0:01 Hoje eu resolvi aproveitar esse assunto que tá em VOG. Eu não costumo fazer isso aqui no canal Apócrifa, né? Vocês que me acompanham há bastante tempo sabem. Eh, eu não costumo surfar muito aí nas tretas do mundo. Podia até aproveitar mais se eu fosse caçar cliques, mas não costumo fazer isso. Mas dessa vez eu resolvi eh porque é um um tema que interessa todo mundo que tá inscrito aqui no canal, né? e resolvi fazer uma live justamente sobre esse assunto que tá sendo debatido aí eh por vários canais, vários vídeos curtos, eh bons inclusive explicando eh essa decisão aí do Papa Leão 14, né, sobre a mareologia, mãe de Deus, como é que é tudo isso, ô cria, Barbel é um mistério para todos nós. José, eh, o eu vou responder à medida 1:02 que eu vou lendo vocês, mas a gente também vai conversar um pouco sobre a temática. Eh, quem quiser se inscrever aqui como membro no canal, eh, eu recomendo fazer pelo computador. Às vezes, dependendo do modelo do celular, não aparece o botão seja membro. Embaixo dos vídeos sempre tem um botãozinho se inscrever, etc. E tem o botão seja membro. E ali é só seguir o protocolo do próprio YouTube. Eu não tenho controle sobre isso, né? Se vai ser por PayPal, por cartão, essas coisas. Eu não tenho como eh controlar isso. Quem manda na plataforma é o YouTube, infelizmente. Então, às vezes tentando com outro programa ou pelo computador costuma dar certo. Eu realmente não sei qual é a questão, mas vamos falar da da Maria e da Mariologia. Me distraí aqui, mas fique bom que tem gente interessada aí se tornar membro e se juntar a nós, né? Vocês são sempre muito bem-vindos para acompanhar os vídeos e os estudos que a gente faz ao vivo pelo Zoom nas terças-feiras. Mas enfim, que que aconteceu, né? Nem 2:02 nem peguei muito a data, mas foi essa semana, foi uns dias atrás, semana passada, né? O Papa Leão X, eh, ele não não foi, na verdade, não foi uma decisão dele, né? Muita gente tá tratando isso como se fosse, nossa, de repente aconteceu uma coisa assim do nada, né? Na verdade, esse esse assunto da da mariologia, se ela é corredentora, se a Maria é medianeira, né, que são questões da igreja que, na verdade, não interessa muito aqui para pra gente que estuda os gnósticos, os apócrifos, né? não é exatamente o nosso assunto, mas passa pelos nossos assuntos. E eu acredito que os apócrifos vão explicar muito melhor eh o o como a origem de toda essa confusão aí que virou essas questões eh dos dogmas de Maria dentro da igreja, né? Então é, na verdade foi uma nota doutrinal que o Papa Leão 14 soltou. Então, uma anotação que, pelo 3:04 que eu entendo, ele tá tentando eh delimitar melhor o uso das palavras para deixar mais claro a doutrina católica, o que que é e o que que não é. Eh, não é uma grande mudança na doutrina católica, né? Eh, na verdade sempre houve esse tipo de leitura e esse tipo de debate. Se a Maria é uma intercessora eh para para Jesus, é uma intercessora entre nós e Deus. Eh, se então ela faz a mediação, né, por isso que medianeira e também a questão se ela é corredentora, né, se ela redime a humanidade junto com Cristo, né? E mas isso aí quando entra em assuntos na igreja vira uma questão de dogma de fé, né? E não é o o meu objetivo aqui, não é o meu enfoque aqui tratar dessa forma do assunto. Eh, eu sei que o mundo aí protestante católico tá empolvorosa com isso. Tem protestante comemorando, dizendo: "Viu, a gente tava certo em não culto Maria. Tem católico chateado porque tem muita 4:06 devoção. A figura de Maria, né? segue muito um culto mariano e tão chateados com o papo. Eu acho que não precisa tanto, não é para comemorar, não é não é disputa, não é não é disputa entre protestantes e católicos. Aí eu aqui não represento nenhum dos dois, né? Somos aqui hereges, gnósticos, estudiosos dos apócrifos, né? Eh, estudiosos a partir de uma leitura filosófica e das tradições de mistérios. Aqui a pegada é outra. Eh, mas a gente tem que entender um pouco o que que tá acontecendo, mas não para ficar aí a par dos grandes debates dos polêmicas protestantes e católicas, que isso, na verdade, não me interessa muito. Eu nem tenho hã um uma inserção nesse debate teológico do dos dogmas da igreja e tal, não me interessa muito. Mas eu acredito que é uma ótima oportunidade para nós aqui no canal Apógrafa entendermos e como essa figura da feminina da 5:10 divindade e como a os textos gnósticos vão falar dessa figura feminina e como tudo isso respaldou a introdução do culto mariano, como isso se tornou base paraa criação do dogma de fé. em Maria e o que se fala sobre Maria, se ela é virgem, imaculada, se ela é medianeira, se ela é intercessora, se ela roga por nós pecadores, né? aquela coisa toda. E na verdade a gente vai começar a perceber a partir da leitura dos apócrifos e dos estudos gnósticos que havia uma leitura sobre o feminino, sobre o divino feminino na nas comunidades cristãs gnósticas da antiguidade, antes de surgir a mariologia, antes dos de papa fulano, papa seclano declarar que a Maria é isso ou é aquilo, né? a mãe de Deus, etc. Eh, já tinha 6:11 essa questão do feminino divino nos textos apócrifos. E é grande em parte esse culto mariano surge como uma forma de sincretismo que da mesma que acaba tanto por agradar essas outras comunidades que já tinham um estudo, uma prática, uma devoção a uma figura feminina da divindade, grupos cristãos, grupos quinósticos cristãos e outros, porque as comunidades eram variadas. Então, quando se estabelece esse tipo de dogma mariano, né, na igreja hegemônica, predominante, né, eh, ele eles de certa forma acabam por tentar amaciar esses outros grupos que tinham uma figura feminina e tentar trazer eles para dentro da igreja de alguma forma, né, aos poucos. Mas também há um sincretismo que gera um apagamento das divindades femininas do chamado 7:12 paganismo ou helenismo, né? Os cultos às deusas, seja Atena, seja Diana, seja Ecat, né? existiam outras formas de cultos a divindades femininas naquela região, no mundo antigo. E aí quando a igreja coloca um culto mariano, ela tá satisfazendo a necessidade desses fiéis ao mesmo tempo que tá tentando, né, passar ali o rolinho compressor nas outras religiões para dar aquele apagamento básico que a igreja, né, fez muitas vezes. tava até conversando lá no no WhatsApp com o grupo de membros hoje e a Denise comentou, né, como, por exemplo, lá no mundo Celta, né, a deusa Brígida foi eh ofuscada pela figura de uma santa cristã celta chamada também brígida, que vai eh incorporar ou vai expressar as mesmas qualidades da deusa brígida. Então ela tem relação com cura, com arte, vai ser cultuada nos mesmos 8:13 ambientes da deusa brígida, na verdade a brígida, a cristã, que era seguidora de São Patrício, quando a gente vai estudar a cristandade celta, a gente até vê que não era ruim, porque eles até não eram de fato ligados à igreja. Isso é, eu sempre falo que são capítulos para outra outros momentos que nunca chegam, né, porque é tanta coisa. Mas ela era uma uma cristã muito interessante lá da Irlanda do século V, acho que é 5, 400 e tanto, junto com Patrick. Mas enfim, é um exemplo de como as figuras das deusas são acabam sendo sobrepostas pelas figuras da igreja, né? Então a gente também tem, é, lembrando do Celdas agora, a gente também tem a deusa mãe, né, a Carido ou Seriduen, que é uma deusa tríplice, né, assim como a ECAT tem três rostos também é também é trípla de alguma forma, depende dos estudos que se fazem sobre ECAT, mas a deusa Celta seridem, ela é tríplice. e a 9:14 deusa gnóstica, que não é exatamente um politeísmo, mas é uma leitura sobre as manifestações divinas, né? A Sofia gnóstica, famosa Sofia, ela também é elas em algumas linhas gnósticas, ela também é tríplice, né? Ela é ela é mãe, ela é esposa e ela é filha. Ela é a geradora, ela é a corredentora e ela é a alma do mundo que cai e que e que se redime, né? Então ela ela apresenta os três aspectos também. A Sofia pros grupos gnósticos fitas, por exemplo, ela é retratada como essas três formas de Sofia, né? Então a gente começa a perceber, caramba, tinha muita coisa eh sendo lida no mundo antigo dentro desse aspecto feminino da divindade que que na no protestantismo foi completamente apagado, né? E a igreja mantém dentro de uma visão de um culto mariano. Aqui 10:14 nesse momento, eu não estou falando sobre Maria, a mãe de Jesus. Vejam que eu estou me referindo a deusas, a coisas transcendentais, a poderes espirituais, né? Não estou falando da mãe de Jesus. Aqui no canal, eu depois deixo aqui o link para vocês, tem uma live que eu fiz logo depois que eu assisti aquele filme da Netflix sobre Maria, né? Eu fiz uma live aí de 2 horas, né? Tempos da Laia. explicando tudo, toda a visão que a gente pode ter, na minha opinião, sobre Maria a partir do próprio evangelho de Thago, que é um texto que ficou fora do cân. Alguns chamam de apócrifo, eu prefiro não usar o termo apógrafo aqui nesse para esse texto. Então, o próprio Evangelho de Tiago, que vai falar que Maria, por exemplo, era eh uma menina muito pura, que ela falava com anjos desde criança, que ela foi consagrada ao templo, né? Tem tem toda uma questão de pureza de Maria aí também. E e também falo do Talmude, como Talmude lê a 11:14 Maria. Mas aí estamos falando de Maria Carniosso, a Maria mãe de Jesus, o o Jesus histórico Nazareno, galileu que falava aramaico, que andou e ensinou e morreu, né? Não estamos falando do aspecto espiritual, não estamos falando da mãe divina ou do Cristo cósmico, que são outras leituras que os gnósticos fazem. Então, pra gente entender como como esses essas várias leituras dos grupos gnósticos, essas várias leituras sobre as deusas ou o aspecto feminino da divindade, inclusive podemos partir do do Velho Testamento para isso, falar de da chequiná ou axerá, tem a esposa de Deus, tem outras coisas, né, que que podem ser debatidas. Eu não vou entrar nisso agora, mas como tudo isso vai sendo inserido dentro da discussão do dogma de fé da Igreja Católica Romana para criar um culto a Maria e atribuir a Maria, a 12:15 pobre Maria, né, que que é, eu tenho muito respeito por Maria, mas colocaram tudo nas costas dela. Toda essa pluralidade de aspectos de divindade feminina foi jogado pro culto mariano, porque aí resolve o problema, né? Eu não sei se foi muito consciente ou inconsciente, mas a gente vê que tem toda uma política envolvida nessas decisões. Inclusive agora quando o Papa Leão X, né, solta essa nota doutrinal de que não podemos mais chamar Maria de medianeira ou corredentora, né? Eu nunca chamei assim porque eu não participo da igreja, então para mim não isso não me é familiar. Mas ele deixou muitos devotos de Maria chateados, pelo que eu vi e muitos protestantes felizes que tiraram Maria da história, né? Como se fosse uma questão de excluir Maria ou enfim, mas a gente percebe que é uma questão política também essa nota do Papa Leon X, né? É tem uma questão política aí de administração da igreja e a gente vê que 13:16 não é que há discordâncias dentro da própria igreja, né? Esses debates são complicados. Bom, deixa eu tomar uma água e dar uma lidinha aqui em vocês. Eu me empolguei falando. Então, hoje a gente vai falar eh eu não vou, eu não trouxe trechos de textos, mas eu vou montar com vocês ao vivo aqui uma tabelinha para mostrar como esses atributos, esses qualificativos dado a Maria como mãe de Deus, por exemplo, se inserem nos textos apócrifos e gnósticos. E como a gente tem uma versão que vem antes dessas leituras e a gente pode ter uma leitura gnóstico-filosófica disso que aí explica para mim explica pelo menos muito esse papo de imaculada, de virgem, de corredentora ou de mediadora, né? Então, é o que a gente vai fazer hoje. Eu vou mostrar trechos para vocês, vou comentar trechos com vocês e a gente vai botar juntos na tabela para vocês terem uma noção de algo que é muito 14:18 importante. Eu tô falando e não bebo água, né? Pera aí. A garganta meio ruim hoje. Então, por quê? Porque é muito importante pra gente entender os gnósticos, pra gente entender a tradição mistérica, filosófica, cristã, gnóstica, entender o que que é essa figura feminina e como na verdade ela não é uma coisa só, ela tem ela é multifacetada, né, como as figuras femininas que eu mencionei aqui, né, é multifacetada e há diversas formas de abordagem, mas algumas coisas a gente vê em comum nos textos e entender isso, nossa, para mim faz muito mais sentido entender os ensinamentos de Jesus e o cristianismo a partir disso, né? Por exemplo, até o que depois lá no século virou dogma da Santíssima Trindade, né, em Niceia, por combate ao arianismo, a gente começar a ver a trindade, porque 15:19 a trindade pra igreja ficou pai, filho e espírito santo, né? E Espírito Santo é meio neutro, mas pai e filho é masculino. Então a gente tem como se fossem eh um macho tríplice. E pros textos gnósticos é pai, mãe e filho, né? A a a família da trindade para os gnósticos é muito mais coerente com a nossa vida real. É pai, mãe e filho. Não é pai, filho e espírito santo aí que, sei lá, é o masculino que gerou o filho e Maria, enfim. Então nós tem muita coisa para para falar sobre isso, né? Então quem quiser saber sobre Maria, mãe de Jesus, eu recomendo a outra live aqui. Eu não vou falar de Maria. Eh, respeito muito quem vem, quem está aqui conosco, quem tá aqui participando, né? Que tem devoção a Maria, Nossa Senhora da Aparecida, a Sagrado Coração de Maria. Nossa, eu sou ruim com os, né? Mas a, enfim, Maria tem toda uma devoção em torno dela. Eu 16:19 acho que ela tem todo o nosso respeito, nossa consideração como mãe de Jesus e como uma discípula de Jesus, né? Mas não vou falar dela, eu vou entrar na parte dos gnósticos que que não não diz respeito à nossa vida material, que é algo que antecede qualquer ser humano, não é sobre pessoas de carne osso, é sobre essas forças cósmicas, eh esses poderes celestiais que que transformam e que geram a toda emanam divino e dão origem ao nosso mundo, ao nosso cosmo sensível. Então são coisas que tão no macrocosmos. O que acima como abaixo vamos falar um pouco do acima, tá? Então é um pouco isso que eu vou comentar com vocês hoje. Deixa eu só dar uma olhadinha aqui para quem chegou. Hum. Boa noite, Constantine, Sofia, Liliandro. Vamos falar de barbelô que o Eric 17:21 comentou aqui. Sim, a ECAT também é citada no P Sofia. Bom, essa história para quem tá chegando assim, que que papa é esse da igreja? Que que aconteceu? O que que a igreja fez? O que que o Papa fez, né? Então, eh, tem todo um culto a Maria e se diz que ela é corredentora e medianeira, né? Que ela faz a mediação das graças, ela intercede por nós. Então, quando você tem um problema, você em vez de pedir para Deus ou para Jesus, você pede para Maria. É assim que o pessoal leva. Não tô dizendo que eu concordo com isso, tá? Não tem que ficar pedindo nada para ninguém, você tem que fazer a sua parte. Mas também tem essa ideia de que ela não pode ser corredentora, porque basicamente resumindo, só Jesus salva, né? Isso que que se diz, né? O único salvador, o único redentor pode ser só pode ser Jesus, porque ele que fez o sacrifício. Ela participa disso porque ela fornece a matéria-pra pro sacrifício 18:23 do cordeiro de Deus. Então assim, ela gerou o Jesus de carne osso, porque aí dentro do dogma católico entende-se Maria ou Jesus como Deus, Deus encarnado. Jesus é Deus, ele não é filho de Deus, ele é Deus. Ele é Deus vivo, né? Então, e aí ele se sacrificou, mas aí Deus sacrificou o seu único filho, que na verdade ele sacrifica a si mesmo. As lógicas aqui não, para mim não batem, prefiro os textos gnósticos, mas tem toda essa confusão. E aí a Maria seria aquela que intercede por nós, que faz a mediação entre nós e Deus. E ela não poderia, então, segundo o Papa Leão 14, ser a corredentora, porque aquele que dá redenção é um só, é o Cristo, é Jesus, é Deus, é o cordeiro sacrificial, só ele pode. Então, ela não pode ser equiparada ao Salvador, no máximo ser alguém que a gente respeita porque ela deu nascimento, deu a chance do Salvador vir ao mundo. E eu acho que acho, sou muito 19:24 grata a ela por isso, inclusive. E aí, resumidamente, é isso, né? Se eu cometer algum erro doutrinal da da teologia católica ou protestante, vocês ficam à vontade para comentar aqui, que eu não tenho menor apego a entender tudo sobre as teologias das igrejas vigentes, porque eu acho uma confusão. Eles acham os grógicos confusos, eu acho o outro confuso, né? Mas se entende então que Jesus é o Deus feito homem e que a Maria não pode eh ser lida como alguém que faz a mediação, porque isso seria equipar ela ao próprio Salvador, seria dar o mesmo mesma importância a ela, né? E aí tem esse dogma de que só Jesus salva, né? O resto da humanidade está condenada, só se você aceitar Jesus. Não, não penso isso, né? Mas é o que colocam. E então a Maria teria que ser subalterna, Jesus. Ela não poderia estar em corredenção. Ela não está lado a lado, ela é subalterna. 20:26 Então, na verdade todo esse esse essa nota doutrinal do Papa Leão X faz parte que eu entendo como a instituição tá tentando trazer maior clareza sobre as articulações teológicas, sobre a Maria, né? estão usando, escolhendo melhor as palavras, tem todo o direito de fazer isso. E aí propuseram então que em vez de ser medianeira e corredentora, eh chamasse a Maria de eh Mater Fideles, né, a mãe dos fiéis, né, a partir daquela leitura do Evangelho de João, que quando Jesus tá morrendo, ele olha para João e fala: "Eis a sua mãe, olha pra mãe dele". E aí ela é a mãe dos fés. Eu acho que é nada a ver chamar ela de mãe de todos os fiéis e é forçar uma leitura aí de um uma literatura da narrativa da paixão com isso, mas bom, tá no direito. Mas se diz dentro da tradição que a graça entra no mundo através de da 21:27 mediação de Maria e isso faz sentido dentro da leitura gnóstica, mas não de Maria, do aspecto feminino da divindade, inclusive, né? Nessa nessa divinização de Maria, colocar Maria assim no mesmo patamar de seu filho e e o o surgimento desse culto mariano, teve um grupo de herees, que são os nestorianos lá no século que vai chamar Mari eh, vai chamar a o aspecto feminino de cristotocos, né, a mãe do Cristo. Isso vai dar uma discussão dentro da igreja que não é a mãe do Cristo, é a mãe de Deus, né? Então eles ficam nessa discussão, mas a gente vê, por exemplo, um grupo aí herético chamado herético pela igreja, né? Que são os nestorianos, que depois vai dar lá nos cátaros, eh, que vão dizer que é a mãe do Cristo. E eu concordo, os textos gnósticos vão dizer que essa mãe é a mãe do Cristo, não a 22:27 Maria. E aí, bom, temos todas aquelas questões. Eu não vou entrar na pessoa divina de Jesus aqui, mas faz parte a gente entender isso para entender onde se insere isso, eh, da Maria, mãe de Deus, Jesus como pessoa divina, né? E tem toda uma questão de então de colocar Maria como a que dá nascimento a Deus. E aí ela tem que ser virgem, porque, enfim, eh, ela não pode ter o, eh, não pode ser pecadora, ela tem que ser, tem que ser santa, tem que ser pura, tem que ser virgem, porque só uma não pecadora, ou seja, que não fez sexo, condene-se todas as mães da humanidade que não sejam ela, né? Eh, só ela poderia dar um nascimento virginal a Deus. E e aí tem todo o dogma em torno disso. Então a gente fica pensando, pô, mas é uma realidade física, né? É um dogma físico, virou paraa igreja, mas era assim na origem do cristianismo, era 23:29 essa leitura que se fazia nas outras comunidades cristãs, né? São coisas pra gente pensar, né? Essa coisa da dignidade da virgindade, né? Eh, comentando aqui que eu estou falando com pessoas que frequentaram a igreja, que frequentaram grupos, não sei, espíritas, grupos de pastores, né, cultos evangélicos e todo mundo tem visões muito diferentes sobre teologia e cristianismo, mas existem as visões oficiais, existem as heréticas, as gnósticas. Eu tô dando uma um ponto de vista aqui e eu não quero ofender a fé de ninguém, né? Então fiquem tranquilos e se quiserem discordar fiquem à vontade. Resumindo toda a conversa sobre o que se fala agora ultimamente sobre isso, né? Ã, é que o o papa, né, pensa que nós não podemos dizer que Maria ajudou Jesus a 24:32 salvar o mundo, né? Ela ajudou a dar nascimento a ele só, né? E aí Maria aparece muitas vezes como a mãe espiritual dos crentes, a aquela que faz traz o socorro, né? Até a E só que Jesus não dependeria de uma corredentora, né? Do seu lado. Ele Jesus no sentido de que só Jesus basta, não precisa ter contar Maria. Você pode contou a Maria, mas ok, mas enfim, aquela coisa que fica dentro da igreja fica muito masculina, né? Deus masculino, Espírito Santo é masculino, o filho é masculino e e acaba-se com o feminino dentro da igreja. Basicamente a Maria ainda dava aquele respiro desse sincretismo que traz em torno da figura dela, né? É que o Dorin comentou, né, que pode ser um movimento que tenta trazer o catolicismo mais próximo do protestantismo por conta de perda dos fiéis. Eu não sei. Eh, às vezes eu eu 25:33 não chego a acompanhar, mas eu sei que tem uns uns grupos de Facebook, uns canais que ficam vivendo de treta, né? Eh, tem a treta dos ateus e dos cristãos e mas também tem a treta dos católicos versus protestantes. E eles adoram, né, ficar, né, vivendo disso. Então, tem muita coisa assim de perder fiéis mesmo. Aí a pessoa conta como se converteu ao protestantismo e abandonou o catolicismo ou vice-versa, né? Mas eu não acho que essa decisão do Papa Leão foi por causa disso, porque já é um debate antigo, né? A gente já vê o próprio Hatzinger Bento 16 falando dessas questões da da mariologia e explicando. Eu acho que é só um uma busca de maior clareza doutrinal da igreja, né? Não que eu concorde com a forma que a doutrina se desenvolve ali, né? Mas também problema deles, problema da da igreja, não não faço parte dela, não tem nada a ver com isso, né? Tô só aqui conversando com vocês. 26:37 Mas eu gosto muito dessa leitura que a Ângela trouxe aqui, né, que ela comentou, né? Quando se vai ao Vaticano e se observa as pinturas da Pietá de Michelângelo, eh, parece uma leitura de que não é que a Maria seja igual, ela é o fundamento do Cristo. E é exatamente isso que a gente vai tratar hoje, né? O aspecto feminino como fundamento do Cristo. Mas aí não seria Maria. Maria é o fundamento de Jesus, mas a mãe divina é o fundamento do Cristo. Porque é uma coisa que eu vou tentar explicar desde até eu morrer, né, que para os cristãos antigos, boa parte das comunidades cristãs antigas gnósticas, a gente não pode confundir Cristo com Jesus e mãe divina com Maria. Essa mistura, esse sincretismo foi uma confusão posterior. Tanto que as comunidades, as primeiras comunidades cristãs 27:37 gnósticas ou herégicas, heréticas, na verdade a gente chama de herege, mas é a partir do ponto de vista dos ortodoxos, né? Eles próprios não são hereges. Eles eram cristãos como todos os outros cristãos, com visões e textos diferentes, cada um entre si, né? Mas os alguns dos primeiros grupos cristãos, como por exemplo os nazarenos, os hebionitas ligados a Pedro e a Thago, os seguidores de Serinto, os carpocracianos lá em Alexandria no início do século I, eh os seguidores da Marcelina em Roma, ah, os seguidores de Menander, de Simão Mago, né, vá os ofitas, né, vários grupos cristãos e gnósticos, eles têm uma coisa em comum nos dois primeiros séculos, antes desses concílios e definições de dogma mariano, eles acreditam que Jesus tem pai e mãe físicos. Nenhum equipara Jesus a Deus. Eles dizem que Jesus é alguém que se divinizou, ele se torna um Cristo. 28:40 Isso é muito claro nos textos quando vocês começam a estudar o gnosticismo, que os textos não estão falando, quando eles falam de Cristo, eles não estão falando de Jesus, o homem físico. E às vezes eles vão usar Cristo como um título atribuído a Jesus. Mas não que ele é o único Deus encarnado e ele é o único, ele a pessoa Jesus é o o único, a única divindade. Tanto que isso é comum no mundo greco-romano eh ter essa visão de que há homens que são divinos, né? Se fala isso sobre Platão, se fala isso sobre Pitágoras, se diz isso sobre Apoland Tiano, Tiana, são chamados os homens divinos, aqueles que se aproximam dos deuses, né? Mas a gente pode também buscar, até mesmo em tradições orientais, as figuras dos grandes sábios, dos rxis, dos iluminados, que são aqueles que se aproximam de sua natureza divina e passam a ser uma expressão do divino no mundo. Então, Jesus para esses primeiros grupos 29:41 gnósticos, ele é lido como um um mestre, um hierofante de mistérios, um iniciador, um homem muito sábio, alguém que expressa a divindade, que é como se fosse um porta voz de Deus, mas não é o Deus encarnado, como depois o dogma foi definido. É só a gente começar a estudar as primeiras comunidades cristãs, que isso fica bem claro. E o mesmo vale para Maria, né? Maria não é a mãe de Deus. Maria é a mãe de Jesus. É uma mulher que nasceu e morreu, né? E e que ela não precisa ser uma Virgem Imaculada para ser considerada santa ou ser respeitada ou ser glorificada, né? Porque não há nada de errado no nosso corpo físico e na reprodução humana, porque foi inclusive criado por Deus, né? Mas enfim, quando a gente lê os textos gnósticos, a gente começa a perceber que essa cosmologia, esse estudo, essa do da gênesis do cosmos na 30:42 visão gnóstica, que entra muito na filosofia grega, tem um uma mistura de ideias, de conceitos, a gente tá falando de coisas muito transcendentais. A gente não tá falando de dois seres humanos que estão regidos pelo tempo e pelo espaço, né? Então, é essencial pra gente entender a a tradição cristã gnóstica, a gente conseguir na nossa mente separar os conceitos de Cristo e de Jesus e Maria e mãe divina. São coisas distintas, eles podem se correlacionar, mas não são sinônimos. Assim como lá no budismo, para quem gosta, eu gosto de dar esse exemplo porque eu acho muito claro, eh, se fala em Buda, mas o Buda tem o nome histórico Sidartagalutama, da tribo dos Sáquias, da tribo não, da do clã do Sáquias. Então, Sidarta Galutama, que nasceu lá no no século VI AC da do clã do Squas, filho de um rei que andou pelas florestas e um dia se tornou um 31:43 iluminado, ele se torna um Buda. Existem outros budas na tradição budista. Existe o Budamida, existe o Amitaba, né? Na verdade é dito que Sidarta é o o quarto ou o quinto Buda. Acho que é o quarto. Então tinha três antes. Então assim, não tô dizendo que é a mesma coisa, não tô falando de cristianismo, não de budismo, mas são títulos. Sidarta ou iluminado, Sidarta o Buda, Cristo, Jesus, o Cristo, aquele que é o Messias, aquele que é ungido, aquele que acessou os mistérios maiores e se torna uma um canal, um veículo para expressão de Deus no mundo, porque ele iluminou-se, né? Então, a leitura das primeiras comunidades gnósticas do século 1, do século 2, do século I se aproxima muito mais disso, a meu ver. do que o que ficou depois com o dogma lá do quto século de que Jesus é Deus, o verbo que 32:44 se fez carne e só ele salva e ele se sacrificou para nos salvar, né? Como se o mundo tivesse uma maravilha, né? Não rendeu a nada, né? Nós continuamos sofrendo igual ou pior, inclusive ali na região que ele nasceu tá uma desgraça. Então, complicou-se, né? Então, é essencial a gente entender essa diferença para entender sobre Maria também. Mas vamos lá. Vou olhar vocês e vou dar sequência aqui no meu plano. Ah, sobre as aparições de Fátima, aparições marianas, os milagres. Eu não vou entrar nisso porque volta e me perguntam minha opinião. Eu acho que minha opinião é irrelevante sobre isso, né? Eh, pode ter sim aparições de Maria, pode não ter. Existem relatos de aparições em diversas outras religiões, de figuras de santidade, de milagres. Não é não é só no cristianismo que isso acontece, né, no catolicismo. Então assim, não vamos nos perder nessa 33:45 parafená, nessa nesse sensacionalismo de fenômenos. Eu não vou entrar nisso agora, mas pode ser que tenha assim de fato alguma expressão angélica divina aí em alguns casos, algumas coisas bonitas acontecem, né? E pode ser através da expressão do culto à Maria, né? Tudo bem. 34:11 E sim, a gente não pode confundir eh cristianismo ou os ensinamentos do Cristo com catolicismo. São coisas que surgem bem depois, né? O catolicismo se organiza como credo, credo, Niceno, os dogmas, todos os concílios, não só Niceia, Éfaso, Constantinopla, né? bem depois que vai se definindo. Então isso que aconteceu agora com o Papa Leão X é mais uma dessas tentativas de definição do qual é o credo da Igreja Católica, que para mim como cristã gnóstica não me interessa, né? Bom, boa noite para quem tá chegando. Sejam bem-vindos. Vamos para continuação. Continuação. Vou tentar e aí eu não pretendo esgotar o assunto, não. Não tem como explorar isso, né, para de forma muito profunda, mas para pelo menos ajudar vocês nesse entendimento do que 35:11 pode ter dado origem ao culto mariano e se transformado nesses dogmas que a gente ficou conhecendo como atribuídos à Maria, né? Apenas uma observação, o culto a Maria ele é tardio, tá? Ele não começa ali nas nos dois primeiros séculos pós morte de Jesus. Não tem culto a Maria no século nem no século 2 da era comum. É lá no século II com origens que ele vai falar de Teotocos, né? A mãe de Deus. E eu preciso ver, sinceramente, eu preciso ir atrás do texto Oigenes para ver exatamente o que ele disse, porque o por ter influência platônica, né, ele foi discípulo de Amôio Sacas, eu imagino que ele pode estar tendo até uma leitura interessante, simbólica, até um pouco metafísica disso. Eu não sei se ele tá realmente falando de Maria, mas eu não sei. Eu preciso ver se alguém um dia se deparar com essa passagem, porque eu preciso da referência certinho, né? E eu gostaria de ver. Mas então é só no século II que começa essa ideia de de 36:12 mãe de Deus oficialmente dentro da igreja, tá? E o culto mariano só vai começar no século Vto por qu c e tanto. Então já passou muito muito tempo, 400 anos aí eh e várias comunidades cristãs gnósticas com suas visões diferentes sobre essa esse divino feminino, né, que é outra coisa, como a gente vai ver agora. E por último, toda essa dogma de Conceição Imaculada, Virgindade Maria, inclusive só foi oficializado, tem um que só foi oficializado lá no século XIX. Então, assim, as coisas não são tão homogêneas como a gente pensa, né? Tem muita discordância ali, inclusive dentro da própria igreja. É interessante a gente observar que um dos grupos que sobrevive ao culto a Maria, né, que que sobrevive cultuando Maria é um grupo também eh chamado gnóstico tardio, né, que é os cátaros, 37:15 os cátaros isobênses lá no sul da França, 100, 100, né, 1000 anos depois, eles são conhecidos por terem uma devoção muito grande à figura feminina, tanto Maria quanto a Maria Madalena. E e isso tem relação inclusive com depois com São Bernardo de Clervô, que tem correlação com os templários, né, que ele, o Bernardo de Clerv, é um dos que vai dar muita força ao culto mariano. E a gente sabe que os templários têm um pezinho aí muito interessante eh em influências da magia gnóstica, talvez, e outras coisas, né? Não vou entrar nisso agora, mas ele como sisterciense tem correlação com os templários e talvez tenha algo mais nesse culto mariano aí ligado a Bernardo e também aos cátaros que os templários até eh tentam proteger os cátaros que foram dizimados e destruídos numa um genocídio, uma chacina horrorosa aí feita pela Igreja Católica e a criação da Santa Inquisição, né? 38:17 Mas enfim, uma das fontes aí de culto a uma figura feminina de divindade, de Maria, etc., é justamente aquele remanescente gnóstico que ficou lá no sul da França, conhecido como os cátaros, porque eles vêm de influência aí dos prisilistas, né, dos nestorianos, que tinha essa visão aí sobre o feminino de grande influência gnóstica. Então os talvez toda essa coisa que a gente vê aí de mãe divina, divino feminino, culto mariano no seu sentido original, a gente tenha por base os apócrifos e os gnósticos e esses outros grupos que a igreja dá essa assimilada básica dela, né? Então o culto começa lá, o culto mariano começa no século V, né? uma coisa que vem depois desses textos que eu vou mostrar para vocês. Então, hoje eu trouxe aí trechinhos de de alguns textos. Eh, e todos esses textos que eu trouxe, eles são de antes do século V. Então, é 39:19 importante vocês saberem disso. Tô trazendo trechos de textos que datam do ano 100 ao ano 400, antes, né, do culto mariano oficial ser estabelecido e desses dogmas serem de fato discutidos. Então, isso talvez diga muito pra gente sobre as origens da filosofia por trás do que ficou com o dogma em relação à Maria. A Karine comentou, né? São Bernardo chamava aparição feminina de Estela Mari. Isso é muito bonito, né? Eu gosto. Voltou. Obrigada, Dorin. Ah, é. Vocês estão falando das catacumbas, tem a as pinturas da mãe de Deus com o menino no colo também. Tem muita, provavelmente tem muita influência desse culto mariano com porque o cristianismo ele ele floresce. Eu não sei onde em que hora eu parei, né? Então vamos no embalo. Obrigada, gente. Obrigada. 40:22 Então, além dessas pinturas nas catacumbas de Maria com o menino Jesus no colo, o cristianismo antigo eh uma das principais origens geográficas desse cristianismo é a cidade de Alexandria. É ali a região do Egito depois que vai dar origem ao cristianismo copta, né? Inclusive os textos apócrifos preservados ficaram no Egito. E o Egito a gente tem a figura de Isis, né? Isis, Osiris e Oros. se desamamentando o menino, o bebê no colo, né? Então isso tem um certo sincretismo aí também. Mas eu tava só comentando que a Teresa Dávila perdeu a mãe com 13 anos de idade e aí ela desenvolveu um culto à Maria por causa dessa ausência materna, né? Então é muito a mãe que a gente busca o colo. Então tem muito disso também quando a gente fala em culto mariano, né? é preencher essa essa lacuna desse colo, dessa mãe que nos acolhe, dessa mãe que perdoa todos os pecados. tem um pouco disso, né, 41:24 que não é necessariamente a versão gnóstica filosófica da divindade feminina, é só como ficou popularmente. Agora tem umas coisas interessantes para mostrar para vocês. Como eu disse, eu não vou esgotar o assunto, mas se vocês conseguirem ter claro essas fontes gnósticas de perceber como esses textos que são antecessores à dogmatização do culto mariano, a gente começa a pensar assim: "Ah, então é isso que que tava sendo dito e virou virou esse dogma, virou essa crença, mas talvez não fosse bem assim na origem, né?" Então eu vou compartilhar com vocês aqui uma tela para mostrar algumas coisas. Só que em vez de botar tela cheia, eu vou botar aqui no no PowerPoint mesmo para poder mexer junto com vocês. Os gnósticos, gente, eles vão ter um aspecto de divindade feminina 42:25 muito presente, é muito forte. Depois a igreja vai se tornar extremamente patriarcal, né? Tertuliano vai mandar as mulheres calar boca, né? vai aparecer cartas falsas do Paulo mandando as mulheres ficarem quietas. Eh, vão criticar os gnósticos que aceitavam sacerdotisas ou professoras gnósticas nos seus meios, como tinhamos nos valentinianos também. Então, vai se fechar o cerco, né? Vai fechar o acesso paraas mulheres no sentido de poderem exercer livremente a sua prática, a sua fé e elas vão ficar num sentido subserviente, né? e não de igualdade como seria lá no no mito gnóstico. Porque a a divindade primordial nos gnósticos, que eles chamam de o Adão primordial, o homem celestial, que homem na verdade antropos, não o homem do gênero masculino, né? Eh, ele é andrógeno, né? Então, ele é macho fêmea. Isso aparece nos textos gnósticos. Então, é masculino e feminino juntos que 43:27 dão essa unidade que forma a humanidade, né? Eu coloquei aqui essa tetractis pitagórica, quem não conhece, são esses esses pontinhos que formam um triângulo, né, e que são 10, né, soma-se 10. Então, temos o um, o 2, o 3 e o 4. E aí, somando-se dá 10. Isso eh representa a década pitagórica, que significa a perfeição e a totalidade. Os gnósticos têm influência pitagórica e eles trabalham muito com essa visão eh do um, como o pai primordial, o pai transcendental, né, que aqui na eu coloquei o uno, né, marcado como o uno. Eh, mas também a gente lê como o um e a díada. Então, eu queria marcar com vocês pra gente entender o quanto é importante o feminino aqui pros gnósticos, justamente pra gente ver onde que tá no sistema eh de geração divina para a leitura gnóstica, né? Que que é Deus 44:28 pros gnósticos? Deus é esse um. Cadê? Deixa eu pegar aqui, ó. Aqui a gente tem o um. Opa, aqui é o dois. Aumentar. Então eu vou brincar com vocês aqui. É aulinha, live aulinha. Então esse um que aqui na direita, vocês estão vendo meu mouse, né? Temos o uno, são só formas diferentes de expressar, mas os valentinianos, que são gnósticos que floresceram muito no século 2 e 3, que tem muitos textos, eles vão usar esse sistema aqui, eh, da tetractis pitagórica para representar o reino dos 10, como mostrar o que que é o mundo divino, o que que é o Deus transcendente, o Deus, aquele Deus que que vocês já devem ter ouvido falar, né, que os gnósticos, quem é novo no canal já deve ter ouvido falar, quem é velho Ele já sabe de cor, né, que os gnósticos falam que o Deus criador é uma força menor, ela é inferior, é quase um Deus mau, porque ele prende a alma na 45:29 matéria, né? Então, quando se fala em Deus pros gnósticos, não estamos falando do criador do mundo, estamos falando desse um, esse um que é transcendental, que ele é a pura unidade que se expressa no mundo e gera todas as forças divinas de todo o mundo, todo o plano espiritual, né? Então esse um é um conceito filosófico, vem lá de Anaxágoras com a ideia do apeiron, que é o ilimitado, infinito, é indisível, é transcende a minha mente, é além de toda cognição, além de todo pensamento, é algo assim realmente absolutamente transcendente. Ele é puro silêncio, ele é pura absolutidade, é a totalidade, é a unidade pura, é assim, é algo que você vive, você vive a experiência do você vive a união com Deus. Isso é muito distante, mas também é a unidade dentro de nós. Então, os gnósticos chamam isso de o Deus 46:30 incognocível ou o Deus desconhecido ou o pré-pai, o pai antes do do pai, o grande antepassado. Então, é, esses são os sinônimos que aparecem. Esse um, gente, ele ele dá origem à díada, díada pitagórica ou o múltiplo, né? São conceitos da filosofia. Quem conhecer filosofia vai saber mais ou menos do que eu tô falando. Então aqui esse um vira dois, mas são dois que ainda são dois em um porque eh eles estão juntos, né? Eles estão aqui na mesma linha, né? Essa a ideia que surge é que é que tem essa linha assim que eles estão no mesmo plano, no mesmo paralelo, sabe? Tô tentando usar aqui alguns sinônimos. Então esses aqui eles estão unidos, certo? Essa díada vai ser pai e mãe. O um não tem gênero, não tem 47:31 diferenciação, não tem forma, não tem nome, é além de tudo, né? Mas o dois vira pai e mãe. Na verdade, nos textos gnósticos, como esse aqui do apócrifo de João, é mãe pai. Em grego está metro, mãe pátor. Pai, metropátor é a díada. Aqui nessa leitura aqui do lado, se vocês conseguirem ver, tá escrito assim, ó, o uno. Então, é uma bolinha no centro. E aí gera uma segunda, um segundo círculo. Esse segundo círculo vai ser pai aqui na esquerda e mãe aqui na direita. Pai representa o nus, a mente divina, e mãe representa o pensamento primordial ou a sabedoria divina. Isso nos lembra que lá no século a gente tem já alguns até não cristãos que, por exemplo, um filósofo, vou chamar de filósofo conhecido, que é Filoda, um 48:33 judeu helenista, um judeu que leu Gênesis em Alexandria e escreveu muito, os tratados do Filon são muito interessantes. Ele leu Gênesis a partir de uma leitura simbólica do Gênesis, nada literal. E o filon de Alexandria fala que a sabedoria assume a forma de uma mãe. Então isso é século ali do tempo do Paulo. Então filho de Alexandria, grande influente filósofo ali da época judeu, fala: "Sabedoria assume a forma de uma mãe". Pros gnósticos, o mundo divino tem uma tríade que é pai, mãe e filho. É a pai, mãe e filho que dá origem a esse homem primordial que vai ser a humanidade feita, a imagem e semelhança desse homem primordial, desse antropo celestial. Então, o divino ele passa a ser imaginado como essa grande força que é tanto pai quanto mãe. Ele é tanto mente 49:36 quanto pensamento. Ele é tanto intuição quanto sabedoria. E isso é essencial para entender o ensinamento gnóstico e as bases do cristianismo gnóstico. O pai ele é inefável, ele é profundo, mas a mãe é o quê? Ave Maria cheia de graça. Nos textos gnósticos, a mãe tem o atributo da graça. Ah, então é daí que a igreja pegou? Pode ter sido. A mãe é silêncio. O pai se torna voz. Logos. A mãe é ventre. A mãe é espaço eterno. A mãe é útero universal. O silêncio é fecundado pela mente divina e torna-se som. É isso que os gnósticos vão ensinar. Então, quando a gente tá 50:37 vendo aqui o Uno e a día, o um e o um múltiplo na filosofia ou o pré-pai e o mãe pai, mãe mãe pai com ifen, a gente tá falando de fundamentos do cristianismo gnóstico, onde o divino feminino e o divino masculino estão juntos como forças de potência da geração do mundo celestial. Eh, nesse esquema aqui na direita que vocês estão lendo, Cosmogonia Gnóstica, vocês é um sistema adaptado a partir do apócrifo de João, que é o livro que eu traduzi e comentei, tem lá na editora Garbalux, que é um dos maiores clássicos do do ensinamento gnóstico, é o apócrifo de João. Qual é o terceiro aqui? Qual é o número três? Alguém adivinha que é qual é o número três para formar a trindade aqui gnóstica? 51:40 Só pode ser filho, né? Pai, mãe e filho. Opa, cliquei errado. O três é filho. Ele é o o andrógeno com três nomes que aparece no apógrafo de João. Ele é o tríplice poder e ele é o filho autogerado. E ele também é chamado, sabe como? Nos textos gnósticos, primogênito de Deus. É Jesus. Não, a gente tá falando de forças celestiais e como os gnósticos enxergam o surgimento do mundo divino e como esse mundo divino depois, a medida que emana vai dar no nosso mundo material, que é uma cópia do mundo divino. A gente tá falando aqui de metafísica, de transcendência, né? É algo que que a do macrocosmos, né? Está além. E aí aqui no na direita vocês vão ver, ó, pai, mãe e abaixo filho, 52:44 cristos, o logos. Quando a gente fala em logos, em estoicismo, quando a gente fala em logos em filon de Alexandria, e quando a gente fala em logos nos textos gnósticos, a gente não está falando de Jesus de carne e osso. A gente está falando do Cristo cósmico, do Cristo divino, da centelha eh de Deus, do logos que se expressa no mundo, da luz universal, da luz que se expressa a partir do silêncio, da luz que brilha. saindo do ovo cósmico da manifestação. Por que ovo cósmico? Porque a mãe é um útero universal e ela é regida por seguir, o silêncio. Então, do silêncio surge a graça e da graça surge a luz, que é o logos, que é o filho. Isso aparece em vários textos gnósticos. Mas vejam que aqui a gente quando tá falando dessas três divindades, eu não 53:47 dá nem para chamar de divindades porque não são deuses, não é assim Toro, Jeans, Zeus, Atena, não é esses deuses que se cultuam no mundo politeísta. Eh, são potências universais, manifestações do divino, né, daquilo que transcende até a nossa própria linguagem. E aqui a gente tem muito claramente a expressão do aspecto mãe, do aspecto criativo gerador que acolhe o aspecto masculino, que e esses dois juntos dão origem à manifestação da luz no mundo. E qual seria o quarto aqui? Só para contar para vocês que o quarto eu não vou entrar nele hoje, senão a gente não termina nunca. O quatro seria nos textos gnósticos a criação do mundo divino. São as quatro luzes que aqui aparece os quatro luminares: Armosel, Elelete, Oriel e Daveita. 54:49 Esses quatro luminares vão ter mais duas características virtuosas que vão dar 12 e no total, né? 4 x 3, né? Dá 12. E aí são os 12 a 11. Então esse essa tetractes, esse triângulo com 10 pontos representam o mundo divino pros gnósticos. O um e a díada. A díada é mãe. É mãe pai, mas ela é mãe. O três, a luz que vem ao mundo, Cristo logos. E o três, o logos é um logos demiúrgico. Não tô falando de Aldabaô, Samael, Demiurgum Mau. É um logos demiúrgico. Ele é um logos criador. Ele é o filho do pai e ele dá origem ao mundo celestial, que é esse quatro. Isso aqui é a base. Tô resumindo e simplificando. Vocês 55:50 estão achando complicado, mas os textos é muito pior. Isso aqui é a base da estrutura do mundo divino pros gnósticos. Ess esse triângulo é o mundo celestial dos gnósticos. O um não tem gênero, não é pai nem mãe, mas ele é chamado às vezes de antepassado ou pré prépai no sentido da do daquele gerador que veio antes. O dois geralmente é associado ao feminino. E aí nos textos gnósticos vão chamar por esses nomes que eu pus aqui, barbelô ou pronoia. para é o primeiro pensamento. Providência também é traduzido duas vezes. E espírito virgem, quem é que é virgem? Se o três é Cristo e o dois é espírito virgem, a Virgem deu a luz ao Cristo. Metafísica gnóstica. Não estamos falando de Maria, de Jesus. 56:51 Entendem o que eu tô querendo dizer? Mas agora vai ficar mais divertido. Vou conseguir complicar mais vocês. Será fazer uma pausa, beber uma água e vamos seguir. 57:17 É, tem gente que vai associar com as 10firol, mas aí também elas podem se multiplicar em quatro e cinco mundos, né, Atsilud, etc. Raden A na Cabala complica um pouco, mas podemos pensar nas 10 cefirol também como um paralelo. Interessante. Vamos lá. Agora eu vou fazer o seguinte, a gente vai fazer juntos uma tabela que eu vou lendo com vocês e vamos pôr na tabela esses qualificativos aqui que eu comentei. Deixa eu só 58:01 boa noite para quem tá chegando. Estamos estudando a mariologia gnóstica. não há a o aspecto feminino divino dos gnósticos que não tem a ver com Maria. Então vamos lá. Ah, uma coisa interessante, deixa eu parar aqui de Pronto. Uma coisa interessante que eu posso contar para vocês também é que aqui tem um texto que chama Atos de João. E nesse Atos de João tá preservado dois textos gnósticos. O hino de Jesus que que é mencionado na Bíblia que tem, não lembro se é em Mateus ou em Lucas, é nosóticos, mas é mencionado que Jesus após cantar o hino, eles desceram do monte e foram na nanã. Então eles, Jesus tinha um rito, um ritual onde ele era o hierofante iniciador. E esse ritual a gente conhece como o hino 59:03 de Jesus ou a dança circular de Jesus. Tá no Atos de João, Santo Agostinho cita esse hino, né? Então é é muito antigo. A gente tem comprovação de que é o original daquela época. E nesse hino tem uma invocação aos poderes da luz. Ele tá traduzido e tem capítulo sobre ele aqui no meu livro junto com Alberto, né? Tem aqui aqui, ó, o hino no livro Agnose de João. E ele, esse hino, ele vai falar de Glória a ti, Pai, glória a ti, graça, glória a ti, logos. Ele faz essa invocação a esses três que eu acabei de mostrar para vocês, o um, o dois e o três. O pai, a graça, né? Santa Maria, né? Como que é? Ave Maria cheia de graça, né? A mãe é a que tá graça. Então, o pai, a graça e o logos são os três aspectos da divindade. Então, isso aparece no, 1:00:05 ai, desculpa, cou aqui. Isso aparece lá no no hino de Jesus. Então, e a graça, no hino de Jesus é dito assim: "A graça comanda a dança, porque é um ritual que eles estão dançando em círculo, assim, é, o pessoal pira nessa nesse texto. É muito legal". E e a graça é também associada a um dos poderes da Sofia celestial pros gnósticos, né? a harmonia das esferas celestiais, a mãe divina, que muitas vezes é identificada nos textos gnósticos com o Espírito Santo. Então, o o hino de Jesus é um chamado pra gente entrar num estado de contemplação e é uma prática de teologia, de magia divina, que você invoca essas forças celestiais para se manifestarem entre nós, porque o, na verdade, o nosso mundo é um microcosmos desse macrocosmos que eu tô mostrando para vocês. Não é separado, né? o mundo divino não tá lá e a gente tá aqui, né? Eh, estamos juntos, né? Imersos na mesma unidade. 1:01:07 Então, quando a gente fala que Maria nos dá graça, na verdade, a gente tá falando que a a diaada celestial provê a graça e nos aproxima do um, né? Então, é outra leitura, mas vocês vem que é o mesmo mesmo uso terminológico até num sentido semelhante, né? Ela tá ali entre Jesus ou entre Cristo e o o grande antepassado que é um, ou seja, ela está mediando. Percebem? Ah, a graça também é chamada de sabedoria, né? É uma coisa aí pra gente observar. Tem aquela historiadora que tem até uma playlist aqui no canal de estúdio, um ótimo livro dela, né? A Helene Pagels tem o livro Os Evangelhos Gnósticos, mas ela escreveu vários outros livros, né, sobre isso e ela é uma das que comenta, né, que que a existe muito forte essa ideia de graça, de silêncio, de ventre, de mãe da 1:02:08 totalidade, a mãe que é o silêncio, o silêncio que é fecundado pelo olhar da mente do pai. Então assim, tem essa ideia do divino muito forte e a Eline Pagel desenvolve bastante no capítulo dois, eu acho, do livro dela sobre sobre essa presença do divino feminino entre os gnósticos. Inclusive tem um gnóstico valentiniano chamado Marco, não é o São Marcos, mas tem um outro marco que é um gnóstico valentinianos. Valentinianos estiveram muito em Alexandria e em Roma, nos séculos e tr, tá? Eh, e ele comenta, tem hã estratos, né? Sobreviveram pedaços de coisas que esse valentiniano teria escrito, né? Até o Clemente de Alexandria quem preserva uma dessas dessas passagens. E aí ele diz o seguinte, abre aspas, possa ela que existia antes de todas as coisas incompreensível e indescritível graça, 1:03:10 que ela possa preenchê-los e aumentar em vocês o conhecimento que ela mesma possui. Graça é o ventre e o receptáculo do silêncio. Ela é a água da vida no cálice. Ah, e aí agora a gente começa a ver, olha, tem gnósticos que vão associar graça com o silêncio e com a mãe e que é o ventre, porque é o receptáculo desse silêncio e também a água da vida. E aí que há um símbolo super usado, né, no Novo Testamento por Jesus. A água da vida, a água que dá a vida eterna, água que mata a seja do espírito. Qual que é essa água? É a graça. A graça que vem de quem? da mãe. Então, a mãe aqui é muito importante essa mãe divina, a mãe que é uma potência feminina, que é o espírito virgem invisível. Então, essa virgindade aqui não tem nada a ver com imem, com relação sexual. A gente tá falando de potências divinas, né? Então, é importante observar isso. 1:04:13 Bom, o texto que isso aparece mais explicitamente, não é? que o o texto que eu traduzi e comentei, é um texto muito bom mesmo, é justamente o apócrifo de João, tá? O apócrifo de João, gente, eu sei que muitos de vocês já têm o livro, já leram, já estudaram aqui comigo, mas ele é um dos textos que mais tem cópias nas descobertas arqueológicas lá, Nagramá de City de Berlim. Então, ele tem quatro cópias diferentes. Ele foi comentado por Irineu de Leon no século I. Então é um texto assim que ele é provavelmente a redação final dele a gente pode colocar junto com a redação do Evangelho de João. Ele é tão antigo quanto o evangelho de João que ficou no Novo Testamento. E ele foi muito importante para diversas comunidades gnósticas. E é um texto muito legal de ler, porque ele começa lá desse um que eu tô contando para vocês e vai até a humanidade, Adão e Eva a queda. Jesus conversando com João, ele explica toda essa cosmogonia gnóstica. 1:05:15 E nesse texto que é relativamente longo, aparece muito forte essa figura da mãe, que é chamada de barbelo ou barbelô ou pronoóia ou protenóia ou providência, que também é o espírito virgem. visível que dá nascimento ao Cristo luz. Hum. Então, no apócrifo de João, a gente vai ler que ela é o pensamento primordial. A pronoia, ela é a imagem do um. Agora, vejam a palavra que aparece aqui. Eu não peguei o número da página, mas vocês podem ver lá depois no texto. Ela se tornou o útero universal. pois precede a tudo. Ela é a mãe pai, a mãe da humanidade primordial. Ela é o espírito virgem. Parece que depois isso aqui pegaram essas ideias gnósticas e atribuíram a 1:06:16 Maria. Porque o espírito virgem, que é a mãe do todo, que é o útero universal, dá nascimento à luz, que é o Cristo. Não é Maria de Nazaré, sabe? Nada contra ela, pelo contrário. Mas não é disso que o texto tá falando. Então, a gente tem aqui, ã, vou abrir a tabela com vocês. Meu Deus, eu achei que isso ia dar certo. Vamos ver se dá. Vocês vão ver pequenininho. Só quem tiver vendo na TV ou no computador vai conseguir ver essa tabela. Aqui eu pus os atributos que se dão a Maria geralmente. Então, Maria, a mãe de Cristo, eu pus mãe de Cristo, não mãe de Deus. Então, já tô cometendo uma apostasia aqui, né? Eh, a Virgem, a Imaculada, que ela fez, ela tem uma assunção ao 1:07:17 céu, ou seja, ela subiu ao céu e sentou-se ao lado de Cristo. Ela é a mãe do todo e a doadora de graça ou a mediadora. Então, é alguns dos atributos da mariologia. Tudo isso ficou nas costas da Maria. Primeiro texto aqui que eu tô mencionando, apócrifo de João, da mesma época do Evangelho de João, início do século I, texto muito antigo, com várias cópias em comunidades gnósticas. Ele marca paraa mãe de Cristo. Marca é um espírito virgem. É uma colada que não entrou também não. Aqui depois eu explico. Mas ela é a mãe do todo. Então aqui a gente pode marcar. O apócrifo de João tica essas três características no mínimo, né? Mas tem mais. Vou continuar no apócrifo de João, depois vou para outros, né? Pouca coisa dos outros. 1:08:19 Essa mãe, ela também é chamada de barbelo. E aí tem uma parte do texto que diz assim: "Abre aspas, Barbelô pediu, pediu ao um, né? É, é um uma forma de contar o mito como se fossem personagens. Por isso eu sempre falo aqui no canal, não leiam isso como se fossem pessoas literais lá no céu, tá? Então é um mito que vai contando como o mundo divino se manifesta. Então o do um surge o dois que é a dia dessa mãe. Essa mãe é chamada de barbelo pros gnósticos. Tem até um grupo gnóstico que é chamado de os barbelognósticos, porque eles cultuavam a barbelo, né? Tão importante era o feminino para eles. Então barbelô pediu que fosse dada a ela vida eterna. Aqui as águas da vida, vida eterna associada à mãe. E o espírito concordou. Quando fez, vida eterna surgiu e ficaram juntos e glorificaram o espírito, pois vieram a existência por causa dela. A importância aqui do feminino. E aí o pai com um 1:09:20 olhar entra em barbelo com pura e radiante luz e ela concebe. Aqui a concepção. O pai produziu a centelha de luz que era semelhante à luz abençoada. Aqui é o surgimento do Cristo. Essa centelha de luz que surgiu era quem? O filho único da mãe pai. A única descendência e o único filho do pai é a pura luz. Então, quem é Cristo? O filho único do pai. É o filho gerado em alguns textos. É o filho primogênito. É o filho único e é a pura luz. Mas ele não é Jesus. A gente tá falando de metafísica cosmológica. Então, a mãe concebe imaculadamente uma pura luz, o filho único do pai. 1:10:21 texto gnóstico do apócrifo de João. E aí o espírito fica feliz por causa da luz que surge. E essa luz surge por causa daquela que veio à existência através do um. Barbelou. E ela, a mãe, unge essa luz com sua bondade. A mãe cheia de graça faz com que a luz seja ungida. Puro cristianismo. Isso aqui, cristianismo gnóstico. E aqui vem a palavra cristos, unção, ungido, Messias. E aí o texto continua. Vou ler só mais uma passagem para vocês. O espírito invisível levou à perfeição o divino filho autogerado. É que aquela ideia de que é Cristo eh gerado, não criado, gerou-se a si mesmo, 1:11:23 ele é pai de si mesmo, que depois a igreja deixou a gente doido com essas com esses dogmas. Mas tem nos textos gnósticos. O filho tem mãe e pai, mas ele é auto gerado. É uma tecnicismo aí. E estes foram levados à perfeição pelo um, para que junto com Barbelô, a mãe, o filho possa auxiliar o espírito. O Cristo louvou o espírito com elevado louvor e ele surgiu através de Pronoóia, a mãe. Isso é o texto do apógrafo de João. E aí ele fala: "Eu glorificarei a ti e aos e os três, o pai, a mãe e o filho". Mais tarde, no mito gnóstico do apócrifo de João, acontecem muitas coisas, surge aquelas quatro luzes que dá os 12, que é toda a ideia do mundo divino pros gnósticos. Lá pra frente tem a Sofia. A Sofia é o 12º e, ou seja, tá bem 1:12:25 distante desses três primeiros que a gente tá mencionando, mas ainda participa do mundo divino. A Sofia é a também a mediadora, então aqui é outra figura feminina, mas é porque ela faz um intermédio entre o nosso mundo criado e o mundo emanado do um, entre o mundo do nosso cosmos, nosso mundo material e psíquico, e o mundo espiritual, divino, transcendental. A Sofia é a que faz a intermediação ali. Ela tá no limite, ela tá em cima do muro, né? Basicamente essa imagem que a gente tem. A Sofia, ela cria uma criatura defeituosa que tem um corpo de serpente com cara de leão e tal, que aí vira o tal do demiurgum, que os memes agora estão explorando a torta direito, né? que é um uma criatura ignorante, né, infantil, representa a ignorância cega. 1:13:26 E e aí toda a historinha que eu não vou aprofundar agora, mas esse demiúrgum ma ou ignorante, que representa a força agregadora da ignorância, que nos obscurece na matéria e nos prende à alma, ele cria a humanidade e aí a humanidade rasteja como um verme, como tá lá no Gênesis. E aí, por que que eu tô contando isso para vocês? Porque agora a Sofia vê que o ser humano não tá andando direito, se sente responsabilizada e aí ela pede ajuda. Sabe aquele rogai por nós que tem a tribu da Maria que a gente pede a mediação de Maria? No mito gnóstico, a Sofia, que é o 12º e que a participa da criação do do nosso mundo material, ela vê que a humanidade não tá muito bem. Aqui é princípios da humanidade no mito. E ela pede ajuda. Para quem ela pede ajuda? pro espírito virgem barbelô, a mãe. 1:14:30 E aí a mãe atende e a mãe vem do sagrado céu e desce até a humanidade. E é o sopro dessa mãe, pai do todo que entra no ser humano, não é do criador, como estaria no Gênesis oficialmente da como ficou na igreja, né? Então, existe um movimento aqui que eu não sei se eu consigo riscar aqui. Consigo. Então, existe um movimento que a Sofia, que é o 12º Eon, que tá aqui na na beiradinha pro mundo de baixo, ela pede ajuda pra humanidade. A humanidade não tá indo muito bem. O meu homenzinho palito aqui. A Sofia clama pelo espírito. Ela clama por pronoia 1:15:31 para que pronoia barbelô interceda pela humanidade. Por isso ela é a intercessora, a mediadora. E aí a pronóia desce e sopra a semente feminina da intuição e do espírito, que é a vida, a vida dos homens dentro do ser humano. E aí o ser humano se ergue e é datado de uma mente e tal. E aí continua aquela história que todos conhecem. Mas vejam que aqui no apócrifo de João a mediadora é a mãe, não é Maria, é a mãe. São coisas diferentes. Entendem por onde a gente tá seguindo agora o raciocínio? Então a gente tem a figura da mediadora no apócrifo de João. Tem, deixa eu tirar isso daqui. Vamos lá. Apócfe de João tem tem mediadora, tem 1:16:35 que mais que tem. Ah, mais um trecho do apócrifo de João. É o que mais tem trechos. Os outros eu peguei um parágrafo só, mas é esse texto é muito bom mesmo. Vejam só. Abre aspas. A Sofia pediu ajuda. A a Barbelô veio. A mãe pai enviou por intermédio do espírito benévolo e de sua grande misericórdia uma ajudante para Adão. A luminosa Hipnóia. Ipinóia costuma ser traduzido por intuição aqui, a qual saiu dele e é chamada de Zoe, a vida espiritual. Essa ajudante que é enviada pela mãe como mediação, como pedido de ajuda. Essa epinóia ajuda a criatura, a criatura Adão aqui, né? trabalhou junto com ele para que pudesse ser restaurado a plenitude, pleroma, mundo divino, para 1:17:36 que ele pudesse se reintegrar, né, ser restaurado. Ela ensinou a ele sobre a descendência de sua próle e sobre o caminho de ascensão, que é o caminho pelo qual desceu. A luminosa epóia foi escondida em Adão, a fim de que os arcontes, aqui é outro, outros personagens que vocês conhecem, não pudessem reconhecê-la, mas de modo que ela pudesse restaurar aquilo que faltou da mãe, né? Ela é aquilo que nos reconecta a esse poder da Barbelô, a mãe divina. E assim segue. Tem um autor eh chamado Marvin Meyer, que é um grande editor da biblioteca de Nagamade, autor de vários livros, pesquisador, que ele comenta, né, que os primeiros e que na verdade o o eon primordial, né, o a gente fala de 12 eons, mas antes dos 12 e ons tem o primeiro e o primeiro e diz o Marvin Meer, eu concordo com ele, geralmente é chamado de a mãe divina. 1:18:40 E aí a gente vê até em outros outras fontes que a gente vai ver daqui a pouco. Simão Mago, que aqui como no livro de João, o livro secreto de João, apógrafo de João, barbelou para nó pensamento primordial é a mãe divina, né? Nas tradições do gnosticismo valentiniano, eh, a gente vê as duas formas da sabedoria. tem a sabedoria superior, a Sofia superior e tem a sabedoria inferior, que é a que cai. Então essa que eu chamei de 12deon é chamada Sofia Chamô. Ela cai, ela se transforma no arquétipo da nossa alma. E a sabedoria superior é essa mãe, essa mãe criadora que nos auxilia, que nos dá inspiração, que nos dá intuição, que nos dá vida, vida eterna, que é as águas da vida. Então, ela tem essa ideia de útero, de águas, de dar nascimento às coisas, de ser a mãe que acolhe o todo, 1:19:41 né? Então, ela é o útero da totalidade. E o Marvin Meer comenta isso num dos livros dele, né? Essa sabedoria, ela tá muito mais ligada à visão de uma Eva espiritual quando quando é relacionada à criação do homem, né? A Eva que não é a parceira de Adão que saiu e se multiplicou. A Eva que não é a que saiu do canto da costela, que isso nem aparece no Gênesis, na verdade, e nem a causa do pecado original, né? A Eva aqui é a Eva espiritual que representa a vida, é o aspecto feminino da nossa alma. Porque tem o masculino também. A Eva é a mãe dos vivos, é a mãe de todos os seres e a sabedoria primordial é a mãe da totalidade. Então são formas que a gente vai vendo a expressão é em textos gnósticos desse divino feminino. Tem um outro texto que agora vamos paraa outra aqui da tabela que é o quefalaia. 1:20:42 Não tem nada a ver comigo, não é alaia, é o quefalaia. Porque falar é um texto do maniqueísmo. Maniqueísmo já vai lá mais paraa frente, né? Século tr para 4, acho, lá para leste, nordeste da Síria, ali, indo pras regiões da Armênia, depois paraa Pérsia, né? Eh, e uma o niqueismo foi uma uma versão de gnosticismo muito interessante, muito sincrética, que trouxe coisas do budismo e do zoroastrismo também. Mas tem um texto que foi encontrado, né, numa dessas achados arqueológicos que chamado Kefalaia. E tem um trecho que diz o seguinte: "A Virgem da Luz, Sofia, a gloriosa sabedoria, a mãe da vida, o grande espírito, o grande espírito tem seu trono no sol, o pai e a mãe da vida e os 12 eons." Então a gente encontra, né, em trechos 1:21:43 desse texto maniqueu, a ideia de uma virgem de luz associada à Sofia. associado à sabedoria, portanto, né? Mãe da vida, grande espírito. Então, a gente tem aqui, ah, no quefalaia, né? Ai, pera aqui, travou. Ah, aqui, gente, sai daqui. Pronto. Aqui é o que falaria, tá? Aqui embaixo na minha tabela a gente tem a ideia de virgem no quefalaia e mãe dos vivos, mãe do todo. Então mais aqui uma fonte gnóstica fora da igreja que tá falando de uma virgem e uma mãe e que é muito importante e também a sabedoria, né? Acho que eu podia ter incluído aqui sabedoria também, mas a sabedoria sempre tá associada a elas. Não tenho dúvida disso em todos os textos. Então que falar é um desses. Então a 1:22:45 Maria aparece na na igreja como a verdadeira mãe espiritual de daqueles que têm fé, a mãe da misericórdia, que presta socorro, a intercessora. Mas muito provavelmente essa visão sobre Maria foi eh foi sendo sobre ela sobrepôs a esses textos gnósticos antigos também, porque isso rolava nas comunidades cristãs gnósticas. A gente vai ter dois gnósticos da Antioquia do século I. Simão Mago, que a gente tá acabou de estudar eles com os membros aqui no canal, e o Menander, depois Saturnilo, que vai dar no Basíides, mas o Simão, o Mago e o Menander também vão falar do aspecto feminino. Eles também vão falar que o a humanidade é feita a imagem da pronoia, o primeiro pensamento, a mãe do todo. Então aqui se a gente pegar Simão Mago, que eu pus aqui, ó, Simão 1:23:45 Mago e Menander, que são considerados hereges pelos pais da igreja, mas são algumas das origens do gnosticismo, a gente tem a pronoia, a mãe do todo como a mãe de todas as coisas, aquela que vem logo depois do um, aquela, aquele triangulozinho aqui, o dois aparece no pensamento de Simão Mago e de Menander. né? O quem preserva um texto atribuído ao Simão Mago é o pseudo Hipólito num num livro chamado Refutação de Todas heresias. Ele preserva as ideias do Simão Mago e por isso a gente fica sabendo que ele ensinava isso sobre um grande poder de Deus, uma unidade divina, um grande poder que tem um aspecto feminino que é chamado o primeiro pensamento que é a mãe do todo. Então temos de novo aqui a imagem da mãe do todo em um herege, um gnóstico. Ó, que terrível. Então, mais um texto aqui que a gente vê isso. Ah, peguei até um trecho aqui desse 1:24:46 grande declaração do Simão Mago. Deus, se Deus forma o homem no ventre de sua mãe, ah, é uma leitura, olha que legal. Essa coisa do simbolismo, da analogia, não é coisa que a gente inventou com o Jung no século XX. Yung que se apoia nisso, inclusive ele é muito bom nisso, mas os antigos como Filon também faziam isso. E aqui já no texto do Simão Mago, a gente vê que ele tá lendo alegoricamente o Gênesis. Então vejam que aqui não tem nenhuma leitura literal sobre o imem da Maria ou sobre Jesus não tem um pai físico. Não me perguntem quem é o pai de Jesus. Eu não sei. Eu tenho minhas meus pitáculos, mas não vem ao caso. Mas não se sabe, tá? Eh, mas não é literal, não é como a igreja pegou. Que que disse irmão mago? Se Deus forma o homem no ventre de sua mãe, isso é no jardim, como eu já disse, o útero deve ser tomado como o jardim e o Édenem como 1:25:47 a região que circunda o útero e o rio que sai do Éden para regar o jardim. E isso vai dar lá no batismo, ou seja, ser batizado entrar nas águas desse rio que leva de volta ao útero universal que é e o Éden que circunda esse útero. E aí é o retorno à casa do pai. Então o Simão Mago no grande declaração tá lendo o ventre da mãe como uma região espiritual, assim como os outros gnósticos faziam. Interessante, né, gente? Outro texto, zostrianos. Os ostrianos também é o texto que encont foi encontrado na grande descoberta gnóstica da biblioteca de Nagramad lá no Egito, 1945, 52 textos, 48 inéditos, onde tá o evangelho de Felipe, o evangelho de Tomé, o apócrifo de João, né, onde tá vários desses textos. E tem um deles que é um texto do gnosticismo setiano chamado Zostrianos. 1:26:48 Os austrianos diz o seguinte: os quatro, lembram do triângulo? Aqui embaixo tem quatro, beleza? Os quatro existem porque são expressões da verdade, do conhecimento. Eles existem, embora não pertençam a protofanes. Ai, meu Deus, segurem aí. Mas a mãe, pois ela é um pensamento da mente perfeita da luz, para que as almas imortais recebam conhecimento para si mesmas. Então aqui, ó, só pra gente se ajudar a entender, um texto gnóstico chamado Zustrianos, que circulou na escola de Plotino lá no século II. Não tô conseguindo andar com o meu negócio aqui. Ele vai falar dos quatro e eles não pertencem a protofanes. Mais uma palavrinha aqui pra gente aprender. 1:27:48 É live, mas eu tô dando aula, né? Espero que vocês estejam gostando. Proto fanis. Protofanis é um sinônimo para Cristo nos textos gnósticos. Porque protofanes em grego significa a primeira luz, né? O útero universal dá luz ao logos, que é o primeiro filho, né? A primeira luz, protofanes. Então o texto aquiostrianos diz: "Os quatro existem, mas eles não pertencem a protofanes, mas eles pertencem a quem? A mãe, que é um pensamento da mente perfeita da luz. E ela é a gnoses do todo. Então ela que contém toda a gnoses, a totalidade das gnoses ou da gnoses, né? Vamos inserir aqui só para ficar mais claro aqui. A mãe mãe 1:28:50 primeiro igual o texto do Simão Mago vai dizer que o grande poder de luz deu origem ao primeiro pensamento que é a mãe do todo. Então, a figura da mãe fica muito explícita nos textos, gente, muito explícita mesmo. Outro texto. Então, eu marquei aqui, né? Marquei os trianos. Então, vamos marcar. Tem a mãe do Cristo, que é o Protofanes. Não fala que ela é virgem, mas fala que ela é mãe do todo. Outro texto. Ah, esse texto aqui é muito legal para quem gosta de aspectos femininos da divindade no gnosticismo cristão. Chama protenóia trimórfica. Então eu não tava falando que a mãe se chama pronoóia ou protenóia. É o primeiro pensamento. Trimórfica, três 1:29:50 morfos. três formas. Eu não falei que a mãe era tríplice, que é mãe, esposa e filha, é mãe do todo, eh, correlacionada ao Cristo e a alma que cai e que precisa ser resgatado. Então, é as três formas da do pensamento divino primordial. Esse é o nome do texto, protenol e a trimófica em grego, mas é só pra gente entender. É um texto basicamente sobre a mãe tríplice, sobre o feminino tríplice no gnosticismo. Então tá aqui, ó, proteenoia trimórfica. O que que o Protenoia trimórfica fala? Abre aspas. Vejam só. Eu sou a mãe da voz. É como se fosse a própria mãe falando o texto. É muito legal. Também tá em Nagramad. também foi encontrado no Egito, também é dos primeiros séculos antes de dogma da da Mariana, etc. Eu sou a mãe da voz, a voz, o logos, o som que surge do silêncio, né? Então, eu sou 1:30:52 a mãe da voz falando de muitas maneiras, completando-o todo. É em mim que o conhecimento habita. É em mim que a gnoses do todo habita. O conhecimento das coisas eternas. Sou eu quem falo dentro de cada criatura, porque ela veio ao mundo e soprou e deu vida à humanidade e fui conhecida pelo todo. Sou eu que elevo o discurso da voz aos ouvidos daqueles que me conheceram, os filhos da luz. Então aqui a a ela falando que ela é a corredentora, né? Ela que ajuda o Cristo, o filho, o logos, que o logos é mais ativo nessa função, mas ela é a voz que fala dentro de nós. Ela é a voz da intuição, ela é a voz do conhecimento que desperta a sabedoria das coisas eternas e ela é a mãe do todo ao mesmo tempo. Por isso é esses esses vários aspectos do divino feminino no 1:31:52 gnosticismo. E aí é difícil de ler porque a gente começa a ver, olha, pode ser aqui, pode ser ali, tem várias formas de abordar, mas a gente tem eh mãe da voz, eu vou colocar como se fosse mãe do Cristo, porque Cristo logo o som, tô adaptando para facilitar, né? Eh, completo o todo, também é mãe do todo. Ela também é doadora de graça e de hipnoses. E aqui nesse trecho aqui nesse texto não falou nada sobre ser virgem ou imaculada. Mas vamos ver. Ela recebeu os cinco selos da luz da mãe protenóia e foi concedido participar do mistério da gnoses e se tornou uma luz. E aí o texto da Proteno Trimórfica. Eu vou ler só mais um trechinho dele e vamos pro próximo. Mas olha que lindo, 1:32:53 gente. Vocês vão gostar muito de ler esse texto um dia. Eu o primeiro pensamento, a pronóia e a barbelô, a perfeita glória. Que que se fala sobre Maria? Às vezes glória, Maria, Maria gloriosa, não tem, né? A perfeita barbelô, a perfeita glória barbelô, pronoóia, a imensurável, invisível. Eu sou a imagem do espírito. Através de mim, tudo tomou forma. Eu sou a mãe. Eu sou a luz que foi apontada como virgem. Então tem virgem também. Ela é a mãe do todo, mas ela também é a virgem. Olha só que interessante. Pros gnósticos setianos, a mãe é virgem. Tão vendo como tem muito texto falando disso e não depende da da teologia mariana. Eu sou a mãe, eu sou a luz apontada como 1:33:54 virgem. Ela que é chamada meiroteia, o útero incorruptível. Ah, ela também é virgem imaculada. Ela é intangível, ela é incorruptível, ela não é corrompida pelas forças da sombra. Sou irrestrita e imensurável. Sou a voz que aparece através do pensamento. Sou unida com o outro. Sou chamada de pensamento do invisível. Sou a imaculada. Ó, texto gnóstico. Protenoia trimórfica. Sou a imaculada. Sou a mãe do som. A mãe do logos, falando de muitas formas e completando tudo. O conhecimento Agnoses está em mim, um conhecimento que é eterno. Eu falo em cada criatura e sou conhecida por todos. Eu sou a palavra da voz inefável. Sou luz imaculada. 1:34:55 pensamento que vem claramente através do grande discurso da mãe. O filho é a minha fundação. O discurso existe desde o princípio da fundação do pleroma. Então, ela é a mãe, ela é a virgem, ela é imaculada, ela é a mãe do todo, ela é doadora de ignoses e ela é doadora de graça. E não estamos falando de Maria. Percebem como é bonito esses textos? Mais um ensinamentos de Silvanos. Esse texto é da época do Paulo. Alguns autores cogitam que esse Silvano seria o Silas que tem nas cartas paulinas. E esse é um texto muito prático, fala de virtude, também está em Nagramad, também um desses apócrifos encontrados no Egito. E ele diz o seguinte: "Retorne, meu filho, ao seu primeiro pai, Deus, e a sabedoria, sua mãe, de quem você veio a 1:35:57 existir desde o princípio, para que você possa lutar contra os inimigos, os poderes do adversário, que são os arcondes. Então, retorne ao pai e à mãe, que é sabedoria de quem você veio existir desde o princípio. Então, no ensinamento de Silvanos, eu pus aqui, pus ensinamento de Silvanos, ele é a mãe, é a mãe de todos, é a mãe que que tudo existe desde o princípio e ela também é a sabedoria. Então, eu devia ter posto sabedoria aqui, né? Sabedoria. Temos aqui a mãe. Vamos mais um pouquinho. Eu vou parar para olhar vocês. Outro texto de Nagramad, outro apócrifo do Egito. Segundo tratado do grande sete, o texto do gnosticismo setiano. A perfeita majestade está em repouso na luz inefável, na mãe da totalidade. 1:37:00 Perfeita majestade está em repouso na luz, que é a mãe da totalidade. E todos vós que me alcançam se aproximam de mim, que sou perfeita por causa do logos. Então, a gente tem a mãe da totalidade no segundo tratado do grande sete. Deve ter outras passagens, eu peguei só algumas para ilustrar. Temos um outro texto que alguns autores consideram um texto que se aproxima muito do gnosticismo dos ofitas, aqueles que colocam a serpente como um símbolo de sabedoria que doa o conhecimento, né? Que é uma outra leitura do do Gênesis do Éden lá da expulsão do paraíso. Sem pecado original. O pecado é ignorância. O e gnostos também é um apócrifo, também tá na ramade, também é gnóstico. Diz o seguinte: "Um outro princípio veio do homem imortal, que é chamado gerador autoperfeito. 1:38:02 Ele recebeu com sentimento de sua consorte a grande Sofia. Ele revelou o primeiro gerado andrógeno, que é chamado primeiro gerado filho de Deus. Seu aspecto feminino é Sofia, a mãe do universo, que alguns chamam de amor. Então aqui, Sofia é a sabedoria, Sofia é a mãe do universo, é o aspecto feminino de Deus e ela também é a representação de amor. O texto gnóstico fita é o gnostos. Então ela é a mãe. Me ajudei aqui. Pera aí. Filho de Deus. Tanã. Sim. Então, ela é a mãe do filho de Deus. Não é o gnosto. É a Sofia, não é a Maria. Ela é a mãe do universo. Mãe do Taticando todas, né? 1:39:05 E eu vou botar aqui graça como se fosse amor, tá? Porque acho que tem a ver. Falta pouco. Vamos agora pro Códice de Bruce. Códice de Bruce, para quem não sabe, a gente tem publicado aqui em português. Única tradução que vocês vão encontrar em português, ai é a minha. E não é porque é minha não, mas é porque foram anos trabalhando nessa tradução. É um texto muito legal. é um apocalipse gnóstico desses gnosticismos super complexos, metafísicos, tem muito a ver com pissofia, é uma revelação desses mundos divinos e também é do século ou antes, né? Mas a redação final, a estruturação do texto é do século I, ou seja, muito antigo, muito antes de dogma da Mariano, né? E também aparece a figura da mãe. Tem aqui no códice de Bruce que minha câmera fica desfocando, 1:40:06 mas é isso aí. Minha unha tá horrível. Nossa. Eh, vamos lá. Códice de Bruce. Uh, perdi aqui. Vou ler só um trecho do Códice de Bruce. Não, vou até mostrar para vocês que esse aqui, esse aqui é legal. Vamos mostrar. Pronto. Assim a gente estampando. Vamos ler juntos. Esse texto foi descoberto no século XVI, lá no Egito. Ele sempre no Egito, né? E ele é chamado Apocalipse sem título porque tá faltando as primeiras páginas. Então, mas é um apocalipse no sentido de uma revelação dos mundos divinos. Lá no capítulo 13 a gente tem esse trecho. Vou dar um zoom aqui pra gente aqui. Aquilo que era é bem metafísico 1:41:08 complexo, tá gente? Então tenham paciência. Aquilo que era separou a si mesmo do não existente. O ser, o ser, o que existe, o que não existe, o inefável, o absoluto, o que foi criado, o que foi gerado. É essa linguagem filosófica. Aquilo que era separou a si mesmo do não existente. E o não existente é o mal manifestado na matéria. O poder envolvente separou aqueles que existem daqueles que não existem. O existente foi chamado eterno e o não existente foi chamado matéria. Ou seja, matéria não existe. E no meio separou os existentes dos não existentes e colocou véus entre eles. Dispôs poderes purificadores para que pudessem expurgá-los e torná-los limpos. Assim, colocou ordem naqueles que existem dessa forma e colocou a mãe como chefe ou cabeça. Doou a ela 12 eons, 12 eternidades. E cada eonom possui uma miríade de poderes. Há também uma monada e um 1:42:10 enéon. Aí é complexidades do texto. Então, primeiro, o que que a gente tem aqui? que tudo que existe e que não existe, da parte material até a parte não material, a o chefe disso tudo é a mãe e ela é a cabeça. E ela recebeu a doação de 12 eternidades. Então fiquem com essa imagem, tem um motivo. Terceiro parágrafo, colocou nela um útero universal. Ó, mesmo termo do apócrifo de João, útero universal. Deu a ela um poder, uma veste de luz, e esse poder foi escondido dentro dela, de modo que permaneceria oculto e ninguém o conheceria. Agnoses ocultam. Esse poder colocou nela a mãe um grande cesto. Como aquelas mulheres ascariatides na Grécia, nos templos que carregam o cesto 1:43:11 de oferendas nos templos, né? Então aqui é uma imagem, né? Mas esse poder divino coloca nessa mãe que é a chefe, que tem 12s, um grande sexto. E esse sexto tem três poderes, o não gerado, inabalável e o de grande pureza. Dou para o sexto outros 12 poderes que eram coroados e o envolveram. 12 poderes que envolvem o cesto na cabeça da mãe. Deu também os sete comandantes que possuem um selo do todo-pereroso e possuem em suas cabeças coroas com 12 pedras adamantidas, adamantinas vindas de Adão, o homem da luz. Quem é que é coroada com 12 estrelas na igreja? Esse texto é do século 2, cento e poucos. Os dogmas marianos surgiram depois essa essa mariologia, 1:44:11 mas tem 12 estrelas numa coroa na cabeça de Maria. Isso é um texto cristão gnóstico. Aparece a figura de Jesus. Aqui aparece termos como Cristo, mas também aparece a mãe que tem um cesto em sua cabeça coroada com 12, que sustenta o universo porque ela é o útero universal e nela surge todas as coisas, inclusive as coisas materiais. E aí, vocês acham que tem alguma coisa a ver com mãe no cristianismo antigo gnóstico? Ah, eu adoro esse texto. Tem tem disponível no site da editora Garbalux. Tem o apócrifo de João, tem esses aqui atrás de mim, cheio de texto gnóstico para vocês estudarem. Vamos lá. Então, a gente tá na nossa tabelinha. Então, o códice de Bruce, eu já adianto para vocês, eu não li todas as passagens, mas tem a mãe do 1:45:12 Cristo. Ela é virgem, não lembro sobre imaculada. Eh, ela é mãe do todo e ela tem graça, ignoses, conhecimento, amor, poder e tudo. Tem tudo isso aí. Ah, tem um outro trecho aqui do do códice de Bruce. Ela é a imagem do pai, a verdade do todo, a mãe de todos os eons que envolvem todas as profundezas. Então, é uma mãe muito profunda. Através de ti, a mãe vimos o pai. Ah, olha só, ela é mediadora, gente. Através da mãe vimos o pai, a mãe de todas as coisas escondidas em todos os espaços dos eons, a mãe geradora de todos os eons. Tô lendo o códice de Bruce. Ela é agnoses dos invisíveis. Tua imagem 1:46:14 é a mãe dos incontáveis poderes intransponíveis. Através da tua imagem, nós te vimos e recebemos a coroa do imperecível conhecida através de ti com louvor. Tu para todo sempre, o filho único de Deus. Amém. Tá assim no códice de bruci, mas ela é a mediadora. Então temos na, não vou chamar de mariologia porque não é Maria, mas temos no gnosticismo cristão uma mediadora. Ah, eu pus aqui já. Então, ela é mediadora, ela dá a graça e ela traz para próximo do seu filho e do pai do todo. E aí esse trecho do códice de Bruce, é o último que eu peguei deles, é muito bonito, porque ele continua falando e aí diz que 1:47:15 Cristo, aí aparece Jesus e ele deu um mandamento de nunca fazer mal ao outro e que todos devem ir para a mãe do universo que está ao lado do pai. Ã, corredentora. Busquem a mãe do Não façam mal aos outros e busquem a mãe do universo que está ao lado do pai. E aí o texto segue. E os poderes da mãe cantaram um hino ao filho, louvando o um. Então, a gente tem no códice de Bruce a Assunção no céu ao lado do Pai. Só falta do três, três, três textos que eu trouxe. Tem muito mais. Eu peguei só os que eu lembrei. Evangelho de Tomé, famoso texto. Tem copo em grego, tem copo em cópta. É o 1:48:16 mais comentado pelos que não estudam gnosticismo, mas tentam chegar perto aí dos apócrifos. Mas é um texto muito bom. Tem uma playlist inteira aqui no canal apócrifo estudando 114 ditos do evangelho de Tomé. Mas lá no dito 101 Jesus tá tá explicando, na verdade são sentenças de sabedoria, né? São sentenças curtas. E Jesus fala algumas coisas e ele diz o seguinte: "Minha mãe me gerou, mas a minha verdadeira mãe me deu vida eterna, né? Subsse entendeu eterna". Então, minha mãe me gerou, minha mãe Maria me gerou num corpo físico aqui nesse mundo, mas a minha verdadeira mãe me deu a vida eterna. No evangelho de Tomé, Jesus faz essa distinção entre como se fossem duas mães. Ou seja, ele não está falando de Maria, ele está falando da mãe do todo que dá a vida eterna, que representa as águas da vida que se derramam no cálice da nossa alma. 1:49:20 Então, Evangelho de Tomé, a gente tem a mãe mãe do Cristo ou mãe do todo. Ah, minha tabela aqui, eu acho que eu vou ter que reformular ela, mas vocês estão pegando. Depois vou mostrar uma imagem aqui para vocês. Eu pus aqui o livro sagrado do grande espírito invisível. Não pus. Olha só. Então vocês vão fazer junto comigo. Ah, não vai caber. Hum. Ah, meu Deus. A lá não dá para ver nada. Eu vou acrescentar uma linha aqui, ó. Abaixo tem o também de Nagramad outro apócrifo 1:50:21 gnóstico setiano. Livro sagrado do grande espírito invisível. Quem que é o espírito invisível? Ah, é o Espírito Santo. Ah, que é feminino, que é a mãe virgem. É isso aí. Livro sagrado do Espírito Santo. Esse é o nome do texto gnóstico. Basicamente do Pai surgiram as luzes, o pensamento, a palavra, a incorruptibilidade, a vida eterna, a vontade, o inteligível, o conhecimento e o pai de todas as coisas. E surge a mãe, a mãe que é virgem e chama-se Barbel. O filho é silêncio com silêncio, conhecimento do pai e excelência da mãe. Só um trecho do livro sagrado do grande espírito invisível. Surge as luzes, as virtudes. Surge a mãe que é virgem e chama 1:51:23 Barbelô. E o filho é conhecimento do pai e excelência da mãe. Então estão mãe e pai em igual importância nesse texto. A mãe é chamada de virgem e ela é chamada de barbelô. Então aqui vocês começam a entender quem é barbelô pros textos gnósticos. É esse número dois que eu pus ali naquele triângulo que é a mãe do filho. Óbvio, é virgem. E e é isso, ela chamada de barbel. Então são duas características em outro texto gnóstico. Então, ó, se falarem para vocês que barbelô é o barbelô, aí você já pode saber que quem tá falando não entende nada de gnosticismo, porque tem que ser muito ignorante para chamar barbelô de o e não de a, né? Porque é o espírito, mas é feminino, porque é o espírito do útero universal do todo, que é virgem, que dá a luz, que dá 1:52:24 surgimento à luz, né? Até a expressão, né? Ela deu a luz ao bebê, deu a luz, vem daí também, né? Provavelmente é da escuridão do útero, que é representa até no no tauísmo a gente a energia in que é escura, que é as águas da vida, que dá a luz, ao primeiro sopro. O bebê respira o primeiro alento, né? quando vê a luz, quando sai pelo canal, né? Então tem aí um movimento em direção à vida, associado a um aspecto feminino que é esse útero universal. Que dia desse eu vi um especialista aí vendendo curso falando o barbelô. Eu falei: "Meu Deus, não pode". Bom, vamos terminar. No evangelho de Felipe também está em Ramad, também é um texto gnóstico, ã, valentiniano, né? Esse aqui é mais cristão valentiniano. No parágrafo 85, mais ou menos, o Evangelho de Felipe tem uma playlist 1:53:25 aqui no canal completa. Estudamos ele na íntegra, ele é enorme, a playlist levou quase dois anos pra gente terminar o estudo dele e eu sugiro ver só depois de ver o Evangelho de Tomé, porque senão vocês vão achar muito difícil. Mas tem um estudo aí explicadinho, parágrafo por parágrafo. Quem quiser ver, só ir lá nas playlists. Mas lá no parágrafo 84 85 tem o seguinte, tem o seguinte, olha que legal. Aqui são símbolos alquímicos que eu botei porque eu tava explicando na aula. Então só peguei de lá. Se um mistério pode ser dito, o pai de tudo que existe uniu-se com a virgem que havia descido. Novamente a figura da virgem. E o fogo brilhou para ele naquele dia. Ele revelou o poder da câmara nupcial, porque o evangelho de Felipe vai falar dos cinco sacramentos e o último e mais 1:54:25 sagrado dele é a câmara nupsial, que é um mistério que tem tudo a ver com a alquimia, é muito complexo e tal. Então, o texto tá falando disso. Portanto, seu corpo passou a existir naquele dia. Surgiu na câmara nupcial como alguém que veio existência por meio do noivo e da noiva. Foi assim que Jesus estabeleceu a totalidade para si em seu coração. E por meio destes, do noivo e da noiva, é conveniente que cada um dos discípulos entre em repouso. Eu explico tudo isso lá nas aulas da playlist do Evangelho de Felipe. Mas aí vejam a sequência. Adão veio a ser por meio de duas virgens, do espírito e da terra virgem. Então, tem a mãe do espírito virgem e tem tipo Gaia, a mãe da terra, a mãe que é criada na matéria, né? Na matéria criada. O Cristo, portanto, nasceu de uma virgem para retificar a queda que houve no princípio. Então, aqui não estamos falando de Jesus. O parágrafo de cima falou de Jesus, porque ele tá explicando como Jesus estabeleceu 1:55:27 esses mistérios. Agora, no parágrafo seguinte, estamos falando do mito gnóstico. Adão, a virgem do espírito, a terra virgem. E assim a gente retifica, restaura aquilo que foi quebrado na queda, né? Então, a gente tem aqui a figura da mãe e da virgem. Então, achei que valia a pena a gente mencionar essa. Então, vamos voltar pra tabelinha. O evangelho de Felipe, temos uma mãe do Cristo que é virgem, mas não estamos falando de dogma de Imaculada Conceição, nem de que Jesus é filho do Espírito Santo e não pode ter um pai pai normal como todo mundo, como se fosse pecado ter mãe e pai. E faltou por último só o Picho Sofia, que é um texto longo, complexo. Ah, não, faltou aqui um um outro legal que é legal. Ainda vocês ainda estão aqui comigo. Eu eu vou parar e ler vocês, eu 1:56:27 prometo. É que eu só quero terminar a tabelinha. Então, vamos lá pro pro p aqui que eu queria ler com vocês. Essa aqui, ó. Ai, me ajeitar aqui. Hum. Aqui outra passagem. Isso aqui eu também desenvolvo lá nas aulas, mas só para vocês verem. Evangelho de Felipe. O Evangelho de Felipe é um texto gnóstico da escola valentiniana do século I. A estruturação, redação e edição dele atribuída aí o século I. E vejam que ele está dialogando com outra comunidade cristã, porque ele tá rebatendo alguma coisa que provavelmente veio de uma comunidade cristã ligada à igreja de Roma. Então, vejam só como eles estavam, que tinha discordância, né, que a igreja não era a dona do cristianismo. Capítulo, o parágrafo 16. Alguns dizem que Maria concebeu por obra do Espírito Santo. Eles estão enganados. 1:57:29 É um grupo gnóstico do século II falando isso. Ó, quem diz que Maria concebeu por obra do Espírito Santo está enganado. Não sabem o que dizem. quando uma mulher alguma concebeu por obra de outra mulher. [risadas] Só entendendo o gnosticismo para decifrar isso aqui, gente. Quanto que uma mulher concebeu por obra de outra mulher? Por quê? Porque os gnósticos ensinam que o Espírito Santo é a mãe. Como que uma mãe pode conceber por obra de uma mãe? Maria, agora estamos falando de Maria. Maria é a virgem que nenhum poder conspurcou. Ela é uma grande anátama para os hebreus, os apóstolos e seus seguidores. Essa virgem que nenhum poder violou, os poderes violaram a si mesmos. O Senhor não teria dito: "Meu pai que está nos céus se não tivesse outro pai". N que os 1:58:29 redatores do Evangelho de Filipe tinham acesso ao que depois a gente ficou conhecendo como sinóticos. eram evangelhos que circulavam em várias comunidades, né? O Senhor não teria dito: "O meu pai que está no céu se não tivesse outro pai". Ele diria: "Só meu pai tem o meu pai que está na terra e meu pai que está nos céus, igual no evangelho de Tomé, minha mãe que me gerou e minha mãe que me deu a vida". Jesus tá fazendo esse contraponto nos ensinamentos dele. Agora aqui aparece Maria é uma virgem que nenhum poder conspurcou, uma virgem que nenhum poder violou. Eu vou explicar isso para vocês, mas eu quero que vocês segurem aí, só pra gente anotar primeiro. Evangelho de Felipe tem virgem e ela não foi conspurcada, não foi 1:59:31 maculada por nenhum poder. Então ela é imaculada. Temos uma virgem imaculada no evangelho de Felipe e é Maria. Tá sendo falado isso de Maria. Já vou explicar para quem não tá entendendo. Eu acho que muitos de vocês já entenderam, mas a gente vai só ver o o P Sofia antes de eu explicar isso para ficar direitinho. Bom, no peixe Sofia eu perdi aqui o trecho que eu tinha pegado, mas Peix Sofia também é o tratado de gnosticismo valentiniano, ou seja, ele também é a redação atribuída ao século 2 para três, mais pro três a redação final. E o POF é um tratado muito grande, muito profundo, muito complexo, parece bastante com o conteúdo do apocalipse de Bruce. E e ele vai falar dessa desse dessa mãe, desse aspecto feminino da divindade, né? Sofia como a sabedoria, mas também a 2:00:32 Sofia que que cai. Então porque a Sofia não é assim, volta em mês, vocês me falam que ai, por que que eu tô pagando pelos pecados de Sofia? Ela lá que cometeu um erro e eu que tô aqui? Não, gente, Sofia somos nós, é a nossa alma. É um mito, uma metáfora para queda, para para pro rompimento da alma. Ela ela quebra a conexão dela com o espírito, porque ela olha para baixo, ela se confunde, ela ela cai na matéria e ela fica cegada, né? Por isso que Jesus fala tanto em quem tem olhos para ver, né? Aquele que ah que encontra a verdade, que consegue a salvação, a sabedoria, né? Tem toda esse linguajar que Jesus usa. Então, a Sofia é a nossa alma que cai. A Sofia representa a alma que é contaminada pelos poderes, aquele que a gente acabou de ler no no Evangelho de Felipe, né? Maria é a Imaculada, mas a Sofia no mito dessa queda dela no mundo, é aquela que vai ser perseguida 2:01:34 pelos poderes e contaminada pelos poderes. E ela precisa se libertar e por isso ela tem lamentações e ela pede ajuda para o Salvador, que é a figura do Cristo. É a Sofia, ela não, eu não vou falar de Sofia. No texto do P Sofia tem essa parte que é o os capítulos um e dois, que é esse mito, o mito da queda de Sofia e como ela reencontra o seu esposo, né? Jesus também usa muito a linguagem das bodas no no Novo Testamento. Tem no Evangelho de Felipe a Câmara Nupcial, mas tem ah, se a noiva não está com a roupa branca, né, que representa a purificação da alma. Ah, se você vai para a festa do noivo, você não vai, não sei quê. Ele tem várias parábolas que ele fala das bodas, né? E aí é os dois primeiros livros de Pofia. Mas nos outros Jesus também tá falando dos mistérios do pós-mte, da 2:02:35 reencarnação, do julgamento das almas. E no livro 4, 5, 6 de P Sofia, que são vários capítulos que a gente chama de livro, aparece a figura da Virgem de Luz, que não é Sofia. Tem a a Sofia Chamô, que é a Sofia caída, e que é a nossa alma. Mas tem a Virgem de Luz. A virgem de luz, ela ela fica como se num trono, no limite entre os poderes que nos corrompem e o mundo celestial. Ah, ela fica no meio do caminho. A Virgem de Luz é a que dá a passagem pro reino de Deus. É a que diz: "Você precisa voltar numa próxima encarnação, ou seja, você vai ter um renascimento porque você ainda não encontrou os mistérios da gnoses, né? pros gnósticos, a salvação e mediante essa gnoses, que é um conhecimento revelador que revela-se pra alma como uma sabedoria da consciência que desperta, né? E e essa 2:03:38 Virgem de Luz, ela é como se fosse a que abre as portas pro pleroma, abre as portas pro mundo divino. A alma que desperta gnoses, ela encontra os mistérios do reino dos céus. E aí a Virgem de Luz permite que essa alma passa, ou seja, ela é uma mediadora entre os poderes do mundo terreno e os poderes celestiais. Então, em Pofia, a gente tem uma virgem de luz que é mediadora, não, mas aí uma coisa que aproxima da mariologia. Eh, mas a gente tem uma outra ideia no P Sofia. que o pessoal adora essa pis Sofia, além de dessas partes dos mitos e tal, tem Jesus. Jesus no pós morte, pós ressurreição, num corpo de luz que conversa com os discípulos, que não são 12 apóstolos, são 18 discípulos entre homens e 2:04:39 mulheres nominados, né? incluindo Maria Madalena, que é a que mais fala e participa do livro todo. Mas tem outros, tem Arimateia, tem Bartolomeu, tem Maria, a mãe. E em momento do texto, Jesus está explicando que quando a humanidade foi criada, as forças criadoras do cosmos, as forças criadoras do nosso mundo material, junto com o demiurgo, né, que a gente chama de arcontes nos mitos gnósticos, essas forças elas criam o corpo humano a partir dos quatro elementos: fogo, ar, terra e água. né? E a partir de poderes ou daimôni, a gente lembra lá das cartas do Paulo, as potestades, os poderes, as autoridades, que Cristo veio ao mundo lutar contra essas autoridades, né? Esses daimônios, esses poderes, essas forças que lidam com o mundo material moldam o homem e 2:05:41 aprisionam a alma nesse corpo que é uma espécie de caverna. É bem platônico o negócio. E tanto no Picho Sofia quanto aqui no apócrifo de João, existe essa ideia de que essas forças criadoras, construtoras e aprisionadoras da alma, que alguns textos são chamados de arcontes, eles perseguem a alma. Eles tentam, eles fazem de tudo para corromper a alma, para macular a alma. E aí no apócrifo de João, eles não conseguem pegar a centelha divina ou a hipnóia da luz, que é essa alma feminina que a mediadora envia para auxiliar a humanidade e despertar o homem do sono, né? Então, ela é tem a imagem de de que ela é violentada, ela é atacada no jardim e ela gera Caim e Abel, que não seriam 2:06:41 filhos do Adão da Luz, só sete, por isso os gnósticos setianos. Mas ela não é corrompida pelos arcontes. Ela não é atacada por essas forças telúricas terrenas que representam a constrição da matéria e a criação das paixões e dos vícios. No sofia, a mesma coisa explicado que a alma tem si grudada nela essas forças que fomentam os vícios na alma, que fazem a alma pecar, ou seja, errar na sua jornada no mundo, enquanto ela caminha procurando passar pela Virgem de Luz, que é a mediadora. Eh, e aí Jesus tá explicando tudo isso pros discípulos e Maria, sua mãe, levanta o dedinho e faz uma pergunta. É muito legal ler o Sofia, gente, mas é difícil. Ela pergunta alguma coisa e Jesus explica. Que que ele explica? Ele explica que ele planejou, isso é os 2:07:44 mistérios do nascimento de Jesus para os gnósticos. Ele planejou o próprio nascimento antes de entrar no ventre de Maria. Os espíritas adoram, adorariam essa passagem. Ele apareceu para Maria na forma do anjo Gabriel para não assustá-la, porque ela era devota dos anjos, né? No judaísmo tem a tradição dos anjos. E aí ele fala que ele para ela, pra própria mãe, que ele nascerá para ela se preparar. e que ele agora acompanha aqui no slide que Jesus teria colocado no útero de Maria o poder da própria Barbelô, evitando assim que os poderes da terra, esses essas paixões e vícios 2:08:44 aprisionadoras, corrompessem a alma no útero de Barbelô. Porque a tendência é que todo ser humano que nasce gruda essas forças em nós. Na verdade, elas fazem parte da nossa constituição psicofísica até que a gente efetue a transmutação, a transformação da nossa consciência e a gente consiga, através da prática e da virtude se libertar dessas sombras, né? iluminar essas sombras, na verdade. Mas Jesus explica, né, os mistérios do nascimento dele pra própria mãe dele. Ele fala: "Você, o o molde para o meu corpo físico no seu útero, veio a partir daquela que é a própria mãe do todo. não passou pelos intermediários, não foi corrompido pelos arcontes, não foi maculado pelas sombras. E por isso, por isso o nascimento de Jesus foi 2:09:47 virginal, no sentido de foi puro, foi incontaminado, foi um nascimento imaculado, porque não foi maculado pelos arcontes. É assim que os gnósticos vão ler. Não tem nada a ver com imem, com membrana, com fazer ou não sexo. Tem a ver com a mácula da alma. Não tem a ver com o corpo físico. O corpo seria só um instrumento de manifestação das almas. E ele ele é destruído no fim de cada vida. E as almas retornam, segundo o Pisto Sofia, em outras vidas para novos corpos que são construídos por essas forças. As forças têm um poder de aprisionamento, mas a nossa alma também tem um poder de luz que vem do alto e também tem o poder do espírito virgem invisível, que é o poder da sabedoria, da intuição da nossa alma. Jesus tá explicando paraa sua própria mãe que o nascimento dele foi imaculado. 2:10:51 Isso é a pureza. V e leia-se virgindade de Maria. Ela é virgem no sentido de que ela é pelas forças negativas do mundo. Ao mesmo tempo, existe uma mãe virginal, um espírito virgem lá na na no divino feminino transcendente da metafísica gnóstica, que é outra coisa. E aí vejam como esses conceitos foram se misturando na formação da igreja. Aí tudo virou um dogma meio estranho, meio difícil de engolir até, mas quando a gente vê nos textos gnósticos, tem vários elementos que dialogam com essa mariologia. a questão da mãe do Cristo, o espírito virgem, o nascimento imaculado, estar sentado junto ao Cristo. É porque eu não comentei muito, mas a segunda Sofia que, né, que eu comento que o aspecto feminino é tríplice em alguns textos, a primeira é a mãe e a última é 2:11:52 a Sofia que cai, que é a esposa, que é a alma, que é a filha. Mas a segunda é aquela que se ergue novamente ao pleroma e é a seis exige de Cristo. Ela senta-se ao lado do Cristo. Cristo, a luz, a gnoses e Sofia a sabedoria, a vida. E por isso ela está sentada ao lado de Cristo. Mas é Sofia, não é Maria, não é Jesus, né? Aí a gente começa a ter um pouco mais de traquejo com os textos dessas outras comunidades cristãs gnósticas da antiguidade, antes de qualquer canone ser decidido, qualquer dogma e credo uniceno ser formado, que a gente começa a ver, olha, posso ter outra leitura sobre o que é Maria Virgem, mediadora, corredentora, tem outras leituras possíveis disso, né? E isso é é o que eu queria que vocês não concordassem, comigo, não é isso, 2:12:53 mas que vocês soubessem que existem essas outras leituras possíveis e que existem textos mais antigos na época da sua redação do que a definição do cân, né, que são tão antigos quanto os sinóticos e o evangelho de João, ou seja, outros cristianismos possíveis que foram abafados que falam que o feminino É muito importante que existe uma mãe universal, que existe um útero que dá luz ao Cristo, que existe essa ideia de um espírito imaculado. E tudo isso tá muito bem fundamentado em vários textos cristãos gnósticos que não dependem de dogma mariano. Com todo o respeito que eu tenho por Maria, porque eu gosto muito dela assim. E aí, por último, eu quero só mostrar para vocês que é são esqueminhas que eu faço nas minhas aulas, né? Esse aqui é uma pintura do Nicholas Rish que eu achei muito bonita. Me lembra muito assim, tem essa vibe azul de Maria, manto azul e branco, né? 2:13:56 Mas com essa esse tom assim cósmico universal, né? E aqui é um esqueminha que eu faço daquele mesmo triângulo que eu fiz aqui é em outra leitura, né? o um, a pronóia, a mãe que tem a graça e o Cristo como a primeira luz, o protofanis que é o logos. E tudo isso é o pleroma pros gnósticos, o mundo divino. Se vocês forem na internet, tem outros eh outras imagens. Vou até dar um zoom nessa aqui. Eh, são sistas que tentam mostrar o sistema gnóstico. Então, o que eu tava mostrando para vocês aqui na nesse nessa tetrácó, nesse triângulo aqui, né? Eh, a gente vê aqui, ó, o um, que é o o desconhecido, o dois, que é a mãe, o três, que é o filho e aqui as quatro luzes. Isso aqui é o triângulo de cima. Ah, os 2:14:58 gnósticos entendem que assim acima com abaixo e eles têm uma visão platônica do universo de que é um um reflexo, uma sombra, uma criação dual, né? Então eles fazem o seguinte, essa parte aqui de baixo, que são esses azuis mais escuros, eles refletem como um triângulo invertido, não é o mundo invertido lá do Stranger Things. Mas aí é outra leitura sobre a o o divino feminino nos gnósticos, porque em alguns textos que eu nem pus aqui na tabela, vou ter que pôr depois, que é o sobre a origem do mundo, que também tá na gramadas, a gente tem Sofia na oitava. A oitava é logo acima dos sete céus, que representam sete arcontes, tá? Então, a gente tem os sete arcontes. E aí a humanidade tem essa essa ideia de que a humanidade precisa fazer esse 2:15:59 caminho de retorno para vencer os sete céus e chegar até a Sofia, que tá logo acima mediando entre a sétima e a oitava. Uma uma divindade feminina que é mediadora. Cristo tá acima da Sofia, ou seja, ela tá entre Cristo e a humanidade, portanto, ela é mediadora, Sofia. Só que aí tudo isso pegaram tudo isso que eu tentei mostrar muito resumidamente para vocês. Eu sei que tá longuíssima essa live, então quem tiver paciência, tiver gostando, obrigado por ter ficado. Mas tudo isso foi jogado no balaio de Maria, mãe de Deus, virgem santíssima Imaculada. Pronto, resolvemos. E perdeu-se todo esse ensinamento, toda essa filosofia, toda essa metafísica, toda essa parte dos mistérios de Jesus. 2:17:00 E ficou só o dogma mariano. E por isso que a gente acha estranho. Que papo é esse de Maria Nascimento Imaculado, Maria Virgem, Mediadora, corredentora. Que papo é esse? Se a gente não conhece o cristianismo gnóstico, realmente fica um negócio meio estranho, fica meio forçado. Vocês não sentem isso? que é meio forçado, mas é o que a gente vê no gnosticismo quando começo a fazer mais sentido. Para mim faz, eu não sei porque eu fico muito empolgada e faz muitos anos que eu estudo esses textos, mas mesmo que vocês tenham achar tudo muito confuso, olha lá, é muito nome, é muito texto, você fez uma tabela enorme, porque eu eu sempre faço mais do que precisa, mas se vocês tiverem ficado com essa ideia de que olha, pros gnósticos é pai, mãe e filho. A trindade tem o aspecto divino feminino. A mãe é chamada de virgem porque ela é não contaminada pela sombras, né? Não é um tabu físico sexual. Eh, ela dá luz ao Cristo, ela dá 2:18:02 nascimento ao mundo divino, ela é a mãe do todo, ela tem uma coroa com 12 luzes. Tudo isso foi apropriado pela igreja e passaram a régua e foram jogando fora e abafando essas comunidades gnósticas e assimilando de alguma forma também, né? Vocês percebem esse movimento? para mim fica muito nítido. E aí é isso que eu queria mostrar para vocês aqui fazendo essa live, né? Dar um resumão para vocês e mostrar que tem muito de divino feminino nos gnósticos que a gente precisa conhecer mais, inclusive para entender esse papo de mariologia e tal e ver como a igreja deturpou isso, ou simplificou ou apagou ou passou um rolo compressor ou tentou homogeneizar. Mas tem muito mais pra gente explorar textos antigos, século 1, século 2, de comunidades cristãs que tinham Cristo 2:19:03 como a centelha divina que que presente em nós, que é capaz de nos reunir ao Pai e que tem Jesus como grande exemplo a ser seguido. Então, talvez vale a pena para alguns de vocês. algum de vocês achar que faz sentido, vale a pena ir atrás nesse tipo de coisa. Então, era isso que eu tinha para hoje. Agora eu vou ler vocês. Prometo que eu vou ficar mais uns 20 minutos aqui. Nossa, eu vou levar é reclamação que eu demorei, mas vamos lá. Vou olhar porque importante a gente ver o que que vocês estão achando também e responder alguma coisa, se for possível. Então, matou a a matou a dúvida sobre que que é barbelô, que que é a mãe divina, por que que é mediadora, por que ela intercede por nós. Então, tem muito disso no no ensinamento gnóstico. 2:20:09 É, na Cabala tem a chequiná, a Creusa aqui tá comentando. Oi, Sheron. Não sei se a Sheron ainda tá aí, mas é uma amiga que ensina judaísmo. Muito bacana. Vou vou passar o olho, gente, e comentar algumas coisas. Não vai dar para comentar tudo, tá? Mas eu tô lendo todos vocês. Bom, lembrem de curtir o vídeo aí enquanto isso que vocês me ajudam. É, a tradição hindu também tem um culto à mãe divina. É verdade. É porque é universal, né? A igreja tirou o feminino da da religião, né? sobrou para as mulheres uma única opção. Ou você é a prostituta da Madalena, que, né, que eu já eliminei essa hipótese na na última live sobre Madalena, que não tem nada a ver com prostituta, mas aí 2:21:09 você vir uma arrependida ou você tem que ser virgem, porque se você for mulher e mãe nesse mundo, você é pecador na visão da igreja, né? Eu sei, eu tô simplificando, eu sei que eu tenho os amigos católicos que vão vir aqui discutir teoses e teologia. comigo, não sei quê, mas é como ficou pra maioria das pessoas, né, que é errado, é pecado, que é o sexo, é o pecado original, que que a única mulher que presta nesse mundo é a Virgem Imaculada. E eu acho que a Maria presta e muito, ela é maravilhosa, mas não é isso que o cristianismo original, a meu ver, ensinava sobre inclusive o aspecto feminino do divino, né? E mãe é tudo de bom, né? Mãe acolhe, mãe nutre, mãe tem o leite, mãe educa, mãe cria. Imagina Jesus sendo 2:22:09 criado por Maria. Isso é fantástico. Eu tô agora, tô viajando aqui. Mas é isso que o que o que a Sand aqui comentou, né? A igreja assimilou influências gnósticas e reinterpretou. e institucionalizou. E como era muito complexo, como vocês estão vendo aqui, eh eles eliminaram, não é só assim, ah, vamos colocar em níveis, né? Vamos começar no no ensino fundamental, um, ensino fundamental dois, ensino médio, faculdade, pós-doutorado, né? Não, eles deixaram só o mais básico, porque ah, tem que só crer, só acreditar, é só dogma de fé. a gente que manda, que tem a hierarquia, a instituição que tenha detenha as chaves do céu e e toda a população tem que seguir, porque é um projeto político, né, de conversão de uma população, não é mais acesso aos mistérios, não é mais transformação da alma, da mente, não é mais eh 2:23:10 transcender eh consciência, a deixa de ser uma uma tradição espiritual e passa a ser uma religião populacional de controle político, né? E aí tudo tem que ser passado, né? Vai homogeneizado assim, vai ficando no raso. Tem coisas muito bonitas ainda que ficaram na igreja, felizmente e que inspiraram muitos místicos. Mas vejam como tinha muito mais que a gente podia ter ter tido acesso e conhecimento. Isso. Demiurgo, muitos textos representam o ego, né? O a ignorância, o eu, o eu egoísta, o eu contaminado pelo vício e pela ignorância, né? Ah, sim. O Cristiano comentou e esse símbolo que tem a ver com a estrela de Davi em algumas leituras, né? O 2:24:10 triângulo para cima e o triângulo para baixo, quando eles se harmonizam, que significa a luz iluminou o mundo e a virtude venceu o vício e a sabedoria prevaleceu. Aí a gente tem a o hexagrama, né? Esse conteúdo vocês acham no apócrifo de João e nos outros textos gnósticos. Eu sugiro começar por esse, mas esses dois aqui também são bem acessíveis. Esse aqui também lá eu vou botar aqui o site. Eu tem na descrição do vídeo abaixo, mas quem Deixa eu só digitar aqui que não dá para falar e digitar ao mesmo tempo. HTTPzinho aqui. Aqui a editora não é minha não, tá gente? Eu só eu só trabalho com eles. São pessoas muito honestas, muito legais. é uma editora independente que 2:25:12 produz estudos de textos gnósticos, dentre outros também tem Vedanta, Templários e outras coisas. E a gente faz um trabalho muito honesto, assim, e a gente tá tentando trazer esses estudos de forma acessíveis pro Brasil, não só o texto traduzido, né? Não é só, ah, comprei um apógrafo aqui, baixei o PDF do apógrafo, às vezes super mal traduzido no Google Tradutor ou com alguma IA que nunca pensou a respeito desse assunto, não sabe as nuances do ensinamento, né? que a gente traduz o texto, comenta, dá o contexto da descoberta e tudo. Pois é. Então, se vocês quiserem, tem aí no site. Tem outros também, eu tenho vídeos aqui que eu recomendo outros livros, né? Tem outras coisas boas. Mas é isso, Liliandro, obrigada. O importante é que o aspecto do divino feminino não será apagado. Que Sofia, mãe, nos ilumine a todos, né? No hinduismo tem a Marra dev, né, também. E bom, 2:26:15 e agora eu vou vou de sair que são quase 11 da noite. Então, obrigada aí por quem acompanhou e desculpem o horário, era muita coisa, né? Mas agora a gente pode ter uma visão aí de uma outra teologia mariana, que na verdade é uma teologia sofiânica, barbeloiana, da pronóia, da mãe divina, da diada indefinida. É outra outra história do da gnoses cristã. Então, obrigada pessoal, até uma próxima live. Vejo os membros na terça-feira pro nosso estudo gnóstico. Vou encerrar aqui. Ciao. Ciao.