0:03 Boa tarde todo mundo. Prazer revê-los. Boa tarde. Nós vamos começar às 5:30 e como sempre a gente pede que deixem as questões eh se se tiver questões, obviamente são bem-vindas para serem eh feitas no chat, mas só lá no final, porque senão o chat começa a virar uma conversa paralela e a gente acaba não conseguindo eh progredir muito bem, né? É um grande prazer recebê-los. Oi, Alberto. 5:30, 6:30. Lá pela 7 já pode abrir. Aham. De 7 19, né? É 19 horas, né? Eh, vai ser um tema diferente hoje, como sempre. E e sinceramente a gente tem ficado muito muito feliz assim com com a presença de tantos amigos, tanta 1:06 gente velha conhecida e tanta gente nova também. e estamos tentando organizar aos poucos para cada vez funcionar melhor. Os livros da editora tão saindo também devagar porque não dá para fazer tudo correndo, né? Mas a gente tá tá trabalhando e em breve terão mais notícias. Jane, lembrando. Oi, fala. Eu sugiro que você desative o som de todos, porque quem entrar já entra com o som desativado. É isso que eu ia comentar agora. Eu acho que a a Laia tá de hosting, né, Laia? Eu eu posso fazer isso aí. Você abre o seu em seguida, tá certo? Pronto. Pode abrir, Alberto. São depois pode me ensinar a fazer isso. É, Alberto, o seu somo, então você abre o teu som. 2:08 Pronto. Abre. Pronto. E a gente solicita que todos os demais permaneçam fechados, até porque às vezes a gente tem barulho dentro de casa, né? Como sempre, eh, o Alberto vai conduzir e não sei se quer se nós vamos fazer um momento de silêncio agora inicial. Liberado. Então, tá. Então, como em Brasília, 17:30 e 20 segundos. Ok, entendi. Tem a moça falando comigo aqui. Bom, então vamos fazer um breve recolhimento, relaxando bem, tranquilizando o corpo. Respiração tranquila, coração sereno. Vamos nos imaginar envolvidos por uma luz branca 3:08 e um grande círculo envolvendo o Brasil inteiro. Luz, energia, paz a todo o país. Saúde a todos vocês. 3:34 Tomamos refúgio nos filhos da luz. Tomamos refúgio na sabedoria do coração. 3:52 Invocamos a grande vida. Possa a luz brilhar. Possa a vida pulsar. Paz e sabedoria. 4:14 Bom, antes de eu ir para o a projeção, deixa eu só fazer uma uma pequena introduçãozinha aqui. No mês passado, antes da da reunião, pouquinho antes, eu estava pensando com a Jane que tema propor para oia. Não tem microfone, velho. Hora. Ó, fala com a Iara aí que tá tudo aberto. Ó o perigo. Então, pensando é que eu não tenho uma interferência aqui. Ô, era só que faltava o Windows. Não, não é aquela barra que a barra não me atrapalha mais. Entrou o Windows aqui com a barra dele querendo que eu saia do Chrome. Bom, então voltando. Então na hora de escolher um tema, olha só o que aconteceu. Vou ter que fechar aqui. Volta email. O Windows me atrapalha 5:15 aqui. Bom, então voltando, tava pensando que tema escolher e não tava nem fácil, não tava claro nem fácil, porque são várias as alternativas que poderiam dentro dos temas que a gente se propõe no Lux, mas aí eu tava lá com papel, eu gosto de pensar com papel que a caneta na mão e aí me veio na mente agnos da vida. Na hora eu nem eu nem me dei conta o que que tava acontecendo. Eu escrevi a gnose da vida e aí eu pensei e os mensageiros da luz. Aí depois anunciei, ficou o tema. Aí depois é que eu fui me dar conta que esse tema tem tudo a ver com os esênios, com os mandeanos, com mani. Então esse é o tema que acabou saindo e ficou bem interessante. Deixa eu ir para ele agora. 6:17 Então ele ficou assim com título e subtítulo. São agnoses da vida, que foi a [limpando a garganta] primeira ideia que veio, e os mensageiros da luz. Então nós vamos fazer hoje um pequena celebração focado na vida, focado na luz, num período do planeta, num período do Brasil de trevas, de perturbação, de confusões. Até achei bom e interessante a gente pensar, meditar, refletir sobre a luz universal, sobre a vida plena, a grande vida. E ficou um tema que eu vou começar então com João Batista, osênios e os Mandeanos, que é século 1 AC, indo até o profeta Aman no século 3 DC. A gente trata muito desses temas da antiguidade porque autores mais atuais, são mais conhecidos, mais acessíveis. E eu prefiro ir lá na nas origens, no começo das coisas, como era, como deveria ser, autores importantes, porque 7:20 essas grandes almas continuam trabalhando século após século. Então a gente percebe a linha, o foco que eles trabalharam. Então, aí é o assunto e como anexo, já que nós vamos falar dos Mandeanos e do Man, a relação do filósofo e gnóstico Bartesanes, o seu filho Paulo de Samosata, vinculado com o maniqueísmo e agnoses no sufismo, marifa e gnoses. Então, parece três títulos, mas é tudo uma coisa só. Então vamos adiante. A gente com esses títulos a gente tenta se aproximar de um pórtico, um pórtico do colégio invisível, um pórtico dos grandes instrutores. Os temas é para dar um foco, é pra gente perceber o que que eles pensaram, o que que eles ensinaram e é o desafio então a gente se dirigir para esse pórtico dentro do possível. O Lux 8:20 de Zil é um centro de estudos, investigação, prática dentro do possível, focados então um pouco no oriente, um pouco no ocidente e hoje então aqui nos objetivos tem o budismo da Índia, o budismo tibetano, mas tem o gnosticismo, que eu coloquei em Dentro do gnosticismo tem um mane, tem a gnose suf, o sufismo em geral, mas um sufismo depois mais filosófico e mais gnóstico. E dentro do sufismo, então, há gnoses. Então são três palavras chaves: gnosticismo, manei e sufismo ou gnose suf. Então, esses três pontos, esses três polos farão parte então do nosso enfoque de hoje. Eu sempre procuro, eu, a Jane ou a quando a gente trabalhar aqui, tá? Os os temas vão estar sempre vinculado com essa temática. O dharma, o dharma e o Tibé, a filosofia de vaita, xâncara, chivaísmo, o 9:22 gnosticismo grego, eh, judeu, cristão, o gnosticismo maniqueu, a gnose sufundo islâmico e depois um pouco também da antiga cabala original. Bom, então voltando para cá, a gnoses da vida, os mandeanos, que depois já vou explicar, os mandeanos surgem a partir dos essênios. E aí então há um fluxo desse gnosticismo do século 1 a C até o meio do século II DC. Os gnósticos recênios, os gnósticos judeus dação de sete, por isso anos. O famoso João Batista Gu Ben Pandeira em latim Jesus, o famoso Simão Mago, discípulo de João Batista e de Jesus. O João, o João gnóstico do livro que a gente publicou enfatizando esse João que foi discípulo de João Batista e de Jesus e o João que trabalhou com Agnoses também. Thago, Tomé também foram 10:23 gnósticos e na sequência Menander, Saturnilo, Apolondetiana, Paulo, mas não o Paulo bíblico oficial, o Paulo gnóstico, o Paulo que circulou nesses ambientes, Basiles em Alexandria e outras regiões. E aí é século final do século 1 dcer, chega o grande Valentino século I, início do século 2 dC. Palentino, Teodotos, Pitolomeu, Heracleon, são filósofos, são gnósticos, são neoplatônicos, são cristãos, tudo ao mesmo tempo. E essa sequência vai dar num personagem que é da escola do Valentino chamado Axionicus, que viveu na Síria, viveu em ehem Alexandri, ele passou por lá, viveu em Antioquia e ele foi ligado a Bardesanes. E aqui também eu já estou preparando o nosso livro futuro e mais adiante eu vou hoje vou tocar de novo. Então Bardesanes, Paulo de Samossata, Samossata é uma cidade e chegando no 11:25 grande Mi, man é um personagem hoje mais conhecido. No passado foi muito criticado o famoso herético o maniqueísmo. Só que por favor não vamos entender como o dicionário de português entende aquela dicotomia bem e mal e fica por isso. é o profeta da luz e eles tinham na filosofia deles o um, o uno não dual, além da dualidade. E depois tem luz e trevas e o mundo que se manifesta. Então a o dicionário, qualquer dicionário em português diz bobagem quando fala do mano. Bom, então isso vem na sequência. Então, tudo começa hoje a partir dos nazarenos da Galileia, que um dos nazarenos fundou os enênios. Dentro dos enênios haviam alguns gnósticos, nem todos eram, mas haviam filósofo, haviam gnósticos da terra deção egípcia e babilônica ao mesmo tempo. E o famoso Johanan Ben Zakai, Zakai Zacarias, que a 12:28 gente chama mais facilmente de João Yorhanan, o Batista. A partir dosênios, a partir do Batista, vai surgir posteriormente um grupo que são os mandeanos. Manda é uma palavra aramaica que gerou mandeanos. Então, os mandeanos e os gnósticos fitas são dois grupos paralelos. Primeiro é um só, são osênios e os mandanos. Depois se divide em dois grupos. Continua existindo os mandeanos e vai surgir o grupo dos discípulos de Jesus, os gnósticos cristãos ofitas. Então nós temos essênios, o mestre da retidão, tê que é pouco conhecido, mas é importante, João Batista, Elazar ou João, discípulo de Jesus também, Simão Mago, o próprio Jesus e vários outros. E aí, pra gente entender o por que eu vou começar nessa parte mais antiga, é que os enênios se subdividir em dois 13:31 ramos. Um ramo que era judaico, que era que era as ideias básicas do mestre da retidão e de João Batista. Então, a letra A aqui, os nazarenos, mandeanos. Mas quando Jesus sai dos para a Galileia, vai surgir um grupo mais cristão. Então são os gnósticos, ofitas, ófos à sabedoria e são mais cristãos. Os mandeanos são mais ligados à tradição mística e esotérica do judaísmo. Não é um judaísmo oficial. Eles eram heréticos para a sinagoga de Jerusalém, mas ao mesmo tempo eles eram ligados uma tradição muito importante. Então nós temos mandeanos e temos os gnósticos cristãos. E aí por que mandeanos? É a palavra gnoses, que é grega em aramaico. A palavra genose é equivalente à palavra manda. Manda que dá. Então mandae anos. 14:33 Em grego tem aquela vocal, aquela vogal que é o a e o e. Então em grego é manda e anos, mas em português não temos aquela vogal, então ficou mandeanos, mas é a mesma ideia, o mesmo grupo. Então a gnoses e gnoses aqui eu sempre escrevo, no passado eu já escrevi como tá em português, gnose, mas nunca mais fiz isso. pra gente se aproximar, é uma transliteração do grego, mas para se aproximar da palavra grega, sabedoria, compreensão intuitiva, clareza de percepção, reta percepção, sabedoria profunda. Então, é a ideia da gnose ou ao mesmo tempo uma sabedoria universal, ginoses ou manda. E os mandeanos tinham esse termo, gnoses da vida. Isso é um termo deles. Eles invocavam a vida universal e a sabedoria universal. Então eles se referem gnoses da vida. Eu achei muito curioso porque eu não tava pensando 15:34 nesse assunto quando escolhi esse tema. Assim, o tema foi uma gota de título que caiu na minha mente, eu aproveitei. Foi muito boa porque deu para fazer uma revisão. É um assunto que eu acho muito interessante. Tem invocações, eu vou vou apresentar algumas passagens bonitas em vocação belas, profundas. E é muito semelhante a tradição do João Batista e dos Mandeanos com o Mani. O Mani tem a ver com os mandeanos, tem a ver com os gnósticos cristãos. O man é herdeiro das duas tradições. Então, porque eu quero chamar a atenção que a gnose e o gnosticismo é uma tradição importante, mas ela, além de não ser só cristã, o gnosticismo é cristão, é judaico, também estava presente no mundo islâmico como gnoses, surf dentro do sufismo, mas dentro da tradição judaica houve essa ramificação eh fora da visão oficial que são então os mandeanos. 16:36 E eles vão se preservar na Babilônia. Quando os romanos invadem aquela região, destó em Jerusalém, acabam com os desênios, alguns deles já tinham viajado mais cedo e outros fugiram depois. Então, a tradição dos mandeanos sobreviveu na Jordânia e na Babilônia. E esse material que eles levaram, os textos do João Batista, os ensinamentos reservados, eles levaram com ele e por uma coincidência da vida, coincidência na palavra, por um por um ajuda da vida, sobreviveram até o século XX. E no século XX foram recuperados, reencontrados, traduzidos. Então esse é o nosso assunto. Então comoos estão comoos estão estamos falando em João Batista emênios. Então uma rápida pincelada no Batista que também era gnóstico. Aqui é um livro do M George Mid, aquele inglês. O gnóstico João Batista tem várias 17:38 versões. Hoje em dia se encontra na internet com 10 12 versões diferentes do mesmo livro. Mas o autor é George RS, um livro interessante. E ele aqui está usando texto dos Mandeanos. Então ele fez um apanhado, uma seleção, especialmente do livro do João Batista. Há um livro do João Batista e há um livro sobre o João Batista. Há uma biografia sobre o João Batista e o livro dele. Então seguindo. Eu peguei bem pouquinho porque tem muita coisa pra gente ver. Então o M no seu livro diz que a tradição mandeana clama, ensina que João Batista foi um gnóstico e não um seguidor da ortodoxia. Não que ele não conhecesse o Antigo Testamento ou a Torá, mas ele não era preso. Ele não era preso na versão oficial. Os enênios eles eram heréticos. Então, João Batista foi líder dos e ele era também 18:38 um filósofo e também um gnóstico. João Batista, além disso, foi um reformador, um profeta reformador e um grande nazir ou nazareno, tanto quanto Jesus vai ser depois. Nazareno é a linhagem, a tradição, os antigos nazarenos, derivados dos caldeus. João Batista batizou Jesus como sabemos, mas batizou num rito dos Nazarenos. E aí Jesus tornou-se Nazareno. Jesus vírgula, o Nazareno era um rito dos nazarenos que sobreviveu nos era um rito da iniciação. E esses nazarenos foram chamados de batistas, não apenas o João Batista. Todos os exênios que eram introduzidos na comunidade eram batistas. o mundo árabe, vão chamar eles de subas, subas, suba, subaik, subaik em inglês, tal, são os batistas, aqueles que batizavam e ao 19:41 mesmo tempo faziam pescaria, mas não de peixe. Os enênios eram veganos. Eles não eram vegetarianos, eles eram veganos e muito rígidos, todos sem exceção. Logo, não comiam nem peixe, nem carne, mas eles eram pescadores de almas. E aí no livro de João, é um livro importantíssimo que foi encontrado nesse material dos mandeanos. Tem duas versões dele, uma versão inteira e outra quase inteira. Então, é um é um ensinamento que os discípulos tomaram nota, mas é atribuído ao próprio João Batista. Bonito e interessante. Ele falou: "Um pescador, eu sou um pescador que foi eleito entre os pescadores. Eu vim para a superfície das águas. Em volta de mim surgem Set e Enoque. Aqui são duas tradições. Enoque volta 20:44 nos profetas, que volta em Daniel, que volta em Elias, volta em Jeremias, volta em Ezequiel, chega nos Nazarenos. E a tradição de qual é a outra? De sete, que que tá ligado aos setianos. Também tem a ver com o Egito, mas tem a ver com os gnósticos judeus setianos. Então ele tá dizendo que ele é ligado aos 7 anos e à tradição antiga dos profetas ao mesmo tempo. Em volta de mim surgem sete e Enoque. Um pescador de almas eu sou. Um pescador que reúne as almas e dá instruções. Um pescador que não come peixe. Tá escrito no texto literalmente assim: "Um pescador que não come peixe." Então aquela babuzeira cristã aí comer peixe na na Páscoa, tal, não entenderam o texto. Eu os vestirei com as vestes de glória. Veja que aqui tem linguagem 21:44 técnica. a veste de luz, a veste de nirmanacaia. Eu os vestirei com as vestes de glória e com preciosas luzes. Eu e meus discípulos iremos nos elevar à região da luz e alcançar dentro do possível a região da luz. Esta é a voz do pescador que clama no deserto e instrui os peixes do mar. Na idade média tem uma uma parábola ou uma fantasia de Antônio, o filósofo Antônio, franciscano Antônio, dando uma instrução para um peixe. Tem desenhos, tem pinturas que que falam disso. Só que o pessoal tá repetindo essa ideia antiga e a grande maioria não sabe que o peixe não é um peixe, mas é um ser bem preparado que acolhe o ensinamento. Então, no [limpando a garganta] livro do João tem muitas passagens bonitas e interessantes. Então, a gente se dirige 22:46 para esse João que era Batista, que batizava e é da tradição dos Mandeanos. Aqui eu só tô ilustrando, é um exemplo. É um livro então com os ensinamentos do João Batista Mandeano, do grupo dos Mandeanos. Então, esses mandeanos, eles não foram tão conhecidos porque as descobertas dos livros gnósticos no Egito e as descobertas dos manuscritos do Mar Morto meio que abafaram. Mas no século XX houve as descobertas desses textos que também são muito importantes, textos dos mandeanos e também textos dos maniqueus, do mani apareceram também. Então é dos mandeanos que eu começo agora. E houve uma senhora inglesa, Dover. Dover foi uma dedicada estudiosa desses assuntos. Ela era amiga do MID, era mais nova, mas era bastante mais nova, mas amiga do Mia. E ela era casada com o inglês que foi trabalhar na embaixada da Inglaterra no Iraque. Ela 23:48 viveu muitos anos no Iraque e se interessava por esses assuntos. E ela conheceu um iraquiano ligado aos mandeanos e descobriu que ainda existiam no século XX remanescentes no sul do Iraque dos antigos mandeanos. Isso é correto. De fato, sobreviveram poucos, mas especialmente havia muito material, muitos manuscritos. Ela depois quando foi embora para Londres, depois de mais de 20 anos vivendo no Iraque, ela levou com ela 59 manuscritos mandeianos, traduziu vários, publicou alguns deles, livros bem sérios e bem importantes. E aqui ela fez esse livro sobre os mandeanos, os mandeanos do Iraque e do Irã, mas especialmente no Iraque, em Israel ou na Palestina, eles desapareceram quando os romanos invadiram no ano 70. 70 desc. Os romanos arrasaram com Jerusalém, acabaram com os desênios, acabaram com muita coisa. E os 24:51 poucos que existiam ainda fugiram, fugiram para a Jordânia e especialmente para a Babilônia. No início para o norte da Babilônia. Depois eles também desceram um pouco para o sul. Então é essa tradição derivada do João Batista que agora vamos para ela. Então no século eles existiram. Por que século? É logo após João Batista, logo após a morte de João Batista que eles começam a surgir. No calendário correto é final do século 1 a C. No calendário errôneo seria século 1 DC. Mas me serve os dois séculos. Então, no final do século AC e também no século 1 BC, houve alguns indivíduos ligado aos mandanos que foram para a Babilônia, também cabalistas, também judeus tradicionais, alguns se refugiaram na Babilônia. Então, 25:51 mandeianos também foram. Mandeos, mandai, suba e e nassurai, que é uma palavra derivada de Nazarenos. Então, eles são chamados de por muitos nomes. E havia uma montanha simbólica na na Babilônia, a montanha dos mandai, a montanha dos mandeanos, localizada numa região chamada Arã. Arangavaita. Isso aqui eu tirei do livro da Dever, que eu tô citando aqui em cima. Dever, Arã. gavaita, ela tá falando disto aqui e ela diz: "Os mandeanos que viviam no sul do Iraque no século XX me afirmaram que os seus ancestrais me gaiaram do norte da Babilônia para o sul. Após a morte João Batista, então alguns deles se refugiaram na Babilônia. Havia lendas e tradições que eles moraram no norte da Babilônia e numa região chamada Arã. Em Arã havia mandeanos e lá foram 26:54 traduzidos textos do grego para o arama. Mais tarde vai aparecer um livro muito importante chamada Guinza, que é um livro dos mandeanos. E o Guinza se refere a esse local, Arã. Aqui eu estou apresentando um mapa que eu que eu mesmo junto com a Gen isso aqui é um mapa montando, uma montagem que a gente fez de dois mapas diferentes, botando os locais aqui. Esse mapa vai est no livro nosso sobre o baresanes. Eu queria que vocês consigam enxergar meu mouse, se possível. Tô mexendo o mouse aqui na Mesopotâmia. Em cima da palavra Mesopotâmia, nós temos, eu estou usando com R só. Às vezes se escreve com dois ou com um R ou com dois. Ahan ou Arã. Tá aqui. Acima de Arã está Edessa, onde vivia o Bard Desanes. E um pouquinho acima Sossata, onde o filho dele viveu. Depois o filho dele veio com a esposa pro sul. O filho 27:56 do Bardesanes foi viver no sul, nesse mesmo lugar que os textos ainda sobreviviam no século XX. Então, o filho do Bardesanos, no final do século I, [limpando a garganta] comecinho do século II, foi viver na no sul da Mesopotâmia, mas no início eles se refugiaram nessa região de Arã. Bardesanes viveu nesse local e aqui havia um santuário, um santuário importante. O é dito que havia uma tradição dos mistérios, ensinamentos antigos e importantes em Arão. Então é esse o local aonde foi também a Mandeano sobreviver. Aí eu, só para entender que hoje em dia tem estradas e jornadas que você faz, Damasco, vai subindo, passa por Alepo na na Síria e vai para Arã. Arã então fica 28:56 no meio dos dois rios, o Eufrátios e o Tigres. E temos aqui na no mapa da do Iraque mais ao sul, Basra e algumas regiões vizinhas aqui é aonde pouquinhos, poucos bandeanos com seus manuscritos sobreviviam. É claro que depois com as guerras aí, as invasões americanas não sobrou nada. Não sobrou nem shiitas, nem mandeanos. Um ou dois que que sobreviveu fugiu para muito longe, com certeza. Então, mas no a a Drover foi para lá em 1928, 30, então era um período anterior, 30 e poucos, então era um período anterior e ela teve acesso a esse material. Alguns escritores recentes falam o que ela disse, que há um manuscrito antigo, esse arangavaita, que é o nome do livro que ela deu, que fala então da jornada de mandeanos para a Babilônia. E aí então nós vamos ter alguns teatados dos mandeanos. O guinza, que é o mais 29:58 conhecido, chamado também de tesouro, tesouro de ensinamentos. É um livro que está aqui embaixo. É ele, o grande tesouro. Há um famoso livro das liturgias ou orações, um livro grosso, volumoso, que a Drover traduziu. E havia uma outra tradução em alemão, muito bonito, com belas invocações, o livro do João, o livro de Abatura, Abatura é da hierarquia da manifestação do universo. o grande mundo e o pequeno mundo. Macrocosmos e o microcosmos, eles chamavam de grande mundo e pequeno mundo. O próprio Arã aqui, o livro das almas, a jornada das almas, a viagem das almas e também o livro do zodíaco. Osênios, mandeanos viviam perto da Babilônia. Então a tradição asteológica babilônica eles conheciam. No século XIX, um alemão publicou o livro do Tesouro Guins em alemão. Alemão, 30:58 desculpe, não, em latim. Traduziu para o latim, 1867. Em 1925 foi traduzido para o alemão e somente bem mais tarde, já agora no final do século XX, que ele foi traduzido e finalmente publicado no começo do século XX em inglês. Essa aqui é é o volume 1, parte dois, do grande tesouro, o grande livro. Bom, mas eram então 56 manuscritos que ela levou para Londres, aonde ela vivia. O guinza, as liturgias ou invocações ou orações e o livro do João. Esses três são os mais profundos, mais importantes, mais usados. Os outros também são interessantes. [limpando a garganta] Então, nós começamos comênios, João Batista, mandaianos, mandeanos, que também são chamados de sabiãs, sabaeus. 32:00 Tem aquela famosa rainha de Sabá lá no IM, no hoje em dia seria no IM é ligada a essa mesma tradição. Os subas, tudo isso significa os batistas, os que batizavam. O Alcorão também cita os al Sabium, que são eles mandeanos vivendo junto com judeus e cristãos, mas também são nazarenos, também são nazuraia, nazuraía e também são gnósticos. Tudo é sinônimo. Ou nazareus, gnósticos ou nazareus. Os nazareus é o círculo interno dos mandeanos. porque eles são derivado dos nazarenos, da cabala dos nazarenos. E eles preservavam alguma coisa dessa tradição, mas ao mesmo tempo, paraa religião judaica oficial, eles eram heréticos. Então é também uma heresia, derivados dos 33:03 batistas e foram para a Babilônia no século 1 AC e no século 1 DC. E manda é gnoses. Manda da de aia. Aia. Isso aqui eu não sei pronunciar porque era mais. Agnoses da vida, a suprema divindade. Nooses da vida no sentido de vida plena, vida universal. Muitos dos poemas são invocações e eles começam geralmente dizendo: "Em nome da grande vida, em nome da gnoses da vida". E aí começa o ensinamento. Aí eu botei um exemplo aqui. Opa, sequei sem querer. Botei um exemplo aqui do ensinamento. É, é o institutor dos mandeanos falando. Agora não sei se é o João Batista ou alguém posterior, mas é o institutor falando como se ele fosse o logos. Ele fala, foi escrito, mas ele está representando a própria 34:04 vida. Eu batizei a mim mesmo. Um alto batismo. Meu batismo irá proteger-me. Uma outra passagem diz: "O Jordão da grande vida". Aqui tem um detalhe muito importante pra gente entender o simbolismo de Jesus ser batizado por João Batista no Jordão. A palavra Jordão não é apenas o rio. A palavra Jordão para eles era as águas da vida. que vem do alto para a terra, as águas universais, a água viva. Isso é o Jordão, o Jordão da grande vida. E há os guardiões do tesouro, o tesouro da sabedoria universal, os seres de luz que cuidam do Jordão, a água celeste batismal. Isso tá no texto dos mandeanos. Então não deixa nenhuma dúvida o que que é o batismo para eles. 35:05 Eu reverencio o grande místico primeiro Jordão. Primeiro porque não é o rio, é o outro Jordão. Tuas águas vivas vem a todos os seres, chegam em todos os seres. Tua força poderá crescer por meio deste secreto mistério. Eu ascendi ao Monte Carmelo. Veja coisa curiosa. A gente pensa que o Monte Carmelo é das Carmelitas, é da Teresa Dávila, mas também era dos Esênios. Osênios tinham uma sede no Monte Carmelo também. O profeta Elias viveu no Monte Carmelo. Ezequiel esteve no Monte Carmelo. Jesus visitou essa região. Então havia uma escola, uma escola antiga no Monte Carmelo. Mas aqui no caso não tá se referindo ao Monte Carmelo físico, tá se referindo a um monte espiritual. O Monte Carmelo é como se fosse no cristianismo a montanha, 36:08 onde Jesus acende, sobe a montanha. Então eu subi à montanha, eu fui para a montanha e aí eu resumi então com essa ideia que o batismo é a imersão na água da vida. Um mistério da gnoses, as águas do rio da vida, o Jordão fluindo do mundo da luz, a imersão no Jordão. E os mandeanos tinh até o século XX batismo de mergulhar o corpo na água. O corpo inteiro entrava na água, molhava e saía. A imersão no Jordão para purificar a alma. A alma deve ser reconduzida aonde? Ao mundo da luz. E a gnoses da vida é enviada ao mundo. É a Sofia Universal. É a sabedoria que é enviada ao mundo para conduzir a alma ao despertar e ao mundo da luz. Eles usam muito essa ideia que tem o mundo terreno 37:08 e tem o mundo da luz. O Mani tem um texto muito bonito de uma visita que ele faz à terra da luz. Depois ele conta como é a terra da luz. Então é o mundo da luz ou a terra da luz. Há muitas passagens dos mandeanos que estão presentes no mânic. Não, por acaso a gente vai ver que não é acaso, não. Então, para ilustrar um pouquinho, vai ser um pouco de leitura, infelizmente, mas é tão bonito que eu achei melhor. Eu ia trazer menos, eu tinha preparado menor no início, mas eu achei que vale a pena. Isso tudo tá em francês, tá em inglês, tá em línguas antigas, tal. Então, para dar uma uma noção para vocês, faça-se a luz, igual lá no Gênesis, a luz da primeira grande vida. Vai haver a primeira grande vida, segunda grande vida, terceira grande vida, mas aqui tá falando a origem, a luz da grande vida, louvor à vida, a sublime vida dos mundos 38:10 da luz, a gnoses da vida, fonte da vida. Tem gnoses e tem luz, tem luz e tem vida. Sublime e magnífica luz, tu és pura pérola. Na sequência vamos ver o hino da pérola que estava no Tomé e no Bardesanes, um hino gnóstico, o hino da pérola. A pérola que é a própria alma, que é o próprio espírito. Tu és a pura pérola, a qual ilumina os corações. Luz para o despertar das almas. Ela é a grande radiação. Luz sem limites, luz universal, o grande mistério da radiância. Nós vamos ver no mundo judeu, na Cabala, o Zoar e o livro Barrir, que significa esplendor, luzir, radiar. Então eles falavam o mistério da luz que se expande, luz e glória, de quem agnes 39:13 emanou e de quem os nobles filhos, os filhos da luz procederam. Os enos usavam muito esse termo, os filhos da luz. Em contraposição, os filhos da escuridão. Então, os filhos da luz têm essa mesma origem. A vida criou e Avar, o filho da luz e da vida. É um nome simbólico aqui. O grande mistério, a coroa, a coroa da radiância. Todos os mundos louvam a poderosa primeira vida. Em grande radi eu estou imerso porque a luz é universal. Eu estou dentro desse oceano universal. E aí eu fiz um resuminho aqui que é meio complexo, então tentei simplificar. A hierarquia da luz, segundo os mandanos, tudo começa com a primeira vida ou a grande vida que emana de si mesmo a 40:14 segunda vida. A segunda vida é iu samim. Esse termo estranho aqui é derivado do termo iaô. Iao é a palavra que os gnósticos usavam para o um, para o pleroma, a plenitude total, a fonte de tudo. Ia oô, ia, ia, o grandioso. Então, é a mesma palavra que dá origem à segunda vida e a o gera a segunda vida. E depois nós temos a terceira vida. São emanações, como tem nos neoplatônicos, a primeira, a segunda, a terceira vai emanando. A terceira vida é abatur. Um dos livros dos bandeos tem esse nome, então, que é o pai já no sentido que vai gerar mesmo, que vai organizar a criação. E a quarta vida é a energia criativa. Pai, eu a raiz da palavra significa modelar, gerar, modelar, organizar. é o demiurgo, o ordenador, o 41:14 criador que organiza o universo. Então, começa com o uno absoluto e chega até o momento da manifestação mais formal. Esta quarta vida é o portão da luz, o portão da manifestação. Pitaí e seus auxiliares criam o Adão celestial. Lembrem que no Gênes tem o Adão celestial e o Adão terreno, o Adão humano. Então o Adão universal, Adão Cadmon, que a Cabala usa, que é o logos, que é a primeira vida manifestando-se, a luz da a luz do Logos, a luz universal. Então, é gerada a luz primordial, Adão celestial e o cosmos e o universo. Essas escolas da antiguidade sempre começam por quê? Elas começam pela cosmogonia e depois vem a cosmologia. E a metafísica é uma decorrência. O todo levando a parte pelo universal chegando 42:15 ao particular. As filosofias esotéricas são sempre assim. Então também neles começa por cosmogonia. Bom, isso aí é um resuminho. Numa outra passagem, que aí já não é mais cosmogonia, eu preparei um caminho para os bons, os bons e os retos, o caminho da retidão que eles falam. Fiz um pórtico para o mundo, um pórtico que gera manifestação e um pórtico de caminho de retorno, um pórtico para o mundo e construir um trono. Aquelas imagens judaicas do do ancião no trono aparece aqui neles um trono no trono na na entrada do porte, um trono para os bons e coloquei muita luz nesse trono. E ao mesmo tempo uma torre, uma torre de vigília, um guardião celestial para os filhos da perfeição. Eu construí. 43:16 Eu os presentei com magníficas vestes, de novo a veste de luz para a pessoa seguir essa jornada em direção ao trono. Precisa, na existência física gerar uma veste com a veste de luz fazer uma jornada espiritual. Havia um trono para os seres radiantes. Eu fui para a casa da poderosa vida. E tem outras passagens do mesmo tipo. Depois dizia: "Eu sou o apóstolo da luz que o grande um enviou ao mundo. Aqui é um ser humano escrevendo, mas como se ele fosse o próprio Logos Universal. A luz que o que o grande um enviou ao mundo, o verdadeiro apóstolo eu sou. Vejo que isso aqui não é cristianismo. O apóstolo que não morre, um apóstolo imortal. Eu sou o apóstolo, aquele que dá a 44:19 manifestação e representa a grande vida. Eu sou um apóstolo da grande vida, um representante da grande vida. Bom, isso aqui é só a primeira pincelada. Complementando aqui, Manda ou Gnoses batizou-me. Então, João Batista batizava não apenas com água, mas é um batismo da alma. Agnóesis batizou-me. Uma comunicação veio para mim da casa da luz. Ele foi batizado e ele recebeu uma comunicação bem-aventurada. Veja que os mandeanos também gostavam das bem-aventuranças. Bem-aventurada e louvada é a vida. Bem-aventurado é o nome da vida e o lugar da luz. Bem-aventurado e aqui não é. Elvado és tu, meu Senhor, 45:22 manda de ia ou gnoses da vida. Ele está se referindo a gnoses como se fosse ao atman universal, ao logos universal, que está nele também. Bem-aventurada és tu, ó gnoses da vida. Tua força, tua radiância, tua luz, tua glória e teu auxílio estão comigo, porque eu fui batizado, eu recebi a água do Jordão, eu fui envolvido com a água da vida. Eu acho tão bonito isso, porque às vezes até esqueço que tem autores do século XX, o século XX, esses autores do passado me basta. Tem muita gente dis assim: "Ah, mas isso é muito antigo. Eu quero saber do do século XX, a senhora tal do século XIX, o senhor tal do século XX. OK, tem gente boa também no século XX, mas tem muita coisa maravilhosa no passado que tá esquecido, perdido. Alguns traduzem, alguns acadêmicos fazem uns livros que eu vou comentar bonitos, interessantes, mas que 46:22 não são muito conhecidos. E são ideias interessantes, ideias meditativas, invocativas, teúrgicas, metafísicas. É um estudo, mas é um estudo transformador. Se a gente sintoniza com essas ideias, com essas pequenas frases, a gente vai sintonizando com energia. A energia dos nazarenos, a energia de João Batista, a energia do profeta Mani, grande rei da luz, revelador dos mistérios da luz. Vem a luz, vem a nós, ó luz, luz para o despertar das nossas almas. Teu nome é excelente, tua glória é grande, tua luz é abundante. Grande é o esplendor no qual a gnoses da vida está envolvida. Em nome da grande vida, sublime luz seja glorificada. Um veículo da luz eu sou. Luz brilhe em meus pensamentos, luz 47:24 ilumine a minha mente. A luz veio da luz. A luz tornou-se a luz da primeira vida. Há seres supremos no mundo da luz. Vejam que eles tinham muita noção e noção clara dos seres invisíveis, dos seres mais avançados, dos colégios invisíveis, dos colégios da hierarquia, dos grandes instrutores. A linguagem deles deixa bem claro que eles que eles sabem disso, que eles conheciam isso, que há esse mundo da luz, que há seres mais avançados, seres supremos vivendo no mundo da luz, ao mundo da luz, governado pela inteligência. A palavra inteligência aqui, como os neoplatônicos usavam, uma energia viva do logos, ao mundo da luz, mas infelizmente também ao mundo da escuridão, luz e trevas, que os os maniquos também vão falar nisso. Então agora eu continuo nos mandeanos. Eu sou batizado em nome da poderosa 48:27 vida. Eu estou estabelecido nos tesouros da luz. Esse é o batismo que eles ofereciam. O batismo na luz, o batismo na vida. Ninguém virava mandeano só porque entrou no rio. Era um batismo espiritual, um batismo interno da alma. Eu adoro e louvo aquele que é oculto. Grande primeira nuvem devida, porque tá ainda velando um pouco o sol. com quem em segredo ele partiu o pão. Ele partiu o pão e deu em segredo para a vida oculta. Ó vida oculta e para a poderosa primeira vida. Estabeleceu um raio de vida. Radiância e luz vieram à direita dele, porque ele tá sentado no trono. E glória e resplendor à esquerda. radiância e resplendor ao 49:28 mesmo tempo. Tu és suporte, primeira vida, antes de quem nenhum ser teve existência, nada existe antes. O ser supremo que está sobre o o esplendor antigo e sobre a primeira luz. Aqui eu tô falando meio rápido, mas a gente lendo com calma, a gente vai vendo que tem um esquema, tem o um primordial. Ainda no um, já há um primeiro momento que vai gerar o terceiro e o terceiro possibilita a manifestação no quarto. E aí surge um termo que eu grifei, porque no livro Pis Sofia, Jesus dialogando com os discípulos, bem no início aparece essa história do primeiro mistério que a gente nunca entende. Jesus conhecia isso. Jesus conviveu com João Batista. É o mesmo assunto. Sua bondade inaugurou o primeiro mistério. Vida que procedeu de vida e verdade, vida que vem da vida, vida que vem da verdade, que existiram antes do início. 50:33 E isso emana o primeiro mistério. E o primeiro mistério que depois tem inúmeras subdivisões. Os mundos brilham como óleo, mas os nazarenos lustram com o esplendor da de vida e a vida é vitoriosa. O próprio texto diz que os mandeanos são nazarenos, são continuadores, são herdeiros, sucessores dos primeiros nazarenos, dos segundos nazarenos, portanto, dos enênios, portanto, do mestre retidão, do João Batista e o próprio Jesus, que teve ligação com esse grupo. Então, primeiro mistério, Nazarenos e outros termos que a gente vai encontrar em outros tratados os mandanos estão trabalhando. Falamos então em mandeanos que foram para a Mesopotâmia. Falamos dos gnósticos que também viviam na Síria e chegaram no noroeste, noroeste, no nordeste da Síria, num pequeno reino 51:35 chamado Osroen. E a capital desse reino é uma cidade chamada Edessa. Lá viveu Bardesanes, lá viveu Paulo, lá viveu Mani, depois o Mani vai para outras regiões também. E, a capital desse pequeno rei era um era um reino gnóstico, cristão gnóstico, não era cristão de igreja, era um reino cristão gnóstico que tem a ver com os gnósticos e também tem a ver com os mandanos. E aqui eu já estou preparando a notícia do nosso livro futuro. E por que eu estou fazendo um livro sobre bardes? Tudo tem seu motivo, não é um livro solto no espaço. É justamente para fazer essa conexão dos gnósticos e mandeanos com o mane, dos gnósticos com o maniqueísmo. Essa transição de uma tradição para a outra, que na verdade é uma só parece duas, mas é uma continuação. Temos os valentinianos, temos Vaxionicos, chegando então no Bardesanes, que era 52:37 gnós, que era filósofo, inclusive filósofo hisóico. o filho dele, o Paulo, que trabalhou com a tradição dos guenóis, que viveu muitos anos na comunidade dos mandeanos, foi o Paulo que editou o livro chamado Guinza. Guinza ou tesouro tem o karma do Paulo. Paulo na tradição cristã é um herético de marca maior. A igreja romana perseguiu, atacou ele por muitos e muitos anos, mas ele preservou, ele viveu nos mandeanos, ele e ele também aprendeu com bardesanes a tradição cristã gnóstica. E a partir do Paulo surgiu os paulicianos. Mas isso depois da morte dele, os paulicianos. O Paulo é o Patique dos maniqueus. Patique é Paulo. Patique é o pai do Mani. É uma família, é uma mesma tradição, é uma mesma região e tudo vai se interligando. Acho bonito e acho interessante. Mas 53:37 mais do que bonito, a gente tem que saber preservar, redigir e divulgar essas informações. Então esse é o trabalho do Lux. Por isso que eu não tô falando com um textinho, um único texto, um único autor, um autor interessante do século XX, tal, OK? E muitos, mas o nosso trabalho é especialmente identificar as tradições, identificar as linhagens, quem são os personagens, quais são as almas mais ligadas, quais são os textos mais importantes, mostrar que existe sequência, que existe linhagem, que existe reencarnação, que os textos sobreviveram, são reencontrados, são traduzidos, podemos recuperar. na alma da gente os velhos ensinamentos. E o Mani é um maravilhoso instrutor, uma de marca iniciática muito avançada, como também é João Batista, como também são outros que eu estou falando hoje. Mani nasceu no começo do século II, em torno de 215, 214, 215 e morreu em 277. 54:42 é chamado do profeta da luz, porque ele fala muito na luz, invoca a luz. Então, ele ganhou esse título. A escola dele, além dele como chefe, líder, tem Sissim, que é um grande estudioso e foi o seu sucessor, inclusive, Inai, Custai, Thomas ou Tomé, mas aqui é um outro Tomé, o pai dele, Patique e vários outros. Esse si sim foi quem compilou, quem redigiu as aulas particulares do Man, que gerou um livro chamado Kefalai. Esse é um texto muito importante que preservou ensinamentos do Man, ensinamentos bem importantes que foram descobertos no século XX. Eu vou fazer uma pausa que eu ia fazer antes, esqueci. Quem estudou um pouquinho de cristianismo, quem estudou filosofia, patrística, a gente sempre vai ver aquele chamado santo, santo do paoco, chamado Agostinho, que desse santo não tinha muita coisa, não. Basta ler a biografia dele com 55:43 atenção. O Agostinho tinha vivido no norte da África num grupo dos maniqueus. Em Cartago, no norte da África, havia uma pequena comunidade, mas o Agostinho ficou anos na comunidade e nunca passou do estágio inicial. O líder da comunidade teve um pouquinho de discernimento e não permitiu que ele avançasse para o segundo estágio nem para o terceiro, mas ele teve contato. Depois o Agostinho foi paraa Itália, virou um tradutor de cartas, virou um puxa-saco de um bispo, depois virou um escritor, depois virou um padre sem sem ser da igreja, depois virou um bispo em poucos meses e fez carreira eclesiástica. Ok, isso é conhecido. E o Agostinho, para puxar saco do poder romano, criticou os heréticos, criticou o Man, criticou o grupo do qual ele tinha feito parte. são críticas fracas, superficiais, porque na verdade ele não conhecia o que era profundo. Ele não teve acesso ao que era realmente 56:43 profundo, mas ficou a famosa crítica do Agostim. Então agora no século XX, depois de tantos séculos, com a descoberta dos textos, a gente pode ler, podemos ver a ideia e podemos comparar, podemos comparar o ensinamento do Mani com a teologia agostiniana. E aí a gente põe na balança e toma uma decisão na hora que quiser. No livro dos segredos, umânimo fala de muitos assuntos, mas uma coisa que tem lá no, uma coisa, não, várias coisas, mas entre a entre os temas do livro há um relato sobre os seguidores de Bardesanes de Edessa e aqui colou e sobre o filho da viúva. Um termo muito conhecido em certas ordens iniciáticas, inclusive hoje existindo. O filho da viúva é Jesus, o filho de Maria, que era viúva. Os maniqueus chamavam Jesus de o filho da viúva na no no trabalho interno 57:46 deles. Então o livro vai falar do Bardesanes e dos seguidores do Bardesanes com quem o Mani conviveu. Afinal do de contas o Mani o Mani conheceu o Bardesanes, conviveu na casa do Bardesanes e vai falar de Jesus que é a fonte dos gnósticos. vai falar da queda das religiões aqui é judaísmo e cristianismo, o decléscimo, porque o judaísmo foi reduzido a cinzas pelos romanos com a invasão. Depois ele tentou renascer e a tradição cristã gnóstica pela igreja foi perseguida. Então, houve uma queda das religiões e era preciso um novo ensinamento. E o livro também tem discurso dos da daisania, os seguidores de Daisan, bar daisan, bar daisan, os da zania. Esse i, afinal é uma é uma versão árabe da palavra. Então, os seguidores de 58:47 Bardesanes, o que que o Bardesanes ensinava sobre a alma e sobre o corpo? Então vocês veem que eu não tô forçando a barra quando eu falo que Bardesanes é importante. Ele é o último dos gnósticos bem conhecido. Não é o último gnóstico, mas é o último dos mais conhecidos do passado. E é a ponte pro maniqueísmo. E o filho dele conviveu dentro dos mandeanos por muitos anos. O Mani cresceu desde que nasceu até os 24 anos dentro de uma comunidade dos mandeanos. Estudando a tradição dos mandeanos. E o gnosticismo não tinha como não ser herético. Quer dizer, o Mani é o doutor das heresias, porque ele recebeu duas linhas, a linha judaica e a linha cristã, da pura heresia, da melhor heresia. Heresia, graças a Deus. Bem-aventurado é aquele que foi iniciado na gnoses divina. Eu sou Mani, o 59:49 apóstolo de Jesus, o amigo da luz. Mani se dizia discípulo, continuador, apóstolo, representante da tradição original de Jesus. Ele diz o tempo todo. É curioso que ele não fala muito de institutores ali físicos. Ele vai falar de um institutor invisível e vai falar de Jesus. Eu sou Mani, o mensageiro da luz. Quando a gente lê ouve ou pensa sobre o ensinamento hum, se a gente conhecer um pouquinho dos manderanos, a gente vê que tem muita influência no man. Hum. Eu diria que é 60% mandeano e 40% gnóstico. Tem pesa um pouquinho mais no que ele falou, no que ele ensinou a linguagem dos mandanos, que é bonita, que é profunda e que é interessante. Então, Manho de um gnóstico, neto de um gnóstico, filho de um maneano 1:00:50 e gnóstico, viveu em Edessa. Aos 12 anos e aos 24 anos ocorreu uma experiência espiritual importante. O Paráclito que aparece no Evangelho de João, Jesus dizendo a João que no futuro haverá o Paráclito. O Paráclito aparecerá para instruir os gnósticos, aqueles que eram perseguidos. Então, na tradição, ele aparece como se fosse um anjo instrutor. Pode ser um anjo, pode ser um instrutor, pode ser um instrutor invisível, pode ser um instrutor físico, pode ser um grande instrutor físico, pode ser um grande instrutor invisível. Tudo isso é simbolizado pela palavra Paráclito. E o Paráclito foi na casa do Mani conversar com ele, instituir o Mani e instruir o pai do Mani sobre o tipo de vida que o Mani tinha que viver, a disciplina, a limpeza, a higiene, a alimentação, os jejunts. Os maniqueus tinham muitos 1:01:52 jejuns, especialmente no domingo, certas fases, uma semana inteira. E os mais radicais faziam imensos jejuns. É aqui que o islamismo aprendeu a história do Ramadã. Na sequência, eu vou chamar a atenção que Mohamad, o verdadeiro Mohamad, foi influenciado pelo maniqueísmo. E a prática do jejum, o Ramadã é uma herança pré-islâmica que chegou no mundo islâmico. Isso eu tenho absoluta certeza, não é uma opinião. Então ele foi instituído pelo Paráclito e ele se revelou ao Mani e ao mesmo tempo diz o Mani revelou-me o mistério oculto. Instituiu o Mani, falou com o Mani. O Mani foi instituído a viajar para a Índia, que deveria visitar Cashimir e lá ele teve contato com o budismo 1:02:53 mahiano. Nós estamos aqui no século I. Foi depois da escola do Nagarjuna e no começo da escola do Suttias Tatagata Garba, que fala do Buda interno em nós, o Buda universal, a semente de vida universal em todos os seres, a natureza Buda presente em todos os seres, a luz universal. E aí o Mani ganhou esse título, Mani é uma palavra budista. O nome do Mani é outro. E ele voltou para o mundo do Oriente Médio, sendo conhecido como o mani. Tanto que no famoso mantra on mane pum, a palavra mane simboliza essa luz universal, a luz de Amitaba Buda, a luz divina universal. Luz, palavra tão importante para o mani. Então surgiu o Mani na em Cashimir, depois ele voltou para a Persia, voltou para a Babilônia e começou a ensinar. A escola dele tinha dois grupos. o grupo 1:03:53 externo e o grupo interno, o grupo dos ouvintes, que são os iniciantes, ouvintes, como era em Pitágoras e era nosênios, e os da retidão ou os eleitos ou os justos. Ele usa o termo retidão e usa o termo eleitos. Esse era um grupo interno. E dentro desse grupo interno havia um mini grupo, um grupo maior, um grupo interno e um mini grupo dentro do grupo interno. Era a estrutura da comunidade do Mana. Depois vão dizer que a igreja Maniqueia, a igreja não sei que lá, mas na época era uma comunidade. O sucessor do Mani foi Sissim, um grande instrutor também. E foram surgindo grupos na Síria, no Egito, Antioquia, no norte da África, na Turquia e mais tarde até em Roma houve maniqueus que lá viveram. E foram para o Irã, do Irã foram para o norte do Afeganistão, 1:04:54 atravessar as montanhas e vão bater na China perto da Mongólia. Vou mostrar no mapa na sequência. E no século XX foram descoberto textos maniqueus na China. na China e no Irã, do Mânic e no Egito. D a natureza oculta trabalhou como nunca no século XX. fez aparecer livros maniqueus, livros mandeanos, fez aparecer a biblioteca Nagarramade, os manuscritos do Mar Morto, por coincidências da vida, que nunca são coincidências, o material foi aparecendo por quê? final de uma era, começo de uma nova era. A nova era tem que recuperar antes de começar a velha, recuperar o ensinamento, recuperar a tônica, recuperar a filosofia esotérica, porque senão a nova era bafa antiga. Então, antes de surgir uma nova ideia, a velha reaparece. A essência, o que é bom, o que era antigo, o que era importante, 1:05:55 reaparece. Muitas descobertas ocorreram e a gente então hoje pode ter uma noção do que foi 2000 anos atrás, 2000, 2100, 1900 anos atrás. E a e livros que eram, em princípio, em aramaico e alguns traduzidos para o copito. No Egito já havia traduções para o copito. E bem mais tarde, então, em latim. Aqui tem uma capa que eu vou comentar na sequência de um livro do que falaia, mas na sequência ele aparece melhor. Então, houve descobertas, como eu tô falando aqui na Babilônia. E eu vou começar então falando desses manuscritos bem distantes que surgiram no século XX. Aqui nós estamos com o mapa da China, a China de hoje que já tomou conta do Tibé. Essa parte vermelha nesta região aqui se chama Turfã. Turfã. Aqui foram encontrados os textos. 1:06:55 A rota da seda, aquelas caravanas passavam por Turfã. Vinho da Mó, vinho da Mongólia, passavam por Turfã, saíam para essa região aqui por cima do Afeganistão, entravam no norte do Irã e iam para a Babilônia. Era uma rota de jornada. E a tradição mandeana chegou nessa região e material sobreviveu. Aqui no outro mapa, então tem turfã, um pouco mais abaixo tem esse deserto aqui, deserto de Tlamacã. Então foi aqui no deserto, não foi na cidade, foi aqui no deserto que numas ruínas arqueólogos escavando encontraram o material maniqueu. Isso no século XX, 1902, 1914, a expedição trabalhou lá, encontraram o material que foi levado paraa Europa para variar. O material foi parar em Berlim. Jan Jan Janu sono. Foi 1:07:57 para Berlim e houve depois novas expedições. Em 1934, Henningen levou parte, não todo, levou parte do material para da Alemanha para Londres, porque ele percebeu que a situação política na Alemanha não era boa e resolveu preservar o material e foi viver em Londres. Teve uma aluna chamada Mel Boys, que mais tarde trabalhou com esse material e ela mais tarde vai publicar livros, vai editar alguma coisa. Até hoje não foi editado tudo. Parte desse material foi editado, especialmente hinos, hinos manicos. E um grande catálogo com muitos textos encontraram um catálogo de livros maniqueus do passado, livros, textos, cartas. Então, o catálogo dá os títulos de um por um. Em 1975, a Boss reeditou algumas edições, não 1:08:58 apenas dela, mas edições alemãs, especialmente, pequenos textos, ela juntou e fez uma nova edição. E agora mais recente, agora então agora em 1993, um nome aqui que é alemão, Hans Joaquim, saiu em alemão e saiu em inglês. um livro razoável, interessante, com fragmentos, com hinos deste material encontrado na China. Mas a descoberta do Egito foi mais importante. A da China é boa, é bonita, tal, mas são cartas, são fragmentos. E e na China tem material pósmone, alguns séculos após, inclusive no Egito foram encontrado os materiais mais importantes, os sete tratados centrais, nesta região aqui de Faium, tá bem grande aqui na no mapa da direita. Faium é um deserto, tem um lago, tem um oasis, 1:10:00 é o oasis de Faium e aqui embaixo tem Mednetad. aqui nesta região que os livros, os códices apareceram. São sete códices, sete codex, sete códices que primeiro foi nessa região, em 29, 1929, a primeira notícia em 1930, Cimit, esta alma aqui não merece uma estátua, merece três, porque ele trouxe à tona textos maniqueus, textos mandeanos e textos gnósticos. Ele ia, ele encontrava, ele reunia e levava paraa Alemanha e depois paraa Inglaterra. Então, Cimitrou quatro dos cots e um amigo do Cimit, Chester Beach, comprou três. Só que aí eles dividiram, quatro foram para Berlim e três foram para Londres e de Londres foi para Irlanda, Dublin. O que que foi 1:11:03 paraa Alemanha? Que falaia, epístolas, Atos de não é de Tomé nem de João, Atos de Mani e o livro Evangelho Vivo, o Evangelho de Man e para Londres, depois do Blim, mais uma cópia do quefalaia, salmos e homilias. Então nós temos o material mais preservado que é o quefalaia, temos epístolas, temos homilias, temos Atos, evangelho do Mani e Salmos do Mane. Traduzido para o copito. Infelizmente não é em aramaico, era uma tradução do aramaico para o copo. A língua dos maniqueus era o antigo aramaico. Como veio para essa região do Egito, acabou sendo traduzido para o copto. E depois então esse material, o Cau Schmitt deu uma notícia da descoberta, ele próprio e mais dois amigos mais adiante fizeram uma pequena edição, mas 1:12:05 demorou muito para esse material começar a ser publicado e não é tão acessível. Quefalaia hoje em dia tem duas edições do quefala, mas nem todos os textos assim são tão acessíveis. E mais uma vez o Egito doando para o mundo material dessas tradições da antiguidade. Aqui são ruínas de Faium. É uma região que foi grega, uma região que foi romana, uma região que se preservou. E não é só esses pedacinhos aqui. Uma região bem grande, cheia de pequenos prérios, cavernas, grutas. Então lá é um pequeno oasis também sobreviveu. E lá existiu uma comunidade dos maniqueus. O pai do Mani e aquele Tomé, aquele Thomas estiveram nessa região. Provavelmente foram eles que deixaram material, instruções nessa região. Bom, mas não terminou. Tem mais também no século XX, mais duas descobertas. 1:13:06 uma que foi parar na Alemanha, Colônia, o Codex ou Codx de Manânia, que chegou na Universidade de Colônia, foi encontrado em 1969 na região de Licópolis, no Egito, aqui no mapa da direita, Licópolis está aqui, onde tá meu mouse. Licópolis que fica um pouco acima de Nag Hamad. Veja que nós temos Nagramad um pouco acima licópolis. aonde viveu Plotino, a cidade natal do Plotino. Plotino nasceu num ambiente aonde os maniqueus viveram. Não sei se ele teve ou não contato com essa tradição antes de ir para Alexandria, mas o fato é que lá existiu um importante grupo dos maniguos. 1969. São textos menores na quantia, mas é texto aonde o Mani está instituindo e o Mani fala dos batistas. que são chamados de eukesait, 1:14:09 é um outro nome para mandeos. Osquaíos, os heréticos e eu saí são mandeanos. E esse material foi traduzido do grego para o aramaico. Então existia ensinamentos também do mano. Uma nova descoberta agora no final do século XX em Kis, no deserto ou no oasis de da clé, da Clé da Clé que tá aqui no mapa na mesma altura de Luxor, só que do outro lado do rio e bem na região mais desértica, lá em escavações, como houve na China, também houve aqui, porque no Egito os livros gnósticos, O Nag Ramad pis Sofia foram encontrado na forma de livros com capa, com tudo. E alguém que encontrava levava pro Cairo, levava Alexandria e vendia pros europeus. Aqui não. Aqui foram uma 1:15:10 escavação cavando. Em vez de encontrar ossos, encontraram livros, textos, ensinamentos, maniqueus. começaram a escavação em 90 e especialmente em 90, 91, que encontraram alguns ensinamentos, inclusive uma biografia do Man, um texto biográfico do Mani e depois logo depois esse autor. E aí Gardner passou a trabalhar com esse material e publicou alguns livros bem recentes, inclusive que tem traduções. Então vejo que nós temos material que veio da China e tem uma outra descoberta no Irã. que eu não tinha, eu sei da descoberta, mas não tinha material suficiente aqui, nem real sei, mas houve também material encontrado no Irã, na China, no Irã, no Egito, em três lugares diferentes. E aí então os materiais vão ser produzidos. Aqui tem um livro então do do Gardener junto com um amigo dele, Liu 1:16:11 sobre os textos maniqueus encontrados. O título não é bom. os maniqueus do império romano, como se fosse de Roma, mas é toda a região que Roma dominou, seja Oriente Médio, seja Egito. Então aqui tem boas introduções e também tem traduções. No meio um livrinho mais simples que não é dele, é de um francês Michel Tardier, que tem uma tradução de Portugal, se encontra até, eu acho que em PDF, na internet, tem é uma um peso fácil de encontrar, é um livrinho mais geral. Eu botei aqui só perder os telos, mas o que importa é na direita. E aqui na direita estão sendo publicados o material de Kelis, os livros dos maniquos. Este aqui é o volume dois. Veja que aqui em cima, para quem não enxerga, eu leio. Monografia número 15, projeto Oasis Ducl, Duclé, sei lá como é que pronuncia. 1:17:11 Um projeto sobre aquele material já estava no volume 15. Então, além da biblioteca na gramade com muitos volumes, ainda tem os volumes maniquos à nossa espera. A minha espera, pelo menos, é um assunto que eu sempre gostei muito. E aquele título que caiu na minha cabeça, eu ontem eu entendi porquê. aqueles acasos que não são acasos. Caiu uma gota e disse assim: "Olha, você tá esquecendo dos mandeanos. Não esqueça dos mandeanos". E na e na carona dos mandeanos vão os maniquos. Evangelho vivo do Mane. Bem semelhante aos textos daquele que deveria ser talvez o João Batista falando. Agora é o Mane falando. Eu man, o apóstolo de Jesus novamente o apóstolo. O apóstolo de Jesus através do pai da verdade vinha à existência. Eu declaro a verdade para meus 1:18:14 companheiros. Verdade. Aqui não é porque ele fala a verdade, mas a verdade esotérica, a verdade da sabedoria. Ensino a paz para as crianças da paz. Proclamo a esperança. Então, hoje nós estamos louvando a vida, louvando a gnoses, louvando a sabedoria, a luz, proclamando a esperança, senão para este ano, pro ano que vem, pelo menos e pros próximos anos. Escolho o eleito. Os eleitos são aqueles seres que receberiam o ensinamento. E mostre o a senda, mostre o caminho que conduz as alturas. Ele está falando como guru. Ele está falando como um líder espiritual real. Eu escolho o discípulo. Eu mostro a ele a senda que conduz à alturas. Para aqueles que atuam de acordo com a verdade, os falsos, os que misturam verdade com falsidade, os que misturam 1:19:15 ensinamentos equivocados, não dá. Fiz esta revelação e escrevi o evangelho vivo, imortal. Essas coisas que ele revelou tenho tornado conhecidas. Ele não falou aqui quem é ou ele para aqueles que vivem de acordo com a visão da suprema verdade, que vivem de acordo, não é apenas que aprende o texto ou que lê o texto, tem que ter uma reta vivência, uma reta vida, de acordo com a suprema verdade, a mais gloriosa revelação que foi revelada a mim. Então ele fala, ele próprio fala que escreveu livros de luz, o grande evangelho, o tesouro da vida, o livro sobre os mistérios. Imagina o livro do Man sobre os mistérios. Livro sobre os mistérios. Um tratado pragmateia, um tratado sobre vários assuntos escritos para os partos. partes era um reino que 1:20:17 existia que ia da Síria até o Paquistão de hoje. Essa região norte no mapa era o único reino da Síria até o Paquistão, o reino dos partians. E também tem as epístolas e os salmos e as orações ou meditações. E a eu acrescentei que às vezes tá misturado aqui dentro as homilias. As homilias falam da morte do Mani e do grupo sendo perseguido para variar. e também o sucessor dele, Sissim, que também foi chamado de herético e também foi perseguido. No mundo ocidental, a Igreja Romana persegueu, perseguiu os primeiros gnósticos e depois anexou o Mânic. Então, na idade média, se alguém fosse encontrado, alguém falasse do Mani, uma passagem do Mani, um texto atribuído ao Mani, ideias maniqueias, era uma total heresia. Então, a igreja romana identificou Mani com os primeiros gnóosicos. Os primeiros gnóosicos e o 1:21:19 maniqueísmo para a igreja romana era uma coisa só. E no fundo, no fundo era mesmo. Então tudo é um balaio de heresia coerente. E se há uma heresia, a gente deve prestar atenção, porque quando os romanos ou a tradição mesmo oriental ortodoxa persegue certas pessoas, não quer dizer que é maravilhoso, mas em 10, 8, 9 são grandes instrutores geralmente. Então são livros do Mi. Aqui nós temos a capa de dois, é o mesmo livro aquele quefalaia, a edição do Gardner, feita na Holanda pela editora Brill e uma outra edição aqui feita em Genev, Suíça, mas também circulou em inglês. Então aqui o texto é em inglês, o papiro copto mandeano da coleção do amigo do Cal Schmid. Então, e esta edição é aquela que foi para a Irlanda e a outra edição 1:22:22 é a que foi para a Alemanha. Que bom que traduziram as duas. Eu tinha ganho de presente, um bom presente que foi essa edição aqui do quefala do Garner. Esse aqui já tentei verificar na internet, aí tô à busca dele, mas adiante eu vou poder comparar as duas traduções. Voltando para o Man, deixa eu só olhar aqui que eu tô vendo, eu tô não aparece em quantas páginas eu ando que é uma pena, mas acho que tô no tempo. E hoje hoje não vai ter aquelas loucuras do passado. De tempos em tempos. Isso aqui é muito interessante. De tempos em tempos, a sabedoria universal envia os mensageiros. Por isso que eu usei no títulos mensageiros da luz. Envia os mensageiros em idade após idades. Estes mensageiros têm sido enviados pelo eterno rei da 1:23:23 luz. Z r a zran, sei lá como é que pronuncia esse nome. O pai da luz. Essa é uma palavra persa. Na verdade, anos atrás eu vi um livro que tinha esse título e na época não tive a inteligência de pegar uma cópia para mim. Esteve esteve na minha mão um livro com os ensinamentos persa com esse tipo. Hoje faz falta. Então é o rei da luz. E aí aparece Set, Zoroasto, Buda, Jesus e outros. As primitivas religiões foram verdadeiras enquanto puro líderes estavam nelas. Então ele tá dizendo, o cristianismo durou 100 anos no máximo. Os mandeanos também vão declinar. Qualquer tradição declina, porque as almas mais avançadas originais vão fazer outros trabalhos. As 1:24:23 almas nem sempre ficam repetindo o mesmo assunto, às vezes se dirigem para outra tradição e os continuadores nem sempre têm a mesma qualidade. Quando Buda veio, ele proclamou sua esperança e grande sabedoria. E ele comenta que os seguidores, os alunos continuadores de Buda, e é Buda mesmo, ele fala Buda com 2 D e H. O Buda tinha grandes discípulos, grandes continuadores. E esses continuadores também tinham grande sabedoria. Aquele editor, esse aqui que eu tô citando, Gardner, diz num outro livro, aquele outro livro que tem Romanos no título, ele chama atenção que o Mani conhecia bem, conhecia bem sobre Buda, sobre a vida e algumas boas ideias do Buda. Por quê? Porque ele esteve em contato direto. Essa é uma coisa muito interessante. O Apolio de Tiana tinha ido no começo do século I. Depois o Mani faz esse contato e volta pro Oriente Médio. O contato das 1:25:24 tradições. A presente revelação. Presente qual? A do século pois vai haver uma outra no século VI com Mohamad, como houve uma no século AC. Uma não, duas, uma com Jesus e outra com João Batista. Então ele ele também se coloca na linhagem dos profetas. A presente revelação, esta profecia deste período, desta última idade, veio para a Babilônia através de mim. Mane, o mensageiro do verdadeiro Deus da verdade, não o Deus dos mentirosos, o Deus da verdade para as outras escolas e para as outras heresias. Omani diz nessa linha e numa em uma outra linha que um que uma que uma fazia parte da missão dele ajudar os grupos perseguidos pro Roma viverem, sobreviverem, manterem seu 1:26:26 conhecimento, manterem sua tradição. Ele deveria ajudar esses antigos grupos sobreviverem com o seu conteúdo, com as suas ideias. Então, ele é tido por Roma. E aí tá correto que ele era um grande herético, o guru dos heréticos. E ele vai ajudar outras heresias e vai ensinar e vai trazer nos seus ensinamentos a verdade a qual eu desvelei e mostrei para o mundo. Ele fala muito em Jesus. Eu botei pouca coisa aqui até porque fica meio exagerado. E ele se considerava totalmente ligado a Jesus, um grande discípulo de Jesus. Jesus é o primeiro dos mensageiros, primeiro nesse período cristão, guia daqueles que estão no mundo. Ele não diferenciava o maniqueísmo do gnosticismo cristão. E o gnosticismo cristão começou com Jesus, com João, com Tiago, com Tomé e Simão Magro. Então Jesus é o guru dos heréticos cristãos. 1:27:28 Mani se considerava continuador desta linhagem, desta tradição, mas também fala em Cristos. Cristóos ou Cristo é quem desperta aqueles que dormem. É a luz interior, é o logos, é o pai de todos os mensageiros, o terapeuta das almas. Aqui Man tá se referindo a um livro que ele devia conhecer do Clemente de Alexandria. Clemente tem um livro muito interessante chamado o pedagogo, que não é um livro de pedagogia. O pedagogo é o logos, é a luz do universo. O pedagogo que ilumina o caminho, é o logos em nós, a vida em nós. Então o man tá dizendo que esse cristos, que é sinônimo do logos, a luz universal é o terapeuta das almas. Meu senhor. Aqui ele tá falando agora de outra coisa, não é do quistos, mas tá falando do guru dele. Meu guru apontou os caminhos da retidão. 1:28:28 E aí ele dá umas dicas da da vida que que ele deveria viver e outros também. O homem deve tornar-se casto e puro. Pureza emocional, pureza mental, pureza física. E ele deve dar sua sabedoria para todos os homens. Deve ensinar os outros. deve ser frugal em sua dieta. A mesma receita dos gnósticos, dos neoplatões, Clement Alexandria falava isso. Uma refeição por dia, como os recênos, muita fruta de preferência, não deve comer peixe, nem o que é poluído com carne e sangue. Jesus ensinou uma ética, não uma moral, uma ética que defende a vida. A ética do não matarás, não assassinarás nenhum ser vivo. No meu livro O mistério da Ética, da editora Garba, lá, quem tiver curiosidade, eu te atatei um pouco, não falando do Man, mas 1:29:31 falando dessa questão, essa genuína ética, a ética ligada ao logos, à luz interna que nos leva para a retação. Aos domingos devem fazer jejum, pelo menos um dia por semana, que seria o domingo. Em vez de na missa, você fica em casa fazendo jejum. E o primeiro dever de um ouvinte é jejuar, orar e ter compaixão. Jejuar para limpar o corpo. Orar aqui é meditar, fazer a prática, orar, meditar e ter a ter a compaixão. Isso é o começo de um ouvinte, um aspirante, um buscador do caminho. Começa por aí. Vejo que são os mesmos ensinamentos que a gente vai encontrando em diferentes tempos. O rei da luz é a árvore da vida. Eu assimilei a lei da luz, o dharma da 1:30:32 luz, o ensinamento original. Tu és o amém. E é uma uma frase que diz que o amém tem muita energia. O amém, a invocação do amém tem muito poder. Quando eu invoco o amém, as portas se abrem. Então, não é aquele amém do assim seja, mas é aquele amém de ritos internos. Ó senda da verdade, vista-me com tua veste. Novamente a ideia da veste de luz. Novamente o Mani falando de ser vestido com a veste e ele fala com toda a clareza sobre isso, a veste de luz, como tem no hino gnóstico da pérola, que vou falar agora na sequência aqui, o hino da veste de glória ou a canção da pérola que também fala da veste que o Bardesanes publicou ligado ao Tomé. Tomé, Bardesanes, Mani. Então, o Mani tá falando da veste. Vocês 1:31:33 são filhos do dia e filhos da luz. A ideia dos filhos da luz, dos mandeanos, dos enênios, tá aqui no man. Meus pensamentos buscam teus segredos. Minha intuição aspira os teus mistérios. Então fica bem claro que não era uma uma mera comunidade, uma mera religião. Às vezes você diz assim: "A religião maniqueia era mais do que uma religião no sentido comum da palavra". Era um grupo, era uma escola, era uma tradição, era um colégio, um colégio externo, um colégio interno. Ensinamentos reservados, ensinamentos orais, mistérios, práticas, disciplina, limpeza de alma, de corpo, de emoção, meditações, invocações, teuria. E acabava então a estrutura ortodoxa percebendo, entendia que aquilo não era uma obediência ao poder romano, nem ao poder judeu, nem ao poder de outro 1:32:33 lugar, acabavam sendo perseguidos. Aqui eu botei dois trechinhos do livro dele sobre a terra da luz. Ele faz uma viagem, ele estava meditando e vai ao mundo da luz. Depois ele volta e descreve como é a terra da luz. Eu me retirei do mundo e me dirigi para o Senhor. Eu encontrei a terra da luz e segui o caminho para a cidade dos deuses. Aqui há uma prova de que Agostinho viveu entre os mandeanos e imitou os mandeanos. A cidade de Deus, o livro do Agostinho, imitou no título, não no conteúdo, mas não só no título, na introduçãozinha do Agostinho também tem uma imitação dos do dos maniquos. Então ele foi para a cidade dos deuses. Agostinho falou no singular: "Deus, comunguei com a retidão 1:33:36 enquanto eu estava no corpo." A gente que a gente não tá falando de uma vida anterior, nem de um sonho. Está falando uma jornada que ele fez. E enquanto eu estava no corpo, tornei minha alma pura. Agradável luz. A alegre e bem-aventurada luz autoexistente, eterna. Aqui a relação com a natureza Buda presente em todos os seres. Uma luz presente, uma luz autoexistente, milagrosa, poderosa. Nem altura nem dimensão formam um limite ou medida, onde tudo é luz e nenhum lugar é treva. Nesse mundo sutil, onde tudo é iluminado e os mensageiros da luz residem nesse mundo, o mundo dos bodsatuas, o mundo dos nirmanacaios, o mundo dos grandes seres. Então o Mani tá 1:34:36 dizendo que ele tinha a capacidade de ir para esse mundo. 1:34:47 Isso é, em síntese, o lar do adorável da luz, o lar dos seres de luz. No alto está além do alcance, nem pode sua profundidade ser percebida. Lá a luz é onipotente e tudo é límpido e puro, eternamente feliz, calmo e quieto. Nenhum inimigo, nenhuma fake news, nenhuma perturbação, nenhuma injúria percorrem esta terra. Então isso aqui é um ensinamento que me lembra muito o Xara da Vedanta Advaita, que a gente também publicou ali na editora. O Chancra diz no livro dele, eu tô traduzindo numa linguagem livre, mas no fundo ele diz assim: "É preciso termos alergia de sofrer, alergia de renascer, cansar de ficar nesse processo, dança, dança, sofre, sofre, dança, dança, sofre, sofre". Aqui no fundo é parecido. A gente tem que tem 1:35:48 que cansar um pouco dessa vida da rotina externa cheia de perturbação e fazer um esforço levar a alma, pelo menos a alma, a mente, o coração, se possível, a alma inteira, o corpo, se possível, para um outro mundo, para uma outra realidade. se aproximar em pensamento, se aproximar em desejo, se aproximar com a alma dos mensageiros da luz, ingressar nesse mundo, porque lá aparece um pouco melhor. E mesmo vivendo neste mundo, vive com mais estabilidade, com mais calma, com mais serenidade, percebendo que vivemos num mundo complicado e que um dia, daqui a milhões de anos, vai ser melhor. Eu tinha terminado, mas eu estava lendo um pouco mais e relendo e fiquei com pena de não trazer um pouquinho mais para vocês. Então eu fiz uma página a mais. Tanto que eu chamei aí mais que falaia um pouquinho mais. 1:36:50 O Paráclito vivou, encontrou-me. Ele falou comigo, ó. e desvelou-me o mistério oculto. Ele falou e ensinou-me o mistério oculto, o mistério das profundezas e das alturas. revelou-me o mistério da luz e da escuridão. Ele abriu meus olhos para os caminhos das ordens celestes. Explicou para ele primeira luz, segunda luz, terceira luz, quarta luz, criador, manifestação, os anjos, seres celestiais, os seres de luz, tudo do alto em direção ao mundo terreno. Então ele diz que ele foi instituído pelo seu grande tutor. Bonito isso, interessante isso, profundo isso. e disse: "Ele falou comigo". Não foi uma intuição, não foi uma um símbolo, não foi uma metáfora, não foi 1:37:50 uma coisa que o man levou 10 anos interpretando, não. Ele ouviu, tomou nota, uma coisa bem mais fácil. Grande e glorioso é o apóstolo da luz que foi enviado pelo pai. Mas ele tá dizendo que o apóstolo da luz não é bem ele. Ele é mensageiro da luz. Mas o apóstolo da luz é quem ensinou ele, proclamando sabedoria e verdade. A virgem da luz, Sofia, é a gloriosa sabedoria, a mãe da vida, o grande espírito feminino aqui em pauta. O grande espírito tem o seu trono no sol. O sol, o logos, o logos e o sol, o sol não físico, o sol espiritual, o pai e a mãe da vida. 12 eons, 12 mundos, 12 níveis na manifestação. Eu tô só botando tópicos, né? Aqui não, 1:38:52 não era assim no livro. No livro falava um pouco de cada um. A primeira e a segunda grande vida, como os mandeanos, tá? nos mandeanos, a primeira vida, segunda vida, terceira vida. Então ele também vai falar da primeira e da segunda grande vida, a grande vida e da gnose da luz também. E ele vai falar da cruz de luz, o livro que também tinha nos gnósticos, que ele leu, porque o livro estava no material do João e no material do Tomé. Neste livro aqui que a editora Garva publicou, está o livro Acus de Luz, que já vou comentar dele. Então, o Mani tá se referindo a esse texto que está hoje aqui em português, a cruz de luz. A luz veio e foi crucificada na escuridão. A luz divina é crucificada na matéria. 1:39:53 Os eleitos, os retos que seguem a senda, repetem o processo da cruz de luz. também são sacrificados, também são crucificados, entre aspas, também a luz interna deles tem que estar dentro de um corpo. É como se fosse uma repetição. Só que aqui a luz primordial, a luz do logos, a luz original que ingressa na matéria e forma uma cruz. É isso que o man tá falando, a luz que se crucifica na matéria. O filho de Deus, e aqui filho de Deus, ele não é Jesus. Fica claro no texto que é a luz primordial ou o logos. O logos é crucificado na matéria. São pequenas passagens, mas tem um pouquinho mais. Isso aqui está no quefalaia. Tudo isso aqui dá no quefalaia. Então no quefal ele tá se reportando ao texto a cruz de luz. E também ele vai falar do hino da pérola ou do outro título que é a canção 1:40:55 da veste de luz. Então, no capítulo, são pequenos capítulos no livro, no capítulo 75 eu botei semelhança para não forçar, mas são as mesmas passagens do hino da pérola. Hino da veste de glória. Hino da veste de glória. Me ajuda que eu tô meio cansado. Então, no hino da veste de glória ou no hino da pérola, o man tá se referindo que a alma também é uma pérola que está no corpo. Ela precisa ser purificada para ascender. Isso no capítulo 75. No 65 há uma passagem do evangelho de Tomé. Então ele tá citando o evangelho de Tomé, o hino da pérola, a cruz [limpando a garganta] de luz. Então ele tá neste momento aqui se referindo a materiais gnósticos e também se refere aos batistas, aos nandeos nesse livro. O pai dele era desse grupo e ele viveu nesse grupo. No capítulo 89 ele fala um mandeano dialogando com ele próprio. É um diálogo dele com um mandeano que ainda existia, 1:41:57 um nazareu ou mandeano conversando com o mani na Babilônia. E aparece o termo os filhos da luz, dos essênios, dos mandeanos e dos maniqueus. Paulo também nas cartas de Paulo e no livro do Evangelho de João também tem os filhos da luz travam guerra contra os filhos das trevas. Eu botei Esênio, que não é filho das trevas. Nosênios tem um livro com esse nome. Então, na comunidade dos Esênios há um livro, a guerra dos filhos da luz contra os filhos das trevas. A perturbação, a escuridão, a ortodoxia, forças negativas se opõem, tentam atrapalhar o trabalho dos filhos da luz. Então o Mani aqui agora como um bomênio continua falando nesse assunto e fala da transmigração das almas, o renascer da alma. E isso é uma jornada 1:43:00 de purificação, porque a alma não fica pura numa única existência. É por isso uma longa jornada. Então, no capítulo 90, 91, 92, 99 aparece algumas vezes esse assunto, esse assunto que depois a Igreja Romana não gostou. No cristianismo original, na primeira fase, nos essênios, nos gnósticos, nos verdadeiros primeiros discípulos de Jesus, esse assunto da transmigração não era proibido. Jesus se referiu a João Batista e disse que João Batista era Elias que tinha renascido. Está no Evangelho de Mateus e está nos apócrifos, Jesus afirmando que Elias renasceu e que era João Batista. Então reencarnação 100%. Mas depois a igreja romana proibiu esse assunto, mas os maniqueus continuavam falando. E o Mani fala e ensina sobre a transmigração das almas. O primeiro homem, o Adão celeste, o espírito vivo, o embaixador que é o 1:44:00 sol, é uma hierarquia aqui, o Adão celeste, uma energia viva, o sol espiritual, o Cristo chegando então na inteligência divina que é a vida da alma, a inteligência que dá energia para a alma. O espírito vivo constrói o universo. É como um arquiteto que constrói um palácio para um rei, o pai da vida, como um perfeito carpinteiro, esculpindo, construindo, modelando, modelando o demiurgo, o grande construtor, o primeiro arquiteto. Tudo se copia, nada de novo no tempo de Salomão, primeiro grande arquiteto do universo. E dentro do arquiteto tem uma chama que nunca se apaga. E essa chama se mantém acesa antes e depois da celebração. O Mani falando do arquiteto. Do primeiro homem vem a vida da alma. Da luz universal vem a luz da alma. 1:45:02 E aqui está o fogo vivo na área, o fogo que não se apaga, o fogo universal, o fogo logos, o fogo em todos os seres, mane repetindo a mesma tradição. E a mente luz, [limpando a garganta] a mente pura, a mente que recebeu o espírito e é luz. A mente luz ilumina a alma. Os eleitos purificam a mente para elevar o coração. Muita leitura. Cansei alguns de vocês ou quase todos, mas como é só hoje que eu vou tratar desse assunto, por causa aqui no telecanal, não voltarei tão cedo, então era preciso dar um pouquinho do assunto. Então para quem não sabe, quase todos já sabe que o no livro Aguenosa de João que tá aqui, tem o texto CR de Luz, que o Mid traduziu no começo do século XX. Nós traduzimos o comentário, o texto bem editado, então tá o texto inteiro sobre a cruz e luz e o hino da pérola ou o hino da como é que 1:46:03 é, Jane? Esqueci de novo. Marina Laia, como é que é o nome do livro da pérola? Tá escrito ali, Alberto. Hino da veste de glória. É, eu tô realmente cansado aqui na minha, [risadas] desculpe aí, eu tô É porque os dois nomes são usados para esse hino, né? Então, tá aqui, eu mesmo escrevi, eu tô perguntando. O hino da veste de glória sairá mais adiante, talvez em dezembro, no livro Bardes e o dezembro, janeiro, bardes e os hinos de Tomé. Então, lá está o hino da Pérola no futuro livro vai tratar do Bardesanes e vai tratar deste hino. No gnós João já está o outro texto da Cruzel. editoragarba.org.br. Like, like, like, like. Me permite só um detalhe, Alberto. Eh, é porque tu acaba não falando, mas no livro do Bardesanes, que já tá escrito, tá em processo de revisão, eh, muito 1:47:04 disso aí que o Alberto falou sobre os mapas, sobre o caminho de Bardesanes pro seu filho Patique ou Paulo de Samossata e pro seu filho Man. Ele faz, o Alberto fez assim um detalhamento muito grande disso. Eu sou suspeita, mas tá muito bom ali. Dá para entender bem melhor o detalhamento. Aqui foram só duas horas de papo lá. Dá para ficar bastante tempo no material. Por último, aqui nesse assunto, um autor mais recente falando dos maniqueus, Russimã, neste livro que está aqui na internet, ele tá disponível, tem edição antiga, tem uma edição mais recente. Ele diz assim: "Algumas ideias de Mone derivam de Bardesanes. Ele é importante pela influência dos seus ensinamentos em Money. Hoje de tarde, eu fiquei algum tempo sentado aqui no gramado conversando com a minha neta sobre os sonhos, sobre a sabedoria, sobre a filosofia 1:48:06 e ela perguntando. Eu só respondia, ela me fazendo umas perguntas e eu conversando. Então o Bartesanes de quando em quando conversou com o seu neto também a influência também em Paulo de Samossata foi grande. Os paulicianos são os ligados a Paulo e eles seguem a tradição. E vai surgir os nestorianos. Nestor é um discípulo, é um é um sujeito que era cristão, depois se ligou aos paulicianos e vai formar um grupo dos nestorianos, que a igreja também perseguiu eles. E os nestorianos foi foram influenciados por mani. E aí vem o detalhe que agora é meu gancho. Maniqueus e Nestorianos tiveram influência direta em Mohamad e no seu sobrinho que casou com a sua filha Fátima, Ali Talibe. Então, Mohamad da Arábia visitou Assíria mais de uma vez, esteve em regiões dos gnóoscos, 1:49:07 esteve em regiões dos maniqueus, conhecia um pouco de cristianismo. Ele teve um professor que conhecia cristianismo, visitou, então, como eu disse, a Síria. E há uma influência quando a gente vai pro fundo no assunto, não é lendo coisa superficial ou lendo artiguinho de internet, sem que nos textos, nos livros bons, há uma influência direta. Então, os profetas e o judaísmo, o cristianismo e o gnosticismo, os maniqueus, os nestorianos, vai chegar em Mohamad nos século VI, começo do século VI e em Alitalibe no século VI. Esses dois é o que dão origem a um grupo, a um grupo interno que receberam instruções do anjo, do arcanjo, do anjo Gabriel numa caverna. num lugar retirado, numa montanha, aonde instituições orais eram passadas, Mohamad escrevia, depois o Ali 1:50:09 organizou. Isso não era um livro, era um diário reservado e secreto. Posteriormente circulou, mais tarde essa cópia caiu no mundo sunita. mexeram, alteraram, mudaram a ordem, acrescentaram e virou o Alcorão, que também é um livro interessante. Mas eu tô falando do manuscrito original que antecede o Corão. Eram instruções mais orais que o Moham tinha recebido. Isso vai gerar o islamismo original, antigo. Dentro dessa corrente havia um núcleo interno dirigido por Mohamad, tendo como sucessor o Ali. Não estou falando em califas, não tô falando em política, não estou falando a coisa externa, eu tô falando a escola interna. Essa escola interna vai ter líderes espirituais que são sucessores, são chamados de imãs, líder espiritual. Na sequência temos o sexto, Jafar Al Sadic, do século VII. 1:51:09 Esse indivíduo tem um filho chamado Ismael, tem um aluno chamado Abuat e tem um outro filho chamado Musaal Kazim. Aqui nós temos filosofia esotérica islâmica. Aqui nós temos ismailismo. Com o nome do Ismael gerou uma corrente de filosofia esotérica ultra profunda e importante que existe até hoje por sinal. E aqui é a tradição dos 12 irmãs que depois interrompeu. E Abu Catab era um discípulo da escola interna que vinha de Mohamad. E esse personagem no Iraque, no sul do Iraque, em CFA, criou uma escola que estudava maniqueísmo, Mandeanos, Cabala e a o ensinamento oral de Mohamad, heresia pura para o mundo islâmico também. A partir desse período, nós estamos aqui no século VII. Então, 1:52:11 no século VI e no século vai surgir mais tarde o suf. a tradição do sufismo no Iraque e depois no Irã e vai aparecer os místicos sufis. O sufismo no começo hoje em dia tem tudo que é tipo de sufismo do melhor ou mais esquisito, mas eu tô falando daquele antigo, daquele mais original. Os sufits eram indivíduos mais recolhidos, que se apresentavam não como gnósticos, mas como místicos, que oravam, que recitavam o Alcorão, que praticavam meditação e assim havia um risco menor. Mas dentro das dos grupos súfos havia ordens internas, havia iniciações, havia coisas reservadas, colégios internos. Mas o os sufituíram as escolas gnósticas por ser menos perigoso num certo sentido. Henrique Orban, autor do século XX, um grande estudioso, fala que um grupo chia, chia 1:53:12 são os seguidores de Ali Talibe, os xiitas originais, os chia são, não são políticos, são discípulos de Talibe. O os sucessores de Talibe são os primeiros a serem denominados sufis. E dentro da tradição do sufismo está gnoses, que eles chamam de marifa. Marifa é gnose. A gnoses dentro do sufismo. Então, marifa ou gnose suf. E também havia a gnoses ismaelita, um gnosticismo mais esotérico. Havia um gnosticismo místico, um gnosticismo meditativo, um gnosticismo que se aproximava também de Bactioga em alguns momentos e junto com isso também uma tradição que é a mesma, mas uma mesma mais aprofundada, ismaelita. No começo do século I foi conhecido um personagem em no Iraque 1:54:13 chamado de Abidak ou Sufi. É a primeira vez que alguém foi chamado de Suf. Abidak, o suf, ele era dessa tradição. E na sequência temos Bistame, um iraniano no norte do Irã, que escreveu coisas muito importantes. E o texto dele, um sobrinho dele, aluno dele, foi para o Iraque, levou os ensinamentos para uma outra escola, uma escola em Bagdad, dirigida por Junaid. Junaid é um grande gnóstico. Bistame também era. Abidak também era gnóstico suf, gnóstico islâmico, gnóstico maniqueu, gnóstico de qualquer tradição. Junid, então é muito famoso, vistame um pouco. Então aqui eu estou falando de uma tradição eh religiosa filosófica, religiosa filosófica esotérica, esotérica gnóstica e gnóstica marifa, marifa mística, que chega então em Bagdá no final do século 1:55:13 VI pro século X. Junaid disse, deixa ver se eu não pulei nenhuma coisa. Junid falou a ciência do tassuf. Esse taçauf, como eu botei aqui no título, pode ser com um W com dois, depende da transiteração. A ciência do sufismo é aquela que só a conhece o homem dotado de intuição e familiarizado com a verdade. Não a conhece aquele que não tem o testemunho interior, que não tem vivência, que não tem mergulho interno, que não tem um guru adequado. sábios ou os gnósticos proporcionam testemunhos aos que estão nos graus iniciais da gnose. O J United falava que tinha vários estágios, estágios iniciais, estágios medianos, estágios avançados. Na verdade, ele dizia que gnósticos só são os últimos, mas a gnose 1:56:15 é até a dição que conduz. No mundo islâmico, nós vamos ter a palavra Allah, que significa o um, a unidade, o primordial, o princípio primeiro, a primeira grande vida, o primeiro princípio, o inefável, tudo aquilo que as várias cosmogonias vão falar. Esse termo é anterior ao islamismo, já era usado na na região da Arábia, já era usado por mandanos, inclusive esse termo é a ifená ou lê. A lê ao lá. Lá é o supremo, o supremo, o grandioso, o primordial, o um. O um é luz. Isso em árabe é nur. O um é nur, é luz, a luz primordial, a luz universal. No corão sunita de hoje é o sur. A 1:57:16 passagem 35. Alá é a luz dos céus e da terra, é a luz do cosmos, é a luz universal. O sufismo vai enfatizar a mística, [limpando a garganta] a purificação do coração e vai enfatizar de nana a sabedoria, a intuição. Tem que juntar o coração com a sabedoria, o coração com a intuição e tem que praticar meditação. O dicker, o dicker é a prática constante, é a recitação dos nomes divinos. O constante relembrar do Uno. Meditação às vezes se traduz como relembrança, a relembrança constante, o focar, o lembrar, lembrar do foco. Então, há alma prática, os grupos suf se reúne, se reúne, sentam, repetem mantras. Eles não usam a palavra mantros, mas são as recitações dos nomes de Alá, os nomes da divindade primordial. Dicker, junto com 1:58:18 o coração e junto com a sabedoria. Basicamente o sufismo tem duas ideias centrais, a unidade tauid e o esvaziar o eu fui tudo é um e o um é o caminho para o qual o gnóstico se dirige. Mas para chegar próximo do um, tem que retirar o eu, o perturbador, o eu pessoal, o eu egoísta, esvaziar o eu, o desapego, desligar-se de si mesmo, de si mesmo, egoísta, pessoal. Então, fana é o esvaziar-se para que lá tenha espaço, para que a vida tenha espaço, para que o um preencha o cálice. O cálice tem que ficar vazio para ser preenchido. Na própria, no próprio Novo Testamento tem isso, Jesus falando do esvaziamento, kenosis em breve. kên é o esvaziamento para ser possível o preenchimento. Então, sufismo basicamente é o 1:59:20 esvaziamento para buscar a unidade junto com a prática meditativa. Isso é sufismo. A sabedoria é a compreensão do uno. Quando o teu eu se afastar de ti, se aproximará de lá. Quando eu tiver dentro de ti, você está fora da unidade, você estará na dualidade. Você se aproxima da unidade quando diminui a separatividade, a dualidade. Eu tô apurando porque é muito assunto, desculpa, eu não quero ir hoje até a meia-noite. Então, nós vamos ter agnose suf, nós vamos ter marifa, que é sinônimo, nós vamos ter junto com isto a mística islã. Mas com o tempo o sufismo foi tomando duas roupagens. a roupagem, aquela antiga, mais filosófica, mais esotérica e mais gnóstica, e uma mística mais leve, mais 2:00:20 introdutória, que se ligou à tradição oficial, que é apenas uma recitação de passagens do Corão e nada mais. Mas na mística marifa, na mística gnóstica, também há estudos, há tratados, a prática meditativa é mais complexa, não é só uma recitação, tem técnicas, tem outros mantras, mas tudo isso é válido. Mesmo sunitas se for bem feito, é válido. Então, há os dois sufismos, tanto o sunita como aquele mais do ismaelismo ou mais antigo. Um autor inglês do século XX, Reynold Nicholson, num livro inglês que também existe em português sobre o sufismo, ele diz: "O suf usa uma gnose que é comunicada para o coração. Agnose surf é a marifa, que é uma transiteração marifat, mas não pronuncia o agnose surf é marifa. Marifa não é o 2:01:22 resultado de um processo racional, é o conhecimento místico da presença do um na caverna do coração pela meditação, pela contemplação. E o Corban num livro dele do século XX disse: "Agnoses não é uma simples heresia cristã. existiu e talvez siga existindo uma gnoses no islamismo, dizer ismaelismo, mas também na tradição islâmica e também em outras correntes. Há agnoses que vem do Aritalibe e há agnos ismaelita, mais filosófica, mas a gnoses sobreviveu, segundo o Corban, pelo menos até o século XX. O livro do Nicholson é este aqui, os míticos do um livro básico, geral, introdutório. E no capítulo três, teatra da gnose. Aqui uma edição brasileira e a 2:02:23 edição inglesa. O outro é o livro do Corban, aonde o Corban, essa passagem aqui sobre essa antiga gnose, ele fala do ismaelismo, fala da gnose nesse livro dele, templo cíclico e gnoses ismail. Então, é um livro que trata, não é todo livro sobre isso, mas tem boas boas passagens sobre a gnosese do ismaismo. E aqui o Nicolson, que é mais introdutório. E para fechar, então, eu só fiz uma breve apanhado, um breve apanhado de alguns trechinhos de alguns sufice do passado, mas eu começo com o autor do século XX, que é um tradutor e editor de alguns bons livros de sufismo, Vittor Dunner, que ele diz: "O sufismo é o coração espiritual do Islã, é uma minoria dedicada à contemplação. O termo sufismo surgiu no século VII, como eu disse lá, o conhecimento do um, 2:03:26 e isso é a lá, os sufs denominaram de marifa, ginoses. O gnóstico possui o conhecimento do real, da realidade, o real ou a realidade ao aqui. Então, a meta é encontrar a compreensão da realidade, da verdade universal. da vida universal. Então, começa com contemplação, mas também inclui reflexão, entendimento, conhecimento, mergulho interno e tudo mais. O Jafaral Sadic, o sexto irã lá naquele período antigo, disse: "O cliente se mantém no seu eu cliente quer um eu mais forte, quer um eu mais feliz, o eu com carro, o eu com conta bancária, o eu com isso e aquilo." Mas aí fica só nisso porque não vai além disso. O gnóstico se mantém em Alá. O cliente no eu, o gnóstico em Alá. Este que é um líder da 2:04:28 tradição islâmica. Junite que eu falei, o gnóstico ao descobrir sua própria ignorância possibilita a manifestação da sabedoria divina, porque aí ele se esvazia. A ignorância não adianta para muita coisa ou para nada. percebendo que é um ignorante, se desapega das ideias, dos conceitos e e outras coisas semelhantes e aí se esvazia. Aí ele acolhe, ele recebe a sabedoria divina. O arife, a palavra arif em árabe é é a tradução de gnóstico. O gnóstico ou arif vivencia a gnoses da unidade de Alá. Então, não é qualquer indivíduo que vai ser um verdadeiro gnóstico. O gnóstico tem que ter vida profunda, meditativa, contemplativa, muita reflexão, muita intuição, muita compreensão, até que vai conseguir em 2:05:28 algum momento meditação aonde a dualidade cessa, aonde vai, por um instante que seja, ter uma vivência da realidade presente nele, do logos, da vida, do um, do uno, de lá. É uma pena que esse mundo do século XX, esse mundo ocidental e o próprio mundo oriental gerou essa confusão com o mundo islâmico. O mundo islâmico tem correntes políticas reacionais, como a gente sabe que tem linhas que não são filosóficas, não são nem religiosas, na verdade. e essa confusão completa, porque tirando isso, o mundo islâmico antigo e posterior, tem tradições bonitas, livros interessantes, escolas profundas, grandes instrutores que ficam abafados, escondidos, proibidos ou foram muito perseguidos ou são perseguidos até hoje, mas dizendo coisas belas e profundas, do mesmo modo que o gnosticismo cristão, do mesmo modo que o gnosticismo judeu, as três tradições do livro da unidade, não 2:06:29 é por acaso que você fala fala que as três tradições falam da unidade, judaísmo, cristianismo e o islamismo. O Junaide também disse: "A elite espiritual dos santos situa-se no grau mais elevado da gnose. Quando se atinge um grau mais elevado, lá estão os eleitos. Eleito aqui não é no sentido pejorativo, mas aquele que trilhou a jornada. Outro autor do século X, Nifar, pouco conhecido, é um é um do Irã. Nem todos os sufis são gnósticos. Tem sufs comuns, tem sufs de internet, tem sufs que pensam que sufismo é dançar, que é rodopeiar, que é derviche dançante. Eu nem tinha falado porque na minha cabeça isso não existe. Sufismo não é dança, sufismo não é dervich dançante. Isso são coisas da idade moderna e contemporânea nessas escolas. antigas, se sentava para meditar de olhos fechados. No máximo, você canta os mantes, você canta as 2:07:33 linhas do Alcorão, você canta sentenças de instrução, você recita, você canta o ensinamento sem instrumento musical e sem dança e sem rodopio. Isso é outra coisa e tem efeitos colaterais não muito adequados, por sinal. Mas hoje em dia se entrar na internet tem tambores tocando música surf, rodopeando na em Cônia lá na Turquia, onde o governo proíbe o sufismo e ao mesmo tempo vende que o turista dança sufis. é proibido e tem o permitido. O permitido é apenas comércio. Então, nem todos os surfs são gnósticos, nem todos estão maduros para gnoses. Os sufs declaram que alá é uno. O góstico deve conhecer a si mesmo e a alá. de novo esse nifar que é bem interessante. Então, é preciso haver esse autoconhecimento, o conhecer a vida espiritual presente em 2:08:34 cada um, presente em nós. E essa luz e essa vida, a grande vida e a grande luz, que é a luz primordial. Isso é preciso ser reconhecido e conhecido. O Iben Arabi, outro famoso SUF, agora tô falando um espanhol do século XI, que depois foi morar em Damasco no começo do [limpando a garganta] século XI. Um grande autor, um grande escritor, belo, importante, qualquer livro do Iberab é recomendado. Qual que você me indica? Todos. Não indico nenhum, indico todos. Agnoses é o conhecimento de Alá. Onde quer que te movas, há uma face de lá. Para onde você olhar, para onde você pensar, para onde você dirigir, o um estará. O um é tudo. O gnóstico conhece a si mesmo e conhece a realidade. Eu misturei na hora que eu li as duas coisas. Então, tenho o Nifar falando conhecer a si mesmo e conhecer a lá. o Iben Arabi, conhecer a si mesmo e 2:09:35 conhecer a realidade. Eu vou pular agora no tempo e chego no século XVI até X em Marrocos. Mais um esotérico, mais um suf importante, mais um ocultista idôneo, mais um bom autor. Em cartas cuivadas e instruções reservadas, ele dizia: "A genoses é ao grau mais", a genoses é, não tem a aqui, [limpando a garganta] é o grau mais elevado do iniciado e é a meta daqueles que viajam em direção a alá. A gnoses é o último estágio do gnóstico. Marifa é a fixação da contemplação no uno, um estado meditativo aonde a mente se dirige para a luz interna e por decorrência a luz universal. É a fixação no uno, no um. Esse Darkvi, que eu já andei em outros 2:10:35 momentos comentando no passado sobre ele, é um autor importante e escreveu aqui mais perto do mundo ocidental, estava no Marrocos, é traduzido para o espanhol, para o francês, para o inglês. E aí no século XX, no norte da África, viveu até 1932 Alavi Ahmad al A alavi, que era dessa tradição do Darkvi. Repete: "O gnóstico move-se só em uma direção, a verdade. Amai a verdade, buscai a verdade. verdade vos libertará, inclusive vos libertará da ortodoxia islâmica, a inclusive [limpando a garganta] dos equívocos islâmicos, se for o caso, ou de qualquer outro equívoco. Então, a verdade se revela, a verdade mostra o real caminho. O gnóstico se basta com a lá. Não é 2:11:36 preciso mais do que o um. Não é preciso mais o que a sintonia com o um. O um ou uno é suficiente. E os gnósticos não precisam esperar a ressurreição. Ele conhecia Novo Testamento, inclusive ele deve estar pensando no Novo Testamento quando escreveu isso e tinha estudado bastante João, por exemplo. Os gnósticos não precisam esperar a ressurreição para ter uma vivência da realidade, da unidade, uma uma acolher uma revelação interna e muito mais coisa. Eu vou agora dar uma pausa ao diálogo curto que nós vamos poder ter e depois eu deixei uma meia duas defados no final, mas eu vou fechar a reunião, depois fica ali se alguém quiser. Deixa eu só mostrar aqui. Existe bons livros. Eu tenho uma passagem desse livro do meio aqui na sequência que agora eu não li, mas posso ler depois. É um suf do Irã de uma outra linha diferente da 2:12:39 Arcavi, mas semelhante ao mesmo tempo. Ele tem dois volumes sobre a gnose suf. é um apanhado de passagens da antiguidade, vários autores, e ele vai trabalhando, mostrando essa sabedoria, porque nóses também tem o sentido de sabedoria, sabedoria, compreensão, agnose aqui no outro é um autor importante. O grupo dele foi perseguido no Irã, se dirigiu para Londres, para Europa e a sede hoje é em Londres. Aqui é um autor de 1600 e pouco, Mula Sada, uma escola no centro do Irã, uma escola muito importante, uma escola derivada dessas tradições mais antigas. Mulaçada escreveu o elixir dos gnósticos. Então nós estamos em 1620, continua o assunto da Gnó sendo falado no mundo islâmico. E aqui um livro comum que eu só botei mais por causa do título para vocês perceberem, um livro do século XX, mas o autor é um pouco mais antigo. O Jardim dos Gnóf, um livro mais poético, mais místico, mas ainda 2:13:41 enfatizando a questão da da tradiução da gnóse. E aqui tem alguns exemplos do Iben Arabi, que morreu em 1245 em Damasco. As revelações de Meca, que são alguns volumes, uma coleção, o livro mais extenso do sufismo, o livro mais extenso dele e o livro mais extenso do sufismo. São 1640 capítulos. 1640 numa edição, tem outras edições também sobre ele e os gurus dele, os suf da Andalusia na Espanha. com quem ele estudou e escreveu um livro sobre os gurus que ele teve. Aqui é a mesma edição de Meca em francês, as iluminações de Meca, revelação, iluminação, as contemplações dos segredos divinos e aqui na direita, fusos, que é o outro livro importante dele também. Aqui ele fala dos profetas da antiguidade, os profetas da luz. Então o fusos é um outro livro que complementa esse 2:14:42 submeca. Apesar de tá meca no título, não é um livro sunito, é um livro gnóstico, um livro bem profundo da filosofia de Iben Arabi. E esse vermelho é uma biografia, quem quiser um dia ler uma biografia profunda, séria, muito bem feita, a busca do sulfur vermelho, um título alquímico falando do Iben Arabi, Clode Adas. Então, mas dele tem muito mais material. E aqui eu coloquei umas passagenzinhas que agora eu não vou ler por causa do tempo. Pronto, Jan. Pronto, Alia. Muito obrigada, Alberto. Eh, Alberto, tem algumas questões no chat, eu vou lendo para ti e aí tu vais respondendo. Eu só queria aproveitar e fazer um comentário do teu último slide ali. Os sufs eh não esperam a ressurreição após 2:15:44 a morte, igual os gnósticos, a ressurreição tem que ser em vida. Então não adianta muito. Achei bem legal. Alberto, eh, a primeira pergunta colocada aqui é o seguinte: a comparação entre os nazarenos e os enênios, eles tinham ideias eh oponentes, eram rivais? Não. Os enênios é uma ramificação dos nazarenos. Foi um Nzareno que foi para o Mar Morto e criou a comunidade de Kunha, instruiu, depois um segundo ajudou. Então aqueles mais antigos já tinham morrido, já é a segunda geração dos Nazarenos. Ele foi paraa região do Mar Morto lá pelo ano 125, 120 AC. Então ele tinha convivido com os discípulos de Aibe, com os discípulos de Simeon Benhai, a comunidade dos nazarenos da Galileia. Então, resumindo, Nasilia vão gerar os enênios. Os enênios são 2:16:44 apenas uma ramificação. Trabalhavam com Cabalaula, trabalhavam com Enoque, trabalhavam com alguns apócrifos semelhantes. A cabala antiga não é a cabala normal que hoje a gente tem acesso, ela é um pouco um pouco mais filosófica. Então, nesse sentido, há uma aproximação muito direta. OK. A outra pergunta é sobre o esvaziamento do eu, ou esvaziamento do ego, eh, que também é ensinado no tauísmo, né? Esse esvaziamento é o mesmo no gnosticismo, na na no islamismo, hinduísmo, em qualquer tradição idônea, o ego é o eu pessoal. O ego é separ separatista e separador. Separa, divide, o ego, gera a dualidade. Então, para haver uma experiência, uma vivência e uma unidade no campo da consciência, este eu, esse ego tem que diminuir, tem que separar, tem que cessar, tem que se desfazer, porque na verdade é um 2:17:45 conceito, ele não é uma realidade. Eu acho que eu sou um eu separado, mas aí o budismo, filosofia budista mahhaena vai nos ensinar, o chancra na vedanta vai nos ensinar que isso é apenas um equívoco intelectual, mas na verdade qualquer tradição e a tradição sua é mais uma tanto quanto talíso. Quem ensina isso? Eh, eu estaria certa em dizer que eh todas as isso poderia ser um uma régua para verificar quais são tradições sérias, verdadeiras, baseadas no verdadeiro ensinamento esotérico, eh, que são distintas daquelas que te promovem o enaltecimento do eu. Você vai se tornar, você vai fazer, o supera tudo, né? Tô lendo uma aqui, deixa eu responder uma para não ser esquecida. Onde podemos encontrar referência de Jesus era conhecido como filho da viúva? Em mani. Não só no Mani, mas em Mani é uma fonte 2:18:46 no quefalaia. Mas há outras fontes de estudiosos e comentaristas que dizem isso. [tosse][limpando a garganta] Mas era um título, não é? que o a mãe do Mani foi muito atuante. A mãe do Mani é conhecida, uma das poucas mulheres no passado que foi conhecida como uma gnóstica. Viajou com o bar, a mãe do Mani e a avó do Man, inclusive viajaram, ensinaram, mas aqui é um termo simbólico, porque quando o Mani tá falando isso, ele tá se referindo a Jesus. O filho da viúva não é ele. A viúva é Maria e o filho é Jesus. Mas isso tem mane e tem outras tradições. Tradições não tem, tem outras obras. bem posteriores, mas são poucas aí. É pesquisa. Quais escolas SUF poderiam ser consideradas gnósticas e até e de que período? Que tá o problema. [limpando a garganta] Todas as escolas na sua fase original são melhores, depois vão decaindo. Nem 2:19:49 todas são gnósticas, algumas são apenas místicas e algumas são apenas enganação. Hoje na internet tem sufismo de enganação, tem sufismo comercial, tem sufismo que vende livro e vende dança, mas não é de ordem nenhuma. ou é um nome antigo de uma ordem antiga, mas não é mais a ordem antiga. Então, uma coisa mais idônea é a tradição do Iben Arabi, que pouco se conhece, é a tradição do Rumi em Cônia, na Turquia. Mas aí depois o filho dele começou com esse processo dos dervichante. Aí deu uma confusão. É a tradição da Espanha antiga de Ibin Massara. Massarra. Ibassarra. Abu Madian e vai dar emil xadilia. A xadilia antiga derivada dessa original da beng gnóstico. Depois foi decaindo. Aí esse Darkvi tentou dar uma nova vida 2:20:49 no século XVI para X. E no século XX ela tentou ainda manter, mas tentou, não quer dizer que é. No Irã houve algumas, Nimutalá, Gerha e Calvatia. Essa Gerrari vai para a Turquia, vai para Istambul, se preservou medianamente, foi para Nova York, mas aí já houve uma decadência, tem bons textos, tem bons autores ocidentais, mas não tem mais a vida que teve no passado. Gerha, a Calvia, que também é do Irã, era muito interessante no passado, mas foi declinando, declinando e hoje em dia é mais lenda do que realidade. Então, todas elas hoje eu diria que estão devendo um pouco, mas ainda no século, no começo do século 20 para trás, eu encontro representante de escolas sufs do norte da África em Paris que tinham esse conteúdo. E escolas no Irã que foram para a Turquia e que foram 2:21:52 paraa Europa, como aquele autor que eu citei para vocês falava da da gnose. Mas eu fui num centro dele e o um dos diretores do centro insistia comigo que sufismo não tem nada a ver com ginose. Mas eu dizia: "Mas o seu mestre escreveu dois volumes?" Não, ginoso não. Amor, amor, amor, amor. Só falava em amor. Eu falava marifa, marifa. E fui embora. Fiquei com fiquei com a Marifa. Ele ficou com amor, eu fiquei com a Marisca. Então, a escola em si não é o problema. O problema é quem dirige, é cada local. As escolas têm certa autonomia, mas eu diria assim, hoje em dia tem umas três ou quatro que ainda tem alguma coisa gnostico. As outras todas são fantasias, 2:22:50 não tá bom? A próxima é longa. Eu vou ler o que poderia ser identificado como característica essencial que diferencie, se é que tem diferença essencial entre a gnose sufada marifa, e o esoterismo ismail. Seria só o aspecto místico e filosófico? No fundo, no fundo são irmãs gêmeas uma coisa só. Mas a gnose suf, ela ela ela se apresentou pro mundo externo como sufismo. Então lá no século VI, no século 9, nós vamos ter os primeiros sufs e os primeiros do ismailismo. O ismailismo foi visto como uma corrente filosófica, filosófica esotérica. Os sufits foram vistos como místicos, místicos contemplativos, mas na verdade 2:23:50 dentro do sufismo tinha marifa, dentro do ismaelismo tinha marifa. Então são duas fachadas da mesma coisa. Mas no século XX tem autores que só no ismailismo e tradutores e comentaristas e acham que sufismo é outra coisa. E tem gente que no sufismo acha que é só uma mística do coração e não precisa essa filosofia mais profunda. Mas um bom entendedor sabe que gnoses suf e gnoses ismaelita duas faces da mesma moeda. Alguém tá perguntando se essas informações vão estar num novo livro. O livro já foi começado, mas não foi terminado. Tudo isso já compilei material para uns três livros. Um com certeza, dois com facilidade, talvez até três. O problema é fazer, o problema é revisar os feitos. É aquela história desse Mas para fazer 2:24:51 um apanhado. No mínimo um livro sobre a gnose surf. farei talvez depois um mais abrangente sobre as filosofias e as escolas, mas um que trata dessas dessa tradição chegando [limpando a garganta] até o século XX já está começado. Eu acompanhei o Alberto em algumas dessas visitas que ele fez procurando grupos sufis. E, por exemplo, essa que ele contou do grupo que a gente foi e o senhor insistia de que não tinha gnosticismo no grupo SUF dele, né? E tava, [risadas] só que tá nos textos os textos ali expostos, né? Não, mas não tem, mas tudo bem. Eh, eu achei interessante que é comum, como em outras situações, existem coisas que ficam na fachada. A questão é ter aquela intuição, aquela percepção e o estudo que permita que a gente veja que tem algo por trás. Porque assim como a gente viu grupos que efetivamente perderam suas raízes mais 2:25:52 esotéricas, a gente também visitou grupos que pareciam ficar testando a gente para ver se a gente tava ali só de curioso ou se realmente se tinha uma bagagem mais interna que dava para conversar sobre eh uma prática mais profunda, um estudo mais profundo sobre marifa de verdade, né? Então ficavam, né, embrulhando, embrulhando, dificultavam chegar, não respondiam diretamente até que o Alberto conseguiu eh ir mostrando, né, que a gente não tava por acaso ali, não era turista procurando alguma coisa. Tem mais questões aqui, gente. Vou responder uma outra. Você tá falando aí, as perguntas tá esperando aqui. O que achas de Inayatkan asatayatkan? Um belo autor, um belo poeta, um suf místico com muitas obras. É um é 2:26:53 um indiano que andou pelo ocidente e criou-se grupo nos Estados Unidos. Há uma grande difusão da literatura dele. É bela. Tem até um livro que conheço mais de um, tem um bom livro dele em português que agora não lembro o nome, mas é belo, é bonito, é verdadeiro, mas vai até o meio meio campo, no máximo. Ele não tem a profundidade que eu tô falando, não tem marifa nele. Ele é um sufístico, bonito, mas é apenas um sufístico, apenas no que me parece. Daqui a pouco tem algo mais, porque eu não li a obra completa no que eu conheço dele, pelo menos um bom sufístico, ele é. [roncando] Eh, eu tenho uma pergunta, se eu puder fazer. me lembrei agora eh, eu não vou lembrar a referência, mas eu lembro e tu vai saber que o Porfírio cita Bardesanes. E aí eu queria entender o quanto isso é relevante pra gente entender se se o Porfírio esteve lá com 2:27:53 ele, como é que foi. Se você ler o meu livro, [risadas] o meu livro tem um capítulo inteiro bem longo sobre o filho do Bartesanes, o Paulo. E eu vou tentar provar que o Paulo tinha quatro nomes na história universal, no mínimo quatro nomes. E um desses nomes foi professor do Porfírio. Então Porfírio foi aluno do filho do Bardesanes, do herético filho do Bardesanes. E leu livros do Bardesanes e o Porfírio que é um neoplatônico, cita Bardesanes, cita com o livro na mão. Ele não cita de ouvi dizer. E naquele tempo ter o livro na mão só por um contato pessoal, não tinha não tinha correio eletrônico nem nada mais. Então o Porfírio que é um grande neoplatônico, trabalhou com Plotino, foi aluno no Paulo de Samosata e trabalhou com ele um certo tempo, no tempo que o Paulo estava em Atenas. 2:28:54 Então o Paulo é é um um herético que também é filósofo, viveu alguns anos em Atenas e em Atenas foi professor do porfil. Aí respondeu tudo e aí isso reforça que essa conexão gnósticoplatônica, né, que a gente comenta e tá presente. Inclusive o Porfírio se refere ao livro, no livro dele, Sobstinência da alimentação animal. E as pessoas às vezes publicam o livro ou citam o livro sobre abstinência, mas não dizem que é sobre abstinência da alimentação animal, porque os gnósticos todos, os bons, verdadeiros, todos neoplatônicos, todos mandeanos, todos no maniqueísmo, então nem pensar, era altamente repetitivos que os exênios eram, limpeza, purificação na boca, no pensamento, na comida, em tudo mais. Então a gente aguarda no livro para aprofundar. Obrigada. O livro deu trabalho, ele tava pronto com 220 páginas, aí eu achei que tinha 2:29:54 que dar uma melhorada e virou 450. E tem bastante coisa. Tem. Por quê? Porque o Bardanes não é que ele seja ele sozinho tão importante, mas é importante a gente perceber o vínculo o vínculo dos seguidores de Valentino, do neoplatonismo de Valentino e do gnosticismo de Valentino ao mesmo tempo. Então os neoplatônicos, os gnósticos, os mandeanos, todos chegam naquela região do norte da Síria, nesse reino que eu vou citar e vou trabalhar nessa cidade. tinha tinha uma importância tão grande como a cidade de Tarso, onde o Paulo nasceu e cresceu. Havia estudos, havia escolas, havia peregrinos, havia muita, era um centro comercial. Então, na cidade de Edessa muita coisa acontecia. E o governante de Edessa virou aluno, não é antes disso, um príncipe de Edessa conviveu com Bardesanes desde a infância. O pai do Bardesanes era trabalhava pro governo e eram amigos. Quando Bartes virou estudioso, virou 2:30:55 filósofo, virou gnóstico, ele convenceu o príncipe e o príncipe tornou esse pequeno reino, a religião do reino era gnosticismo. Não era cristianismo, era gnosticismo. O primeiro reino cristão, gnóstico. Gnóstico, algo muito interessante. [roncando] Então isso vai est no livro Bardesanos e os hinos de Tomé. Eu acho mais uma um destaque interessante. Voltando a próxima aonde a Laia tava falando, tu falaste hoje que o o que falaia mostra a cruz de luz e mostra também o hino da veste de glória e cita também passagens do evangelho de Tomé. Isso fica muito interessante de observar. as influências gnósticas provenientes de por meio de Tomé e João para esse grupo, onde Mani vai ter a sua formação, que é, eu concordo contigo, não dá pra gente 2:31:57 ignorar, principalmente naquela época. Hoje em dia a gente tem WhatsApp, Facebook, essas coisas, mas naquela época era a influência da família. Então, Sim é criado dentro da casa de Barbesanes e de Patique. E esses a gente tem que ver qual é a formação desses dois para ver quem qual é a formação do Mani. E aí eu achei muito interessante ver que no que falaia tem esse material. Achei muito interessante isso. O nosso próximo encontro em novembro, eu conversei com a Jane hoje, nós estávamos com uma certa dúvida. Vou deixar só a palavrachave, depois eu vou elaborar melhor o título que vai, eu vou fazer um pulo um pouco na história aí paraa frente. Vai ser sobre os templários e os templários atuando. Os templários também sempre os primeiros, não os que os não é os cavaleiros, templares, guerreiros que defendiam os cristãos da terra santa, porque isso tudo é ignorância e piada. Eles não eram isso. 2:32:58 Eles eram filósofos, eram místicos e tudo mais. Então, sobre esse processo original da ordem do templo, a ordem dos Templários, a relação deles com essas tradições gnósticas, tradições mais antigas e com o santo grau ao mesmo tempo e com a filosofia. Então, já preparando o outro livro, porque nós temos dois livros paraa frente na editora. Como já estamos perto do fim do ano, tem que preparar fazer. Então, no no hoje já tratei um pouco do bares já preparei o assunto e mais adiante, no encontro de dezembro a gente trata do livro sobre o Bardesanes, que vai sair talvez em janeiro, fevereiro, não sei quando vai ser possível. E aí o próximo encontro preparando o livro que nós estamos trabalhando nele, que é sobre a presença da ordem do templo em Toledo, na Espanha, aonde fundaram uma escola, uma escola interna, uma escola filosófica, traduções e difundiram cultura islâmica, filosofia islâmica, o santo grau e vários outros assuntos. E 2:33:59 os templários originais são herdeiros deções do Oriente Médio, inclusive ismaismo, inclusive dos, ismailismo, filosofia do Irã. Então é isso que eu vou fazer um apanhado sobre os originais templários que tinham um ramo, uma filial na Espanha. Eles tinham duas sedes originais, uma na França, um pequeno nucleozinho, uma na Espanha, depois uma em Portugal, depois uma na Inglaterra, depois uma na Escócia. No sul de, né, cidade lá Edbur. Edbor Edburg. Edburg. Lá no final, aonde tem aquele local que o filme do Dbra usou, aquela capelinha lá muito antiga era dos Templarários originais. Sim, nunca foi uma igreja, nunca foi capela religiosa, era a sede dos Templares. Rost, mas esse é novo assunto para outro dia. Desculpe, já tô antecipando. Obrigado. Boa noite. Obrigato pela participação, pela presença, pela paciência. E nós 2:35:01 aqui fazemos um esforço de estimular alternativas, da gente perceber que não falta escolas do passado boas, não falta instrutores, não falta livros. O que falta é sabedoria e discernimento. Onde encontrar, o que buscar. O que falta também são trabalhadores das escolas, colaboradores que ajudem as tradições sobreviverem, se manterem vivas, verdadeiras, autênticas. Então, no mundo invisível, as escolas existem. no mundo físico se esforçam para existir, mas o que falta é gente trabalhando, dando sangue para manter as coisas reais, as coisas vivas e tudo mais. Então, é isso que a gente tenta estimular. a gente tenta fazer isso um pouco dentro do possível e ao mesmo tempo estimular o esforço de identificar o que que é central, o que que é importante, mas não de qualquer tradição. O trabalho do Lucas, ele tem método, ele tem objetivo específico, o 2:36:01 dharma e o gnosticismo. O dharma e o complemento da vedanta, o gnosticismo complementado pelo mundo da gnose suf do sufismo e da antiga cabala. É isso. Então, não é uma salada geral, não é salada de fruta. Ele tem duas colunas centrais e duas ramificações complementares. Então, esse é o foco. Outras tradições são importantes, outras traduções eu gosto, outras escolas eu também estudo, mas não é o nosso tema central. Então, aqui nestes encontros eu não focarei. O gnosticino básico e geral. No site da Laia no Viveca tem material de sobra para tomar contato com muita coisa, textos, autores, livros atuais, autores da antiguidade. Então, Viveca, não sei lá, o ponorg, não sei o que que é Viveca, alguma coisa. E na tradição do budismo também tem tem os encontros que o Bruno faz, então também é uma uma boa aproximação à 2:37:03 tradição budista. E eu aqui e a Jan aqui, nós procuramos então apenas pegar um um sininho e ficar dando um sinal. Olha a coluna central, olha o que é central, olha os personagens que são os mestres da escola, os os gurus da linhagem e o que que eles falaram, o que que eles disseram. Então, esse é o nosso esforço que cansa, por isso que eu tô cansado hoje. Não é não é simples trabalhar todos os dias sobre esses assuntos. Há vários comentários aqui no chat, Beto, agradecendo e muitos referindo a tua dedicação e o parar para estudar ou mastigar, preparar tudo isso. Eh, é evidente, né, que se tem acesso a a muita informação e poder transmitir isso e a questão de ter o discernimento, de fazer as melhores escolhas, porque não é difícil achar material. O difícil é achar material bom. 2:38:03 e aí sim dedicar a ele. E lembrando que todo o fruto desse estudo ou parte desse estudo vai nas publicações da editora Garbalux, que é o nosso trabalho, nossa dedicação, o Alberto e a Jane, eu e a Marina e tantos outros estão escrevendo, revisando. Então visitem o site e para acompanhar as nossas publicações, porque esse estudo é para para todo mundo, né? para dar acesso para todo mundo. Tudo isso. [risadas] 2:38:46 Bom, dia 27 de novembro temos o nosso próximo. Então, provavelmente, quer dizer, o tema geral será templários, mas o tema específico ainda vai ser construída a proposta. A gota ainda não caiu aqui. Tô esperando bem. [risadas] Mas ó, eu sou suspeita para falar. Eu tô revisando o templários e tá muito bom, mas tá exatamente por esse essa conexão toda que você faz. tem coerência você ir contando a história e percebendo onde é que estão os personagens e como é que as coisas chegam e entendendo que não é por acaso, né, que esse ensinamento é transmitido e tão cuidado, né, tão cuidado. Vamos fechar então porque eu tô tentando com todos os atos e não tá tão atrasado hoje. Vamos recolher então. Grato pela o acompanhamento, [limpando a garganta] minha alma. saúda 2:39:46 a alma de vocês e nossas almas saúdam o Uno. Tudo é algo dirigido para o Uno. Vamos calmar, relaxar, serenar, tranquilizar. Vamos novamente visualizar um grande círculo de luz, a luz da vida, a luz branca, a paz, a saúde, a sabedoria, envolvendo esse país, envolvendo a América Latina. envolvendo nossa cidade, nossas casas, nossas vidas, nossos corpos. Que a energia dos filhos da luz vibre, que a radiância da luz toque nossas mentes e nossas almas. Ó grande vida, ó Rex Lis, ó Senhor da luz, iluminai os corações da retidão, os que buscam a verdade, 2:40:50 os que buscam a reta visão e o reto caminho. Bem-aventurados os que amam a verdade. Buscai a luz. Vós sois filhos da luz. 2:41:28 Todo mundo quer. Parece que ninguém quer ir embora, né? É tudo bem. A gente vai conversando, então. [risadas] 2:41:45 Foi muito bom, Alberto. Muito bom. M.