pedida minha, eu não gosto desse jogo longo. A bola de espaço é uma alternativa para esticar linha, mas quando a gente trabalha isso durante a semana, a gente tenta esticar a linha eh com com jogadores que venham no corredor, com já já, quando tem o Galeano em campo. Eh, às vezes a gente cobra muito do Tali e eu vejo, né, às vezes o torcedor é um pouco, né, impaciente, é natural, mas poxa, o que ele briga, o que ele corre, o que ele se entrega e ele só pega a bola podre, cara. não sabe, a bola eh tá faltando ainda um pouco dessa parte dele da gente poder produzir para ele. Ele tá se entregando para nós, a gente precisa entregar um pouco mais para ele, senão é é complicado uma bola longa para um cara que não é o forte dele essa bola é um cara que flutua, que tem capacidade técnica, apesar dele se virar bem com com a estatura, mas toda hora bola em 11:00 disputa com zagueiro de frente realmente é muito difícil, né? Então acho que isso é um foi uma são ajustes no no jogo do Cruzeiro funcionou melhor justamente ele não tava em campo, mas a gente conseguiu preparar mais as jogadas pro Eduardo. Então eu acho que isso hoje faltou um pouquinho, sacrificou um pouco Talhari, não foi um pedido meu. E faltou e o Zé Wellon. O Zé Wellson já umas desde o jogo do Vasco da Gama, se não me falha a memória. Eh, eu entendi que a gente poderia utilizá-lo melhor. Eu conheço o Zé já há um tempo. O Fortaleza a gente acabou não estando muito tempo junto, que na minha chegada coincidiu com a saída dele, a gente mais se enfrentou, mas eu vejo que é um cara que em alguns momentos ele tava tendo um pouco de dificuldade para percorrer aquele setor de meio-campo, mudar de direção com velocidade e quando a gente traz ele um pouquinho para trás, ele só salta pra frente. Facilitou o jogo dele e aí a capacidade técnica que ele tem do passe, do drible, da bola longa, eu acho que e ele entra para jogar e ele baixa para defender. Acho que isso facilitou muito o jogo dele, 12:01 voltou a confiança. Hoje ele fez uma grande partida e eu acho que talvez em algum momento ele possa exercer [roncando] de novo essa função mais na frente, mas eu acho que ali vai ser difícil. Uma coisa que eu pretendo não mexer, porque ele se adaptou bem e tem nos ajudado bastante. Carpine, eh, Danilo Magelo, da TV Record. Ainda sobre o que os colegas estão falando aqui sobre a função do Zé Wice e a função de David Braga por muito tempo, eh, foi até uma crítica minha com relação ao clube, porque o Remel utilizava muita jogada, muito jogador ali na ponta, o Pikachu e o Galeano, que são jogadores que jogam muito mais na amplitude, pouco atacam o meio espaço ali, como o David Braga eh vem fazendo com você. E foi um uma solução que você conseguiu encontrar, porque o Devid Braga tava no elenco desde o início do ano. Eh, do lado esquerdo eu não vejo tanto essa versatilidade. Você encontrou uma alternativa também para um jogador com característica e perfil semelhante ao Jajá para também te dar essa variação pelo lado esquerdo até o momento? Não, dentro do elenco não. Hoje as 13:01 características a gente não tem um cara eh acho que se eu trouxer o Braga para ali, ele vai ficar bem torto, porque essa flutuar de fora para dentro com a perna boa, eu acho que fica ruim, né? você perde um pouco do apoio da da proteção. Eh, as características que a gente tem ali todos são de velocidade. Acho que um um extremo com capacidade de virar meia e flutuar entre as linhas, eu acho que é mais o Braga que faz isso. Eu tentei em alguns momentos no treino também o Pikachu fazendo essa função. Acho que facilitaria também o jogo para ele. É um jogador técnico, inteligente, um cara jogado, mas e não se sente tão confortável jogando de costas como o Braga. O Braga tem um, ele sustenta a bola melhor, né? ee tem essa essa facilidade. Então ali nós não temos essa essa variação. Ali eu eu tenho feito durante a semana, testado algumas situações, feito dobra, o Mike na linha da frente, eh mas não não não conseguimos fazer da mesma maneira desse lado. Acho que o que nós temos de característica no elenco e algumas outras coisas também que às vezes a gente gostaria de fazer não nesse momento não não me permite. 14:04 >> Carpine, boa noite. Max Souza, Grupo Liberal. Eh, quero citar dois pontos aqui, mas não são duas perguntas. Eu queria que você fizesse assim uma análise do Leonel Pico, porque a impressão que eu tenho eh que ele se finge de morto em alguns momentos da partida, justamente para mapear o que ele pode fazer. E é [roncando] exatamente isso que eu queria que você falasse um pouco sobre essa qualidade que ele tem dentro de campo, dessa leitura que ele tem. E não tô falando só por conta do gol, que foi um belo gol, certamente vai, já tá rodando pelo Brasil inteiro, mas foi um belo gol de um volante que pisa na área, de um volante que marca muito, que desarma muito e que inicia uma transição muito bem. E em cima desse comentário do Pico, eu queria que você falasse também dessa letalidade que o Remo precisava tanto. O Remo criou muito volume de jogo, eh, botou muita gente na área contra o Redbull Bragantino, contra o Grêmio, contra o Cruzeiro, jogou muito bem aquele primeiro tempo, então faltava o Remo ser eficiente e letal. Esse dia chegou, Carpini, parabéns pela vitória. >> Obrigado. Eu acho que acho que é todo treinador, né? Sempre que é um pouquinho 15:03 a mais, né? Nunca tá contente, mas acho que dava pra gente ser um pouquinho mais letal. a gente teve a oportunidade, talvez, de fazer o terceiro gol e liquidar a partida e e levar o jogo de uma maneira mais tranquilo, mas não tô reclamando, tô contente, é só uma observação. Eh, em relação ao pico, eu acho que é bem isso que você descreveu. Vejo ele dessa maneira. Eh, o que eu tento ajudá-lo a evoluir, eh, alguns comportamentos sem a bola. Eh, ele ainda é um jogador até pela característica do do atleta argentino. Eu tive alguns atletas argentinos na minha carreira e eles têm muito da referência individual e eu acho que isso é um problema quando você joga com jogadores inteligentes no nível de série A, onde o meia, o extremo, ele consegue abrir as nossas linhas com movimentações, tirar nosso volante do centro. Em alguns momentos eu cobrava e cobro muito isso do pico dele eh agredir no setor, a gente balançar cada um dentro da sua função sem referência individual. E ele [roncando] melhorou muito isso. A capacidade técnica dele é indiscutível, faz o time 16:03 jogar. Ele de todos acho que [roncando] talvez o Patrick se assemelhe um pouco dele nessa característica de conseguir pisar a área e terminar a jogada em gol. Então, feliz pela evolução, pelos comportamentos dele sem a bola e pelo gol que nos deu a vitória também. Acho que é merecido por pelo tanto que ele trabalha e o tanto que a gente acaba que eu acabo cobrando ele todo o grupo no dia a dia. Eu sou um cara muito detalhista, um pouco chato às vezes, eu sei, mas a gente precisa esse momento, a gente precisa evoluir rápido em alguns aspectos e isso tá acontecendo. >> Thiago Anderson Aires da página L de Campo TV, primeiramente parabéns pela vitória. >> Obrigado. Eh, só para falar um pouco sobre o Talhares, até para explicar pro torcedor, pro torcedor entender melhor, eh, sobre a situação dele hoje. Foi mais um dia que o torcedor pegou no pé dele e ele continuou na partida. Você deixou ele no jogo, né? Não tirou ele. Assim, para explicar pro torcedor se foi esquema tático ou se foi também para não 17:04 eh psicológico do jogador que tá com a pressão ali da torcida, não vem fazendo gols. Queria pudesse explicar pro torcedor entender melhor a situação dele. >> Legal. Eh, a questão de não fazer gols, todo atleta na posição dele, na função dele, passa por isso em algum momento da carreira. Isso é passageiro, isso vai melhorar. A partir do momento que ele tiver a felicidade de fazer um gol e trazer de volta toda a confiança que é um atleta que eu conheço bem, já me ajudou em outros momentos. E o Talhar, assim como posso dizer que todos, mas o em especial é um atleta da minha confiança. E pro treinador às vezes o torcedor não entende que é muito importante quem cumpre função, né? Esse é o primeiro ponto. E um jogador voluntarioso como ele, que faz mais de uma função, todas as movimentações que a gente trabalha a semana, ele busca fazer no jogo, o detalhe dele retomar e a sua melhor condição técnica e voltar a fazer gols, tá próximo de acontecer. Isso é um detalhe que ele mesmo trabalha com ele e 18:06 a gente procura estimular e ajudar, mas para mim o que ele entrega coletivamente, o que ele corre, o que ele se doa pela equipe, e não sou só eu que falo, não. Os atletas também, né, da da linha defensiva sabe que quando a bola chega ali, mesmo que em disputa, ele briga, ele sustenta, ele faz a falta, ele tá sempre ali rodando alto durante o jogo, em vários momentos do do várias situações do campo. Então são coisas que eu avalio de maneira muito positiva. tem um olhar diferente do torcedor, mas entendo o olhar do torcedor que espera o nove faça gols, que o 10 dê assistência e que o lateral não erre um cruzamento e que o zagueiro tire todas as bolas. Mas bom, não é assim, seria o ideal, mas dentro disso existem muitas variáveis. Carpinha, Mateus Miranda também, grupo liberal. Eu queria saber o que essa vitória representa para você, porque você falou muito sobre do ponto de vista coletivo, mas para você como técnico do Remo e que já tá no terceiro trabalho de times que estão brigando para NUCE na primeira divisão, que essa vitória representa para você? Ah, uma satisfação, eh, uma oportunidade 19:08 de de trabalhar num clube como Remo. Uma gratidão da maneira que eu fui recebido pelos profissionais do clube, pela torcida, pela cidade, em todos os lugares que eu por onde eu passo. Já vejo um carinho muito grande desde o primeiro dia que eu cheguei aqui. Então, [roncando] gratidão, respeito e a responsabilidade cada vez mais entregar o meu melhor. Se o meu melhor vai ser o suficiente, se eu vou acertar sempre, é claro que não. Erro muito, mas eu tento fazer o meu melhor. Então, eh, continuar trabalhando. E eu acho [roncando] que não é nem a minha satisfação. A minha satisfação é ver a alegria desses atletas no vestiário e ver quão importante foi essa vitória e como eles precisavam disso. Eu tô muito feliz por eles, porque eh a cobrança é natural, é inerente à profissão, né? E quando o resultado não acontece e a campanha se desenha da maneira que aconteceu, é natural que a cobrança vem. Então eu vejo como ele sofre, eu sofro junto, apesar da gente tá convivendo pouco tempo, acho que a gente criou esse vínculo muito rápido, então fico eh feliz e me sinto representado por eles. 20:09 Dessa forma, a gente finaliza a entrevista coletiva, agradecendo aos amigos da imprensa e ao técnico Carpini pela parcip