0:07 E tô com o mesmo problema de sempre. Ou aparece uma ou aparece seis. Bom, então esse aqui é o quadro do encontro. Então eu começo fazendo a introdução ao livro e à tradição e tentando mostrar que o famoso João, que eu prefiro não chamar deu discípulo amado, porque amados todos eram, e essa é uma versão muito católica da história, eu prefiro chamar de João o discípulo gnóstico, oênio gnóstico. E aí então dando uma visão geral e depois vamos aos textos que ele escreveu. Só um pouquinho aí que eu vou Não tá funcionando como nunca funcion. E aí então o texto que são dois textos conhecidos, um que já tá em português, o hino chamado hino de Jesus, que já foi até publicado uma edição, mas é que eu fiz 1:08 uma nova tradução. E o outro texto não tão conhecido é a Cruz de Luz. Bom, mas deixa eu ir pra sequência aqui que vocês vão entender normal na sequência. Então o nosso encontro ele é uma promoção do canal da Laia, o canal Viveca, e do Lux, que é um núcleo pequeno, semireservado e agora fazendo algumas atividades abertas de investigação e de produção de material e produção de pesquisas. Para para ter uma ideia, para quem ainda não participou do evento, só dando uma ideia que o nosso trabalho tem duas colunas principais, como o símbolo tá mostrando aí, um focado na tradição antiga dos nazarenos, e gnósticos, a filosofia esotérica do antigo gnosticismo eh judeu chamado ou judaico ou setiano, a tradição cristã gnóstica, maniqueus e 2:10 a gnóstica Suf. Suf é o sufismo, mas dentro do sufismo também tem uma uma linha aonde a gnose está presente. E essa coluna, uma das duas aqui do símbolo, tem também um complemento da antiga cabalá, a tradição dos a tradição oral dos antigos rabinos, a tradição dos tanaim que geraram a o Zer, o Sifet e outros tratados antigos. importantes. Aí depois a chamada Cabala Cristã com pico de lamirândula na idade média, renascimento, na verdade e a tradição de Isaac Lúria, um grande cabalista moderno. A outra coluna é a coluna oriental, o Buda Dharma, o budismoiana da Índia, a tradição mais filosófica da Índia. E dentro do budismo tibetano, a continuação desta tradição na escola Cadampa Tibetana, seguindo pela escola Jonã e Aguelupa Ensa, Enna é um pequeno 3:11 mosteiro no sul do Tibé, ao qual o nosso trabalho está ligado. E dentro dessa tradição de Ensa, tem os panten lamas, os famosos panten llamas. E como complemento dessa coluna, a tradição filosófica advaita, aonde entra a vedanta, o xâncara e também a tradição de caimiro, chivaísmo ou xaivismo de caimir. Então isso é um complemento ao Buda Dharma, assim como acima a cabalá antiga é um complemento ao gnosticismo. Então essa é a ideia do trabalho do Lux diziu. Diz significa a sabedoria oculta, a sabedoria dos filhos da luz, a sabedoria milenar e lux luz. Então a luz e a sabedoria. e o Viveca da Laia, a ideia do discernimento. 4:12 O núcleo Lux e o Instituto Garba de Brasília são dois coirmãos, trabalhamos juntos e produzindo material para a editora Garba, que aqui, para quem ainda não sabe, tá aqui o site garbalux.org.br. BR. Então, a gente vai fazendo material, produzindo longas pesquisas do passado, novas pesquisas atuais. E a ideia é colocar isso por escrito para ser útil para nós mesmos, para os grupos de estudos e também para o futuro. Então, o gnós da luz vem nesse embalo. Eu coordenando o núcleo LUs, a Marina coordenando o Instituto Garba e nós dois coordenando a editora Garba Lux, juntando os dois esforços. com as mesmas pessoas participando dos dois. Bom, o livro Gnó João, ele já estava disponível no início do ano e nos lembra então o João. Aqui a imagem do João é 5:14 aquela famosa pintura que estava em Toledo, na Espanha, aonde ele segura a taça, a taça do santo grau. O João tá sempre associado também com a antiga a antiga linhagem ou tradição cristã celta, a tradição que foi para a Betanha. E João é um desses que migrou, que viajou de navio em direção à França e depois atravessaram a Gália e foram parar na Bretanha. Mas antes de tudo isso, o João participou dosênios e participou do grupo de Jesus. E é este João que nós vamos falar e este João que deixou uma uma contribuição importante nas suas obras. O nosso livro, na verdade, ele tem três conjuntos de textos. A primeira parte que fui eu que fiz, que eu trabalhei como editor do texto e também produzindo alguns capítulos. Então, na primeira parte, situando o 6:16 João no contexto dos, a relação dele com João Batista e depois a relação com Jesus e a partir daí o surgimento do antigo gnosticismo que estão. O João é conhecido pelo evangelho e o evangelho como hoje existe, não foi exatamente ele que escreveu. O texto original é dele, mas era um formato um pouco diferente. Mas além disso, ele também tinha escrito um hino, um hino gnóstico chamado o hino de Jesus, como foi divulgado, e um outro pequeno texto sobre o simbolismo da crucificação. Então isso faz parte da a segunda parte do livro. Eu fiz uma nova tradução do hino, já existia uma que foi publicada pela Editora Teosófica no livro do MIT, mas ao mesmo tempo eu continuei trabalhando com outras fontes. Então aqui no nosso livro tem uma nova tradução e um pequeno novo comentário do 7:17 M, que não é o que já existe em português, é um outro pequeno comentário de uma de uma outra obra que eu incluí. Então nós temos o h de Jesus, uma introdução e o tratado da simbologia da crucificação, que aqui a gente resolveu chamar de cruz de luz. é um termo que aparece no próprio hino, é mais bonito, mais simbolicamente interessante do que a ideia da cruz e da crucificação. Então, os gnósticos interpretavam a crucificação de mod diferente e a Janin depois vai abordar isso. E a terceira parte do livro então é o apócrifo de João, que foi o que a Laia trabalhou, traduziu o apócrifo e fez a apresentação. Então, a Laia fez a introdução até a adução e comentou o apócrif João. No meio do livro está George Meid, que era um colaborador do grupo da Blavatsk que em Londres trabalhou com ela esses assuntos. 8:19 A Bazá tinha inicialmente na sua vida publicado em 1877 o livro Is, que trabalhava com a tradição cristã e também com o gnosticismo. Mas depois ela foi pra Índia e foi trabalhar com outros assuntos. Mas quando ela morava em Londres, um pouco antes da sua morte, ela estimulou que George M voltasse a trabalhar com aquela temática do gnosticismo cristão. E ele produziu uma série de livros, incluindo esse que depois então vai ser trabalhado com a simbologia da cruz. Na parte inicial, eu procuro dar um contexto. Eu eu fui professor de hermenêutica na Universidade em Brasília. E para a gente entender um texto, é importante a gente ter uma boa noção de quem é o autor de um texto, onde ele viveu, que época era, que língua ele usou, as influências que ele recebeu, as influências que ele deixou, com quem ele 9:19 conviveu. Então, todo esse processo na hermenêutica se chama contextualização. O texto sempre tem contexto. O texto está inserido num ambiente histórico que não é o nosso de hoje, é o dele, daquela época. Então, nas nossas obras, neste livro e em outros, eu sempre procuro fazer isso na edição, apresentando o autor, situando o autor. E no caso aqui o João, mais do que João evangelista, mais do que autor de um evangelho tradicional, ele teve primeiro contato com a comunidade de Kunhan, a fraternidade dos Esênios, aonde ele viveu em contato com o famoso João Batista. E aí depois é que vai surgir o João cristão. Esse João que na verdade é um nome simbólico, Yoran. É um nome de uma linhagem, de uma tradição que eu vou comentar na sequência. Então Johanan, 10:20 que em grego é Yo Ioanes, é o nosso João, mas o nome dele era Elazar, que o cristianismo chamou de Lázaro. E tem aquela história do Lázaro morrer e renascer e ressuscitar. Então, quando Lázaro renasce à vida espiritual, passando pel uma experiência esotérica mística, ele recebe um nome simbólico, um nome da linhagem chamado Johannan ou João. Vou falar então deste personagem que tem nomes diferentes e esse personagem que era umênio, algumas reflexões sobre o evangelho em si, passagens específicas e umas breves notas que o MID escreveu junto com Abavatsk ao quarto evangelho. Depois ele editou logo depois da morte da Bavat, ele fez a edição desse texto, aonde tem as notas ao próprio evangelho e ajuda para quem tá acostumado com essa linha de estudos. E também no livro, hoje eu não vou falar, mas no livro eu apoento, 11:23 o leis, que é a Jital Vite, que compilou os atos de João e também os atos de Tomé e a relação do João com o gnosticismo e com o apócrife. Então a gente vai fazer um pouco. Esse esse Leuces aí viveu no século I. E nesse livro futuro que a Laia falou, a gente vai publicar os hinos de Tomé, os hinos gnósticos de Tomé e de Bardesanes, que o Leuses tinha compilado no primeiro momento. Bom, então antes de qualquer coisa, esse João aqui que nós vamos tratar, eu não, eu conheço um pouco, mas não vou tratar de teologia. Nós vamos tratar da tradição dos nazarenos. Então, nós vamos ter à tarde um João ligado a Cabalá, ligado à Mística, um João ligado a um antigo esoterismo nazareno e 12:24 isso tudo eu chamei de filosofia com S maiúsculo, a Sofia com S maiúsculo, uma filosofia no sentido maior, não a filosofia racionalista moderna, contemporânea, mas aquela antiga filosofia que era uma filosofia de vida. e a busca da sabedoria, a busca da compreensão, a busca da verdade. Nesse sentido, o João pode ser colocado como um grande pensador, um grande filósofo. A gente nota que no seu evangelho está, ele fala do Logos, o Logos do Heráclito, dos gregos. No apócrifo de João, na parte bem inicial, para quem conhece a filosofia grega, conhece os pré-socráticos, em uma página e meia, ele faz uma síntese dos pré-soocráticos, do Heráculo, de Pitágoras e outros autores. Usa os mesmos termos que eles usavam. Então, é visível que o João Yoran conhecia a antiga filosofia, mas além disso, além da filosofia em si, ele 13:25 trabalhava com a tradição do esoterismo dos caldeus, o esoterismo dos nazarenos, aquilo que foi chamado da tradição dos caldeus nazarenos e dos nazarenos que se tornaram esênios. Em relação a isso, no convívio então com João Batista e dentro da fraternidade dosênos na beira do Mar Morto em Cunhan, lá havia uma grande biblioteca e havia estudantes que trabalhavam com textos apócrifos, os pseudoepígrafos, outros textos antigos, e com vários apocalipses. É um ambiente bem propício aonde o João viveu e estudou. E foi lá que ele gerou uma série de ideias. Essa primeira fase é chamada gnosticismo setiano, a fase judaica do do gnosticismo. Sete é o irmão de Caim e Abel na simbologia. Não é Caim, não é Abel. Um terceiro irmão que também é muito usado no Egito, 14:27 na tradição do hermetismo. Corresponde a Tot, corresponde a Logos, corresponde à Sofia Universal também. Então, a tradição judaica do gnosticismo. Depois nós chegamos na tradição mais cristã, os ofitas, a escola de Jesus ou chamado gnosticismo cristão. No quarto evangelho, ainda tem alguns fragmentos, poucos, mas tem, que dá para perceber essa sabedoria mais profunda nos hinos e no e na cruz de luz também tem. E o apócrife é o mais profundo de todos. É aonde João mergulhou. no antigo gnosticismo. É uma obra super importante para ser estudada. fazendo uma revisão. A palavra gnose hoje em dia ela é bastante usada, mas às vezes de uma maneira muito confusa. No dicionário brasileiro, por exemplo, do Aurélio, fala muito em gnose. Eu escrevo aqui gnoses para lembrar do 15:28 grego. Gnose e o pessoal chama de conhecimento, mas gnoses não é conhecimento. E também no século XX surgiram alguns grupos falsamente esotéricos, pseudoesotéricos, que se apropriaram desse termo e se apresentavam como gnóstico. Mas como eu vou chamar a atenção na sequência, não existe nenhum grupo autêntico do gnosticismo vivo no século XX, no século XX. O gnosticismo, como uma tradição, como um movimento, ele deixou de existir no século II. A palavra existe, os textos existem, a tradução simbólica existe, mas as coisas se renovam. Surgiram outros grupos. Mas é importante a gente entender então o que a palavra significa na medida que nós estudamos esses assuntos e pra gente entender o que que estava na cabeça do João e o que que significa esse gnosticismo da antiguidade. A palavra genosa, ela nos reporta a sabedoria, uma sabedoria viva, uma 16:29 sabedoria muito, muito sutil, que também é chamada de uma compreensão intuitiva, uma intuição da realidade, a realidade universal, a realidade simbólica e viva da da vida universal. Então ela tem relação, agnóstica, tem relação com sabedoria, com compreensão e com a intuição. E os gnósticos que surgiram em torno dosênos e depois em torno de João Batista e de Jesus, eles eram filósofo, buscadores da compreensão, buscadores da verdade, buscadores da luz. A simbologia do logos, a luz do logos, o Cristo vivo presente em cada um. Então essa tradição é o que gerou o movimento do gnosticismo. A antiga tradição não era uma igreja, não era uma sociedade, mas eram grupos pequenos, grupos mais reservados que que se reuniam discretamente para recuperar 17:32 uma compreensão de uma velha e antiga tradição. A palavra gnoses em si, a palavra grega está relacionada com dinã. DNA JN a na palavra deana no sânscrito. Então tá presente na palavra sânscrita dinana. É a mesma raiz que dá esse dinã que vira gná. O j vira gn e lá na dinana. Então é a mesma ideia que significa reflexão, a mente sutil, a busca da compreensão. E também é falado, Blavates, por exemplo, fala isso, que a gnose enquanto movimento antigo era a continuação direta da antiga guptavídia, a tradição secreta antiga, a sabedoria secreta da dos velhos tempos, que chegou entre os caldeus, chegou na Galileia, chegou nos na Nazarenos. E essa tradição fez parte então também dos Esênios, aonde vivia 18:33 João Batista e depois viveu Jesus. E lá não não por acaso foi nesse grupo, nesse contexto que a palavra foi usada e surgiu então o grupo dos gnósticos, sejam os primeiros judeus e depois os primeiros cristãos. Então ela é a filosofia esotérica dos gnósticos, uma gnoses viva. O Valentino, gnóstico do século 1, final do um para o dois, ele chama de gnoses do coração, gnoses cárdia. agnoses que a gente assimila pela compreensão e pela vivência. Portanto, não é um simples conhecimento, é intuição, é compreensão, é um relance intuitivo da realidade. E como eu disse, a palavra tem relação com dinana, tem relação com a palavra dizian, que tem o sentido da via que investiga a realidade. É uma investigação sem estar preso em dogma, sem estar 19:34 preso em em visões fechadas. Os gnósticos são independentes, são autônomos, são livres, são críticos, não seguem a cartilha, eles foram questionadores no passado ou em qualquer outro momento. E as igrejas perseguiram. Os cristãos não gostavam dos guenos cristãos, o judaísmo ortodoxo não gostava dos gnóosicos judeus e assim vai. No mundo islâmico, o gnosticismo, o islamismo sufgnóstico também não foi lá muito bem visto porque são pessoas mais livres. A gnoses dos ofitas, aonde João viveu, era então uma sabedoria secreta transmitida por Jesus ao grupo interno. Esse grupo interno que o Paulo chamou dos perfeitos. Mas essa palavra perfeitos aparece nosênios e aparece em João. É o núcleo mais interno da comunidade. Havia três níveis. O terceiro nível era chamado o grupo dos 20:35 perfeitos. Eles não eram perfeitos. Eles buscavam a meta da perfeição da alma. Há um hino no gnosticismo, há um hino dos ofitas atribuído a Jesus na tradição reservada, na tradição dos apócrifos, aonde Jesus teria dito: "Aos segredos da sagrada senda, do sagrado caminho, darei o nome de gnoses e os transmitirei." Quando a gente estuda gnosticismo, até uns 40 anos atrás, 30, 40 anos atrás, a visão oficial predominava. Os livros ortodoxos da igreja, quando falavam da patrística, sempre falavam das heresias, os gnósticos eram heréticos. E se falava que o Simão o mago, discípulo do João Batista e de Jesus, teria sido o pai das heresias do gnosticismo. Mas no século XX, com as descobertas dos 21:37 manuscritos, gnósticos Denag Hamad, já no começo do século XX, outros manuscritos que foram descobertos, o teatro do Pis Sofia que foi publicado. Então surgiu um material que nos dizia que gnoses não era heresia. Heréticos são os da igreja, heréticos são os ortodoxos. No grupo original de Jesus não havia igreja, havia gnósticos. Não havia ortodoxia, havia liberdade. E a essa tradição, então foi dado o nome de Gnoses e Jesus diz que iria transmitir reservadamente. Por isso que a palavra apócrifo significa secreto ou reservado, orientações que ele passou para um grupo mais restrito. Então, de maneira mais sintética, os autores mais adequados que trabalham com o assunto diz que genoses é a percepção daquilo que é, 22:39 daquilo que é o quê? É o é real, a realidade, o pleroma, a plenitude. Pleroma na palavra gnóstica, o pleno, a plenitude, a vida universal. Perceber, mas perceber pela intuição, pela reflexão, não com os olhos. ter a compreensão sensível e sutil da realidade una, da realidade última, da realidade primária e que todo o universo é uma única vida, é um ser vivo, é um ser universal. Isso então é chamado de compensão intuitiva. E numa outra linguagem mais oriental seria também a descoberta do atma ou do espírito por meio da via de nana ou da via da gnoses. Compreender o espírito universal em nós, compreender o logos presente em todos os seres. Este átomo é o mesmo logos do João e o logos está no universo. O logos está no coração dos homens. Então, a gnose é a busca dessa 23:41 vivência, desse despertar intuitivo, dessa compreensão e que e que essa tradição está relacionada então também com Jesus e também com João. Completando aqui, esclarecendo um pouquinho mais o gnosticismo. Então, o gnosticismo cristão tem o gnosticismo judaico que tem 100 anos, 150 anos antes. E o gnosticismo cristão é uma tradição que existiu historicamente entre o século 1 AC e o começo do século 3 DC. Eu tô falando em cristão e tô falando no século a porque a cronologia de Jesus não é correta do modo que as igrejas nos ensinaram mal ensinando. Jesus viveu no século AC como os manuscritos do Mar Mortos estão ajudando a chamar a atenção disso. A tradição do Talmud no judaísmo também fala sobre 24:43 isso. Esse é um assunto mais longo, mais complexo. Eu estou escrevendo um livro sobre isso, sobre Jesus ter vivido no século 1 a. Tenho convicção disso, mas agora não tenho tempo. Mas é algo necessário essa revisão da cronologia à luz estudos mais adequados, como eu disse, usando os apócrifo, usando os manuscritos do Mar Morto, a tradição judaica do Talmud, usando autores bem importantes, nos diz que é preciso uma correção na cronologia. A cronologia oficial está errada. Está errada na tradição judaica e está errada na tradição cristã. Então, o verdadeiro Jesus, o Gu, Jesu Ben Pandeira, viveu no século e lá começou a tradição. Mas antes dele tem o mestre da retidão dos enênios, Mr. O mestre da retidão, João Batista, a escola do da sabedoria dos ofas, aonde viveu Jesus e ensinou. João Batista, os Ofitas. Depois nós temos Basírides em 25:44 Alexandria, Valentino, que foi seu continuador, o famoso Valentino que viveu no Egito, viveu em Roma e andou circulando pela Síria. E ligado ao Valentino Eracleon, que é o primeiro comentador do Evangelho de João, um comentário gnóstico ao quarto evangelho. e Teodotus, um importante gnóstico que conviveu com Clemente de Alexandria e também com Baresanes, que é o último dos mais conhecidos gnósticos da antiguidade. Ele era dessa tradição do antigo cristianismo gnóstico, conviveu com Teodotos e Bardesanos publica os hinos de Tomé. Então, num livro bem denso, já são mais de 400 páginas, nós vamos tratar de Bardesanos e os hinos de Tomé, os hinos que também tem importância tanto quanto os hinos de João. O gnosticismo cristão, então, ele tem 26:45 origem numa tradição oral. A base é oral, é uma tradição que depois vai ser escrita. E gerou então os tratados apócrifos. Palavra apócrifo não tem nada de falso, é apenas um texto reservado, seja o ensinamento de Jesus, ou seja alguma coisa até anterior. Mas o gnostismo cristão então tem esse ensinamento restrito e reservado dos mistérios que Jesus transmitiu e usando uma linguagem técnica com palavras gregas, especialmente outras palavras de outras línguas, mas basicamente usando termos técnicos gregos quando ensinavam a filosofia do gnosticismo. E o termo gerou, tá ligado à palavra gnosticos em grego. O gnóstico então é quem se dedica à busca da verdade, à busca da compreensão. O sistema gnóstico, então, ele sugere, ele estimula o quê? Uma experiência de 27:47 vida, uma experiência meditativa, uma experiência interna. E nem lá no passado, nem depois, seja com os cátaros, seja com os templários, que também tem relação com essa tradição, eles estavam preocupados com uma intermediação. Os antigos gnósticos falavam que é uma uma questão de descobrir e viver. Eles não tinham igrejas, eles não tinham padres, eles não tinham bispos, logo não havia uma instituição religiosa. Isso veio depois deles. Portanto, não há uma igreja gnóstica, não há bispos gnósticos. Na internet a gente encontra igrejas gnósticos, bispos gnósticos mostrando que usa um anel muito grandioso que brilha com uma pedra preciosa. Isso não passa, como eu digo, de tolic ou ou ignorando a verdade ou gozando da nossa face, porque os antigos gnósticos não tinham nada disso. Eles 28:49 tinham um grupo de trabalho, um grupo de meditação, um grupo de estudos e produziram obras, mas não havia uma coisa formal, uma instituição. Mas também enfatizo que como movimento deixou de existir no século 3 d. No século 20, como eu disse, surgiram algumas coisas estranhas, algumas coisas bizarras, alguns movimentos cinzas, por exemplo, na Colômbia, que se espalhou aqui pelo Brasil, que se diz que é movimento gnóstico, mas de gnose autêntica não tem nada. Os gósticos não estimulavam chakras, nem comaline, nem coisas do gênero. Eles trabalhavam com uma filosofia sutil, com a meditação no coração, com o despertar da sabedoria. Então é isso que era o movimento. Sintetizando que eu já chamei a atenção, o gnosticismo começa pelo gnosticismo setiano, a primeira fase, a mística das 29:49 carruagens que começa lá com Ezequiel e Calot na terção judaica. tem uma mística muito profunda, muito interessante, que relaciona com Enoque, com Elias, com Ezequiel e também a tradição dos antigos apocalipses que incurram na comunidade dos era bastante estudados e surgiram novos apocalipses escritos pelos membros de Kunhan. Os gostavam dessa tradição dos apocalipses. Depois, como João era do grupo de João, ele se tornou também discípulo de Jesus e é um dos mais importantes gnósticos cristãos. Então, o gnosticismo cristão, ofert. O fita tem o sentido de sabedoria. A escola de Jesus na Galileia foram foram descobertos no século XIX, século XX alguns materiais. O Bruce Codex é uma obra com dois textos, na verdade é o nome de um codex. Bruce é um é um sujeito da Escócia, mas leva o nome 30:52 dele. Então são dois tratados, um a gente vai publicar logo logo, o famoso Pisto Sofia, os evangelhos gnóos nag R Hamage, tudo isso faz parte do gnosticismo cristão, mas também tem o gnosticismo na escola do Mani, o maniqueísmo, no século I. Mani estudou essa tradição. Mani era neto do Bardanes. Mani estudou o gnosticismo dentro da sua casa. Tinha acesso ao material que a igreja proibia. Se aprofundou em tudo isso e estudou outros assuntos também. Então, o maniqueísmo tão perseguido pelas igrejas é uma continuação do primeiro gnosticismo cristão. Então, nós temos o gnosticismo do Mane e também um gnosticismo presente na tradição islâmica chamado marifa, a gnose surf ou marifa, e também a gnoses do ismailismo. 31:52 É uma tradição islâmica que relaciona gnosticismo com a Cabala. e com uma outra tradição muito importante oriental juntou essas três coisas e dá uma gnose. Isso aqui faz parte dos estudos do Instituto Garba em Brasília e futuras publicações também trabalharão com esse assunto. Então nós temos o João no meio de dois grupos, os primeiros setianos e os primeiros ofitas. Ele fez parte dos primeiros gnóosicos, ele fez parte do grupo do João Batista. João Batista também era um gnóstico e fez parte do primeiro grupo cristão. Então ele tá na fronteira passando de um grupo para o outro grupo. Colocando uma maneira mais esquemática aqui. Então nós temos os nazarenos, os enênios, os gnósticos setianos, João Batista eanan Benzakai, Jesu Ben Paneira, depois chamado Yesus 32:52 ou Jesus, Jesu que é o verdadeiro nome dele, e não Jeoshua. Tem uns solos aí confundindo Jeu com Jeoshua e dão gerando inclusive livros muito confusos. Tem aí então como discípulo do Jecho João ou Elazar, Simão o Mago, Madalena e muitos outros. Isso gerou dois grupos. Tem os gnósticos setianos ligados ao João Batista e os gnósticos ofitas ligados a Jesus. Sofia, o Bruce Codex, os evangelhos apócrifos, aonde entra então João, o Mani e a Marifa no sufismo. No livro eu trato com calma. O primeiro, o primeiro capítulo é um capítulo longo, aonde eu tento fazer a relação mais adequada, a relação do João com osênios e com o a fraternidade de Conhan. Aqui vou fazer uma uma síntese pequena, mas lá lá no texto tá mais adequado com 33:53 uma série de citações. Então essa tradição dos nazarenos, ela começa com Elias. Quando Elias se encontra com um oriental que chegou pela Babilônia e vai se encontrar com ele e os dois viajam para a Galileia chamado Oanes, o famoso homem peixe. Oanis. Oanes e Elias geram uma tradição, passa por Ezequiel, o famoso Aquiba, Simeon Benohai. Aqui vem a Cabalá original, vem o Zohar. Vem depois o mestre da retidão, que fazia parte desse grupo. Esse grupo anterior são os primeiros nazarenos, que não tem nada a ver com o local chamado Nazaré. Era uma tradição. Os Nazarenos, o Mestre Retidão, João Batista, Jeoshua. Agora Jeoshua. Não tô falando de Jesus, tô falando de Jeoshua Benperia, o tio avô de Jesus, o pai do Tiago. Junto com o Tiago está o João, está o Simão e está o próprio Jesus. Então, 34:55 Jeoshua conviveu com João Batista, que foi um tutor de Jesus e um tutor do Tiago e do João na antiga Cabala, na Cabalá do Stanaim, na tradição judaica. Então, esses rabis são os tanaim, do qual João fez parte e os bons livros vão falar dele, vão chamado Rabi e Lazar, como o Talmud em dois volumes espealmud é uma obra imensa com 18 volumes. Em dois volumes, tem ata do Elazar, fala do Elazar. No cristianismo, ele virou Lázaro após uma iniciação espiritual e recebeu o título de Johannan ou João. É uma linhagem que vinha do Oanis, passou pelo João Batista e chega no João. Ele recebeu um nome simbólico. Então ele conviveu nos portando em Cunhan. E depois ele acompanha Jesus 35:57 quando Jesus deixa o grupo e eles viajam para a Galileia, onde vai surgir a escola dos ofas. Mais tarde, opa, sem querer me mexer aqui. Mais tarde, depois da morte de Jesus, João e outros tantos viajaram para o Egito, ficaram um tempo em Alexandria, depois foram para a Gália e a Betanha. Ele nunca foi em Éfeso, ele não foi para a região da Turquia, ele nunca se encontrou, se encontrou com ninguém que a igreja vai apresentar como bispo depois. Há uma tradição do famoso Irineu, o chamado Santo, mas que era um grande pecador, que transformou João a um personagem que vivia no século 2 dc, no início do século I. E um bispo chamado Policarpo teria conhecido João. Isso aí é lenda, não é realidade. João estava no grupo que estava no Egito. Do Egito foram paraa França, da França foram paraa Bretanha e lá tiveram contato com os livro famoso 36:59 do passado e que eu vou tentar fazer um livro não tão famoso, mas um livro no presente sobre isso. João então escreveu o poema. O quarto evangelho na origem é um poema. Ele não tem a forma deprosa como hoje nós temos. E também o que está nos Atos de João, o hino e a cruz de luz, além do famoso apóco. Para quem não tá lá muito acostumado de olhar isso, só para relembrar, os viviam num vale, na região de Conhan. Nessas cavernas, por exemplo, aqui tem a caverna um, lá tem a porta da caverna. Nessas cavernas foram encontrados os famosos manuscritos de Kunha. Veja que aqui nessa porta dá para um longo salão. Tem uma tem uma sala, desta sala passa para uma segunda sala e aqui estava a boa parte da biblioteca dos exênios. Nem tudo fica a comunidade ficava em cima desse era um platô e a e a construção, a moradia ficava em cima, mas eles tinham uns canais, uns túneis e 38:01 desciam para essas montanhas rochosas. E depois eles também esconderam os manuscritos quando os romanos atacaram a região deles. É um assunto muito interessante, um assunto que o Lux e eu e a Laia e outros estudamos aqui até nesses livros aí tem 70 livros sobre os manuscritos do Mar Morto e aqui no meu computador mais 30. Então são 100 volumes que eu tenho lido, estudado sobre esse assunto, mas adiante a gente pode trabalhar um pouco sobre isso. Então, Conhan ficava na parte norte do Mar Morto, o famoso mar salgado, aonde fica uma é uma cova mais profundo que o nível do mar. Ele tá abaixo do nível do mar e tá secando com o tempo. Isso aqui vai secar, infelizmente. Tá secando aos poucos. Tem muito sal porque um dia isso aqui foi fundo de oceano. Então tem Conran lá em cima e mais embaixoada aonde alguns dos enos se refugiaram. E recentemente se 39:02 encontraram alguns foi encontrado alguns fragmentos ainda do da até adição dos esênios em Massada. Então aqui no mapa mais adequado, a região de Israel, mediterrâneo ali perto, então na região bem norte, não muito distante de Jerusalém, quando eles se refugiam nessa região, os fariseus, os nazarenos se refugiam nessa região, surgindo então os dos textos estão mais bem preservados, outros não. Tem uns que estão bem quebrados, bastante furos, mas alguns estavam bem razoáveis na preservação e eram preservados em jarras de barro fechadas numa região desértica. Então você preservou a descoberta um assunto interessante, mas agora não é possível. E esse material todo produziu mais de 900 textos, alguns na íntegas, alguns parciais e outros apenas fragmentos. Mas tem muitos textos especialmente ligados ao Antigo Antigo Testamento, mas há textos ligado ao João Batista e da época 40:04 de Jesus também, que até hoje não foram divulgados. Há um esforço muito grande de muita gente estudando, traduzindo, pesquisando, divulgando. Logo depois a descoberta foi em 1947, 49, 51, 53, 55, 57, 61 e assim foram descobrindo aos poucos. começou em 47 e a grande caverna é a caverna quatro, onde tinha mais de 400 textos. Então, tudo isso é um uma grande quantidade de material. E logo depois, pesquisadores que leram os textos, que trabalharam com eles, produziram livros importantes. Eu vou citar na sequência alguns aqui. E os bons estudantes, os bons autores, os livros sérios, ninguém tem mais dúvida hoje em dia que a biblioteca de Conram era a biblioteca dos. Isso hoje é uma coisa bem bem aceito. No entanto, sempre tem os que trabalham para criar outras imagens e outras ideias. Esse autor 41:06 aqui, Robert Eisman, é um deles. Ele desenvolve a tese que não tem nada a ver com os que são os Macabeus e os zadoquitas. Zadoquitas é um grupo político que foi gerados pelos antigos Macabeus e os Macabeus perseguiam o mestre da retidão dos. O mestre retidão dos foi quase morto por eles, pelos Macabeus. Então, Macabeus e Zadoquitas não tem nada a ver com Zessênios, nem com João Batista e muito menos com João. Mas este autor, a não, eu não sei bem a quem ele serve, mas a luz é aqui não é, vem com um livro bem grosso, tentando provar que o que os livros de Conra não são dos e são desse grupo estranho dos Macabeus. Ele também é autor de um outro livro muito confuso, 1000 páginas, falando de James, o suposto irmão de Jesus, que na verdade não é bem irmão carnal de Jesus, é apenas o gnóstico. Mais de de 900 42:08 páginas, quase 1000 páginas, tentando provar que o James, o Thiago é que seria o mestre da retidão. Uma tremenda confusão. Então, por favor, esse material também existe, material confuso, mas tem muita coisa boa sobre osênios. E aqui na sequência eu vou realçar alguma coisa boa. Os ensênios surgiram por volta do ano 100 AC. Quem fundou ainda não foi divulgado quem é o personagem. Eu acho até que tem uma boa ideia sobre ele, mas agora não é o caso. Ele é conhecido como o mestre da retidão ou mestre da justiça, o fundador da comunidade por volta do ano 100 AC. Lá ele viveu, lá organizou. Aqui tem as ruínas. Havia muitas salas, muitos prédios, biblioteca, salão, salão, salão de estudos, dormitórios, refeitórios, recreação, reservatórios com água, havia muita coisa, água lá em cima do morro que eles conseguiram canalizar. Ele, o mestre retidão, disse, ele escreveu hinos, escreveu a regra da 43:09 comunidade. Então, nos textos bem traduzidos, alguns são deles. E ele disse, a glória está na luz perfeita da gnoses ou sabedoria. de seus mistérios da sabedoria e da gnoses advém à luz de meu coração, pois minha luz surgiu da fonte de sua gnoses. Tu, ou o grande instrutor universal ou a sabedoria, tu me deste agnes por meio de teus mistérios. Tu desubstíste meus ouvidos para os mistérios. Ouvi, ó vós, homens sábios, e meditai sobre agnoses. Esse é o fundador dos usando o termo, falando do gnosticismo, falando da gnose, relacionando gnoses com sabedoria, com a tradição dos mistérios, com mistérios reservados, com ensinamentos avançados, com instruções 44:11 orais. Então, tudo isso era a fonte da tradição que surgiu com os enênios e, portanto, com os enênios setianos, que são os primeiros. Na regra dos essênios, isso aparece de uma maneira muito clara. Lá é dito que o mestre iria ensinar os perfeitos como viver de acordo com o livro do preceito da comunidade, que possam abster-se de todo mal e ater-se a todo bem. Aqui ele tá citando Buda e citando Isaías. Deixai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem. Que possam praticar a verdade, a retidão, a justiça sobre a face da terra. Os essênios, a ética judaica, a tradição dos rabinos antigos, vão falar muito em verdade, retidão e justiça. São três palavras chaves. A prática da justiça. 45:12 E neste texto que é de autoria do fundador dos, é dito que o líder da comunidade iria admitir aquele que praticasse os preceitos. E que ele vos abençoe com todo o bem e nos preserve de todo mal. 45:39 Alberto, teu somu. Alberto, teu som sumiu. Tu desligou sem querer o teu microfone. É o microfone. Tá, voltou. Deu, voltou. Eu tô lutando aqui com aquelas barras que eu continuo tendo barra na lateral, barra em cima. Então vejam que é o mestre retidão falando na sabedoria que dá a vida, a sabedoria cárdica, a sabedoria do coração, a sabedoria viva. E ele relaciona isso com agnoses. O mestre instituirá todos os filhos da luz. Termo que o João usa no quarto evangelho, que Paulo também usa nas cartas. O príncipe da luz governa todos os filhos da retidão que andam pelos caminhos da luz. Então, uma linguagem bem específica dosênios, falando da genose, falando dos filhos da luz, dos filhos da verdade, dos filhos da retidão, uma linguagem muito bonita que eu pessoalmente gosto muito. Eu falei num encontro para quem estava presente aquela aquele período 46:40 pré cidarta o Buda. E logo depois eu gosto muito. E esse período pré Jesus e logo depois também gosto muito. Houve grandes mestres, grandes almas, grandes instrutores trabalhando juntos, preservando tradições antigas. Depois da descoberta dos manuscritos do Mar Morto, sendo que um dos arqueólogos chefes das descobertas era da Igreja Romana, ele como arqueólogos controlou as escavações e guardava no cofre. Isso é verdadeiro, não é uma metáfora. Guardava num cofre os manuscritos que iam sendo encontrados e ele que tinha a chave na mão. Esse senhor R.Devô, V A U XV V R Deva Robert Deva ele foi o coordenador de uma nova publicação da Bíblia, da Bíblia católica, promovida pela associação da qual ele fazia parte. Não sei por, mas logo depois da descoberta dos manuscritos do Mar Morto. 47:41 E na Bíblia de Jerusalém, publicada em 84, é dito que eu vou ler aqui embaixo, mas depois eles se arrependeram e tiraram essa passagem nas Bíblias de Jerusalém mais atuais. Isso aqui faz parte da introdução e tá dito que na obra joanina há influência bastante forte de uma corrente de pensamento amplamente difundida em certos círculos do judaísmo, cuja expressão se redescobriu recentemente dos documentos de Kunham. Veja bem, documentos de Cunram. Era uma Bíblia católica afirmando que os documentos eram dos decênios. Os documentos de Corram eram a biblioteca dos decênios. Então, por que que autores até hoje, aquele autor que eu citei é um autor que até ajudou a divulgar os manuscritos do Mar Morte, ele publicou outros livros. Então, para que fazer confusão se é bem sabido? Hoje é bem 48:41 aceito. Neles, nos documentos, se atribui importância especial ao conhecimento. Mas aqui uma tradução brasileira, na verdade a palavra é gnoses. O autor do quarto evangelho conhecia os fatos por outras fontes. Uma fonte autônoma, testemunha original da tradição primitiva. João viveu nos decênios, João conviveu com João Batista. João era uma fonte e uma testemunha direta da tradição. Era uma boa passagem. Na minha Bíblia continua até hoje, mas em Bíblias mais recente, lembra que depois o Cardial Hatinger era papa. Foi feita uma revisão da Bíblia e ele mandou cortar. Tira e fora. Tem nada de falar dees. Que isso? Que que estão pensando? Há boas edições dos manusc do Mar Morto. Aqui essa pequena no centro Gesa Vermes. 49:42 É um judeu que trabalhava em Oxford. Ele fez uma edição que tem uma boa coleção dos manuscritos do Mar Morto. E a regra dos faz parte dessa edição, a regra da fraternidade, que é um dos textos mais importantes. Tem edições mais novas de outros editores, Michel Wise e Cook, os manuscritos do Mar Morto. E aqui à direita, uma edição inglesa feita na Inglaterra também dos manuscritos. Tem outros editores, mas eu diria que em português essa do Guermes, editora Mercúrio é bastante interessante. Logo que foi descoberto, foi feito um comitê, um comitê que foi para o Mar Morto, foi trabalhar com os manuscritos, que manusearam os manuscritos originais, que olharam, que leram, que seguraram na mão, que olharam, que sabiam ler em aramaico e hebraico. E um desses autores, este aqui, Miller Burles. Miller Burs public 1956, 50:44 bemal, dois livros, ou melhor, primeiro esse aqui, os Manuscritos do Mar Morto, e logo depois, dois anos depois, mais luz sobre os manuscritos do Mar Morto. Ele apresentou os manuscritos, que é uma antiga edição de Portugal, da cidade do Porto, os documentos do Mar Morto, e depois uma nova edição onde ele ampliou. Ele diz coisas interessantes. Esse autor tá aqui na minha instante. Osênios é o grupo que produziu os manuscritos do Mar Morto. Do Pon Sometê, que é um grande estudioso de da Sorbone, que depois escreveu também sobre o mesmo assunto do Ponsomé foi o primeiro defensor público da tese de que os que os de Kunhan eram os recentes. do Pomê, publicou vários livros logo depois da descoberta, chamando atenção. Ele era um estudioso do cristianismo, da história cristã, e ele percebeu com facilidade que esse material era os recênos. Vários 51:45 iluriditos sugeriram que João Batista era umênio e que João Batista e que João foi seu discípulo em Conram. Pode-se afirmar que o evangelho de João original, não o de hoje, o original e os manuscritos do Mar Morto são um reflexo do mesmo meio, isto é, Kunham. Os manuscritos de Kunhan demandam uma drástica revisão do evangelho de João e eu diria mais da cronologia do cristianismo. E ele chama a atenção que tem certas expressões, certos termos em João que faz parte dos manuscritos da comunidade. Mais do que em qualquer outro lugar do Novo Testamento, é no Evangelho de João, onde aparecem semelhanças fortes com os manuscritos do Mar Morto. Tem um pouco em Paulo também, mas em João isso tá muito forte, muito presente. Então vejam que é um autor que estudava cristianismo e que manuseiou os manuscritos logo depois da descoberta. Ele leu alguma 52:48 coisa que ainda não foi publicado. Do Pon Sometê publicou esse livro aqui, o Os manuscritos do Mar Morto, esse pequeno aqui da esquerda, na minha esquerda, não sei se e no centro, um estudo posterior, os escritos de Kunhan e o grupo de Kunha, a seita judaica ou a escola judaica de Kran e os mostrando que é um grupo só. Então, Du Pon Som deixou coisas muito boas. Então, nesse livro aqui do meio sobre os decênios de Kunhan, que é de 61, o primeiro livro é anterior que este do meio de 61. Olha o que ele disse. Os documentos de Kunhan indicam que o cristianismo teve suas raízes nosênios de Kunham. O mestre da retidão foi o expoente de uma misteriosa gnoses elaborada com o auxílio da mais elevada sabedoria reservada aos iniciados. Ele é um 53:48 religioso e um historiador. Ele não é um esotérico. E olha o que ele tá afirmando, que o mestre da retidão recebeu uma transmissão dos mistérios reservada aos iniciados. Em Cunram, a comunicação da gnoses, a revelação dos mistérios, foi rigorosamente reservada aos iniciados que haviam alcançado o estágio necessário. Os exênios tinham três níveis, um nível inicial, um nível mediano e um nível mais avançado. Nesse grupo mais avançado, o mestre da retidão dava instruções privadas apócrifas. Neste grupo mais reservado viveu João Batista e foi líder desse grupo também. João Batista instituiu esse grupo. João, o João do quarto evangelho, fez parte desse grupo e depois João, desculpe, o Simão o Mago e Jesus participaram também desse grupo. Eu estudo isso há muitos e 54:50 muitos anos. O o núcleo Lux surgiu em Porto Alegre em 81, 83, foi para Brasília, está aqui em São Paulo. É muita, muita pesquisa, então não estou brincando com esse assunto. Há estudiosos que falam essas coisas há muitos anos, mas a gente não estuda muita coisa. A gente fica com as ideias oficiais, com o que as igrejas dizem e a gente acha que tudo é aquela historieta que nos conta. Tem muita coisa importante, muita coisa interessante. Além do do Pomê, brevemente, Charles Dodoso inglês que escreveu esse livro vermelho aqui, a interpretação do quarto evangelho. Tem tradução em português, tem duas traduções em português. Ele afirmou que para filo judeu, que vivia em Alexandria, para a tradição hermética e para o quarto evangelho, a principal meta é conhecer Deus. Mas esse Deus aqui, divindade, o Deus em nós, através da gnoses. 55:50 Ao estudarmos o quarto evangelho, devemos levar em conta a heresia gnóstica, a suposta heresia gnóstica. Oscar Kuman é um teólogo protestante, alemão protestante do antigo protestantismo, antigo do século XX, que eu tô falando. Afirma ele que o quarto evangelho e o judaísmo esotérico encontrado nos documentos de Kunhan, mais um que afirma a mesma coisa. E isso tudo são é relacionados aos enênios que atribuíram um papel primordial à gnoses. O George Meid era amigo do Kon e era amigo de outros pesquisadores numa revista que ele publicou The Quest em Londres. Ele publicou material do Kon porque o Kon falava disso, a primordial gnoses, a relação dos enênios com a gnose, a relação dos documentos de Conran com os enênios. Tudo isso é coisa 56:52 antiga. Esse outro autor também em inglês, James Charles W, neste livro aqui embaixo, João e os manuscritos do Mar Morto. Veja, é um livro inteiro relacionando João com os manuscritos do Mar morto. Ele diz que o João herdou termos como os filhos da luz e filhos das trevas da regra da comunidade dos recênios. E o João apenas estava repetindo no quarto evangelho o que ele tinha lido e estudado lá. Um outro autor, depois eu vou falar um pouquinho mais calmo, mas eu tô controlando a hora aqui. Um outro autor europeu do século 20, Rudolf Bultman, também é um teólogo protestante, mas muito estudioso. Esse livro dele aqui tem umas 800 páginas comentando o Evangelho de João e usa filosofia e usa outras informações. Então o Bultman num livro que foi a a edição inglesa de 76, tem a edição alemã que é original. O prólogo do João 57:53 retorna ao início do Heráclito, ao texto do Heráclito que falava do Logos, o fogo logos, onde é visto como uma potência cósmica divina e depois alcança seu mais importante papel no estoicismo. O que que alcança aqui? Na verdade, faltou botar a palavra o logos, o termo logos, que está presente nos históicos está presente no João. Para os estóicos, o logos era visto como aquele que fazia intermediação entre Deus e o cosmos, aquele que emanava o universo, mas estava com Deus ao mesmo tempo. Primeiro logos, segundo logos, terceiro logos, terceiro logos emana, mas o logos continua estando com Deus. O logos de João não pode ser entendido como palavra, como o Antigo Testamento às vezes traduz a palavra de Deus. A tradução de logos por palavra não é adequada. O prólogo fala de logos e aí ele segue, não vou demorar muito nisso, mas ele tá chamando atenção, então, que logos é um termo técnico, filosófico 58:55 ligado ao Heráclito que João estava usando e que usou com esse sentido universal, a luz universal, a luz da vida. E é o revelador. Logos é o revelador, logos é o iluminador e também é o bom pastor. Termo que foi usado no heremetismo. É a tradição gnóstica também usa. Isso tá presente. Jesus se refere ao bom pastor. Em mais dois autores, Raymond Brown e no Júlio Barreira. O Júlio Barreira foi diretor oficial da edição dos Manuscritos do Mar Morto, portanto contratado pelas igrejas. E ele falava que esse evangelho, o quarto evangelho, reúne textos provenientes de Kunhan, dos apocalipses judaicos da literatura mideash rabínica, que são os comentários do misticismo da Ecalot e de textos gnósticos. A expressão filhos da luz tem paralelos 59:58 com ham. Então aquele autor que eu citei antes que fica escrevendo 600 páginas para dizer que os desenhos não eram o povo do manuscrito, do Mar Morto, ele é um perturbador. Ele não é uma não é um autor idôneo. Os autores sérios ninguém tem dúvida. O Brown também diz a mesma coisa, que o evangelho original do João é um poema, um poema relacionado com o Logos, relacionado com Heráclito. Comentei antes que no século II, na tradição do gnosticismo, no meio para o final do século I, viveu um personagem chamado Heracleon, que faz um comentário mostrando as passagens gnósticas do Evangelho. clama que aqueles que insistem que Jesus, o homem é cristos, falham ao distinguir entre o sentido literal e o sentido simbólico. Heracleon diz: "Jesus, o homem é uma coisa, o cristóos, o logos dos gnósticos." E que os 1:00:59 gnósticos, então, fazendo uma hermenêutica, compreenderam isso. Todas as coisas foram criadas pelo logos e assim serve. Então, é mais um autor que chama a atenção do João sendo gnóstico, do João até mesmo no quarto evangelho, ainda preservando ensinamentos que vinham da filosofia grega, que vinham do gnosticismo, aonde o Logos é o verdadeiro criador, o demiúgo, o ministro do e o Demiurgo trabalha junto com Logos. Tem tem o primeiro Logos, segundo logos, terceiro logos. Quem cria mesmo é o Demiúrgo, que o Platão falou. E há uma relação entre o Logos e Sofia. É uma dupla, o Logos e a sabedoria universal. Então, Heracleon, que também é um autor que era ignorado, mas que nos últimos tempos tá sendo reconhecido. Bom, isso tudo era do capítulo um do livro. tudo não, mas fazendo um apanhado geral 1:02:00 e mostrando, porque no livro, então, esse primeiro capítulo que é um pouquinho mais longo é João, o quarto evangelho e a comunidade de Kunham. O segundo capítulo aqui eu coloco mais sintético é sobre o personagem em si, Elazar, Lázaro, João e Orhanna. Então eu chamo atenção aqui em cima que tudo isso começa com a tradição do Oanis, do homem peixe e oanes em grego ehanan, como eles usavam em aramaico. Aqui é uma é uma tradição muito antiga. Um personagem que teria vindo de Cashimir, passou pelo mar, entrou na Baia da Babilônia, subiu pelos rios, foi parar primeiro na Babilônia, depois foi parar na Galileia. E esse anis é um personagem extremamente importante para um verdadeiro esoterismo. Ele era amigo, se conviveu com o idoso Elias e o jovem 1:03:01 Ezequiel. E são eles que vão impulsionar a tradição que vai dar nos cabalistas originais e nos nazarenos originais, que vão ser a fonte dos recênios. Então, a linhagem do Anes chega ao João Batista e chega ao Elazar João. Disse João Batista num fragmento. Há nos estudos mais de pesquisadores fragmentos de ensinamentos de João Batista e num deles João Batista teria afirmado bem-aventurado seja, ó Senhor, que deu um descendente para Abraão, como Elazar Ben Harque. Lazar Benharáque é o João do quarto evangelho. Então João Batista tá dizendo da grande qualidade da da alma chamada Elazar. Então nós temos também o João Batista convivendo com Jeoshua que é o tutor de Jesus. João Batista, Simão o Mago e Lazar Matai ou Mateus no 1:04:04 gnosticismo e no calmud ele é matai. A pronúncia não é essa, porque a língua aqui é outra. E Tiago, o filho de Josua, que conviveu com os Nazarenos. Elazar era um da tradição oral, segundo Talmud. E no texto Pirkeavot, que é um texto da ética dos antigos judeus. Elazar é o irmão da Madalena, é o irmão da Marta e tem o quarto irmão que não se destacou muito no gnosticismo. Elazar como um esênio e ao mesmo tempo um gnóstico. E o apócrifo de João então apresenta toda essa tradição, todo esse gnosticismo. O apócofo de João é um texto bastante importante, um texto difícil, tem que ler, reler, ler umas quatro, cinco vezes. lá pela quinta leitura a gente começa a ter uma noção melhor. A parte inicial um pouquinho mais acessível, a parte final é muito bonita, tem um hino na parte final bem interessante, 1:05:05 um hino gnóstico. E aí então o João vai apresentando um apanhado do que ele trabalhou na primeira fase do gnosticismo dos setanos e nesse convívio com Jesus e nos estudos que eles estavam fazendo. Então, o apóc João é uma obra fundamental paraa gente entender o ensinamento dessa escola privada, essa escola interna, a escola que Jesus coordenou. Jesus não fundou a igreja, Jesus não era bispo, Jesus não era padre, Jesus não deu ordem sacerdotal para ninguém. Não havia uma sucessão sacramental no tempo que ele viveu. É uma invenção do Irineu no século I havia uma escola, havia um grupo de esotéricos, havia uma busca da realidade, da verdade. E nesse grupo eles discutiam, eles estudavam, eles investigaram os textos do Bruce Codex. Lá surgiu o diálogo de epistofia e lá o João viveu, lá o João trabalhou e daí 1:06:08 vem o conteúdo que ele escreve no famoso apócrifo, que tem o seu nome. No quarto evangelho, que não é um texto apócrifo, mas que contém um pouco do antigo João, se a gente estudar com atenção, levando em conta o que é ensinado pra gente, que o texto somente a parte poética, e essa parte poética, a Bíblia de Jerusalém separou, tem uma parte descritiva e tem a parte que está em forma de poesia. Somente a parte poética é a do João. A parte descritiva é dos final do século I, os que fabricaram os evangelhos. João não fez evangelho, ele tinha um poema. Esse poema no evangelho está fora de ordem. As frases estão soltas e fora de ordem. Então, se a gente copiar e for juntando por assunto, vai ficando mais interessante. Então, no livro eu fiz um capítulo sobre isso aqui. Eu fiz esse pequeno apanhado chamando atenção, como já comentei, que 1:07:10 o João tratava do Logos do Heráclito, o logos do do filo judeu, o logos dos gregos, o logos que estava com Tos e tudo isso no princípio do cosmos, portanto, é cosmogonia. e que essa luz do logos brilha nas trevas e que essa luz veio ao mundo. A luz que brilha e ilumina, ilumina o mundo, ilumina o cosmo, ilumina internamente o homem. Aqui tem uma linguagem cosmogônica e microcosmos ao mesmo tempo. Então, o logos é a vida do universo e o logos é a vida do homem, é a vida da mente, é a vida da alma. O logos presente em nós e o logos presente no universo. E essa luz brilha. E essa luz não deve ficar escondida embaixo da mesa. Ela tem que aparecer, ela tem que ser revelada, ela tem que ser mostrada ao mundo. O logos era a verdadeira luz ou a luz verdadeira que ilumina todo homem. Andai como filhos da luz. Aqui eu grifei para vocês verem o termo técnico dos. Como filhos da luz, pois o fruto da 1:08:13 luz consiste no quê? em bondade, justiça e verdade. O termo justiça e o termo verdade aparecendo ainda no João, termo dos. Todos vós sois filhos da luz. Todos os seres potencialmente contém o logos dentro de si. O atma ou o logos. O logos está em cada um, na caverna do coração. Portanto, potencialmente todos nós podemos despertar. Somos filhos da luz. Enquanto tendes a luz, buscai a luz, buscai mais luz para vos tornardes os filhos da luz. Três vezes o João usando o termo técnico. Mas ao mesmo tempo, João recomenda que você tenha cautela com esses ensinamentos. Ele não publicou um livro, ele tinha um manuscrito privado e ele disse: "Guardai as tradições que vos ensinamos oralmente ou por escrito." Paulo de Tarso vai falar algo 1:09:14 equivalente, o cuidado que devemos ter com coisas boas, com coisas idôneas. Porque hoje em dia, especialmente no tempo da pirataria, no tempo da internet, tem dezenas de grupos que se apresentam como gósticos que falam todos esses assuntos, mas são muitas vezes armadilhas, são coisas perigosas, são magias cinzentas, são práticas inadequadas. Tudo isso, na verdade, a gente deve fazer apenas uma introdução. O que é mais direto, as práticas meditativas dos gnósticos, elas não são publicadas, elas são reservadas, eram e continuam sendo. Porque é preciso estar num estágio adequado para ter acesso a tudo isso, pois é realmente de sabedoria que os perfeitos ouvem e estudam o mesmo termo técnico. sabedoria misteriosa, sabedoria oculta que foi revelada ao mestre da retidão e ele transmitiu ao grupo. O João também fala desse termo sou. Esse é 1:10:17 um termo cabalista, Einof, na cabalá. E ele chama atenção sobre isso. Algumas Bíblias, aquela minha de 1984, grifou todas as letras. Eles estavam embalados com a leitura. Aqueles que eu digo, alguns da Igreja Católica tiveram acesso aos manuscritos, estavam entusiasmados com coisas que eles viram e resolveram melhorar um pouco a Bíblia. Depois houve quem não gostou e tirou a letra maiúscula também. Mas na Bíblia de Jerusalém, 1984, tá lá todas as letras em maiúsculo. Eu sou é a luz do mundo. Eu sou é a luz da vida. Eu sou existia antes de Abraão. Eu sou é o bom pastor. É o logos. Eu sou é o nome divino que que Moisés recebeu a revelação. Eu sou é o pão da vida. Eu sou é o caminho, a verdade e a vida. Não é Jesus falando 1:11:20 sobre ele. Como eu sempre chamo atenção. Aqui tem um verbo. Eu sou é a verdade. Eu sou é a vida. Jesus não estava falando dele. E logo os evangélicos deveriam ler uma Bíblia melhor para evitar aquelas idiotas pregações que Jesus é o único caminho. O único caminho é a verdade, o único caminho é a sabedoria. E é isso que Jesus repetiu, porque ele tinha estudado esse assunto. Eu sou é o caminho. Um outro capítulo, faça um apanhado. E aqui só esse slide lá, um capítulo pequeno, mas um apanhado do artigo que o MID publicou em 1893, notas sobre o Evangelho segundo João, que também foi publicado na coleção dos escritos da BlaV no volume 11. O MID diz na introdução que inicialmente ele fez um estudo sobre o João e compilou ensinamento sobre o João, 1:12:21 inclusive algumas notas que a própria Blavá tinha falado oralmente. Ele juntou o material e deu para Blavas dar uma lida. Lav fez algumas anotações, acrescentou algumas coisas, ele juntou tudo e deu um formato de artigo, um longo artigo bem interessante. Então são notas sobre o Evangelho de João numa linguagem mais da filosofia teosófica do século XIX. Então cita o Evangelho e há alguns comentários. Então eu só coloquei uma pequena amostra aqui da parte inicial. No princípio era o Logos e o Logos estava com Teos. Aí o comentário, o logos era teos. Isso significa que no antes do começo o logos que está sendo falado é o logos não manifesto, chamado primeiro logos, aquilo que alguns orientais chamam de brahman ou para brahman. Então, no princípio era brahã, mas no despertar da manifestação do manvânter, do universo, 1:13:24 existiam o logos e mulacrite. Mula pracite é uma palavra indiana que significa a matéria primordial, a matéria original, não a matéria densa como nós temos hoje, mas a vida sutil que gera a matéria. Então, no início da geração da manifestação, tem o logos, que é o purcha da filosofia san da Índia e mulacrit. Logos e mulacrit está lá no origem. O termo cosmos é o universo organizado, a manifestação que se distingue do caos, da da não existência do não universo. O caos, que também é o pai e mãe, a fonte da existência, o pai e mãe que gera o filho. O filho é o terceiro logos, o filho é o logos, o filho é o cristó. E tudo isso antes da manifestação é chamado de caos e também é chamado de pleroma pelos gnósticos. Então os gnósticos não usam a palavra caos nem 1:14:24 braham, que é uma palavra indiana. Eles usam muito um pleroma. E depois do pleroma vem Abraxas. Abraxas, que é aquele que manifesta o universo. Voltando o evangelho, o logos era a vida e a vida era a luz dos homens. Aí vem o comentário. A vida zoe está no logos. É uma potência do terceiro logos que se manifesta e preenche o cosmos. Então a blavas e o Mid estão falando do quê? Da manifestação do universo. Estão mostrando numa linguagem da filosofia esotérica como que cedeu o surgimento do universo, tendo o João como ponto de referência. E quando essa luz vibra, quando essa luz brilha, quando a vida pulsa, a luz brilha nas trevas. Trevas daqui com T maiúsculo, porque a é a é a não luz primordial, ainda não é luz. Na não luz brilhará a luz no 1:15:25 primeiro momento. A luz não é mantida no espírito absoluto. Ainda não há luz. Depois é que haverá luz, ela virá para manifestar. Essa luz é Cristós, essa luz é logos. Essa luz é Cristos Espírito, o filho do pai mãe, que o João no apócrifo vai chamar de barbelô, a mãe, mas a a mãe que está junto com o pai. Então, o pai e mãe, que é a luz, que é a luz do mundo. É um pouco confuso para quem não conhece essa literatura, mas quem quem já leu já tá entendendo. Quem não leu um dia pode ler. Mas é só para mostrar que no final do século XIX, uma literatura mais esotérica estava voltando ao João antes da descoberta do Mar Morto e chamando atenção que o João tinha uma terminologia muito específica e que o logos é a luz e a vida do cosmos e que ele é personificado como Yoran ou 1:16:26 a luz do mundo. Ele é a testemunha, ele a luz, ele o logos. E simbolicamente João. João é a testemunha, aquele que veio dar testemunho de luz. Mas ao mesmo tempo o João simbolicamente está representando logos. Isso tudo tá no prólogo do quarto evangelho. E isso tudo também é turia, a testemunha no manduincha da Índia. O logos se manifestou e habitou em nós, diz o evangelho. Então a a Blavác vai realçar que essa ideia do logos em João é a mesma da chamada filosofia esotérica. Desculpe a minha pressa aqui, mas isso existe, existe em inglês, existe fragmentos em português, se não me engano também tem, se não inteiro tem fragmentos. No livro eu botei um apanhado para quem ainda não leu inglês. Então com calma dá para entender um pouco mais. Se isso aqui tá 1:17:27 complicado, você releia o próprio evangelho, usando a Bíblia Jerusalém, de preferência, duas, três vezes, pega fragmentos daquele poêmio, a gente vê que tem coisa muito bonita que dá pra gente entender, que dá para perceber, que tem relação com os esses. Então, o Lázaro, que era esse João iniciado, o Lázaro que era o João, no cristianismo há muita confusão. Quem é Lázaro, quem é João? Se é o mesmo, se não são mesmo, se são dois. Mas se a gente ler com atenção, se a gente juntar esses bons comentaristas, até mesmo teólogos que eu citei, e for ler o que eles dizem, eles vão identificar o Lázaro com João. O nome João só aparece quando supostamente Lázaro morre. Após a morte simbólica do Lázaro é que nasce João. Mas o Lázaro ressuscitou. Ele não morreu. Na verdade, quando ele volta à vida, aparece um novo ser, um ser, espiritualmente falando, aparece o João. 1:18:28 O João que trabalhou com o Batista e trabalhou com Jesus. Então, no quarto evangelho tem um pouco disso e não é tão pouquinho. Se a gente lê com atenção, a gente percebe boas passagens. Se a gente usar outras fontes, dá para perceber que tem muita coisa. essa ideia do logo, se a vida do do universo, essa relação com a geração do cosmos, essa linguagem mais esotérica. E para mim terminar a minha parte, eu só chamo a atenção, então, que como eu citei o mídia aqui duas, três vezes, é porque neste livro eu trabalhei com ele. Eu venho estudando a obra do milho já há muitos anos, desde 1983, então já faço, vai fazer 40 e daqui a 2 anos, vai fazer 40 anos que eu estudo a obra do mídia. E ele tem esse livrinho pequeno que tá aqui, esse mais antigo, que é justamente a edição original da crucificação gnóstica. E tinha um outro também do 1:19:29 mesmo tamanho, pequenininho, que é o de Jesus. O IN de Jesus foi publicado em português, uma uma tradução que era minha. Lá em Porto Alegre havia o grupo original que gerou o o núcleo Lux, que depois em Brasília continuou funcionando. Era um grupo privado, funcionava numa sala privada. Esse grupo, o núcleo Lux, a gente traduziu o texto do M, o Ind Jesus e estudava. Então depois eu passei o livro para a tradução, na verdade para a editora teosófica e ela publicou alguns anos atrás o hino de Jesus que é a obra do MIDIA. Então tem uma introdução, tem a tradução que o MID faz e tem alguns comentários aqui no no nosso livro Mel e Dalia. A tradução do hino é outra, é parecida, mas não é a mesma. Eu usei, eu usei a edição original do MIA e mais três fontes. Este texto em português, a Jane e eu 1:20:30 participamos da edição. Eu fiz a apresentação, trabalhei também na lá em Porto Alegre na tradução. Na nossa edição mais recente. Então, o hino está revisado e contém a continuação. O hino era a parte inicial e a parte B é a chamada cruz de luz ou a simbologia da crucificação. Então, para quem gosta desses assuntos, será bom ler na sequência, ler o hino de Jesus e depois na sequência ler a cruz de luz, o que é justamente a continuação. É uma experiência inicial que João tem com Jesus que gerou o hino, mas depois do hino ele escreveu um novo texto que é a simbologia que a gente vai trabalhar depois do intervalo. Então agora neste nosso livro nós batizamos de cuos de luz. Não gosto dessa simbologia da crucificação. Isso aqui na psicanálise é muito problemática. Tem muita tem muita questão complicada aí naquele período da Páscoa, aquela, aquele masoquismo 1:21:31 pascal. Aquela crucificação terrível. A morte de Jesus foi pior até, talvez, talvez tenha sido até pior que a crucificação, mas foi um pouco diferente. Então eu apenas estou usando a edição do mid de 1907 e dando a tradução do INE e colocando a nova edição. Aqui no meio, uma edição inglesa do IN, mas a gente usa sempre a edição mais antiga possível. Eu estive em Londres, no na sala onde o Mídio trabalhava privadamente e havia uma um armário de com a porta de vidro. Isso lá nos anos 80 e pouco. E alguns dos materiais que a gente usa até hoje, eu trouxe, ficava no subsolo da livraria e editora Watchkins. O dono da editora Watchins em Londres, era amigo do M e ele criou no subsolo um espaço cuivado que eles estudavam, discutiam, trabalhavam, produziam textos de quando se reuniam lá. E existia um armário. E o 1:22:32 armário existia, tava lá no mesmo lugar, na mesma sala, apesar de ser uma livraria. Estava numa sala, tinha uma porta chaveada e dentro dessa porta chaveada estava um armário com livros antigos que ainda estavam guardados. Hoje com a internet não tem nada, não tem mais milagre. você acessa quase tudo, tá tudo disponível, pode baixar em PDF, pode copiar, mas nos anos 80, começo dos anos 80, tinha que fazer uma viagem à Europa para buscar um livro. Então eu termino, o livro é o hino é pequeno, é bonito, é interessante, tem uma invocação inicial que reaparece no final. A mesma invocação é feita no início e depois é feita no fim. E tem um pequeno texto no meio do qual eu apenas exemplifiquei aqui com quatro linhas. Tá traduzido no nosso livro também tá traduzido. Então depois você pode ler com calma, mas aí é bonito pra gente fechar e depois a gente vai então as 1:23:32 possíveis questões. O o hino então é uma pequena cerimônia gnóstica. Diz oí que talvez a primeira cerimônia que Jesus oficiou entre eles é feita uma invocação, é feita um diálogo e depois fecha com uma nova invocação. Aqui é uma tradução minha e da Janeia que a gente juntou várias traduções ao mesmo tempo para dar esta aqui. Glória a ti, pai ou glória a ti a ia o termo que os gnósticos usavam. Glória a ti o um. O um primordial. Glória a ti, Barbelô. Glória a ti, mãe. Glória a ti, pai e mãe. Glória a ti, graça. Então, veja o que virou graça. O que era originalmente o termo técnico que o João usa no apóc chamado barbelô. Glória a ti, Cristóos, glória a ti, logos, glória a ti, Atman. Glória a ti, vida Universal. Então é bonito. Então 1:24:33 não está dando glória a um ser, não tá se referindo a Jesus. Jesus estava dentro desse ambiente fazendo a invocação. Então ele não estava se referindo a ele e ele estava dando graça ao Cristós. Chega a ser meio meio curioso isso. Ele próprio louvando Cristó. Nós te louvamos, Pai. Nós te agradecemos, Luz. na qual existe escuridão. Então, aquela simbologia do quarto evangelho continua presente no João. A luz que elimina as trevas, a luz que elimina a escuridão, a luz do mundo que tudo ilumina, portanto a escuridão desaparece. Então, é a mesma ideia neste hino que está no Evangelho. Guarda silêncio sobre os meus mistérios. Havia mistérios nosênios, havia mistérios na escola interna de Jesus, havia mistérios maiores, havia segredos, havia ensinamentos apócrifos, 1:25:36 revelações. E o hino continua falando sobre isso. Aí Jesus diz: "O que agora eu pareço ser, eu não sou". Isso aqui provavelmente foi após a morte de Jesus. Ele está com a veste de Nanacaia. Conhece, ele tá falando com João, conhece em mim o logos de Sofia. Eu sou o caminho para você compreender a revelação. Eu eu dei o ensinamento nesse sentido, caminho nesse sentido. Eu dei a inst. Portanto, usa esse caminho de retorno, compreendendo o logos de Sofia, a luz de Sofia, a luz da sabedoria, a luz da verdade. Busca a verdade e a verdade vos libertará. Buscai a verdade, a verdade vos libertará. Eu meditei nessa frase por muito tempo, muitos e muitos dias. 1:26:37 Buscai a verdade. A verdade vos libertará das lendas do cristianismo, das histórias mal contadas e nos conduz a uma compreensão, a uma intuição do antigo ensinamento do gnosticismo cristão, do verdadeiro e autêntico ensinamento do João, de Jesus, de Paulo, de Tiago, de Tomé, do apócrifo de Tomé, dos hinos de Tomé, que também que também são bonitos. Então tudo isso é um caminho, o caminho da sabedoria, o caminho de Sofia. Portanto, Sofia deve ser louvada, logos deve ser louvado, a verdade deve ser louvada. Eu enfatizo um pouco aqui porque eu tô à distância de vocês, fica difícil falar sem enxergar vocês e eu não gosto disso. Então eu tenho que enfatizar um pouco que eu não sei se estou sendo bem ouvido. Mas na realidade tudo isso é para um estudo muito real e muito privado, muito ameno, muito tranquilo, num espaço mais silencioso, 1:27:40 com pessoas que se conhecem de preferência, com um bom clima, com um bom incenso, pessoas preparadas, pessoas com ética, pessoas com pureza. por pessoas que têm bons hábitos, que não bebem, que não fumam, que purificaram o corpo, que purificaram a mente. Então, é um ambiente adequado. Os enênios eram altamente vegetarianos, eram mais do que veganos, passavam até fome, comiam uma vez por dia apenas. E nessa tradição havia essa purificação do corpo, havia os banhos, havia o batismo que entrar na água da vida, simbolicamente falando. Então tudo isso é o vínculo de João com João Batista, de João com João Batista e com Esênios, a conexão direta com Kunhan, a conexão direta com a origem dos dos gnósticos, o grupo original, o chamado setianos, inclui Doziteu, inclui João Batista, inclui Simão o Mago, inclui Jesus. E aí 1:28:42 surgiram dois tratados, o Codex Bruce, o Bruce Codex e Pis Sofia. E terceiro texto central da história é o apócrifo de João, que a Laia vai nos falar. Portanto, agradeço a atenção e realço mais uma vez. Isso aqui é apenas um estudo. Confio muito nas minhas fontes, mas sempre tudo é possível ser melhorado, aprofundado, revisado, mas não uso fonte comum. As fontes da pirataria da internet são fontes idôneas, bons autores, comparando as informações, indo e mais de um autor que a gente não cometa asneira, por exemplo, de achar que Jesus foi pra Índia, de achar que Jesus e era alguém que ensinava a despertar comine ou coisa do gêno. Ele ensinava a genuína sabedoria da alma através da meditação, através da comunhão, através da luz. Portanto, fim. 1:29:46 Obrigada, Alberto. Nós temos ainda uns 5 minutinhos. Eu queria te perguntar, nós temos aqui quatro perguntas, se a gente já poderia fazê- elas agora. Sim. Vai lá. O Leudo Lima de Brasília tá perguntando os nomes. Isso já deu, mas não dá o dos, só dar a questão que aí independente de quem seja eu respondo. Tá bom. Tá bom. Desculpa, ele está perguntando: "O professor poderia falar mais sobre o termo ofita?" É, eu evitei porque tem muita muita compreensão inadequada em pseudos grupos gnósticos da internet. A palavra vem de office. A palavra grega office é a serpente da sabedoria, mas não tá não está relacionada com a tal da cundaline. É outro simbolismo, o simbolismo antigo, o caduceu de Moisés, os nagras da do monte Manassarová, do Tibé, com os sábios. É a serpente da sabedoria que vem dos grandes sábios. Na antiguidade, esses grandes iniciados eram chamados de 1:30:49 serpentes. O o o os mistérios da serpentes, os mistérios dos grandes sábios. Então, é com esse sentido a palavra agrega office que dá offs ou fitas. Mas no século XX tem uns malucos aí que vão dizer que são que é com Daline, que é chakras, quer despertar a força da energia física. E aí o psiquiatra depois aqui vai dar vai dar conta do processo. Bom, eh, vou pra pergunta seguinte. Boa tarde. O senhor afirmou que eu sou que o eu sou no quarto evangelho é o mesmo que aff na Cabala. Poderia elaborar? Elaborar é difícil porque aí tem que dominar a Cabala. Eu estudo com a bala aqui atrás de mim. Tem a coleção aqui meu dedo aqui. Se não enxerga, não dá para ver. Tá, tá a coleção completa do Zor na numa boa edição. Então é algo que me interessa, algo que eu estudo, mas elaborar a Cabala em um minuto é muito 1:31:50 difícil. Então no no CFutá, que é o primeiro livro, hoje ele não é o primeiro, hoje a ordem é outra. mexeram na ordem. Mas o livro original da cabalá dos Nazarenos se chama sifra deszinutá. E essa palavra deszinutá é a mesma que dá dizian. é a mesma raiz que veio do Caldeu que copiou do sânscrito. Há uma há uma irmandade entre o sânscrito e o antigo Caldeu. Inclusive aquele sinal de acrítico que a gente coloca em cima das vogais no sânscrito, também tinha no antigo caldeu. O caldeu que gerou o aramaico, que foi paraa Galileia, que era a língua de Jesus. Então, o antigo Caldeu é uma língua irmã. aquele mito do do da língua indoeuropeia, a invasão ariana que chegou na Índia, isso é outra história. Isso é academicismo europeu do século XIX e XX. Eu tô falando da história esotérica. Então, a origem linguística do Caldeu é a mesma. Então, na no cifutar é dito que simbolicamente que 1:32:52 inicialmente é um círculo vazio. Isso aparece nas instâncias de zan. No círculo vazio vem um ponto, o ponto vibra e a vibração é que delimita o universo. Então esse vazio primordial é a soft. Quando começa a surgir o ponto, a soft, não, eu falei errado, desculpe. O círculo vazio é a inim. A a i n a. O círculo com o ponto é a soft. E quando esse ponto realmente vibra e gera uma onda, ele delimita o círculo que é o terceiro logos. Então é, soft hour, a o R, que está na palavra luxor. Luxor. Por isso que o lux se chama lux, é a luz de luxor. Luxor é a luz universal, a luz que brilha, a luz que ilumina. Então tudo isso tá interrelacionado. Então dá para dizer que o eu sou é o 1:33:53 Aim, mas como o Aim e o como o Aim sozinho e o Aim junto com o ponto é uma coisa só, por isso que eu juntei os dois. Mas isso está nos comentários especialmente ao CFIN, tá? Existe uma edição de McGregor Matters em inglês. Existe adução em português da editora Mades com o nome aí tem a ver com com a Cabala. Agora não lembro o nome que tá, daqui a pouco eu pego aí e mostro para vocês. Mas tem tradução em português inclusive. Então lá é desenvolvido isso. Terceira, a pergunta é a seguinte. A terceira. Há alguma relação entre João Batista e o Mestre da Retidão? São o mesmo personagem ou são distintos? Ah, eu achei que tinha deixado claro, então desculpe se eu deixei confuso. João Batista viveu em Curram. Viveu, mas João Batista foi discípulo e sucessor do 1:34:55 mestre da retidão. O mestre retidão é lá no começo do século 2, ó, século 1 AC. E ele não vive até o meio do século 1 a ser. Logo, João Batista é mais velho do que a gente imagina, isto é, nasceu no século a também. João Batista então foi para aquele local, ele convive, ele estuda, ele faz parte do grupo, ele convive com Jeoshua que era seu amigo. Jeoshua trabalha junto com João Batista nos Esênios um certo tempo. Então, resumindo, Johannan Ben Zakai, o filho de Zacarias. Zacarias é um dos profetas menores da tradição do Ezequiel, o pai do João Batista vinha vinha sendo membro dessa tradição. E aí então surge o João Batista, vai para esse local, lá havia então essa comunidade, ele chega logo depois da fundação, logo depois não, mas pouco tempo depois da fundação, vive lá, estuda lá, ele é autor de um texto dos Gnósticos Deênos. Ele convive nesse 1:35:56 local e aí depois quando o mestre morre, ele assume a liderança. E não é por acaso que João é discípulo dele, Mateus é discípulo dele, André discípulo dele. Quando Jesus chega, encurram, João já é discípulo de João Batista, segundo a Bíblia. A Bíblia é canônica, é só ler. João está trabalhando com João Batista. João é aluno do João Batista quando Jesus é batizado por João Batista. Logo, João já estava convivendo com João Batista em Cunhan, sabendo o grego, sabendo a tradição dos ginó, sabendo a Cabalá, sabendo muita coisa que a gente às vezes nem imagina. Depois ele juntou tudo isso no seu apócrifo. E tem mais duas perguntas só e uma tem relação com os enênios também. Então eu vou emendar. A menção a perfeitos diz respeito a um dos estágios da escola de mistério dosênios. Isso, exatamente. Isso é o terceiro estágio. É bom lembrar 1:36:56 que os pitóricos também tinham três estágios. A escola do de Pitágoras na Grécia. É bom lembrar que a comunidade original de Sidarobuda tinha três estágios. É, é normal nos mistérios. O primeiro é mais inicial, são os candidatos, são os que estão ingressando. O segundo nível são os irmãos ou os companheiros. Lembre que uma outra instituição que ainda existe aí no mundo usa os mesmos termos. São os irmãos no segundo nível ou companheiros de jornada. Esses irmãos e companheiros estão buscando a perfeição, estão buscando algo mais avançado. Então, na verdade, a palavra correta não seria perfeito. Seria melhor dizer os que buscam a perfeição. Seria o terceiro estágio. Mas simplificaram nas traduções. Então, aparece em João, aparece em Paulo, Jesus dizendo: "A outros eu falo por parábolas, mas a vós, meus discípulos, eu revelo os segredos dos mistérios, os segredos do reino dos céus." E a Bíblia diz, esse ensinamento 1:37:58 reservado era dado aos perfeitos. Certamente não tinha nenhum perfeito, nem Jesus era perfeito ainda naquele momento. Então é apenas um termo técnico do terceiro grau na comunidade dos essas. Depois os cátaros usar esse termo também, né, Alberto, como mais tarde, porque os maniqueus usam o mesmo termo. Essas heresias eu adotei comigo muitos anos atrás, eu tinha uns 20 e poucos anos quando eu compreendi um pouco disso, que eu deveria estudar os heréticos. Se havia um herético na tradição da antiguidade, era eles que eu estudava. Deixava de lado ortodoxia e ia só nos heréticos. Então, bogomilos, cátaros e outros grupos da época. Porque eles eram acusados de serem herético, porque eles eram descendentes de quem? Do João, do do Simão Mago e de desse grupo todo. Então, era eles que trabalharam com esses textos. E esses textos chegaram nos cátaros. Os cátaros tinham o hino de Jesus. Esse hino que 1:38:59 hoje tá publicado em português, os cátaros tinham, há passagens que falam isso, os cátaros usavam Tomé, que foram perseguidos, que foram tcidados, na verdade, por um exército romano, romano, entre aspas, dizer, porque daquela região era, na verdade francês e junto com a igreja romana trucidar os catos. Mas vários grupos heréticos usavam esses textos porque eles eram fonte daquela tradição mais antiga. Mais uma ou acabou. É, agora tem mais duas perguntas que são mais com com maiores, então eu vou reservar elas pro final e a gente precisa dar uns 10 minutinhos de pausa agora e depois da pausa de 10 minutos vai vir a Jane com a cruz de luz. Tá certo? Obrigado. E desculpe as confusões aí. tentar simplificar um pouco aí a fala um pouco apressada. Eu gosto de falar com mais calma, mas aí fico apressado. Tá ótimo. Então a gente vai pausar agora 10 minutos. Todo mundo pode ficar à 1:40:00 vontade, levantar banheiro, pegar um cháu às às 16 e bom às 17, então a gente volta, tá certo? O chat vai permanecer aberto para quem quiser conversar. Depois a gente fecha de novo. É, só vou buscar água daqui a pouquinho. Eu tô vendo aqui quem é que são os nossos visitantes. Alberto, este foi um dos que você falou tradução em português, né? É, esse esse é razoável. Esse é um bom livro gêmeos, né? É, esse é um bom livro. Esse outro aqui, você tem e gosta dele também? O tá, eu sei qual é. Eu tenho ele ch e ele para dar a noção, ele para dar a noção da descoberta que do do da dos vários textos, eu acho bom, mas para tradução aí não tem tradução, na verdade, nesse livro é mais o contexto. Então para contexto ele é bom, é bom, né? Não é bom. 1:41:00 Eles eles citam muito o você que falou o do Ponte, né? É o do P. Se citam assim, citam o Miller Borrow, se citam o do Ponsomé, se citam esse são os clássicos, são os clássicos, né? Aquele Isman que eu falei, ele tem um grupo de discípulos, tem uma mulher que infelizmente agora eu esqueço o nome que tem vários livros também essa mulher. Então a gente tem que tomar cuidado ver quem é, quem é ela, quem são eles, porque é um esforço muito grande. Eu tenho aqui o livro, vou pegar para ter most, é a paz pá, né? Elian, pá. Não, não, não. A Eliane Pagas é uma boa autora. Então, esse olha, olha só o que ele fez. O livro tem 1000 páginas tentando demonstrar que James, o irmão de Jesus. Para começar, James não é irmão de Jesus. James é o Tiago. O Tiago é irmão da Salomé, é o irmão do José da Mateia, é primo de segundo grau de Jesus. Primo de segundo grau. Então já erra de saída. Só para defender isso, para defender que ele é o mestre da 1:42:01 retidão, que não era e que não era dos exênios, que ele era bispo de Jerusalém. Então tem alguma coisa errada. Só que esse sujeito que era confuso, ele fez muito esforço na época e acabou estimulando que muita gente se interessasse do manusc do maric. Ele ele até ajudou na publicação do material, mas quando ele escreve ele cria confusão. E esse livro outro que eu mostrei também é grosso, tentando mostrar que não tem nada a ver com os recênitos. Imagina fazer um livro inteiro hoje, um livro meio, não é hoje, mas essas obras que tem hoje para tentando provar que Jesus era zelote, né? Tem um é zeloteu, perseguidor dos enênios, inimigo dos fariseus. Os enênios falaram: "Se tem luz, tem trevas. Se tem os que amam a verdade, tem os que amam esconder a verdade. Se tem os que se se esforçam para revelar, tem os que se esforçam para chavear. Aham. 1:43:01 Então, a gente tem que ver onde ele estudou, quem financiou o estudo, quem financiou a viagem dele para Chaman, quem pagou o hotel quando ele foi para lá. Aí a gente descobre por que ele tá dizendo isso. É, tem tese para tudo, né? Até para dizer que os exceos não existiram, né? Nem é porque imagina isso já era sabido. Flávio Josefo, o o filho judeu tem dois livros sobre os recênios. dizendo que viveu em Conran com os Enios, depois viveu com os enênios do Egito, que são os terapeutas. E ele fala dos enênios e trabalha com os tem aí chegar no século XX, XX e dizer que os enênios é uma é uma hipótese, não dá, né? Não dá. Se formos atrás das raras fontes históricas, é mais fácil comprovar os essenos do que o próprio Jesus, né? É, exatamente. As citações são bastante, há várias referências da antiguidade. E aí eles tentaram primeiro dizer que o material não era dos enênios, mas isso 1:44:02 não vingou. Depois tentaram dizer que João Batista não tinha nada a ver com Zênios, mas também não vingou. Porque vejam que problema. O mestre da retidão morre em torno do ano 70 76. Não, eu me confundo. 76 foi o perseguidor dele, o rei que perseguia ele. Alexandre Janô é a data histórica, 76. E o Batista é é sucessor do mestre retidão. E o mestre retidão é em torno de 75, 72 no Eu acho que é 74. É, é, é 72 para cima. 74, 75. A C. Se ele morre nessa data e João Batista é o sucessor, ele tinha que ter pelo menos 20, 25 anos, no mínimo. Entre os a questão do Evangelho de João, que hoje se atribui 1:45:02 a também a a a data de 70 depois de Cristo, né, da data da era comum, né? É porque os como Ah, você colocou muito bem que só o introito, o préâmbulo que seria teria sido escrito por João, né? O poema. Não, o poêmio. E a parte que está em forma de poema também na continuação. Só a parte que só a parte que tá assim claramente veja, isso não era feito. A Bíblia vulgata não tinha nada disso, mas o pessoal que editou a Bíblia, eles perceberam que o João verdadeiro só era o poema. Então é uma maneira de contar sem contar. Então na edição eles botaram a parte poética e a parte descritiva de maneira diferente. Mas esses bons autores, eles afirmam somente o poema é do João. Então vou mostrar um pouquinho disso. J e do restante seria de um discípulo dele. E não, não. O poema era dele. Ele passou pelo Egito quando tava indo para pra Galha. Foi feita uma cópia do poema. Esse poema 1:46:05 ficou na escola do filo judeu. Depois esse poema foi passado a limpo com com uma breve introduçãozinha. Só isso. Só no século I que ele tomou o formato de evangelho. E o formato definitivo foi feito pelo malfadado Irineu. 180 16. Eu vi você dizendo isso, mas eu achei que não tinha entendido bem. Exatamente. Então, já tinha passado mais de 200 anos Aham. entre o texto original e a versão evangélica. Evangélica, eu digo em formato de evangélico. Aí na hora de passar limpa, acrescentou algumas coisas, fez lá. Aí foi feita uma narrativa semelhante aos outros três evangelhos para ficar parecido com os chamados sinóticos, porque o João não era evangélico, eram sentenças, as lojas, as sentenças de sabedoria. Então, para dar um formato semelhante, 1:47:05 transformaram em evangelho. E aí o Irineu, não satisfeito, inventou que o João tinha ido para Éfeso no final do século DC, começo do século DC. E lá em Éfeso, um bispo amigo dele chamado Policarp teria recebido bênçãos do João lá pelo ano 110. Nesse ora, mesmo se o João tivesse nascido no começo do século 1 AC junto com Jesus, ele não teria, não estava ensinando em 110 DC. Então é evidente que é uma forçação de barra. Então, o tal do Policarpo servia os interesses dele para exaltar o Policarpo, que era candidato a bispo e não conseguiu a nomeação. E para ele, Irineu, ficar de bem com o possível futuro bispo, de bem com ele e de bem com a estrutura. O apocalipse é claramente distinto do da linguagem, né, do do evangelho, né, 1:48:06 a Bíblia de Jerusalém, se você lê a introdução do Apocalipse diz que os três primeiros capítulos, que são os únicos cristãos, não faz parte do texto antigo, que começa no capítulo 4 e que é uma fusão de dois ou três textos que fundiram num só de o apocalipse. E aquela parte inicial das igrejas da da Ásia Menor, das sete igrejas, tudo aquilo foi feito no mesmo momento que foi feito o Evangelho de João. Adaptaram o apocalipse como se fosse também o João, como se fosse, pegaram um texto que já existia. Aham. Era um amigo do Thago. Esse é um livro que eu tô fazendo. Tiago e Serinto. Tiago Serinto é o autor do texto original. pegaram um texto e acrescentaram 28 de três capítulos. Isso virou no Apocalipse e foi colocado dentro do Novo Testamento. Por que motivo? Porque circulavam muitos apocalipses no mundo judaico. Tinha 1:49:07 apocalipse no Antigo Testamento, tinha apocalipse nos nos escênicos. Então, para ficar parecido, o Novo Testamento também tinha que ter um apocalipse e não tinha. Eh, a você colocou muito bem a questão da que todos os discípulos eram amados, né? Você não gostava dessa expressão. É porque por que que São João vai ser, né? Todos. Isso é, mas tem também uma corrente talvez mais moderna, né, que coloca como o disciplado a Maria Madalena, né? É, também. Então eu já evito, eu não coloco n por que que por que que um vai ser? A Jane parece que partilha dessa ideia, né? Ele não ia discriminar, né? Não é que eu partilho dessa ideia só, Cláudio. Eu acho interessante as questões que você tá trazendo também, porque quando a gente se dedica a leer com outros olhos, com olhos heréticos, daqueles que fazem escolhas, né, eh o próprio Novo Testamento, você começa a perceber que grande parte, talvez todos os capítulos do Novo Testamento, não são textos puros, mas são uma coletânea de junções 1:50:09 e acréscimos para poder dar uma certa linha, questões de poder, obviamente. Mas se a gente ler com atenção, tem muita, muita coisa que tá dito lá e que as pessoas acham que é apócrifa e tá lá. Só a gente não tem olhos para ver, né? Por exemplo, é dito, é dito que a família do João era aquele grupo de irmãos que eram os discípulos amados de Jesus, ou seja, João, Madalena, Marta e talvez Thiago Menor. São os quatro irmãos que são discípulos de Jesus, sem dúvida. E tanto Madalena quanto João são explicitamente chamados de discípulos, discípulos amados. E assim tem várias coisas, né? Não é só o apocalipse lá no no final que é uma coleção de dois, três conteúdos juntos. Se a gente começa a ler, você começa a ver linguagem modificando e materiais de momentos 1:51:10 diferentes colocados dentro do mesmo texto. Impossível. Já o que Alberto aí chamou atenção, João vivendo 200 anos. Impossível. Se ele era parente bem próximo de Jesus, provavelmente um pouquinho mais velho que Jesus, eh não dava para ele estar vivo em 110. Não tem como. Não tem como. Então é tão fácil desmanchar algumas coisas. Agora a J vai falar da cruz de luz e depois eu vou seguir com o final do apócrifo de João. 1:51:53 Pronto, 1:52:01 pronto, Jane, estou muito bem. Muito obrigada. Bem-vinda. Ai, eu tenho que cuidar isso aqui que a gente fica mexendo. Eh, eu trabalhei, eu vou apresentar agora a Cruz de Luz como um dos exemplos desses materiais atribuídos a João com linguagem gnóstica, né? Já antecipo para vocês, esse é um dos comentários que eu tenho aqui no aqui nos próprios slides de que esse texto tá muito mexido, né, como vocês devem imaginar, porque é um texto muito denso, uma terminologia bastante pesada, muito simbólico, né? E eu tô estudando ele, né? Eu vou trazer para vocês algumas das reflexões que eu tenho eh sobre ele. Quando nós conversamos sobre esse evento, eh eu pedi, que eu gostaria de apresentar a Cruz de Luz, porque eu já venho, já trabalhei e e gosto e venho trabalhando com o hino de Jesus. E a 1:53:01 Cruz de Luz é uma espécie de continuidade, né? Não é uma continuação exata, mas ela é do mesmo contexto, né? Ela é são os dois fragmentos que estão nos Atos de João, que é a única coisa que sobrou do Atos de João, né? Eu vou falar um pouquinho disso também, mas e eles são muito próximos e algumas algumas ideias que estão na cruz de luz são provenientes do hino de Jesus também. Quer dizer, há uma associação. Então, eh vou abordar isso e eu vou também deixar as perguntas para o final. Qualquer coisa vocês vão anotando. Bom, eh, eu vou tentar tirar igual o Alberto eu aqui. Pronto, tirei. Eu tava com o quadro na minha frente. Eh, o A Cruz de Luz é um pequeno fragmento que faz parte de um texto maior chamado Atos de João. Existiram no século DC um conjunto de textos que circulavam que foram chamados atos. 1:54:05 apócrifos, eh, algumas vezes chamados de atos gnósticos, mas que eram materiais corretos ou não, eh, atribuídos a alguns dos discípulos de Jesus ou de continuadores da tradição de Jesus, né? Então são são existem, né, os atos de João, os atos de Tomé, que como a Laia já referiu, eu e o Alberto estamos trabalhando com o texto do Bardesanes e os atos de Tomé, tá? E existem outros três também, os atos de Paulo que não dá, não tem nada a ver. É, é, é, é, é muito carochinha. os atos de André, que também são historietas sem muita sem nada demais, e os atos de Pedro, eh, que interessantemente são os que mostram a briga entre Pedro e e Simão Mago é bem 1:55:07 e é claramente um texto criado para criar uma certa influência, uma certa percepção, né? Então, é dito que leues ou leu-se os carinos eh no século dc, meados do século desse mesmo, ele faz ele fazia parte desse grupo, né, de onde tá Paulo Gamaliel, Barnabé, que é o o instrutor de Paulo que viaja junto com Apolo. Lembrando, eles são lá do sul da depois de Turquia, né? Gamaliel Barnabé busca eles e vai paraa Alexandria, vai prosênios. E no Egito, na Alexandria, estão juntos esse grupo, Paulo, Gamaliel, Barnabé, Apolo, Lucas e Marcos, né? Então o Alberto eh fundamenta que muito possivelmente esse porque Leus é leucios é um título, possa ser Marcos, assim como Lucas, possa ser o autor de um original, que seria o que virou essa bagunça, que é o Atos dos 1:56:08 Apóstolos, né? Então, no Egito, como já dito, na escola de filo judeu, Leus teria escrito, reunido, teria reunido esse material do qual faz parte os Atos de João e o Evangelho de João. E depois esse material então é eh vai sendo passado ali, né, e começa a ser chamado como se fosse um texto o Atos de João. é um volume grande de material, é cheio de esitas. Inclusive é muito engraçado de ver porque João é contemporâneo de Jesus, convive com Jesus. Jesus eh viveu quase 50 anos, isso tá nos textos, né? E e sabe-se, como há pouco a gente estava falando, que Jesus nasceu provavelmente em torno da época que a família Janô estava à frente daquela região ali da da eh da hoje, Palestina, né, Galileia, aquela região ali. Então, eh ele viveu rigorosamente 1:57:10 no século AC. Portanto, João também viveu no século 1 AC. Nesse Atos de João, que tem um monte de historietas, estão enxertadas eh histórias que são de pessoas referidas historicamente no século II d. Então não faz nenhum sentido. É uma confusão de historinhas, parece uma novela, mas tem essas duas preciosidades que é o a cruz de luz e o hino de Jesus, né? Esse material tem associação direta com o quarto evangelho de João Lázaro. Como eu disse, é o mesmo material fonte que Lêcios teria guardado dentro desse grupo eh na escola de filo judeu. E haveria, e o Alberto diz no texto do João, né, nesse texto aqui, ele diz assim: "Haveria um material gnóstico circulando mais restritamente, que era anterior à redação dos Atos e do Evangelho de João." Quando a gente estuda os as os textos gnósticos e os 1:58:13 materiais apócrifos, a gente vê que existem vários grupos bem anteriores a criação da Igreja Católica Apostólica Romana e que nesses grupos circulavam esses materiais, especialmente materiais atribuídos a João, materiais atribuídos a Tomé e materiais atribuídos a Mateus, né? Então, é interessante chamar atenção que em Sofia Jesus diz que esses três seriam seus três e Felipe seriam seus três principais escribas. Então é interessante a gente ver esse material circulando depois. E Clemente de Alexandria como um exemplo eh refere que conhecia os atos no século I d hino circulava em grupos gnósticos antes mesmos mesmo dessa composição dos atos. O hino já era conhecido. Está muito bem descrito pelo MID na introdução que ele faz ao hino de Jesus, que tem na publicação, como Alberto já referiu. Eh, nessa obra que a gente publicou agora, o MID se baseia em vários autores, autores 1:59:14 como Lipsius, Corsen, Bonet Zan e principalmente em James, né? Nós temos aqui em casa alguns desses livros antigos e o Alberto ainda acrescenta mais alguns autores mais atuais, como Lalleman, Bremer, Schneider, Per Hills, Schnimelker e Wilson, tá? para poder compor melhor a a o entendimento do texto. Os atos de João, eles têm, então, como eu dizia, dois pequenos fragmentos que são o que tem de original no Atos de João. O restante, eh, não apenas eu estou contestando, porque fica evidente que não faz parte, não é do João original, né? Eh, mas o restante também não é coerente coerente com o próprio material hino de Jesus e crucificação gnóstica. Então, alguns autores referem que o hino de Jesus e a crucificação gnóstica devem ser estudados à parte como um material eh que é de um mesmo de 2:00:16 uma mesma fonte, um mesmo material, de uma mesma raiz, uma mesma origem e que o restante é um material diferente, diferenciado desses dois fragmentos. E são realmente dois textos muito pequenos, tá? Esses originais é importante a gente pensar o seguinte: o hino de Jesus e a crucificação gnóstica são ou a cruz de luz são atribuídos a João. João, o discípulo amado, João eh eh um dos discípulos de Jesus, João dos maiores ao lado de Jesus, né? aquele sobre o qual mais se conhece, sobre ele ter avançado bastante em relação a a ter o direito, inclusive de ser descrito. Ele recebeu uma iniciação pelas mãos eh do mestre Jesus, né? João teria escrito esse material sim no tempo em que ele conviveu com Jesus, século 1 a 6. No entanto, isso foi sendo copiado, copiado, copiado, sendo passado adiante. E isso está circulando antes que Lêos escreva, reúna, organize esse 2:01:19 material eh no século dc e esse material depois até o século VI ele continua sendo mexido e acrescentado de detalhes, né? Então, no século I tem tem esse tem Léucios trabalhando, mas depois esse pequeno material de Léucios, uma parte é perdida. E um um acréscimo grande é feito no século V, no século VI e no século VI, né? para adequar o chamado Atos de João, que era um material relativamente conhecido, aos interesses de um grupo que estava ali se estabelecendo como eh representante daquilo que nós conhecemos como cristianismo, mas eh que talvez não seja exatamente cristão, mas apostólico romano, né? Então, no texto da cruz é afirmado que o texto da Cruz de Luz é 2:02:19 uma instrução privada. O próprio texto Jesus diz para João, essa é uma instrução privada. Da mesma forma como ele fala isso no apócrifo de João, ele diz: "Eu vou conversar isso com você. Isso é privado. É uma revelação secreta ou uma revelação apócrifa, né, de Jesus para João. A cruz de luz é bem pequeninho, né, traduzido ao português e traduzido ao inglês, ele tem menos do que 1000 palavras, né, da no original são seis folhas, seis manuscritos, seis folhas de manuscrito e dá menos de 1000 palavras. é bem pequeno, é o a cruz de luz é bem pouco divulgado. Eu tive muita dificuldade de encontrar outras fontes, o Alberto já tinha procurado também, né? E a terminologia utilizada ou e consequentemente as traduções não são fáceis e não é claro, né? Então, eu vou trazer aqui para vocês um exercício que eu estou fazendo com este material, tendo já estudado razoavelmente outros 2:03:22 materiais dessa tradição, o apócrifo de João e tantos outros textos, alguns textos que me ajudaram bastante a entender essa terminologia e o que provavelmente a Cruz de Luz quer trazer e quer significar. Eh, eu tô tentando fazer um exercício de aprofundamento, de tentar decifrar um pouco do que Jesus estaria explicando ali. E eu trago para vocês isso como uma oferta, uma possibilidade de interpretação desse desse material, né? Então, a cruz de luz se reporta a aspas, crucificação do mestre Jesus e o seu significado simbólico, né, explicado pelo próprio Jesus a João, né, no seu sentido gnóstico, né, bom, o Atos de João, então, havia em siiaico e em grego originais. Eh, são raras as traduções, como eu disse, eu fui atrás e não encontrei o hino de Jesus. A gente encontra algumas publicações, inclusive em 2:04:23 português, fora essa que eu trabalhei na na publicação, na a revisão do hino de Jesus, que tem teosófica eh fui eu que trabalhei. Eh, do da Cruz de Luz não tem. Da Cruz de Luz não acho. Tá bem difícil. Encontrei outras duas além da do MID, trabalhei com essas três para tirar dúvidas, para tentar melhorar um pouco a compreensão do que que ali tá tentando significar. São raros os comentários a esse texto. O hino de Jesus tem vários comentários, inclusive Carl Schmith, o grande eh estudioso, né, do gnosticismo século XVI, X, ele comenta sobre, eh, que o hino de Jesus seria um dos melhores representantes da do ensinamento gnóstico, do verdadeiro ensinamento gnóstico. A cruz de luz, difícil de achar alguma coisa. O texto, como eu disse, é de difícil interpretação, ou talvez eu seja 2:05:25 limitada, e confunde algumas algumas questões ali se confundem com a versão popular e por isso que às vezes fica difícil de associar. Então eu tô fazendo, vou fazer um exercício, né? Então são minhas reflexões e eu ainda continuo estudando. Para começar, como ele vai falar da crucificação do ponto de vista agnóstico, eu vou relembrar um pouquinho o que a gente já conhece sobre a crucificação a partir do Novo Testamento, né? Eh, tem Mateus capítulo 27, Marcos capítulo 15, Lucas capítulo 23 e João capítulo 18, né? Logo antes da crucificação em si, Jesus diz aos seus discípulos: "O filho do homem, pera aí, ah, tá certo. Será entregue para ser crucificado." Pensem nisso. Filho do homem é um termo técnico proveniente dos esênios e que é usado bastante dentro do do grupo dos ofas. 2:06:25 Sofia de Jesus, o Cristo, por exemplo, usa bastante a questão, essa terminologia, o filho do homem. Filho do homem significa aquele que está na senda, na linha de sucessão em relação a iaô, em relação ao pleeroma, em relação ao todo, né? Então, o filho do homem, ou seja, a sua essência será entregue para ser crucificado. Ele tá dizendo que vai receber uma iniciação. E depois dessa desse dessa fala de Jesus com os discípulos, eles vão paraa casa de Simão, eh, e ocorre a famosa unção em Betânia, onde Madalena unge seus pés e seca com seus cabelos, que é outra coisa simbólica muito interessante. Então ele diz que vai para uma iniciação e aí ocorre uma unção. Logo depois disso, no texto do testamento, nos quatro evangelhos, tanto os três sinóticos quanto de João, Jesus 2:07:26 e os discípulos vão ao Getsemani e lá ele ele chama para conversar em particular com Simão e os dois filhos de Zebedeu. Já adianto para vocês, são aqueles quatro irmãos, os dois filhos de Zebedeu, que são os mais elevados junto com Simão Mago, são Madalena e João, né? Então Jesus conversa em particular com eles três e aí chega uma multidão para aprendê-lo e é e logo depois disso é que vem aquela cena famosa de que Pedro nega Jesus três vezes, né? E Jesus teria dito: "Antes que o galo cante, você me terá negado três vezes". Depois disso, é longo o texto, né? Jesus é julgado, condenado, açoitado, despido, colocam uma carpa nele, uma coroa de espinhos, o caniço, né? Tudo isso é essa história toda que é gerada. E os judeus o condenam e pedem a sua morte. Se a gente lembrar que esse Novo Testamento foi construído para eh por interesses de uma 2:08:30 determinada instituição, eh interessava ela eh selecionar qual era o Jesus que essa instituição queria, né? Mas deixa isso à parte. Ele é levado para ser crucificado, é colocado entre dois ladrões. Acima da sua cabeça é escrito inri. E em João diz que é escrito em hebraico, latim e grego. Jesus fala aramaico eh por a sua língua mãe, né? Ele é galileu. E além do aramaico, Jesus fala hebraico, latim e grego. Interessante, né? eh, lhe tomam as vestes. E essas vestes, conforme tá no na Novo Testamento, como eu disse há pouco, tem muito material bom lá pra gente entender. É uma túnica sem costuras, conforme é dito nos textos sobre os mistérios, dizendo que a verdadeira veste ela não tem posturas. A verdadeira veste, ela é íntegra e integral. E ele fica ali e os que o vem 2:09:30 o insultam e zombam, porque ele não é capaz de salvar-se. Essa é a historinha que tá no Novo Testamento. Daí acontece um terremoto, na sexta hora se fecham, se apagam as luzes, tudo fica escuro. E aí então Jesus crucificado grita e morre, né? E diz o texto: "Os santos falecidos ressuscitam e são vistos por muitos na cidade." Vocês já prestaram atenção que tem isso escrito lá? E todos ficam amedrontados dizendo que sim, esse era o filho de Deus. Parece uma coisa tão Papai Noel, coelhinho da Páscoa, né? Mas tudo bem. Mas olha que interessante, com aquele acontecimento da iniciação de um grande ser. Eh, não, não, desculpa, no Novo Testamento não tá assim. Novo Testamento tá que ele foi crucificado e morto. Ressuscitam alguns, ressurgem alguns, né? Daí, eh, e só para fechar, né, logo em seguida, então, comenta que as mulheres 2:10:32 o acompanhavam de longe e depois um homem rico chamado José de Arimateia junto com Nicodemos requisita o corpo. Ora, pensemos, só requisita o corpo quem é parente. José de Armateia é irmão de Thiago, né, que são os filhos de José e e é primo em segundo grau de Jesus. E Nicodemos era desse mesmo grupo que estudava junto com a Arimateia e com os demais, do grupo de Jesus, do grupo que efetivamente estava com Jesus, não era grande multidão, era o grupo mais reservado de Jesus, né? E aí eu pergunto, são inspiradoras essas imagens aí que a gente vê frequentemente sobre crucificação? A quem interessaria essa encenação de martírio, de sofrimento, esse sadismo ressaltado, né? O masoquismo em se martirizar por ele que morreu por nós. Ora, gente, pensem, um grande instrutor, 2:11:32 um grande mestre não se leva para morrer. Um grande instrutor, um grande mestre quer aproveitar a vida ao máximo para viver o máximo de tempo possível. E assim a gente vê na maior parte dos grandes instrutores, eles vivem muitos anos, muito tempo. Vocês podem ver que a a história dos grandes instrutores, quase todas são de muitos anos de vida. E por quê? Porque aí ele, a a infância é um período em que a gente perde muito tempo até ter todo o aparelho, o aparato mental do aparelho, o aparelho eh funcional. Pronto, né? a maturidade necessária para dar boas instruções. Então, não, ele não morreu por nós, ele foi assassinado. Sim, Jesus foi assassinado. Mas será que foi desse jeito? A quem interessaria toda essa ensinação do martírio, do sofrimento, né? Poucos pensam um propósito ou uma razão menos autocentrada para tudo isso, porque em grande parte falar que foi 2:12:34 esse terrorismo, essa coisa, esse sangue, essa esse martírio todo eh ajuda muito a calar a boca daqueles que eh não tendo força interna eh acreditam que devem se martirizar para poder eh alcançar alguma coisa. Duvido um grande instrutor faça isso. O que se quer é cada vez mais vida, mas vida para o benefício dos outros e não se deixar morrer. Apócrifo de Thago tem uma frase que eu gosto muito que diz: "Se não se importe com a morte, mas cuide da vida. Não tenha medo da morte, não se importe com a morte, mas cuide da vida. E e essa frase é colocada no contexto de cuidar de si como momento que tá vivendo para aproveitar essa encarnação ao máximo, como também cuide da vida, real 2:13:35 vida que tem em cada um de nós. Então, a cruz de luz e a sua simbologia seria uma versão mais anterior, mais antiga e gnóstica do mistério da crucificação. E aqui eu vou comentar baseada na versão do Meet que foi editada pelo Alberto, né, pela editora Garb. Eu eu fiz parte desse desse trabalho, desse esforço também, né? Então, para entrar no texto, a suposta crucificação, vamos nos lembrar que ela se dá no período da Páscoa. Páscoa é a que é é é uma tradução paraa ideia de passagem. eh o momento de passagem, de renovação, de ressurgir, de ressurreição, de passar do estado de morte, do estado de estar adormecido, eh, embriagado, que são palavras que comumente aparecem na colocadas na boca de Jesus, para um estado de desperto, de 2:14:39 verdadeira vida, né? E Jesus ressalta isso muito. Estejais acordados. Acordem desse seu sono pesado. Por que estais a dormir ainda? Arregacem as mangas e trabalhem. Ele diz isso muito. Hum. Somente nos textos canônicos da Igreja Católica, né? Existe essa história que eu comentei há pouco e essa descrição. Nos demais poucos materiais que existem sobre a morte de Jesus, ele foi pego, diz que ele foi pego de surpresa quando estavam em estudos amarrado a um tronco de madeira ou uma árvore assim, né? E apedrejado, o que era o tradicional naquele ambiente, naquele momento, né? Isso vai aparecer no Talmud, no Evangelho de Felipe, no Evangelho da verdade como exemplos, né? A terminologia na cruz de luz temelhança muita com apócrifo de João, o que não podia ser diferente porque é de um mesmo autor, de um mesmo contexto histórico 2:15:42 cultural e de aprendizado. E é a terminologia agnóstica, né, derivada de de da terminologia da Alexandria também, né? E no evangelho de Felipe tem essa frase que eu acho interessante colocar aqui pra gente entrar no texto. A cruz foi Evangelho de Felipe, eu acho que é a linha 98, esqueci de marcar aqui, mas é bem no final já do evangelho de Felipe. A cruz foi feita de árvores que José plantara e o fruto de sua semente estava pendurado nesta árvore que ele plantara. A sua semente erau e a cruz, a planta. Olhem que interessante como dá para trabalhar e interpretar isso de de maneira interessante. Então, eu vou colocar os conteúdos que tem aqui agora e a gente vai poder fazer esse exercício melhor. Espero que que eu consiga alguma coisa. A Cruz de Luz, eh, como eu disse, os Atos de João é um texto enorme e na 2:16:42 página 97 começa a Cruz de Luz. ela se amarra com a o hino de Jesus nesses dois versos iniciais, né? E aí no verso três diz João falando: "Quando ele estava pendurado na árvore da cruz na sexta hora do dia, a escuridão encobriu toda a terra e o meu Senhor de pé no meio da caverna encheu-a de luz e disse". Então, João tá descrevendo que ele tem uma visão, mais uma, porque nos gnósticos e apócrifos aparece isso bastante, de Jesus pleno de luz no meio da caverna. Lembram a caverna? A caverna do coração tão falada? Então Jesus eh vai dizer agora aqui no texto, ele próprio Jesus diz: "Fui eu que te trouxe até aqui está na caverna e diz a João: João, para a multidão lá embaixo em Jerusalém, estou sendo crucificado e atravessado por lanças e espadas, e vinagre e soro 2:17:44 amargo me estão sendo dados para beber. Agora eu te falo, presta atenção no que eu te digo. Fui eu quem fez com que teu coração subisse a esse monte, a fim de que pudesses ouvir o que um discípulo deve aprender de um mestre e um homem de Deus. A multidão lá embaixo, o Middia explicita isso bastante no nos comentários dele ao texto, lá embaixo em Jerusalém. Eh, sempre que é dito dessa forma, está se referindo aos muitos, a aqueles muitos que pouco acesso têm à instrução real de Jesus, que não estão na condição de ter ouvidos para ouvir e olhos para ver aquilo que precisa ser visto e ouvido, né? E ele está sendo maltratado, está sendo agredido, machucado, como está no hino de Jesus, está consumindo vinagre e soro amargo, o alimento que não leva, o alimento que não alimenta. 2:18:44 E aí ele pede para João, presta atenção, eu te trouxe até aqui. Eu te fiz subir ao monte das oliveiras. Foi ele, Jesus, que ensinou João a chegar no Monte Oliveiras, aquele local de reclusão, onde eram feitas as reuniões mais reservadas de Jesus, que não era um monte necessariamente, mas era um local onde eles podiam se reunir de forma reservada para ouvir o que um discípulo deve aprender de um mestre. Então, ele tá sendo bem explícito. É interessante que nos textos em inglês, a palavra para pendurado na árvore da cruz é rang. né, que tem esse sentido de enforcado ou de pendurado, né, não, como eu disse, não são muito claros, porque deve ter sido muito difícil trabalhar com esse com esses textos, com esse texto mesmo para vertê-lo ao inglês. E essa imagem, eu não leio eh grego nem sirio, essa imagem de Jesus pendurada em uma árvore aparece, como eu já disse, no Talmudo, Evangelho de Felipe, no Evangelho da Verdade, que é atribuído a 2:19:46 Valentino, né? E esses evangelhos são textos gnósticos da biblioteca de Nagarramad. Pera aí. Na página do original, manuscrito original 98. E tendo assim falado, ele João, falando que Jesus mostrou, ele me mostrou a a cruz de luz, daqui sai o nome do texto, erguida e em torno da cruz uma vasta multidão e ali dentro uma forma e uma aparência semelhante e na cruz outra multidão que não tinha forma. Vejam, o texto é bem fácil, né? Não, não é, né? Então, é uma cruz de luz. Então Jesus está mostrando para ele que essa cruz de luz é que precisa ser entendida. E é isso, é disso que ele vai falar nesse nessa página do manuscrito. Em torno da luz, da cruz tem uma vasta multidão, que são os múltiplos. É a multiplicidade, é a diferenciação, são 2:20:47 os muitos. Isso aparece em vários textos gnósticos, né? E outra multidão estava dentro da cruz e essa não tinha forma. E ele explica no próximo verso. E eh que quando diz que a multidão, a multidão, ele vai explicar na outra página que a multidão que não tinha forma é porque são aquelas são aqueles que ainda que não estão mais na multiplicidade, já estão no caminho, mas ainda não alcançaram a união para poder estar dentro da cruz. alimentando essa luz, né? Dando luz a essa cruz. Diz João: "E eu contemplei o próprio Senhor acima da cruz". O próprio Senhor acima da cruz. No entanto, ele não tinha forma, era apenas como se fosse uma voz. Mas não esta voz a que estamos 2:21:47 acostumados, mas de uma espécie própria e beneficiente e verdadeiramente de Deus, dizendo-os. Então ele não tinha uma forma, mas apenas uma voz, muito semelhante a um outro texto de outra tradição, que é a voz do silêncio, que diz dessa voz, que é a voz do silêncio. Jesus está falando com esta voz, com João. Jesus diz: "João, aquele que precisa deve ouvir estas coisas de mim, porque anseio por alguém que ouça." Isso é uma fala comum a todos os grandes mestres. A o anseio por ter alguém que verdadeiramente ouça, alguém que seja capaz de ouvir, alguém que seja capaz de ver, né? Aquele que precisa deve ouvir essas coisas de mim. Então Jesus tá eh Jesus na condição de Cristo está se colocando aqui como um instrutor. Por causa de vocês, diz ele, esta cruz 2:22:48 de luz eu chamo às vezes de logos. Outras de mente, outras de Jesus, outras de Cristos, outras de porta, caminho, pão, semente, ressurreição, filho, pai, espírito, vida, verdade, fé, graça. Vejam, são palavras extremamente importantes, mas todas elas eh eh tão referidas no hino de Jesus como portas, como como acessos, né? E todas elas têm esse sentido de dar este elo de ligação entre nós que estamos aqui no mundo do diferenciado, no mundo da polaridade, no mundo de estar presos. E o alto, por falta de uma imagem, uma simbologia melhor, que faz com que e se encontre este caminho. Então, nós precisamos do logo, o logos é essa cruz. Nós precisamos dessa de entender que é a mente, que é Cristo, que é a essa é a 2:23:49 porta, essa esse é o caminho, é o pão que alimenta, a semente que germina, a semente que aparece tanto nas parábolas, né? Isso é a verdadeira pistes, fé, graça, né? O pai, o filho e o espírito, que vai ser muito trabalhado em alguns textos, né? Então ele tá mostrando que logos é a cruz. Esta cruz ele chama de logos. Logos é átomo. No hino de Jesus aparecem todos esses termos. E é interessante que isso também tá reforçando eh a questão dos que estão acima e dos que estão abaixo como precisando encontrar o seu próprio caminho, né, para alcançar a a luz, alcançar a fonte. Por causa de vocês, diz Jesus. Ah, essa foi a que eu li agora há pouco. Eu só trouxe para cá pra gente entender a o verso agora, estas coisas, dizendo Jesus, são assim chamadas no que se refere aos aos homens, a multiplicidade. 2:24:52 Mas para aquilo que em verdade é em si próprio, em seu próprio significado e de si e para si mesmo e declarado a nós, é a definição ou a delimitação de todas as coisas, tanto a firme necessidade de coisas fixas a partir das coisas instáveis, quanto a harmonia da sabedoria. Jane, volta, vamos voltar. Eh, eu encontrei essa mesma passagem no outro texto e trouxe junto pra gente tentar entender um pouco melhor o que eu consegui eh compreender disso. O que é, na verdade, tô olhando aqui embaixo aqui, ó. Aqui, ó. O que é na verdade? Então, entender o significado daquilo que é, na verdade, como concebido em si mesmo e como falado a vocês. No texto do Mia é como falado a nós. E eu acredito na forma como o Mid colocou. Por quê? Porque Jesus tá está 2:25:54 falando como um dos filhos da luz, como um dos que fazem parte daqueles que estão no caminho da luz, né? Então, como concebido em si mesmo e como falado a vocês ou a nós, é a marcação de todas as coisas, a delimitação, a definição de cada uma das coisas e a firme elevação das coisas fixadas a partir de coisas instáveis. E a harmonia da sabedoria e de fato a sabedoria em harmonia. Então ele tenta mostrar uma coisa que a gente vê em outras tradições. Essa, isso é o que eu consegui compreender, que a impermanência e as coisas eh existentes e não existentes devem ser compreendidas na sua interrelação para que haja harmonia e compreensão adequada. Eu acho isso muito interessante no sentido de que isso chama atenção de que primeiro é necessário ter uma compreensão mais 2:26:56 profunda para conseguir entender essa relação entre as coisas que são definidas e as coisas que são indefinidas ou indefinidas ainda. Essa passagem me lembra o chamado livro de Tomé. Não o apó, não o evangelho de Tomé, o livro de Tomé. onde eh Tomé faz uma pergunta a Jesus e Jesus responde a ele: "Se não podes compreender sequer ainda as coisas visíveis, o que dirá de compreenderdes as coisas invisíveis?" E aí ele disse para Tomé: "Vai estudar mais". que é o que ele dizia paraos seus eh discípulos o tempo todo. Então, essa compreensão para chegar à harmonia da sabedoria ou como tá no verso 10, a sabedoria em harmonia, este equilíbrio, né, é necessário e para isso precisa viveta, né, para isso precisa o discernimento. Como isso é sabedoria em harmonia? Olha 2:27:58 que interessante, há os que estão na direita e os que estão na esquerda. Para a sabedoria estar em harmonia, precisamos compreender e observar que existem sim, como diziam os exênios, os que estão na direita e os que estão na esquerda para havermonia. E aí ele dá exemplos. Eh, segundo o texto, Jesus falando, poderes, autoridades, principados, bem como arcontes, energias, ameaças, poderes de ira, calúnias, ou seja, seriam os poderes da direita e os poderes da esquerda, né? arcontes, ameaças, poderes da ira, calúnias, eh essas energias que desequilibram, que estão ali na luta, a luta dos filhos da luz com os filhos da das trevas e a raiz inferior da qual se originaram as coisas na Gênese. Eh, há os que estão na 2:29:00 direita e os que estão na esquerda e há a raiz inferior da qual se originaram as coisas na Gênese. Na outra tradução diz: "Existem os da mão direita e os da mão esquerda". É mais explícito ainda. E a raiz inferior de onde procede a natureza das coisas que vem a ser, né? o que vem a ser a geração. Então, tem aquilo que não é descritível, é inefável e há as coisas que vêm a ser, as coisas do sansara, as coisas que virão a se manifestar. Verso 11, página 99. Esta pois é a cruz pela qual o logos tem sido o meio de irradiar ou cruziluminar. É um neologismo que o que o Mid faz muito interessante todas as coisas. Então esta é a cruz pela qual o Logos 2:30:01 tem usado como meio de cruz iluminar todas as coisas. É como Logos se manifesta do alto para o baixo, equilibrando os da direita e os da esquerda. A imagem da cruz do alto pro baixo e da direita para a esquerda, ao mesmo tempo separando as coisas que procedem da gênese e as que estão abaixo dela das que estão acima e também compactando todas elas em uma só. Ou seja, na cruz tudo está representado, o alto, o baixo, os da direita e os da esquerda. E quem está no centro é aquele que efetivamente reconheceu o logos, o átomma conhece de fato aquilo que é. E nisso é muito semelhante aos upanichades. Mas esta, então isso tá tratando novamente da questão do discernimento, mas esta não é a cruz de madeira que tu verás quando daqui desceres, quando 2:31:02 saíres desse momento de meditação que ele está na câmara interior chamado por Jesus. Nem sou eu aquele que está sobre a cruz. Eu sou aquele que agora não vês, mas apenas ouves uma voz. Então, na condição de Cristo, na condição de união, Jesus é esse eu sou que não é visto, mas apenas ouvido a sua voz. Fui detido para ser o que não sou. Então, foi preso, foi amarrado para ser o que não sou. para muitos outros, não sendo de fato o que fui, ou seja, muitos não entendem o que de fato ele foi. Mas eh essa eh é essa cruz é aquela onde ele está, ele está crucificado, mas muitos não entendem quem de fato ele é. Ele que está no centro dessa cruz que 2:32:04 tudo une. Porém eles, se referindo aos muitos, me chamarão de qualquer coisa abjeta e digna de mim. Não é digno de chamar pelo nome do verdadeiro estado crístico, do verdadeiro Cristo Atma Logos. Da mesma forma como o local de repouso não é visto nem mencionado, muito muito mais eu, o senhor aqui se referindo à ideia de Cristo, não serei visto e nem mencionado, né? Local de repouso é uma expressão frequentemente utilizada nos textos gnósticos para referir o reino dos céus, o estado de repouso, aquele estado onde não mais há a luta entre o bem e o mal, as trevas, né? é o local de repouso no sentido do local de retorno à casa. Então, esse estado de Cristo não será visto e muito menos compreendido, né? P Sofia e os outros eh apócrifos referem com frequência essas essas ideias. 2:33:08 Página 100. Agora, a multidão que aparece em torno da cruz é a natureza inferior. Lembra que eu falei? Os muitos. E quanto aqueles que vês na cruz, se eles também não têm uma forma, é porque a estirpe inteira ou a raça dos eleitos ou cada membro dessa raça daquele que desceu ainda não foi reunida. Ou seja, a o grupo, a união dos filhos da luz ainda não foi alcançada e por isso eles ainda não são claramente percebidos na cruz. Mas quando a natureza superior, na verdade, a raça ou a estirpe que está vindo a mim, a condição Cristo, em obediência à minha voz for retomada, então tu, que agora me ouves atentamente, te transformarás nela, e ela não mais será o que é agora, mas estará acima como eu estou agora. Ou 2:34:10 seja, quando tu, João, que me ouves agora atentamente, é capaz de ouvir, tem ouvidos para ouvir e olhos para ver. Quando tu te transformares nela, nessa mesma raça, nessa mesma estirpe, nessa mesma condição, então estarás onde eu estou agora. Vinde a mim. Lembra? E para isso é necessário ser criança, ser renascido, ter sido iniciado nos mistérios maiores. 16 Pois quando, pois enquanto não te chamares meu parte desse dessa estirpe, eu não serei o que sou. Mas se me atenderes com atenção, ouvindo, tu também serás como eu sou, um Cristo. E eu serei o que sempre fui, quando tu fores como eu sou comigo. Porque disto, desta mesma força, desta mesma luz, desta mesma raça, desta mesma estirpe, tu és, todos somos logos, todos somos 2:35:12 né? Então, ouvindo essa voz do silêncio e quem tem ouvidos para ouvir, que ouça. Eh, esse sujeito, no caso João, conseguirá se elevar, né, a essa raça superior. Isso será a liberação. E terminando, página 101. Não presta atenção então aos muitos e naqueles que estão sem o mistério. Pensa pouco neles. Não presta atenção em ouvir o ensinamento deles, porque eles não têm ensinamento. Saiba que eu estou inteiramente com o Pai e o Pai está comigo. Nada, pois das coisas que eles dirão de mim eu terei sofrido. Ao contrário, a paixão que eu mostrei a ti e ao resto, dançando-a, quero que seja chamada de um mistério. O que és, tu vês, isso mostrei a ti. Mas o que sou, isto somente eu sei e ninguém mais sabe. Somente ele sabe. O que então é meu permite-me que o guarde, mas o que 2:36:15 é teu vê através de mim. através dele é possível ver isso. Eu disse que não é possível me ver como realmente sou, mas apenas, olha que bacana isso para terminar, mas apenas o que és capaz de dar-te conta por ser meu parente, por ser da mesma estirpe, por ser mais um que se faz filho da luz, mais um que está no caminho. Na outra versão, na outra tradução, diz: "Eu sou não o que eu disse, mas o que tu podes saber". E no hino de Jesus, o que no hino de Jesus diz: "O que tens a condição de saberes? Tu ouviste que eu sofri, no entanto, eu não sofri. Aquilo que eu não sofri, embora tenha sofrido. Que eu fui perfurado, no entanto eu não fui ferido. Parece o hino de Jesus. Que eu fui pendurado, no entanto eu não fui pendurado. Que o sangue jorrou de mim, 2:37:16 no entanto ele não jorrou. Em uma palavra, as coisas que dizem ao meu respeito, eu não as tive. E as coisas que eles não dizem dizem, estas eu sofri. Agora o que elas são, eu decifrarei para ti, pois sei que compreenderás. Veja, estamos no verso 21, tem 24 versos. E ele diz: "Agora eu vou decifrar para ti cada uma das coisas que de fato aconteceram e o que elas significam. Só que o restante do texto não existe. Eu não tenho acesso. 22. compreende, portanto, em mim a destruição de um logos, a perfuração de um logos, o sangue de um logos, o ferir de um logos, o pendurar ou enforcar de um logos, a paixão de um logos, o pregar a um logos ou reunir as partes de de um 2:38:16 logos, depende da tradução, a morte de um logos, ou seja, não é Jesus que tá passando por tudo isso, mas é o logos na condição de Cristo. Logos é o Cristo, é o atmo, sendo desperto no homem Jesus. E assim eu falo separando o homem, primeiro compreende o logos. Esse é o primeiro ensinamento, igual os upanichaes, compreende o atma. Então compreenderás o Senhor, a condição de Cristo, e apenas em terceiro lugar o homem e o que ele sofreu. Última página, página 102. E tendo dito estas coisas a mim, diz João, e outras que eu não sei dizer como ele mesmo o teria feito, ele foi levado de de volta ao alto, ninguém da multidão observando. Na outra versão, essa passagem diz eh que João teria dito assim que eu nem sei como eu deveria dizer isso. Ele me disse outras coisas que eu nem sei como eu deveria dizê-las. E João, quando desci, eu ri todos eles 2:39:20 quando me contaram o que haviam feito com ele. Convicto João internamente apenas desta verdade, a de que o Senhor gerou simbolicamente todas essas coisas e de acordo com o seu desígnio para a conversão e a salvação dos homens. Eh, é Jesus falando na condição de Cristo. É o Cristo sendo crucificado, unindo as forças do alto e as do baixo, as da direita e as da esquerda. É interessante que em outros textos gnósticos, Jesus também é referido com o termo técnico de Salvador, né? E Salvador é aquele que indica aos buscadores o caminho do filho do homem, que é a condição de Cristo. Então, terminando, só mais dois slides. Lembra que o Alberto falou há pouco sobre eh os versos, né, a parte em estrofes, que seria o original do Evangelho de João. Esse, essa pequena estrofe tá lá pertinho da crucificação e 2:40:21 diz: "Colocado na boca de Jesus". Para isso nasci e para isso vim ao mundo, para dar testemunho da verdade. Quem é da verdade escuta a minha voz. Ou seja, ele veio para dar o testemunho de que alcançar a condição Cristo, que ele tanto insiste com seus discípulos, é o caminho. Eu sou, é o caminho, a verdade, a vida. Não é eu, Jesus. É a condição Cristo é atma, é logos, que é o caminho, a verdade, a vida. E quem é dessa verdade, dessa vida, escuta e entende, como ele diz, quem tem ouvidos para ouvir que ouça. E no Evangelho de Filipe diz sobre esse assunto: "Os que dizem que o Senhor morreu e depois ascendeu aos céus estão enganados, pois ele ascendeu primeiro e depois morreu. Se alguém primeiro atinge a ressurreição, não morrerá. Se o morto herda de quem está vivo, não morrerá, 2:41:21 mas viverá ainda mais. Vivo no sentido de ter a verdadeira vida. Mas se não recebe primeiro a ressurreição em vida, tampouco a receberá ao morrer. Por que que eu coloco essa frase do Evangelho de Filipe aqui? Porque tudo isso vai dizer respeito exatamente a um grande ensinamento eh que Jesus traz, que é o ensinamento acerca da ressurreição. Essa crucificação visa oportunizar e conhecer gnosticamente, ou seja, vivência interior, compreensão, não apenas discurso, conhecer gnosticamente o caminho, a senda e percorrê-lo para alcançar a ressurreição, o local de repouso, a casa do Pai, eh eh o reino dos céus, o estado de Cristo. Então, para finalizar, que sejamos cruz iluminados por essa cruz de luz e assim 2:42:24 que possamos mais e melhor trazer luz a todos os seres. Que Cristo desperte em cada um de nós. Espero te ajudar. 2:42:45 Passei uns 5 ou 10 minutos, né? É, eu tinha 50 minutos. Deu. Você tá sem som, Alaia? Ah, obrigada. Eh, obrigada pela tua apresentação. Eu abri o chat agora, mas nós não vamos responder as perguntas agora. Eu vou emendar com a minha apresentação, que é a última, paraa gente encerrar o evento. Eu vou procurar ser breve, dessa vez para pegar só alguns pontos mais do final do apógrafo de João e aí vocês podem depois no final, quem puder ficar, a gente pode conversar um pouco e responder perguntas, né? Vou começar compartilhando a minha tela. 2:43:37 tá aparecendo, né? Tá. Então, pessoal, eh, eu tava ouvindo a Jane e pensando sobre como começa a Cruz de Luz aqui no no livro. É interessante porque vocês podem ler o hino de Jesus. Aí depois a cruz de luz começa dizendo: "E tendo feito a dança, tendo encerrado o hino, aí tem esse ensinamento sobre o logos e crucificado, entre aspas. E o apócrifo de João, ele tá na na mesma ambientação que esses outros dois textos. O apócfe de João, ele começa com um João extremamente perturbado, sofrendo, triste, porque ele tinha, né, eh, refletido sobre a morte do mestre, mas tinha recebido também, né, ah, o ensinamento sobre a crucificação. Então eu eu imagino que seja um conjunto de textos da mesma coleção, porque no 2:44:38 apócrifo de João, no início, eh o que aparece que João está assim perturbado e aí uma pessoa encontra ele no templo, em algum lugar na cidade e zomba dele e fala: "Ah, onde é que tá teu mestre então agora, né? Vai fazer o que agora, hein? Tá aí perdido, dá uma zombada nele." Então ele fica assim muito chateado e ele se recolhe. E aí quando ele se recolhe novamente igual no hino de Jesus, ele se recolhe ao Monte Oliveiras, né? Ele tem, ele entra num estado de ascensão, eh, de uma ascensão meditativa, né? Porque quando ele se recolhe, ele tem uma experiência que nós poderíamos chamar de mística de certa forma, né? Então, ele tem essa experiência, ele vê o céu se abrindo e quando os céus se abrem, ele vê uma grande forma de luz que se aproxima dele e é o Cristo e se apresenta como Jesus. e da instrução, que aí é é o texto corrido do apócrifo de João. Eh, o apógrafo de João é essa esse texto 2:45:39 que vocês estão vendo aí na imagem, tá? Ah, aqui, na verdade, no nos códices e gnósticos de Nagramade, foi descoberto 13 livros, 13 livros encadernados com couro, cada um contendo cerca de cinco ou seis textos. E o apógrafo de João, ele é muito interessante porque ele ele é o o texto que mais tem cópias. Então aqui a gente tem a imagem de N Ramadica, onde foi descoberto em 1945. Aqui um dos livros abertos, ó. Vocês podem ver que é um livro mesmo, não é um pergaminho de papiro enrolado, não é aquele outro estilo. E aqui são fotos dos códices, os 13 códices de Nagramad. O apócrifo de tem alguns outros textos que se repetem. Por exemplo, a gente tem duas cópias de Sofia de Jesus, o Cristo. A gente tem o evangelho de Tomé Nhamad. E em outra descoberta, o queirincos tem eh trechos do Evangelho de Tomé em grego. Tudo bem? Mas o apócrifo de João 2:46:41 é considerado um dos mais importantes textos. E aí que o Alberto colocou como Psofia e o Códice de Bruce, que tem os livros de Eô, e o apócrifo de João. Essa, esses três são parte do material mais complexo, mais profundo, mais importante. Não que os outros não tenham importância também, mas o apócrifo de João, ele tem quatro cópias diferentes que foram encontradas, né? Talvez tenha tido mais, mas a gente tem duas cópias em Nigramagem. Então tem, ele tá copiado em um desses códices, no Códice dois e em outro no Códice 4. Ele tem cópias diferentes em livros diferentes. E ele também foi encontrado no Códice de Berlim e ele é citado por Irineu lá por volta do ano 180. O Irineu eh se dedica, boa parte da sua energia em resumir parte do conteúdo apógrafo de João para rebater, né? Porque ele fica muito raivoso com esses gnósticos que estão aí circulando esses livros. Então isso deixa claro pra gente que era um texto importante para as comunidades gnósticas, que ele circulava muito, que 2:47:42 ele tinha muitas cópias e ele tá muito bem preservado, felizmente, né? Então, a gente tem as cópias longas e as curtas. E a partir dessas quatro cópias que a gente tem descobertas, eu consegui fazer uma tradução, que aí eu coloquei aqui eh em português uma leitura corrida para quem quiser sentir como é o conteúdo do livro mesmo. Então, nessa imagem aqui, que é uma foto lá do Museu Cópta do Egito, é a é a foto original, é o material que foi descoberto. E aqui em grego tá escrito o colofão. Então, o apócrifo de João termina aqui nesse parágrafo de cima. Esse é a última página. E aí tem o colofão, cataanen apócrifon, tá aqui em grego. Então, cata. Este é o livro secreto de João, apógrafo secreto, Joan, né? Yoes cata livro. E aqui na sequência a gente tem o Evangelho de Tomé, que é também outro considerado muito importante. Então, a gente vê que é um um livro que tá num numa coleção muito relevante para as descobertas gnósticas. Ele foi 2:48:43 descoberto nesse jarro, nessa região e foi muito trabalhado, né, pelos estudiosos. Eu vou eu não vou passar com vocês toda a introdução do apócrifo de João de novo, porque eh para quem gosta de de Blavatsk, da doutrina secreta, por exemplo, eu diria brincando, que o apócrifo de João é a versão gnóstica das instâncias de Dzian, porque ele é um texto completo, começo, meio e fim. Em outros apócrifos gnósticos dessas mesmas descobertas, às vezes a gente tem um texto que fala só sobre Adão e Eva, outro que fala só ensinamentos eh soltos, como no Evangelho de Tomé que tem ensinamentos ditos de Jesus. Outros focam só na parte da cosmogonia, lá no o princípio de todas as coisas. O apógrafo de João não, ele começa lá do inefável, do um eterno e indisível. Ele vai passa por toda a manifestação do cosmos, a criação dos mundos divinos, a criação do mundo manifesto da matéria, o pleromo, o 2:49:43 demiúgo, Adão e Eva. Como que o Adão e Eva recebem a luz do Cristo, como que a luz que habita em todos nós é capaz de nos libertar da prisão da carne. E aí ele termina com a salvação se dá. Então ele vai no começo meio ao fim mesmo. É um texto muito bom pra gente estudar. Então, eu gosto muito dessa parte do início da cosmologia e e às vezes eu fico muito nela. Então, como eu já apresentei ela muitas vezes, eu vou passar correndo nessa parte inicial, só para vocês sentirem o teorí focar nesse final, porque o título aqui da minha apresentação, né, é aia da luz. O que que éia da luz? Hipnoia da luz é a semente da luz presente em nós, que é capaz de fazer essa conexão com o Cristo logos e nos libertar dos grilhões deste mundo de volta pro mundo divino, né? E aqui eu uso palavras eh como subir, olhar para cima, de volta. É tudo falhos da 2:50:45 limpagem, gente. A gente tem que entender que não tem nada fora nem para cima, que é interno e é só pra gente se entender um pouquinho. Então, tentem abstrair um pouco. Eu trouxe essa imagem para mostrar que existe um uma ideia de trindade, né, no apócrifo de João. E essa imagem eu achei que representa bem, não é uma imagem do apógrafo de João, mas eu achei que ela representa bem. Então, nós temos três e esses três fazem parte de um único círculo, né? E desses três sai um raio que vai para um mundo sensível, o mundo criado, o mundo manifesto. E esse mundo ele tem camadas, né? Essas linhas aqui são os planetas. vocês vão entender daqui a pouquinho o que que é essas camadas e esses planetas, mas a gente ter essa essa imagem em mente quando a gente vai lendo ajuda. E aí eu botei aqui um cone porque como é uma novamente é uma representação falha, não se apeguem às representações, mas é como eu entendo um pouco a visão 2:51:46 dessa trindade no apógrafo de João, porque é um algo que vai do um ao múltiplo, né? ela vai se manifestando. O apócrofo de João, então ele vai falar sobre todas essas coisas, os regentes planetários, os surgimentos da humanidade, como se dá salvação. E ele apresenta três realidades, três hipóstases e também fala de um poder tríplice. Essa essa questão do tríplice poder aparece também em textos do médioplatonismo, do neoplatonismo. Naquela época que é ano 100, 100 e pouco, ano 200, 200 e pouco, quando essas comunidades gnósticas eram bem mais livres e existia toda uma troca filosófica lá em Alexandria, na escola de Plotino, em outras regiões, na Síria, na Turquia, essas ideias eram correntes da época. Os gnósticos eles não são destacados do debate filosófico de sua época, pelo contrário, eles inclusive influenciam o debate dos médiatônicos e depois 2:52:48 influenciam o Plotino, de certa forma. Mas eu não vou falar de Plotino aqui, só para vocês terem uma noção do da de onde eles estão inseridos, né? Então a gente vai encontrar essa ideia das três hipóteses ou três realidades em vários textos de outras correntes filosóficas e vai encontrar no apógrafo de João. E esse tríplice poder, ele tem termos técnicos específicos que eu acho muito legal a gente saber eles, porque ele vai falar, por exemplo, de um poder oculto, um poder manifesto e um poder de vida. Então, como é que tá lá no Evangelho de João? A vida era a luz dos homens. É, essa vida aqui é um é um substantivo que é um um termo técnico da metafísica gnóstica. Então, o apócrifo de João vai descrever essa existência tríplice de uma mesma luz. Então, por que uma mesma luz? Porque esses esse aspecto tríplice, ele está inserido no mesmo plano divino. Novamente uma palavra que me falha, não 2:53:49 diz tudo que eu queria, mas é uma luz que tem três gradações, três aspectos, três estados. A luz que está em repouso absoluto, a luz que está em estado manifesto de latência. Então, ela contém em si todas as coisas, ela está latente e a luz potente, que é o raio que sai dessa luz. E por isso eu eu botei a imagem do cone. Então, na a trilha de dopógrafo de João vai ser definido por Uno, Protenoia e Cristo ou uno, barbelô e logos, ou absoluto, inefável, mãe, pai, e luz primordial. Então, a gente vai ter vários termos dentro do próprio texto que vão ajudar a gente ou confundir a gente no entendimento. Então, eu trouxe bem resumido o que que é esses três. Então, o um, o é também chamado de mônada. A môn é uma unidade 2:54:51 sobre a qual rege. Nada é capaz de reger a mônada. Não há nada acima da mônada, nem além da mônada. é o Uno. Ele é inefável, é incognocível, é impossível de ser conhecido. A mente não consegue chegar lá porque é plena unidade. E é uma instância apofática. Apofático na linguagem da filosofia é aquilo que não pode ser delimitado. Ele ele é ilimitado, é incommensurável, é eterno, é desconhecido, é silêncio, é abismo, é escuridão, é repouso. Ele não pode ser nomeado. Ele não é um Deus. Ele é mais do que um Deus. não pode ser nomeado. Esse é o e ele é um poder oculto. Ele também é chamado de pai do todo e fonte de toda luz. Mas tudo que nós dissermos sobre isso vai falhar. O um, diz o texto, ele contempla a si 2:55:51 mesmo. Então, veja só, o poder oculto que está em repouso, ele contempla a si mesmo. É como se ele surgisse. E aí ele contempla a si mesmo na luz que o circunda, que é uma luz de água luminosa. E ao fazer isso, ele gera um pensamento, uma enoia. E esse pensamento se torna ativo. Isso é chamado a pronoia do todo. Então o um se torna o dois. Aqui não são três coisas, nem duas coisas, tá? É só uma tentativa de representação. Temos o um, temos o dois. A pronoóia do todo é o pensamento que se torna ativo desse um que estava em repouso e desperta. E quando ele se torna ativo, ela se transforma numa imagem do um. Ela é o reflexo do um. Ela é o um que é cognocível de alguma forma. 2:56:52 muito distante no meu entendimento, mas existe. Ah, os termos são muito ruins, mas a apronoia ou protenóia é chamada de o primeiro poder. Protenoia quer dizer enoia, pensamento no não pensamento do meu cérebro, não é o que eu tô aqui pensando, logo existo, né? Mas esse aspecto de pensamento divino e proto é aquilo que vem primeiro. Então protenóia é o primeiro pensamento do um, o primeiro poder. Ela é a imagem do espírito invisível e ela é mãe e pai. Por isso eu botei essa representação que eu tô usando é do neoplatonismo, não é verdade? Já tô roubando deles, mas eu botei as duas bolinhas. Ela ela é não é binária, não é isso ou aquilo. Ela contém as duas coisas. Ela não é pai e ela não é mãe. Ela é mãe e pai. E em grego está esse termo. No grego tá eh 2:57:54 metropátor, que é mãe e pai, tudo junto. Ela também é chamada de útero universal. No apógrafo de João é a glória perfeita, o poder latente. Então, o poder que era oculto, ele se torna latente. Ela contém em si todas as coisas, mas ainda em estado de unidade. Ela é o espírito virgem, ela é a totalidade, ela é a progenitora andrógena. Contém em si toda a hipnoses e toda a bem-aventurança, ainda em estado de unidade. Ela é a essência da vida eterna e verdade e também chamada de barbelô. Tem muito termo aqui, eu sei, mas é os termos que o João ou o apócrifo de João usam para descrever essa instância. Então, nela está a gnoses plena, agnosis pura. O Alberto falou que na visão dele, eu concordo, ela é o pleroma total. Ela é toda bem-aventurança, toda gnoses. Ela é a vida eterna, a verdade, 2:58:56 é a origem de todas as coisas. E aí o pai entrou em barbelô com um olhar. Lembra que a barbelô é mãe e pai. E eu gostaria que vocês guardassem esse termo aqui em pronoia. Lembrando que ela é o dois, tá? O pai entra em Barbelô com um olhar com pura luz e Barbelô com Sebe. E aí o pai produz a centelha de luz que se torna o raio, que se torna logos. E aí ele se movimenta. Ou seja, há um poder que é oculto, que se torna plenamente manifesto e que depois se move para fora como um raio. Tudo isso é a luz. Por isso que no no evangelho de João, no princípio, era o logos e o logos estava com e o logos era Téus. O raio de luz é também a fonte de 2:59:58 luz, porque pai, mãe e filho são três e a mesma coisa. E aí o logos vai ser chamado de divino auto gerado ou primeira luz. Nos e nosfos a gente tem a figura do protofanis. Proto primeira funis luz, então é o filho único do mãe e pai. Então, vendo da onde veio o mito do filho único de Deus que nasceu de uma virgem, a pronoia, a barbelô, ela é o útero universal e ela é o espírito virgem e ela dá origem ao filho único. Ele é o Cristo logos, o poder de vida. Aqui a vida que é a luz dos homens. Ele é a mente e a vontade, poder potente. Antes estava latente, agora está potente. E ele é chamado de Deus da verdade. Aques 3:01:01 então a gente tem o deus desconhecido, que é aquele um, aquele primeiro eterno inefável, é o Deus desconhecido dos gnósticos. E a gente tem o Deus da verdade, que é o Cristo, que esse é a verdade que nos liberta. E por isso que o Cristo é o Salvador. Ninguém vem ao Pai senão por mim. Ninguém vem ao senão através do logos. Então João está falando de metafísica e de filosofia. E o o Cristo é chamado a coroa das luzes. Luzes ou dos eos. E aí eu trouxe uma imagem bem neoplatônica, mas que eu acho que cabe, que é essa, esse chamariz, essa fonte, ele derrama a mesma água e a mesma água passa por todos os os graus. Então, a gente tem o eon oculto, o eon latente e o eon potente. E esse esse cone é a pronoia, é a que 3:02:04 condensa todas as coisas, porque um é oculto e o outro move-se para fora. Então a pronoia aqui é a unidade da verdade, é agnese e o pleroma absoluto. E o Cristo, ele vem da, eu botei essa linha aqui para vocês entenderem a intercessão. O Cristo vem da pronóia e ele gera o plano divino. Então todos os as luzes, os deuses, as perfeições, os eons, tá tudo nessa bolinha amarela que é o plano divino. Não está antes. Aqui é o que a gente tem de levemente tangível. E aí eu vou complicar um pouquinho. Então foquem agora na luz amarela que é o Cristo. 3:03:07 Eu não vou entrar em detalhes porque eu tô só correndo a introdução do apógrafo de João, mas o Cristo, né, ele dá origem a quatro luzes. E essas quatro luzes, isso aqui eu inventei, tá? É novamente um esquema só pra gente tentar visualizar. Temos aqui pai, mãe e filho, Uno, Pronoia e Cristo, essa mesma representação colorida aqui. E aí ele gera quatro luzes na bolinha amarela. Na amarela temos as quatro luzes. E as quatro luzes têm dois auxiliares. Vocês vão ver muito nos textos gnósticos os 12 e que é as quatro, um e dois para cada. Então, Cristo é a coroa. Opa. Cristo é a coroa dos eons quando sai desse desse cone, dessa trindade, eh, surge, 3:04:10 manifesta-se, derrama-se essas quatro luzes que geram os 12 a 11, que são degraus dos planos divinos, do mundo noético, do mundo inteligível. E essas luzes, esses eons tem qualidades e tem nomes. Aqui são os nomes das quatro luzes. Armosel, Oroiael, daveitai e Elelete. Eu pus aqui numa tabela porque a gente adora ver tabela, né? Então o Cristo tá acima de todas e ele rege sobre as quatro luzes e cada uma tem uma virtude. E depois vão falar que os gnósticos não gostam de virtude, não falam de virtude, né? O a patrí fala isso dos gnósticos, né? Estão errados. Então, as luzes, o que que elas são? A graça, a verdade, a forma, a percepção, a preciência, memória, compreensão, amor, ideia, prudência ou perfeição, paz e sabedoria. Sofia. Sofia vai ser uma personagem importante. Eu tô passando correndo 3:05:11 mesmo. Se vocês querem ver em detalhe, tem que ver lá no texto. Mas só pra gente sentir como é que é. Vejam que Sofia é a última aqui. Eu pintei ela de vermelho aqui. Ela é a última dos 12. É a sabedoria que vai gerar uma descendência. Então o que é que acontece no mito gnóstico? A gente tem esses essas três hipóstases, essas três realidades. A gente tem a geração do logos. O logos como o demiurgo, que é o bem, nesse sentido de que ele gera os planos divinos. Ele não é um demiurgo mau, tá? Ele ele é a origem de todas as coisas. E a Sofia ela gera uma quebra, uma ruptura com o que é do nosso chafariz, porque todo chafariz ele derrama e olha para cima e volta para o alto, né? A Sofia não, ela quebra porque ela tem o desejo de gerar alguma coisa. Aqui é a primeira formação da ruptura do Uno, 3:06:11 realmente se tornando múltiplo, quebrado, separado, dividido. E aí, por ter esse desejo de gerar sem a concordância do um, ela gera um filho que os gnósticos no mito vai dizer que é um filho falho, defeituoso. Ele é um filho pela metade e por isso ele é dem urgo. Deme quer dizer meio. Ele não só rege as regiões do meio que separam o mundo divino do nosso mundo sensível, como ele também é meio Deus, porque ele foi filho de uma mãe sem pai. 3:06:50 Então a Sofia vai gerar o demiorgo que vai ser chamado de Audaba ou Samael, que significa deus dos cegos. Ele é a ignorância cega. Ele é a força que desagrega o divino, que quebra com o divino, que rompe o plano divino. E por isso ele é falho, por isso ele é metade. E aí quando a Sofia vê, é um mito, tá? A gente tem que entender isso intuitivamente. Isso deu uma luz aqui mal contado. Eh, quando a Sofia percebe o que aconteceu e ela fala: "Ih, gerei um negócio que não deu certo". Ela sente vergonha. A sabedoria comete um erro no mito. E aí ela joga ele para baixo de um limite em que separa o divino do sensível. O Platão trabalha muito com essas esses dois mundos, tá? É uma ideia platônica. E ela joga ele abaixo e tenta esconder ele numa nuvem. 3:07:50 E aí a confusão está feita. Ele tem essa forma de uma serpente com cara de leão. Essas imagens dele são encontradas em medalhas antigas, cravadas em pedras, inclusive. E aí a gente vai ter essa noção de um mundo acima e um mundo abaixo. Portanto, o Deus criador do mundo e da matéria não é o divino, mas esse demiurgo, esse Deus pela metade, que a matéria cega, que a ignorância que desagrega e rompe com o divino em nós, porque foi criado por um erro. que esse demiurgo vai fazer. Ele ele ele em alguns textos ele nem é malvado, ele é só ignorante assim, ah, ele é burrinho, ele não sabe que existe nada além dele. Ele não, porque toda a processão dos seres celestes, daqueles 12, quando eles são gerados, eles olham 3:08:53 para cima e louvam o um e louvam o espírito invisível e agradecem a pronóia. Mas ele não, ele foi jogado para baixo, ele só sabe olhar para baixo, ele não sabe olhar para cima. Então ele pensa, olha, tenho poder, vou fazer alguma coisa com isso. E ele decide criar deuses para ele mesmo. Ele cria regentes, ele cria ajudantes, auxiliares, que vão ser os 12 arcontes ou os 12 regentes. E eles vão ser representados aqui nessa imagem pelos planetas, por essas camadas que vão separar o nosso mundo, que é o centro desse círculo de baixo do mundo divino. A gente precisa passar por todos eles como uma escada para conseguir se libertar, chegar no chefão, que é o demiurgo, romper com a ignorância que ele imprime em nós, porque ele é a força da ignorância. E aí a gente consegue acessar o mundo divino. Só para ilustrar, eu não vou passar por 3:09:53 todos aqui, o Demiurgo vai criar esses 12 regentes que são cópia dos 12 de cima. Então, quando vocês lerem pis Sofia, vocês vão ler sobre os 24 e são 12 acima e 12 abaixo. Abaixo de quem? Do Demiúgo. Esses 12 de baixo são cópia dos divinos. Porque mesmo ele sendo ignorante da sua origem, ele tem impresso no poder dele, na luz dele, que é um poder de criação. Ele tem algo que vem do divino, ele tem algo que veio da sua mãe, da sua filha. Então, ele é capaz de criar. Então ele cria esses seres que tm esses nomes, Atote, Armas e Abel, Adonaios. Caim Abel tá aqui, mas não é o Caim Abel de Adão e Eva. Tem relações com os planetas, ó, Júpiter, Marte, Vênus, Mercúrio, etc. Eles têm caras, esses arcontes, esses regentes, cara de ovelha, cara de ena, cara de dragão, cara de macaco. É bem engraçado o texto. Dá para ver que ele tá trabalhando com 3:10:54 forças mágicas. Eles representam um vício. Então, cada um desses degraus que a gente precisa vencer, desses portais que a gente precisa transpor numa ascensão espiritual, numa libertação, a gente precisa vencer o vício correspondente desse demiurgo e despertar a virtude correspondente. Então, eles são a força do engano, da injustiça, da raiva, do orgulho, da luxúria, da ganância e da inconstância. Mas eles, ele também recebeu um poder, um poder de verdade. O Yaldaba Baô, que é o nome desse dessa serpente com cara de leão, ele possui um poder que ele recebeu de Sofia pela metade, mas recebeu. Então ele dou esse poder paraa sua criação. E aí ele chama eles de bondade, providência, divindade, senhorio, reinado, zelo e compreensão. Não sei como tá lá no original, em grego. E eles também vão reger sobre o corpo humano. 3:11:55 É um texto mágico aqui, gente. Ele vai desde a camada mais interna até a camada mais externa, ó. ossos, tendão, carne, medula, sangue, pele e pelo. Essas são as forças criadoras da matéria, forças criadoras da humanidade e que regem sobre nós nossa psiquê e nosso corpo. Então, Yodavol criou os poderes para os regentes, mas não compartilhou com eles. Ele não deu para esses arcontes o poder da sua mãe. Ele ficou para ele. Ele só criou e jogou um poder para eles. Mas o poder que ele pega de Sofia, ele não dev, ele não deu. E aí que o grande drama gnóstico que o apócrifo de João vai mostrar é essa luta, esse embate a luz e as trevas. É um embate constante. O gnóstico, ele não é alguém que precisa se arrepender e ser salvo. Ele é alguém que precisa lutar e se libertar contra as forças das trevas. Ele tá num ato heróico contra a ignorância. 3:12:58 Então, e organiza tudo de acordo com o modelo divino e faz uma cópia. Lembra? O que está em cima como o que está embaixo. E aí ele copia tudo, copia os eons celestes, aqueles 12 divinos, e produz um molde para o cosmos. O cosmos é um reflexo do mundo superior, só que é um reflexo onde luz e trevas se mesclam. No pleeroma só há luz. Essa é a grande diferença também. E aí quando ele cria esse molde pro mundo, a Sofia, a mãe dele, que é o último eon 12º lá de cima, ela vê o que ele tá fazendo e se agita e começa a se mover de um lado para o outro. Lembram lá no Gênesis, o espírito de Deus movia-se por sobre as águas de um lado para o outro. É a Sofia aqui no apócrifo de João, quando ela vê que tudo isso tá acontecendo, ela fica agitada, ela começa a se mover, porque ela se torna consciente da sua deficiência, ela se 3:13:59 torna consciente do que tá acontecendo, que as luz, a luz está se mesclando com as trevas e aí ela se arrepende e é envolvida na escuridão da ignorância pelo esquecimento. Aqui é o princípio da queda de Sofia. A B inclusive vai comentar o mito da queda de Sofia. Envergonhada, ela não ousa retornar ao pleroma. Então ela ela perde o seu posto lá no naquela bola amarela junto com Cristo. Ela cai. Quando a mãe, que é a Sofia percebe que a vestimenta das trevas era imperfeita, ela se arrepende, derrama lágrimas. E aí tem todos os arrependimentos e os hinos de arrependimento de Sofia e P Sofia. Todo pleroma escuta a prece de seu arrependimento e aí o espírito invisível derrama sobre ela um pouco da plenitude do todo. O espírito invisível é a número dois, a pronóia, o útero, a mãe pai. 3:15:04 Seu consorte não veio diretamente a ela, mas veio através do pleroma. Ele at o Cristo atravessa o pleroma para vir até Sofia para que possa restaurar o que faltava nela. E aí ela foi levada para cima, não para o seu próprio onde ela caiu, mas foi colocada numa posição logo acima de seu filho e deveria permanecer no nono céu até ter sua ter até ser corrigida a sua deficiência. Então aqui eu gostei muito dessa imagem porque tem a humanidade, tem as camadas dos arcontes, tem aqui uma serpente, né, que é o Oroborus, mas a gente pode lembrar que o Yodaba também é uma serpente. E logo aqui em cima temos uma mulher com um alo de sabedoria que vem de um raio de luz que tá lá em cima, que é a bola amarela do Cristo. Conseguem? Vamos fazer um exercício. Eu sei que é muita coisa, mas é interessante a gente perceber que ela é colocada no nono céu. A gente vê 3:16:05 essa linguagem nas cartas de Paulo e no apocalipse de Paulo, quando ele tem uma experiência mística de ascensão pelos céus, o sétimo céu, o oitavo céu, o nono céu. Se o nono céu é o céu da sabedoria e é ela que tá logo acima do seu filho, que é a ignorância, então ela é a chave pra gente vencer a ignorância, para poder voltar pro pleroma junto com ela. A gente tem que levar ela, só que ela tá em nós. E aí o que acontece? E o Daba Baô continua ignorante, ele continua bobão. E ele se declara o único Deus. Ele é a arrogância, ele é o ego. Ele fala: "Eu sou Deus e não há nenhum Deus além de mim". E quando ele declara isso, porque ele criou seus arcontes, ele criou o mundo, ele estava se sentindo poderosão. E aí ele diz: "Eu sou Deus e eu sou um Deus ciumento." Ó aqui a a menção ao Deus do Velho Testamento, né? Quando ele diz isso, uma voz veio do exaltado céu. 3:17:08 O homem existe assim como o filho do homem. E era a voz de quem? Da pronoóia, a número dois lá na trindade lá. A mãe pai, o espírito invisível, o primeiro homem. Ela é todas essas coisas ao mesmo tempo. É aquele poder pleno de si mesmo. E aí a pronoóia revela-se a si mesmo em forma humana. Quando ela faz isso, todo o eonom, né, toda a região do arcontefe, do demiurgo, balança, as bases do abismo trem. E no fundo das águas que estão acima da matéria, ou seja, tem águas que dividem o divino do sensível, o imanifesto do manifesto. Nessas águas é iluminada e surge a imagem do homem que se revela. Pela luz, os arcontes viram a imagem refletida e a Daba Baô chama eles, fala: "Vamos, vamos, vamos, chama para copiar, vamos copiar essa criatura aqui que tá muito bonita." Por isso o homem foi 3:18:09 feito a imagem e semelhança do demiurgo, não do homem divino, que é a divina pronoóia. E aí diz o texto: "Criemos um homem de acordo com a imagem de Deus e de acordo com nossa própria imagem para que essa imagem possa se tornar uma luz para nós." E aí cada arconte, cada regente, cada autoridade contribui para uma característica física no total de sete características. Lembram lá da tabela que tem ossos, medula, pelo, cabelos, eles vão contribuindo pra formação da matéria da humanidade. E aí o texto tem muitos detalhes. Eu trouxe aqui só um resuminho curto mesmo, porque o texto tem umas 30 páginas. Mas o que acontece? Essas autoridades chamam anjos. Agora já apareceu anjos e outros poderes. A coisa vai se multiplicando. A multitude de anjos recebe dos poderes sete substâncias físicas e moldam todo o corpo com seus membros e órgãos. E cada anjo comanda uma parte do corpo. Isso é 3:19:11 é bem da daqueles textos daquela época, né? Cinco comandam os sentidos, a percepção, a imaginação e os acordos de vida e os impulsos de ação. Parece aquelas listas assim, tato, contato, vontade, compreensão. Tem as listinhas também aqui nos gnósticos. O calor, o frio, a humidade e a e a secura são a fonte dos aimones, que são os poderes que regem a matéria e o corpo. E a mãe de todos eles é a matéria. Aqui é a matéria cega. E essas forças que regem a formação do nosso corpo vão ser quatro: o prazer, o desejo, o luto e o medo. Ó, duas são de apego e duas são de aversão. E cada um desses vai representar dentro de nós todos esses vícios, né? A crueldade, a vaidade, a raiva, a dor, a inveja, a vergonha. Não vou ler todos aqui, só para vocês saberem que isso existe. Ou seja, quando vai sendo formado esses 3:20:14 poderes com a força da ignorância e da matéria cega, eles vão formando vícios em nós. Só que todos eles são como virtudes também. São virtudes e vícios. Quando a gente consegue vencer o vício e descobrir a virtude, a gente é capaz de transcender essa força. Isso fica bem claro no texto. A intuição sobre a sua realeza se dá na parte superior da alma. Ou seja, há uma parte superior em nossa alma que é capaz de vencer esses vícios. E essa parte superior habita no estado de não excitação dos sentidos. Estado de não excitação dos sentidos. Parece um texto yoga, né? Todos os anjos e daimones o poderes trabalharam juntos até que finalizaram o corpo físico, mas por muito tempo a sua criação permaneceu inerte. Essa imagem aqui é do William Blake. Ele fez várias imagens retratando o Gênesis. 3:21:17 E isso tudo acontecendo e a Sofia vendo. Então a Sofia viu que o seu filho da Baô, Demiurgo, tava fazendo tudo isso e quis retomar o seu poder. Ela perdeu o seu poder para ele quando ela o gerou. E aí ela pede ajuda. A Sofia pede ajuda para quem? Paraa mãe e pai, que é a segunda aqui da trindade gnóstica. a pronoóia, né? Então, a Sofia lá embaixo, nos limites do mundo espiritual, dividindo com o físico e psíquico, ela olha para cima e pede ajuda, porque ela vê o que está acontecendo. E aí a mãe pai, que a barbelou aqui, faz soprar, faz o baú soprar dentro da criatura. Eu lembro daquela passagem que o de Deus sopra no rosto de Adão aqui pros gnósticos é um pouquinho diferente. O 3:22:18 demiurgo, quando ele sopra dentro da criatura, ele sopra sem querer, porque ele é influenciado secretamente pelos poderes de luz que estão tentando corrigir o que ele tá fazendo, porque o que ele tá fazendo tem um caráter muito negativo ainda. E aí eles falam: "A gente precisa jogar um pouco de luz nisso". E quando ele sopra para dentro da criatura, ele coloca na criatura o poder de Sofia, aquele mesmo poder que ele não deu pros arcontes, aquele mesmo poder que ele não deu pros seus auxiliares. Então é o poder mais importante que ele não queria colocar na criação, ele é influenciado pela pronoia para soprar dentro da criatura. E quando ele faz isso, ele perde esse poder. E aí que fica muito divertido o mito gnóstico, porque aí eles se dão conta que o ser humano é superior em poder do que o próprio criador. E todo o o texto gnóstico vai trabalhar 3:23:20 com essa ideia. Então os arcontes, os regentes viram que acontece, ficam com ciúmes. Por quê? Porque eles deram seus próprios poderes para criar Adão, mas perceberam que a criatura era superior a eles em poder e inteligência. Porque Adão possuía o poder da de Sofia, possuia a sabedoria, possui o poder da pronóia. E é isso, a hipnóia da luz dentro de nós, esse poder que é capaz de fazer a gente vencer as forças desses arcondes e transcender essa ignorância que nos aprisiona. E aqui eu não vou ler essa parte, mas o que acontece é que aí eles vão percebendo o que acontece e resolvem arremessar Adão mais baixo ainda na matéria para ir aprisionando mais ainda ele, porque eles vem que não dão conta de vencer Adão. Então eles tentam aprisionar e a pronoóia percebe e envia um ajudante para Adão. E aqui é 3:24:22 a nossa epinóia da luz. Quando a pronóia, pronóia lá, o segundo mãe pai, a barbelô divina, né? Eh, ela envia para Adão, para a criatura, um poder de luz para ser uma ajudante. Só que Adão aqui, ele ainda é um corpo psíquico. O texto fala: "Os arcontes podiam dominar o sensível corpo psíquico de Adão e por isso enviou uma ajudante para ele, a luminosa epinóia, a intuição que é chamada Zoe, vida. Ou seja, aquela vida que é o poder do Cristo chega até nós através da epinóia da luz. Epinóia tem a ver com pronoóia. Então, esse poder da pronoia, que é esse primeiro pensamento divino, ele é epi, ele move-se para dentro de nós. Aqui é um prefixo, epinoia. É, é a inoia que se move para 3:25:24 dentro de nós. Ou seja, o que que é ela? é a semente de luz que precisa ser germinada dentro de nós. E ela trabalha com Adão para restaurá-lo à plenitude. Esse é o grande objetivo dos gnósticos, restaurar a nossa existência à plenitude através do despertar dessa luz dentro de nós. E é essa luz que é capaz de ensinar o caminho de ascensão. E aí os o isso é homem psíquico, lembram? Isso ainda é um homem psíquico. E aí os arcontes, vendo que a coisa tá dando mais errado ainda, resolvem aprisionar mais ainda o homem ou a humanidade. Então eles mesclam os quatro elementos e formam ã mais forjam os elementos juntos e ganham uma criam uma grande perturbação e eles formam novamente um Adão. Agora tem um novo Adão sendo formado, só que agora com os elementos materiais. E aí quando eles formam os elementos 3:26:25 materiais, eles criam uma caverna do corpo, a caverna de Platão aqui. E eles criam essa caverna com a matéria que é ignorância e escuridão. E eles prendem a alma nessa caverna como com as amarras do esquecimento. E nesse momento Adão vira um homem mortal. Ou seja, aqui é uma antropogênese em em várias etapas. E diz o texto: "Apnóia da luz". que estava nele é aquela que deveria despertar a mente dele. A centelha de luz escondida nele pela própria pronoóia que veio lá do alto pelo Cristo é aquela que deve despertar a mente dele. E aí para subjugar mais ainda o homem jogam ele no paraíso. Esse paraíso do éden gnóstico é uma armadilha. Os frutos são veneno. É feito para distrair, para enganar os sentidos e para nos aprisionar. e no meio colocam a árvore da vida. Os 3:27:26 regentes se prostram em frente à árvore do conhecimento. A árvore do conhecimento é a epinóia da luz e eles se colocam na frente dela para que Adão não consegue acessar. Há uma barreira impedindo a gente de acessar a nossa própria luz interior. A nossa intuição está embotada, esquecida, entorpecida e amarrada por essas distrações do Éden e por essa força da matéria cega, ignorante. E aí Adão eh precisa acessar ela para poder contemplar a própria plenitude. E aí entra a figura do Cristo. É Cristo que faz com que ele comece do fruto da gnoses. O Demiurrgo soube então porque a hipnóia da luz, esse raio de luz que veio do alto da pronoóia, ela é escondida dentro de Adão. Até então os arcondes não estão entendendo o que tá acontecendo. Mas aí o Demiorgo descobre que há essa 3:28:27 hipnóia da luz dentro de Adão e é ela que faz ele ser desobediente a desobediência gnóstica. Aqui eles não estão se importando com as autoridades temporais mundanas. Pouco importa para eles quem é papa, quem é rei. Eles estão buscando a luz interior, né? E essa luz que faz eles despertarem e terem verdadeira autoridade, né? A presença dela em Adão fazia com que a mente dele fosse superior ao do seu criador. E aí o Dabaô quer recuperar o poder que havia passado para Adão. Dessa forma, ele fez com que Adão dormisse um sono profundo, tornando a mente dele indolente, incapaz de compreender ou discernir. Percebe que primeiro ele cria um ser cheio de vícios, cheio de de forças agregadoras. Aí ele usa a força obscura e ignorante da matéria cega. Aí cria as amarras do esquecimento. Aí agora ele ainda não conseguiu vencer o Adão porque tem a luz dentro de Adão. Então ele cria 3:29:29 um sono profundo para deixar a nossa mente indolente, incapaz de compreender e discernir. E aí a hipnóia da Luz se esconde em Adão. Mas a o Demiurgo, da Baou, quer retirar ela de dentro dele. Ele é ganancioso. Ele perdeu seu poder quando ele foi obrigado sem querer assoprar o poder para Adão. Ele foi enganado, então ele quer roubar de volta. E ele tenta, ele tenta arrancar a luz dentro de Adão. É uma luta, é a nossa luta constante aqui. Só que ela não pode ser capturada, porque a luz nunca pode ser capturada. Então o demiúrgo só consegue arrancar um pedaço e com essa parte ele moda uma forma feminina. Nesse momento os nossos poderes se desagregam, né? Por isso eles precisam ser reunidos novamente para estarem plenos. E aí quando Adão percebe isso, 3:30:32 eh, eu não consigo ler aqui. Então, quando o Eudaball retira a hipnóia da luz e cria um um modelo feminino baseado nela, mas não consegue roubar ela, Adão a vê. Quando a luz é exteriorizada e ele a vê, ele é capaz de reconhecer. Quando ele vê a sua contraparte feminina, ele levanta o véu de sua própria mente e aí ele consegue se libertar da embriaguez das trevas e reconhecer a sua contraimagem. Ao reunir o poder que foi separado, os vivos provam a gnos perfeita. O que que é a hipnóia da luz que eu quis apresentar aqui? Ela é a intuição que desperta o pensamento do homem ao fazer ele comer da árvore do conhecimento que a pornosis, que é o Cristo dentro de nós. O homem pode despertar as profundezas do sono e reconhecer a sua 3:31:34 própria nudez e acordar da ignorância. A salvação gnóstica se dá através de uma luta de libertação da ignorância. O Cristo é a águia que aparece sobre a árvore da gnosis e ensina Adão fazendo ele comer do fruto da gnoses. E aóia da luz é a intuição que aparece para ele e desperta o seu pensamento. Ou seja, a mente é desperta por B para poder receber a luz do atma. Forçando aqui com outra interpretação. Ou o tempo correu, então eu vou finalizar, mas o fato é que a guerra continua. Quando o o Adão ele consegue ter o acesso a gnoses, baú novamente ataca e aí ele tenta atacar a Eva, que é essa imagem contra a imagem da hipnóia da luz. Só que ele só consegue atacar a parte física e psíquica dela e aí ele gera filhos com ela. Ou seja, a ignorância violenta a matéria 3:32:37 e o nosso lado psíquico, gerando enganos, gerando um falso espírito, gerando um desencaminhar. Mas Adão quando se une a à Eva espiritual, que é a vida, é capaz de gerar a descendência dos filhos da luz. Isso vai ser a a guerra gnóstica. E aí Adão ou o Yodaba vai gerar um falso espírito para contrapor o espírito da verdade. E aqui é a linguagem dos enênios. O espírito da iniquidade versus o espírito da verdade, os filhos da luz contra os filhos das trevas. O Demiurgo e seus arcontes vão tentar repetidas vezes eh invadir e violentar a humanidade para gerar filhos aqui no mito, tá? Isso é um mito. Isso tudo vai reforçar os vícios em nós, vai embotar mais as nossas mentes, vai implantar os desejos e vai ter um falso espírito que vai nos inclinar a mais ações e assim a humanidade vai ficando 3:33:40 cega e presa. E aia da luz é aquela luz dentro de nós que precisa despertar a intuição da mente de Adão para que ele coma do fruto do conhecimento da verdade, que é essa que liberta. O demiú faz os seres humanos beberem da água do esquecimento para que eles não saibam a sua origem. É o mesmo esquecimento de que Platão fala. E aí, nesse momento, a luz, essa semente de luz em nós, a hipnóia da luz, ela permanece ajudando Adão para que ela possa elevá-lo e curá-lo da deficiência e restaurar o pleroma santidade e perfeição. E aí Jesus vai falar no fim do texto sobre aqueles que ouviram a voz da epinóia da luz. Os inabaláveis, diz Jesus para João, receberam o espírito da vida que lhes dá poder e lhes leva a salvação. Eles se 3:34:40 tornarão perfeitos e dignos de grandeza, serão purificados de todo mal e de todas as angústias da iniquidade. Pois eles não anseiam por nada além do incorruptível e ocupam suas mentes com isso continuamente desde esse momento, sem ira, ciúmes, inveja, desejo ou ganância por nada. Nada afeta os inabaláveis além do fato de estarem em um corpo. E eles vestem esse corpo enquanto aguardam ansiosos o momento em que serão encontrados por aqueles que lhes receberão. E assim é assim que vivem aqueles que são dignos da incorruptibilidade, os perfeitos, aqueles que são dignos da vida eterna e os que ouviram o chamado da hipnóia da luz. Eles suportam pacientemente todas as coisas, pois buscam aperfeiçoar-se no bem e herdar a vida eterna. E ao longo do tempo, o Eldabaú e os arcontos continuam a atacar a humanidade 3:35:40 e eles trazem presentes paraa humanidade, diz o apócrifo de João. Eles trazem ouro, prata, riquezas. Eles enganam as pessoas de modo que as pessoas se tornem velhas sem ter tido alegria verdadeira e morrem sem ter encontrado o Deus da verdade. O Deus da verdade é o logos Cristo. Pois elas fecharam seus corações e endureceram a si mesmos através do falso espírito, que é o espírito da falsidade, os filhos das trevas. E assim a humanidade se torna escrava dos arpontes. A epinóia da luz é a intuição em nós que desperta para a necessidade de comer do fruto da gnoses e a lembrança da pronoia. Todas essas coisas foram ensinadas a João como um segredo. Então, a mensagem é pra gente dar espaço para ouvir a voz dessa hipnóia da luz que nos incita a buscar a árvore do conhecimento para que a gente possa provar do fruto da gnoses e despertar a luz do Cristo dentro de nós e se 3:36:42 libertar do esquecimento e das amarras dos arcontes, da ignorância que nos prende e nos faz sofrer, vivendo vida sem sentido. Porque a verdadeira vida é a vida eterna, é a vida do Deus da verdade, é a vida do pleroma. Pois lá nós nós podemos nos tornar vivos. Aqui nós somos como mortos. E esse é o ensinamento gnóstico. Obrigada. E terminamos.